António José Seguro, do Partido Socialista, derrota o ultradireitista André Ventura com mais de 30% de diferença na votação final
O candidato da esquerda António José Seguro, do Partido Seguro, como previsto, ganhou com muita folga a eleição para presidente de Portugal. Foram mais de 30% de votos de diferença para seu adversário, André Ventura, do partido Chega, de extrema-direita.
Seguro atingiu 66,7% dos votos válidos, contra 33,3% de Ventura. Mas foi uma eleição de abstenção alta, com uma projeção que varia de 42% a 48% dos eleitores. No primeiro turno, esse índice chegou a 47,7%, muito alto o número de portugueses que deixaram de votar.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, logo que o resultado foi conhecido, se manifestou nas redes e parabenizou Seguro.
“Numa eleição que se desenvolveu de forma pacífica e representa a vitória da democracia num momento tão importante para a Europa e o mundo. E consolida a posição de Portugal de apoio ao acordo Mercosul-União Europeia. O Brasil seguirá trabalhando em parceria com o presidente eleito e o primeiro-ministro Luís Montenegro pelo fortalecimento das relações bilaterais históricas entre nossos países, em defesa do multilateralismo e do desenvolvimento sustentável”, postou Lula.
No regime parlamentarista, os poderes do presidente são mais restritos, mas tem a prerrogativa de dissolver o Parlamento em caso de crise política. O premiê português, Luís Montenegro, é de centro-direita e sua aliança governa o país. Nem por isso, se aposta numa relação turbulenta do primeiro-ministro com o novo presidente.
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