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Ibovespa futuro é impulsionado por novas pesquisas para o segundo turno, enquanto o dólar recua e o petróleo dispara no exterior
O Ibovespa futuro (INDFUT) iniciou o pregão desta terça-feira (20) em forte ritmo de alta, impulsionado pela reação dos investidores às novas pesquisas de intenção de voto para o segundo turno da eleição presidencial.
Por volta de 9h10, o contrato futuro do índice subia 1,25%. O indicador alcançou 211.210 pontos. Portanto, o mercado registrou um ganho de quase 2,2 mil pontos frente ao fechamento anterior.
Enquanto isso, o dólar à vista abriu em queda de 0,05%, cotado a R$ 5,0456. Esse movimento acompanha o índice global DXY. O indicador internacional também recuava 0,12% no mesmo horário.
Segundo apuração do portal MoneyTimes, a corrida eleitoral atrai toda a atenção dos investidores nesta reta final. O mercado financeiro analisa os dados da primeira pesquisa Real Time Big Data. O levantamento mostra Flávio Bolsonaro com 48% das intenções de voto, enquanto o presidente Lula soma 45%. Assim, os candidatos seguem em empate técnico na margem de erro.
A corretora Monte Bravo destaca que o cenário político influenciará os preços dos ativos. Além disso, os analistas recomendam cautela ao investidor. O acirramento das disputas exige maior seletividade nas decisões de investimento.
Enquanto o cenário doméstico é pautado pela política, os mercados internacionais operam com maior cautela. Nos Estados Unidos, investidores acompanham a proximidade das eleições de meio-mandato (midterms), a temporada de balanços corporativos e as tensões geopolíticas.
As cotações do petróleo dispararam no exterior, levando o barril do tipo Brent ao maior nível em cinco meses (US$ 111,24, em alta de 1,53%), impulsionado por novos ataques do grupo houthi a instalações sauditas. Em Wall Street, os índices futuros registravam comportamento misto e pressionado por quedas no setor de tecnologia, após forte desvalorização em estreias recentes do segmento de inteligência artificial na Ásia.