Sugestão de determinar a presença 24h de policiais no interior da casa foi do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues
A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou nesta sexta-feira, 29, ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não vê necessidade de “incremento nas condições de segurança no interior da casa” em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) compre prisão domiciliar em Brasília.
A sugestão de determinar a presença 24h de policiais no interior da casa de Bolsonaro para garantir a manutenção da domiciliar foi do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Na segunda-feira 25, ao defender monitoramento extra a PGR pediu que as ações “não sejam intrusivas da esfera domiciliar do réu, nem que sejam perturbadores das suas relações de vizinhança”.
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“Não se mostra à Procuradoria-Geral da República indeclinável que se proceda a um incremento nas condições de segurança no interior da casa em que o ex-Presidente da República se encontra”, escreveu o procurador-geral da República, Paulo Gonet, em resposta à recomendação da PF.
“Quanto à parte da área descoberta da propriedade, que apresenta maior exposição ao risco referido pela autoridade policial, a Procuradoria-Geral da República não objeta a que receba atenção de vigilância, diferente da presença física continuada de agentes de segurança”, pontou Gonet.
O procurador-geral continuou: “Esses agentes, porém, devem ter o seu acesso a essas áreas livre de obstrução, em caso de pressentida necessidade. O monitoramento visual não presencial, em tempo real e sem gravação, dessa área externa à casa contida no terreno cercado, também se apresenta como alternativa de cautela”.