Alckmin celebra acordo da UE com o Mercosul: “Um ganha-ganha” Geraldo Alckmin, vice-presidente do Brasil (Foto: José Cruz Agência Brasil)

Alckmin celebra acordo da UE com o Mercosul: “Um ganha-ganha”

Tamanho do texto:

Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio afirmou que acordo “fortalece o multilateralismo”

O vice-presidente Geraldo Alckmin, também ministro do Desenvolvimento Indústria, Comércio e Serviços, comemorou a aprovação pela União Europeia do acordo de livre comércio com o Mercosul, cujo mercado, se estima, pode atingir quase 800 milhões de consumidores.

Alckmin avalia que o acordo fortalece o multilateralismo, entendimento que irá reduzir tarifas de importação de mercadoria entre os dois blocos.

“O acordo fortalece o multilateralismo e o comércio com regras entre Mercosul e União Europeia, amplia investimentos e cria oportunidades para a indústria brasileira. Também reforça a agenda da sustentabilidade, com o compromisso do Brasil no combate às mudanças climáticas. É um acordo de ganha-ganha, que gera empregos, aumenta a competitividade e amplia a oferta de produtos mais baratos e de melhor qualidade”, afirmou.

O vice-presidente enalteceu o esforço do governo brasileiro e citou o empenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Trata-se do maior acordo comercial já negociado pelo Mercosul e de um dos maiores pactuados pela União Europeia com parceiros comerciais, disse Alckmin.

“Houve um empenho do presidente Lula, inclusive na condição de presidente do Mercosul, em defesa do multilateralismo. O Brasil mudou sua postura em relação à sustentabilidade, com compromisso claro de combate ao desmatamento, preservação das florestas e redução das emissões de carbono. Esse compromisso com a sustentabilidade foi fundamental. É um conjunto de fatores que permitiu avançar”, disse.

Com a decisão do Conselho, o próximo passo é a assinatura do Acordo, que deverá acontecer nos próximos dias no Paraguai, que atualmente exerce a presidência do Mercosul. A data ainda não foi definida. Depois da assinatura, o Acordo precisa ser internalizado pelos países. A validação da parte comercial do tratado passa pelo Parlamento Europeu e pelos parlamentos dos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai).

Relacionados