Gilmar propõe a Fachin veto a delegados da PF nos gabinetes do STF após crise entre ministros Foto: Andressa Anholete/SCO/STF

Gilmar propõe a Fachin veto a delegados da PF nos gabinetes do STF após crise entre ministros

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Decano vê risco de interferência nas investigações e sugere restringir atuação de policiais cedidos ao Supremo em meio ao embate entre André Mendonça e Alexandre de Moraes

O ministro Gilmar Mendes, do STF, pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, que proíba delegados da Polícia Federal de atuar nos gabinetes dos ministros. Gilmar já defendia a medida desde o início da crise entre André Mendonça e a direção da PF. O pedido ganhou força após Mendonça divulgar diálogos entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes no caso Master.

Hoje, seis delegados da PF trabalham no Supremo. Dois atuam com Mendonça nos casos Master e INSS. Outros dois trabalham com Moraes. Um delegado está no gabinete de Luiz Fux. Outro atua na área de segurança. Para Gilmar, a presença de policiais nos gabinetes pode influenciar a condução das investigações.

Fachin tem conversado individualmente com os ministros para tentar reduzir a tensão. O presidente do STF considera a crise inédita e defende cautela para preservar a instituição. Mendonça afirma que conduz os casos com independência. Segundo aliados, o ministro busca proteger as investigações e garantir o respeito ao devido processo legal.

Aliados de Moraes, porém, preparam uma ofensiva contra Mendonça. O grupo questiona decisões do relator e compara sua atuação com métodos da Lava Jato. Entre as críticas estão uma reunião de um juiz auxiliar com Vorcaro, a participação de Mendonça no Instituto Iter e possíveis vazamentos de dados sigilosos. O entorno do ministro nega irregularidades e diz que Mendonça apenas determinou à PF a identificação do interlocutor de Vorcaro.

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