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Jornal do MyNews
Racha na esquerda sobre Banco Master e chuva de CPIs marcam a volta do Congresso
A retomada dos trabalhos no Congresso Nacional nesta segunda-feira será marcada pelo protagonismo das investigações. O ano legislativo de 2026 começa sob a força das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). Elas prometem ditar o ritmo político e monopolizar os holofotes em Brasília. Na mesa da presidência da Câmara e do Senado, a pressão é total pela continuidade da CPMI do INSS e da CPI do Crime Organizado.
No entanto, o verdadeiro “campo minado” desta volta aos trabalhos atende pelo nome de Banco Master. Isso porque a movimentação em torno da instituição financeira gerou um cenário inusitado com três frentes de batalha distintas no Legislativo. De um lado, dois pedidos de CPI, um exclusivo da Câmara e outro do Senado, já conseguiram reunir as assinaturas necessárias e aguardam apenas a leitura e instalação. Contudo, há uma terceira via de investigação: a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do Master, que, paradoxalmente, está sofrendo boicote de setores da própria esquerda.
O pedido de comissão mista, articulado pelas deputadas Heloísa Helena e Fernanda Melchionna, enfrenta um obstáculo político complexo. Embora haja um apelo público pela investigação conjunta de deputados e senadores, o requerimento enfrenta dificuldades para atingir o número regimental de assinaturas. O motivo central é um boicote silencioso do governo, que atua mobilizando parlamentares de esquerda. Dessa forma, há um racha evidente: enquanto uma ala busca a investigação irrestrita, outra parte da base do governo atua para frear a CPMI mista, gerando um clima de desconfiança e “fogo amigo” logo na largada do ano legislativo.
Enquanto o impasse do Banco Master expõe as fraturas políticas, a pauta de segurança pública e seguridade social deve avançar. Por sua vez, a oposição aposta todas as fichas no desgaste que a CPMI do INSS pode gerar ao Executivo em ano eleitoral, explorando as falhas na gestão de benefícios. Já a CPI do Crime Organizado é vista como uma pauta de consenso, mas com potencial explosivo dependendo de onde as investigações mirarem. Em suma, a partir desta semana, o Congresso se transforma em um tribunal político, onde cada depoimento pode alterar os rumos de 2026.
Para acompanhar esse cenário, nesta segunda, Evandro Éboli volta a Brasília. Acompanhe o jornalista que “abre e tranca” o Congresso e traz a apuração mais quente dos bastidores de Brasília. Trata-se de uma apuração exclusiva que ele traz diretamente para você, do time MyNews. Não perca!
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