Disputa para o Planalto em 2030 já está no jogo político, com especulações de candidaturas ! Foto: Evandro Éboli/MyNews
Nos prognósticos de 2026 o mais comum, na esquerda e direita, é constatar que sobram candidatos para 2030, ao menos nas especulações
Entre os muitos prognósticos que se lê, se ouve e fala sobre estas eleições um é: fulano, ou beltrano, não é candidato para agora, é para 2030. E, tanto na esquerda, como da direita, essa lista não é pequena. A certeza de que daqui há quatro anos não estará mais no páreo, além de Jair Bolsonaro, também Luiz Inácio Lula da Silva, essa bolsa de apostas e de muita especulação aflora.
Começamos pelos nomes do centro e da direita. A movimentação de Gilberto Kassab, no PSD, lançando ao mesmo tempo três candidatos a presidente, no qual sairá um só para 2026, jogou mais nomes para a disputa futura. Dos três presidenciáveis do partido – Ratinho Jr, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado -, três governadores com eleição assegurada para o Senado, o gestor do Paraná leva vantagem. Kassab jura que essa “terceira via” é para valer.
Ratinho é um desses nomes citados para 2030. Questão é, sem mandato, se perder a corrida do Planalto, se for o escolhido, como se viabilizará para daqui a quatro anos?
Na direita ainda tem Flávio Bolsonaro. Tudo indica que será o nome da direita, ainda que não a tenha empolgado. Mas as pesquisas lhe dão um alento. Mas, se perder, ficará com um importante capital político, mas também sem mandato.
Tarcísio de Freitas é o outro nome desse lado político. Com uma reeleição para governador a caminho, mas não garantida, seu nome é tido como o mais forte para este 2026, mas corporativismo bolsonarista o isolou e impediu, até agora, de ser o nome de consenso do lado oposto ao de Lula. Logo, é outro nome para 2030.
Na esquerda, só se fala em quem substituirá Lula e “acusam” o líder petista de não ter preparado um sucessor, como se lideranças políticas nascessem assim. Se Lula não for reeleito, a esquerda terá um problema, e o petismo outro maior ainda. Nomes que aparecem para 2030 com Lula reeleito ou não: Fernando Haddad, Flávio Dino, João Campos e, bem lateralmente, Guilherme Boulos.
Haddad está pressionado pelo PT e o próprio Lula para disputar algo em São Paulo este ano, muito provável o governo paulista. Vai para o sacrifício mais uma vez. E declara que prefere atuar na campanha. Esse vai-não-vai é prato cheio para oposição: como votar em alguém que não está disposto a concorrer? Se Lula não for reeleito, Haddad volta a dar aulas, possivelmente. Aí, irá para o anonimato.
Dino era o nome preferido de seus aliados já para 2026, mas quem ousaria contrariar Lula. No STF, tem construído um trabalho sólido, assumindo pautas “populares”, casos de combate aos astronômicos valores das emendas parlamentares e, agora, comprou briga com os supersalários, os penduricalhos indecentes do funcionalismo, que eleva o salário acima do teto de R$ 46,3 mil, vencimento de um ministro do STF.
O prefeito João Campos, de Recife, é uma aposta também da esquerda. Filiado ao PSB e de uma família de estreita relação com Lula, o jovem gestor tem a seu favor um trabalho de redes sociais que empolga, mas bem insuficiente ainda para viabilizá-lo. João pode ser um nome para 2034.
Boulos não chega a ser considerado favorito a algo nessa bolsa de apostas. Tem teto, sem trocadilho com o nome do movimento social que dirige. Será sempre um deputado federal bem votado, e não passará disso. Não tem chance numa disputa de Executivo.
Se Lula for reeleito e fazer um governo com algum índice de popularidade, será um fundamental cabo eleitoral em 2030. Irá escolher o candidato a seu sucessor. Tudo em aberto ainda, ficamos no campo do “se”.