Na volta do Judiciário, STF, além de sua crise interna, enfrentará casos como de Marielle, ação contra Eduardo e a farra das emendas parlamentares ! Foto e arte: MyNews
Crise que atinge imagem do Supremo também está na pauta, e Fachin vai insistir com Código de Conduta para seus pares no retorno do Judiciário
A volta do Judiciário, hoje, traz uma expectativa do que virá do Supremo Tribunal Federal (STF), que vive uma crise de imagem. O escândalo do Banco Master levou a Corte para o centro do noticiário em pleno recesso. A relatoria do caso com Dias Toffoli gerou controvérsia e desconfiança do seu proceder. O ministro se viu envolvido ainda em episódios como viagem de um jatinho para ver a final de Libertadores e seu nome como protagonista de um resort no Paraná.
Além de ter que contornar essa crise que abalou a confiança no STF meses depois de a sentença histórica da condenação do grupo bolsonarista que tentou dar um golpe no país impedindo a posse de Luiz Inácio Lula da Silva, os ministros enfrentarão pautas importantes e de repercussão nacional e até internacional, caso do julgamento dos acusados de serem os mandantes das mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, que são os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão e do delegado Rivaldo Barbosa. Os três estão presos em prisões federais.
Outra caso rumoroso na pauta é o julgamento de pelo menos parte das denúncias contra depuados acusados de desvio de verba de emenda parlamentar, destinada a seus redutos eleitorais. Investigação da Polícia Federal detectou irregularidades na distribuição dessa verba. No STF, esse escândalo está sendo tocado por dois ou três ministros, principalmente por Flávio Dino, que ganhou a ira do Congresso Nacional.
Mesmo tendo o mandato de deputado cassado pela Mesa da Câmara, Eduardo Bolsonaro segue respondendo no STF pela acusação de coagir o tribunal e pressionar o Judiciário, dos Estados Unidos, a suspender o processo contra seu pai na ação da trama golpista.