Agência Brasil
Irã
O bloqueio da maior artéria petrolífera do planeta pode afetar os preços dos combustíveis e mergulhar as grandes potências asiáticas em uma crise energética sem precedentes
O Estreito de Ormuz é uma passagem estreita e vital. Ele liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. Por isso, ele serve como o único caminho do golfo rico em petróleo para o Oceano Índico. Esse local é, sem dúvida, um dos pontos de estrangulamento mais importantes do planeta.
Navios petroleiros transportam cerca de 17 milhões de barris de óleo por dia através do Estreito. Esse volume representa de 20% a 30% do consumo total do mundo. Além disso, as rotas alternativas, como oleodutos, são muito limitadas. Portanto, aproximadamente 88% do petróleo que sai do Golfo Pérsico passa obrigatoriamente por esse canal.
O Estreito possui apenas 30 milhas de largura no ponto mais estreito. Por causa disso, a Organização Marítima Internacional criou um esquema de separação de tráfego.
Duas faixas de navegação: Uma para entrar e outra para sair.
Largura: Cada faixa tem apenas duas milhas de largura.
Zona de amortecimento: Uma faixa de duas milhas separa os dois fluxos.
Consequentemente, navios enormes e militares têm pouco espaço para manobras. Eles raramente conseguem evitar obstáculos dentro dessas rotas confinadas.
O Irã controla essa rota crucial porque é o estado costeiro dominante. As águas são tão estreitas que os navios inevitavelmente navegam por áreas que o Irã reivindica. Mas fechar a passagem é uma tarefa difícil. Quase toda a largura do Estreito é profunda o suficiente para os grandes navios. Assim, um bloqueio precisaria cobrir toda a extensão do mar, não apenas as faixas de tráfego oficiais.
Um fechamento de Ormuz traria efeitos profundos e imediatos.
Explosão de preços: O custo do petróleo subiria rapidamente.
Inflação: Os preços de bens e serviços aumentariam em todo o mundo.
Crise na Ásia: Países como China, Índia e Japão sofreriam grandes danos. Afinal, eles são os maiores importadores do óleo que passa por ali.
Portanto, a saúde da economia global depende diretamente desse fluxo constante. Qualquer interrupção geraria uma crise sem precedentes no comércio internacional.
| País / Região | Nível de Risco | Principal Consequência |
| China | Crítico | Interrupção da produção industrial e crise no setor de transportes. |
| Índia | Crítico | Inflação galopante nos alimentos e desabastecimento de combustível. |
| Japão | Alto | Paralisia energética, pois o país importa quase todo o seu óleo por Ormuz. |
| Coreia do Sul | Alto | Aumento drástico nos custos de fabricação de eletrônicos e navios. |
| União Europeia | Médio/Alto | Recessão econômica e subida vertical nos preços de energia e gás. |
| Estados Unidos | Médio | Choque de preços nos postos e instabilidade no mercado financeiro. |