Caso Master foi “me engana que eu gosto”, diz presidente da CVM João Carlos Uzeda Accioly, presidente interino da CVM, defendeu autarquia no escândalo do Master ! Foto: Saulo Cruz/Agência Senado FICÇÃO CONTÁBIL

Caso Master foi “me engana que eu gosto”, diz presidente da CVM

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João Accioly falou em “alinhamento perverso” entre gestores e investidores, numa “ficção contábil”, em audiência pública no Senado

O presidente interino da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), João Uzeda Accioly, fez uma defesa da instituição que comanda no papel de fiscalização do escândalo que envolveu o Banco Master. Ele negou omissão da autarquia, afirmou que alertas foram feitos ao Banco Central nos últimos anos, anterior até ao seu ingresso na CVM, em 2022.

Accioly compareceu na manhã desta terça na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, onde foi ouvido no âmbito da comissão criada para acompanhar as investigações do Master.

O presidente da CVM afirmou que o escândalo foi gerado por um “alinhamento perverso” entre gestores e investidores, através de uma “ficção contábil”. E que, assim, se criou um “me engano que eu gosto”, com crenças em algo, ativos reais, que não existiam.

“O banco promoveu superdimensionamento dos ativos. Houve um alinhamento perverso entre gestores e investidores para manter essa ficção contábil, num ‘engana que eu gosto’. Coloca o balanço mais robusto e segue emitindo CDBs e a Banco Central parece ter solidez que ele não tinha”, disse Accioly.

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) acusou a CVM de omissão e chamou o que ocorreu de “orgia financeira”, se referindo a festas desse tipo promovidas por Vorcaro, segundo aparece no material investigado pela Polícia Federal.

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