Controlador do Master, que cancelou presença no Congresso, é investigado por três comissões na Câmara e Senado ! Foto: Reprodução
ESCÂNDALO
Três comissões investigam escândalo, com dados sigilosos de Vorcaro à disposição, poder de convocação e reuniões com PF, BC e STF
A semana começa com as atenções voltadas para o escândalo do Banco Master. No Supremo Tribunal Federal, o novo relator do caso, André Mendonça, quer dar celeridade ao inquérito e se reúne hoje com investigadores da Polícia Federal. No Congresso, mesmo sem a presença física de Daniel Vorcaro nas comissões – há uma remota chance de depor por videoconferência amanhã -, as ações e apurações avançam contra o banqueiro e os negócios mal explicados de sua instituição.
São as três as comissões de olho em Vorcaro. A CPMI do INSS conseguirá reaver os dados sigilosos do banqueiro, fruto das quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático, que tinham sido vetados por Dias Toffoli, ex-relator do caso. Era aguardada hoje a presença do banqueiro na comissão, mas uma decisão de Mendonça, que tornou sua ida facultativa, derrubou a sessão. O empresário, que está em prisão domiciliar, optou por não ir.
Já na Comissão Master, criada pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) no âmbito da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o trabalho avança. Integrantes desse grupo já se reuniram com as cúpulas do Banco Central, da Polícia Federal e do STF. Havia uma expectativa da presença de Vorcaro amanhã, terça, na sessão, no Senado, mas não deve ocorrer mais. É ventilada a hipótese de um encontro remoto.
A CPI do Crime Organizado é uma terceira frente que irá investigar Master, Vorcaro e as relações de ambos com ministros do STF. O relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentou requerimento até para convocar Viviane Barci, advogada e mulher do ministro Alexandre de Moraes, que foi contratada pelo banqueiro por R$ 129 milhões.
Na Câmara e no Senado a disposição de Hugo Motta e Davi Alcolumbre é de não instalar uma CPI específica para investigar o caso Master.