Caso Master é todo superlativo: maior rombo, maior investigação… Foto: divulgação

Caso Master é todo superlativo: maior rombo, maior investigação…

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Declarações de duas autoridades federais nesta semana – Fernando Haddad e Andrei Rodrigues – colocam o escândalo como maior do país

Conforme as investigações envolvendo o Banco Master avançam vão surgindo não apenas provas contundentes de um esquema de fraude financeira mas também o tamanho dos “achados”, revelados na ação da Polícia Federal. E, nas declarações de autoridades federais, o país está diante de um escândalo superlativo, ou seja, é tudo o maior que já se viu.

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que tem buscado se manter distante desse assunto, se expressou com uma declaração do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que surpreendeu e colocou mais em evidência a dimensão do esquema. Haddad declarou se tratar, provavelmente, do maior rombo bancário da história brasileira.

“O caso inspira muito cuidado. Podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país, podemos estar diante disso. E temos que tomar todas as cautelas devidas, com as formalidades, garantindo, evidentemente, todo o espaço para defesa se explicar. Mas, ao mesmo tempo, sendo bastante firmes em relação àquilo que tem que ser defendido, que é o interesse público. Eu acredito realmente que o trabalho feito pelo Banco Central”, disse Haddad.

Quem também se referiu com adjetivo parecido sobre a investigação envolvendo o Master foi Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, em entrevista ao UOL, na última terça-feira. Ele não apenas concordou com Haddad como disse ser essa talvez a maior investigação da instituição que dirige, que tem se notabilizado por operações de monta, casos dos desvios do INSS, das emendas parlamentares e, não pode deixar de fora, dos atos golpistas contra a democracia brasileira.

“Faço coro ao ministro Fernando Haddad: essa é não só a maior investigação de fraude bancária, mas talvez uma das maiores, se não a maior investigação da Polícia Federal, seja pelo volume de dinheiro envolvido, seja pela quantidade de pessoas e o nível, enfim, dessas pessoas que estamos investigando”, afirmou Meirelles.

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