Foto: InfoMoney
terceira via?
Em debate no programa Não é bem assim, analistas avaliaram a possível candidatura do governador de Goiás e discutiram se há espaço real
O cenário eleitoral de 2026 já começou a ganhar forma, e o nome do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, passou a ser tratado como uma das possíveis alternativas à disputa polarizada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o bolsonarismo. No programa Não é bem assim, os analistas Dora Kramer, Marcelo Madureira, Márcio Fortes e Pedro Paulo Magalhães discutiram se a pré-candidatura pode avançar ou se tende a ficar restrita aos primeiros movimentos do tabuleiro político.
Ao longo da conversa, uma das avaliações foi a de que Caiado pode tentar ocupar um espaço à direita sem se confundir diretamente com o bolsonarismo. Os comentaristas também destacaram que o governador chega ao debate com o trunfo de já ter experiência administrativa em Goiás, o que pode ajudá-lo a se apresentar como uma opção de gestão e não apenas de discurso. Segurança pública, contas públicas e combate à corrupção apareceram como temas centrais para qualquer candidatura competitiva em 2026.
Caiado é o escolhido do PSD para disputar o Palácio do Planalto
Por outro lado, houve divergências sobre a capacidade real de Caiado de furar a polarização. Parte da análise apontou que o governador ainda enfrenta dificuldades para atrair o eleitorado mais ao centro, ao mesmo tempo em que precisará disputar espaço com nomes como Eduardo Leite e Romeu Zema, além de lidar com a força simbólica do sobrenome Bolsonaro no campo da direita. Também entrou na discussão o papel do PSD e a possibilidade de o partido usar a candidatura como ativo de negociação mais adiante.
O debate mostrou que, embora a corrida presidencial ainda esteja em fase inicial, a busca por uma alternativa fora dos polos tradicionais já mobiliza partidos, lideranças e analistas. Resta saber se esse movimento conseguirá se traduzir em competitividade eleitoral ou se, mais uma vez, o país caminhará para uma disputa marcada pela repetição dos mesmos campos políticos.