O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante uma reunião com o presidente da Rússia, Vladimir Putin - Foto:
Serviço de imprensa do Presidente da Federação Russa - 25.09.2019
Logo de imediato, parlamentares bolsonaristas celebraram e esquerdistas criticaram ação de Donald Trump; governo se reúne nesta manhã
A notícia dos ataques à Venezuela pelos Estados Unidos e a captura do presidente Nicolás Maduro mexeram logo cedo com os ânimos de congressistas brasileiros. Por um lado, a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva celebrava a ação norte-americana. Por outro, parlamentares da esquerda e de apoio à gestão petista e próximos dos venezuelanos, rechaçavam.
Entre “textões” e comentários mais curtos, petistas e bolsonaristas se manifestaram em sentidos opostos. O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), criticou a ação americana:
“Essa agressão criminosa dos EUA contra a Venezuela fere o direito internacional e a soberania do povo venezuelano”, postou Guimarães.
Um dos líderes da direita no Congresso, o deputado Zucco (PL-RS) afirmou que o povo venezuelano viveu sob um regime autoritário que suprimiu liberdades, perseguiu opositores, destruiu a economia e transformou a vida de milhões em sofrimento, medo e exílio.
“A captura de Maduro representa o fim de um ciclo de opressão e o início de uma nova etapa. Uma oportunidade histórica para que a Venezuela possa reconstruir suas instituições, restabelecer o Estado de Direito, garantir eleições livres e devolver dignidade ao seu povo”, disse Zucco.
Ex-presidente do PT, Tarso Genro, que foi governador do Rio Grande do Sul, afirmou que quem acha que Trump está interessado em “restaurar” a democracia na Venezuela se engana redondamente.
“A questão ali são as fontes de energia fóssil e a fundação de uma plataforma de apoio militar. Podemos estar vivendo à beira de uma nova Gaza e de uma agressão militar brutal contra a América Latina, que será tão impiedosa como as demais que já ocorreram no mundo inteiro. Lembremo-nos que o bolsonarismo já pediu várias vezes que Trump determinasse ataques militares ao nosso país. É a “cadela” do fascismo já mostraOndo as suas crias”, disse Genro.
Bolsonarista, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) se manifestou e fez associação com o governo Lula: “Governo americano ataca Venezuela e captura o ditador Maduro, aliado de Lula. Deve ter gente se borrando de uma delação”.
Glauber Braga, deputado suspenso pela Câmara, do PSol, classificou de “terrorismo de Estado” a ação dos EUA na Venezuela.
“O ataque de Trump à Venezuela tem consequências incalculáveis pra América Latina. Isso é terrorismo de Estado pra controlar as reservas de petróleo. É fundamental a condenação de toda comunidade internacional a esse crime gravíssimo e sem precedentes. A manifestação do presidente Lula nesse sentido é imprescindível e urgente”, disse Glauber.
O presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PI), afirmou que acabou o tempo do ditador Maduro.
“Acabou o tempo de honras de chefe de Estado e homenagens ao opressor de seu próprio povo. Acabou a ditadura de Maduro na Venezuela e acabou, sobretudo, o tempo de passar pano para ditaduras e ditadores. A esquerda não pode ter ditadores de estimação. Hoje a América do Sul começa a acordar do pesadelo”, se manifestou o senador.
Curtiu esse conteúdo? Tem muito mais esperando por você: entrevistas completas, livros eletrônicos e livros exclusivos para membros, a partir de R$ 7,99/mês.
Clique aqui e seja membro do MyNews — ser inscrito é bom, mas ser membro é exclusivo!