Gleisi Hoffmann, do PT / Foto: divulgação site da câmara dos deputados em Brasília
Eleições
Presidente do PT troca eleição garantida por disputa de risco no Paraná e cobra que outros ministros sigam seu exemplo nas urnas
Gleisi Hoffmann decidiu dar o exemplo e partiu para o tudo ou nada no Paraná. Ela abriu mão de uma reeleição tranquila como deputada federal para encarar a disputa ao Senado em um estado de forte inclinação à direita. Com essa movimentação, a presidente do PT agora tem autoridade moral para cobrar outros líderes. Ela defende que todos os grandes nomes do partido têm a obrigação de entrar na briga para frear a extrema direita.
Essa postura coloca Fernando Haddad diretamente na mira da cúpula petista. O ministro da Fazenda sofre uma pressão crescente para repetir o gesto de Gleisi e garantir um palanque forte em São Paulo. No entanto, Haddad parece pouco disposto a encarar um novo “sacrifício” eleitoral. Ele ainda guarda as cicatrizes da derrota para Tarcísio de Freitas em 2022 e prefere focar na gestão da economia brasileira.
A resistência do ministro gera um impasse delicado dentro do governo Lula. Especialistas do MyNews alertam que uma candidatura feita sem entusiasmo pode ser um tiro no pé. Afinal, disputar eleições por pura obrigação partidária costuma tirar o fôlego necessário para convencer o eleitor. Haddad sabe que o risco em São Paulo é alto, mas a insistência de Gleisi e o apelo do presidente podem deixá-lo sem saída.
Enquanto o dilema de Haddad continua, o governo busca alternativas para fortalecer a base aliada em território paulista. Nomes como Marina Silva e Simone Tebet circulam nos bastidores como possíveis soluções para o Senado. Já Geraldo Alckmin permanece firme em sua posição de não disputar o governo estadual novamente. O tabuleiro político está fervendo e a decisão final de Haddad definirá o peso do PT na maior vitrine do país.