A barreira dos moderados e a estratégia de Brasil e Portugal para frear o extremismo Eleições

A barreira dos moderados e a estratégia de Brasil e Portugal para frear o extremismo

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Enquanto o PSD de Gilberto Kassab se consolida como alternativa ao bolsonarismo, lideranças históricas portuguesas se unem para conter o avanço da direita radical

A estratégia para neutralizar grupos radicais ganha força na política atual. O cientista político Antônio Lavareda, criador do Barômetro da Lusofonia, observa um movimento claro para organizar uma direita moderada. Essa ala busca uma identidade própria e quer distância do extremismo. No Brasil, esse grupo tenta se separar do bolsonarismo raiz e foca em pautas conservadoras sem adotar discursos de ruptura.

O PSD, liderado por Gilberto Kassab, encabeça essa movimentação no cenário nacional. O partido recentemente atraiu três governadores com ambições presidenciais para fortalecer sua estrutura. Essa tática consolida o PSD como o principal polo da direita não extremista no país. Kassab utiliza a capilaridade da legenda para oferecer uma alternativa viável ao eleitorado de centro-direita.

Portugal apresenta um cenário parecido com o brasileiro no esforço de contenção. Partidos tradicionais criaram alianças para barrar o avanço de André Ventura e seu partido radical, o Chega. O objetivo dessas frentes é impedir que ideias extremistas ganhem espaço no governo. Essa união estratégica mostra como as forças moderadas reagem para proteger o sistema político.

Nomes históricos da política portuguesa, como o ex-premiê Aníbal Cavaco Silva, lideram essa resistência. Lavareda descreve esses líderes como nomes mitológicos que trazem autoridade ao movimento. Eles servem como uma âncora de estabilidade para validar a direita moderada perante o eleitor. O foco final é proteger as instituições democráticas por meio do equilíbrio e da moderação.

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