O plano de Kassab para antecipar 2026 e romper a polarização Presidente do PSD PSD

O plano de Kassab para antecipar 2026 e romper a polarização

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Presidente do PSD oficializa a corrida pelo Planalto com debate no dia 6 de março com os três presidenciáveis: Ratinho Jr., Eduardo Leite e Caiado

Gilberto Kassab acaba de desenhar o primeiro lance de mestre para 2026. No próximo dia 6 de março, às 19h, o Clube Monte Líbano recebe o primeiro debate da corrida presidencial. O movimento estratégico do presidente do PSD busca apresentar uma alternativa real ao embate entre lulismo e bolsonarismo. Enquanto o cenário nacional se digladia, entre Lula e Bolsonaro, o evento coloca três governadores frente a frente: Ratinho Jr. (PR), Ronaldo Caiado (GO) e Eduardo Leite (RS). O jornalista Fernando Rodrigues, do Poder 360, ancora o encontro. Longe do barulho das redes, Kassab opera uma engenharia política para mostrar que existe vida além do Bolsonarismo e do Lulismo.

Em entrevista ao Canal MyNews, veja a íntegra abaixo, Kassab detalhou o plano para ocupar o vácuo dos extremos ao lado do veterano Heráclito Fortes. De forma pragmática, ele evita apontar um favorito agora. Ele sustenta que qualquer um dos três nomes garante o sucesso do projeto. “A chance de erro é zero”, afirma.

Heráclito Fortes evoca a escola de Tancredo Neves para validar o movimento. O ex-senador atravessou a redemocratização e defende o retorno da “política da convergência”. Não por acaso, ele recorda as costuras que uniram o país em torno de José Sarney. Para Heráclito, grandes mudanças exigem diálogo, um artigo raro no atual clima de ódio.

Contra o “balcão de negócios”

Em contrapartida ao modelo atual, os articuladores pregam a moralização da máquina pública. Kassab critica abertamente a falta de transparência nas emendas parlamentares. Segundo ele, o Congresso virou um “balcão de negócios”. A rigor, o grupo quer resgatar o plano de metas de Juscelino Kubitschek. O objetivo é simples: fazer o eleitor votar em propostas, não em rejeições.

Em última análise, Kassab antecipa a disputa e força o mercado político a olhar para gestores testados. Dessa forma, o PSD quer assumir o controle do tabuleiro e deixar de ser coadjuvante. Resta saber se o eleitorado aceitará o convite ao pragmatismo. Como define o próprio Kassab, o país precisa “fugir dessa polarização que não leva o Brasil a nada”.

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