Ministro diz que escândalo do INSS foi “arrasador” para base do governo no campo Ministro Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário, durante reunião com bancada do PT ! Foto: Evandro Éboli/MyNews EXCLUSIVO

Ministro diz que escândalo do INSS foi “arrasador” para base do governo no campo

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Paulo Teixeira saiu em defesa da Contag, diz que nada ficou provado, mas que a entidade paga mais caro; foi num encontro com a bancada do PT

Em encontro com deputados do núcleo agrário do PT, ontem, na Câmara, o ministro Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário, comentou sobre os reflexos do escândalo do INSS sobre a Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), entidade que apoia historicamente o partido e os governos de Luiz Inácio Lula da Silva.

A entidade é investigada no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura desvios em aposentadorias e pensões de beneficiários, e também é alvo da CPMI do INSS, no Congresso Nacional. Teixeira saiu em defesa da Contag, mas afirmou que o caso foi “um fato arrasador” e que “destruiu o movimento sindical brasileiro”. E pediu que os parlamentares “tirem a cabeça de fora” e façam a defesa da entidade.

“Teve um fato arrasador para o campo que foi o escândalo do INSS. Destruiu o movimento sindical brasileiro. Eu acho que houve um erro porque misturaram o joio com o trigo, e comprometeu todo o sistema sindical. Temos que enfrentar isso”, disse Paulo Teixeira aos parlamentares, que continuou a tratar dos efeitos desse caso.

“O sistema sindical era mais poderoso que as Prefeituras no interior do país. E estamos vivendo um drama. É nossa base. Um drama muito profundo do sistema sindical da Contag, da Fetraf Federação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura Familiar). Nossa base tradicional”, completou o ministro.

Na reunião, foi debatido como recuperar o pleno apoio desse segmento para fazer  enfrentamento ao bolsonarismo nas eleições. E pediu empenho dos parlamentares, que “tirem  cabeça de fora” e defender a entidade.

“Esse núcleo tem que resolver  situação do sindicato. A Contag está numa penúria. A CPMI não mostrou nada contra a Contag, mas é a Contag que está pagando mais caro por essa crise do INSS, que não  apresentou nada de concreto sobre isso…O rural tá pagando caro pelo que não fez…Não pode pagar pela balbúrdia que o governo Bolsonaro fez nessa área sindical”.

E concluiu:

“Temos que botar o feito à ordem e fortalecer o movimento sindical brasileiro. Eu acho que temos que tirar a cabeça de fora”.

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