— Foto: Rioprevidência/Divulgação
Deivis Marcon Antunes é alvo de uma ação que teve seu início em janeiro deste ano
A polícia prendeu, nesta terça-feira (03), o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, em uma ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. A prisão ocorreu em Itatiaia. As autoridades encaminharam Antunes para a sede da Polícia Federal em Volta Redonda, no Sul Fluminense. Inicialmente, ele estava fora do Brasil. O ex-presidente chegou pela manhã ao aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, alugou um veículo e seguiu para o Rio de Janeiro.
A 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro determinou a prisão como parte da segunda fase da Operação Barco de Papel, com base no risco de destruição de provas e obstrução das investigações.
Ao todo, as autoridades expediram três mandados de prisão. Dois investigados seguem foragidos, mas a polícia não divulgou suas identidades. Além disso, os agentes devem cumprir cerca de nove mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados no Rio de Janeiro e em Santa Catarina.
A primeira fase da Operação Barco de Papel ocorreu no dia 23 de janeiro e teve como alvos diretores do Rioprevidência. Na ocasião, Deivis Marcon Antunes estava nos Estados Unidos. Após a ação policial, ele deixou o cargo e solicitou renúncia no mesmo dia. O governo publicou a exoneração em seguida.
A polícia também investiga o ex-diretor de Investimentos Eucherio Lerner Rodrigues e o ex-gerente de investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal.
Nesta operação, os agentes cumpriram quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, incluindo a sede da autarquia, no Centro, e residências em Botafogo, Gávea e Urca, na Zona Sul. A polícia apreendeu dinheiro em espécie, veículos, documentos e aparelhos eletrônicos.
A ação ocorre três meses após o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) apontar uma “notável coincidência” entre a mudança na cúpula do Rioprevidência e o início dos investimentos no Banco Master.
O Governo do Estado do Rio de Janeiro afirma que aplicou R$ 960 milhões em letras financeiras do Banco Master. No entanto, o TCE incluiu investimentos em fundos administrados pelo banco e por sua corretora, o que elevou o valor para R$ 2,6 bilhões.
Segundo o tribunal, grande parte desse montante não conta com a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito. Já o governo estadual garante que o pagamento de aposentadorias e pensões seguirá normalmente.
“O Rioprevidência informa que todos os investimentos efetuados pela autarquia observaram rigorosamente a legislação vigente e as normas dos órgãos de controle.
O Rioprevidência destaca ainda que está resguardado por decisão judicial, de dezembro de 2025, que determinou a retenção de cerca de R$ 970 milhões, acrescidos de juros e correção monetária, referentes aos valores investidos pela autarquia. A medida visa proteger o patrimônio previdenciário dos servidores ativos, aposentados e pensionistas do Estado do Rio.
Dessa forma, o investimento já está sendo quitado com a retenção de valores decorrentes dos empréstimos consignados, que seriam repassados ao Banco. Importante ressaltar que, com isso, os recursos estão à disposição do caixa previdenciário e o investimento será liquidado em cerca de dois anos.
A autarquia reforça também que está à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários e reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a defesa dos recursos previdenciários.
O Rioprevidência informa ainda aos segurados que a prestação de serviços acontece normalmente, e o calendário de pagamentos permanece sem qualquer alteração.”
“O Rioprevidência esclarece que, em caso de ausência do Diretor-Presidente, a presidência da Autarquia é exercida pelo Diretor de Administração e Finanças, conforme previsto no Regimento Interno da Autarquia.
O Rioprevidencia informa ainda que o Diretor-Presidente, Deivis Marcon Antunes, encontra-se oficialmente em período de férias, previamente programadas desde novembro de 2025, nos termos das normas internas vigentes.”
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