Mercado Financeiro
A liquidação extrajudicial do Will Bank e do Banco Master deixou muitos investidores, correntistas e até mesmo devedores de cartóes emitidos por esses bancos com sérias dúvidas sobre sua rotina financeira. Assim, para entender o cenário, ouvimos Beto Veiga, advogado especialista em mercado financeiro. A orientação dele é clara: muita calma e zero improviso. O […]
A liquidação extrajudicial do Will Bank e do Banco Master deixou muitos investidores, correntistas e até mesmo devedores de cartóes emitidos por esses bancos com sérias dúvidas sobre sua rotina financeira. Assim, para entender o cenário, ouvimos Beto Veiga, advogado especialista em mercado financeiro. A orientação dele é clara: muita calma e zero improviso.
O procedimento oficial é único. O resgate deve ser feito exclusivamente pelo aplicativo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Portanto, esqueça intermediários.
Golpistas estão aproveitando o momento. Eles criam sites clonados e pagam anúncios no Google para enganar você. Não clique em links de SMS ou WhatsApp. Além disso, o processo é totalmente gratuito. Se alguém cobrar uma “taxa de liberação”, bloqueie imediatamente. É golpe.
Outro ponto de atenção: o “marketing de abutres”. Outras instituições financeiras já estão assediando os clientes com ofertas precipitadas. Não tome decisões financeiras no calor do momento.
Em suma, para facilitar, montamos o roteiro seguro baseado nas orientações do especialista:
Vá à fonte oficial: Baixe o app do FGC apenas nas lojas oficiais (Google Play ou App Store). Verifique o nome do desenvolvedor.
Faça a habilitação: Realize o cadastro com sua biometria. Se aparecer um aviso confuso sobre “48 horas úteis”, não se assuste. É uma falha de comunicação do sistema, mas o fluxo segue.
Atenção ao chip: Se você mora no exterior ou está em viagem, o app pode exigir um chip de telefonia brasileiro para validar o acesso.
Aguarde a lista: O FGC depende dos dados enviados pelo liquidante. Assim que processado, você indicará uma conta de sua titularidade para receber.
A garantia protege até R$ 250.000 por CPF e por instituição. No entanto, a conta é somada.
A soma inclui: Saldo em conta corrente+ investimentos em cdbs.
O problema: Se você tinha recursos em ambos, tudo entra no mesmo cálculo do teto.
O excedente: Passou de R$ 250 mil? O FGC não cobre. Nesse caso, você vira credor da massa falida e entra na fila para tentar receber no futuro.
Se você tem faturas de cartão ou empréstimos com o Will ou Master, a dívida não sumiu.
Continue pagando: Se você tem o boleto, pague. Evite a inadimplência.
Sem boleto? Aguarde. O liquidante nomeado pelo Banco Central enviará as novas instruções de cobrança.
Portabilidade: Quer levar a dívida para outro banco? Isso é possível e vantajoso, mas depende da organização administrativa do liquidante para ser autorizado.
A entrevista completa com Beto Veiga está no video abaixo.