Rodrigo Pacheco durante sua filiação ao PSB, ao lado de João Campos e Geraldo Alckmin | Foto: Evandro Éboli/MyNews
CORRIDA ELEITORAL
Esquerda e direita se preparam para as eleições, e atraem políticos de outras legendas; uns mais que os outros
Terminado o prazo de trocas de partido, o fim da janela eleitoral, quem ganhou, quem perdeu com esse troca-troca partidário? A esquerda? A direita? O Centrão?
Por partes. Numericamente, o PL da família Bolsonaro sai ganhando, mas basta? A bancada na Câmara ultrapassa uma centena de deputados e está reforçada por dois nomes: Alfredo Gaspar, de Alagoas, e Mendonça Filho, de Pernambuco. Ambos eram do União.
Gaspar foi relator da CPMI do INSS e cotado para disputar o Senado ou o governo de Alagoas. Mendonça é liderança forte no seu estado. O PL tem a filiação ainda do senador Sergio Moro, candidato a governador no Paraná.
Na esquerda, mais do que números, que não foi lá essas coisas, conta os quadros, em especial no PSB. Lula conseguiu atrair para o partido de Geraldo Alckmin o senador Rodrigo Pacheco, que deixou o PSD, e a ex-ministra Simone Tebet, ex-MDB. O PSB filiou ainda o cientista Ricardo Galvão, que estava na Rede. O PT filiou a senadora Eliziane Gama, candidata à reeleição ao Senado pelo Maranhão. Era do PSD.
Dois partidos encalacrados no escândalo Master, o PP e o União Brasil não atraíram líderes de maior representatividade. O União até ampliou sua bancada na Câmara, mas o PP perdeu muitos parlamentares.
O PSD, de Gilberto Kassab, ganhou e perdeu. E tem seu candidato à Presidência, Ronaldo Caiado.