Arquivos bolsonaristas - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/bolsonaristas/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Wed, 20 Nov 2024 21:16:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Assassinatos e o gabinete do golpe https://canalmynews.com.br/politica/assassinatos-e-o-gabinete-do-golpe/ Wed, 20 Nov 2024 21:16:26 +0000 https://localhost:8000/?p=48742 Prisões de imponentes figuras do meio militar mostram que o extremismo bolsonarista vai, aos poucos, encontrando a resposta das instituições

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Uma operação da Polícia Federal (PF) mexeu no já polarizado ambiente político nacional, em ação que teve como alvo um general da reserva e militares membros de um grupo de elite do Exército, os chamados “kids pretos“.

Na terça-feira (19), a PF prendeu o general reformado Mário Fernandes; o policial federal Wladimir Matos Soares, responsável pela segurança de Lula; e Hélio Ferreira Lima, Rafael Martins de Oliveira e Rodrigo Bezerra de Azevedo, todos kids pretos. A investigação – ainda em andamento – vai desnudando não apenas a trama golpista, de não reconhecer o resultado das eleições de 2022 e a vitória da chapa Lula-Alckmin, mas assassinatos de autoridades.

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A “Petição 13.326 Distrito Federal”, cuja relatoria é do ministro Alexandre de Moraes, assevera que: “A investigação da Polícia Federal demonstra que as ações operacionais ilícitas executadas por militares com formação em Forças Especiais (FE) do Exército, com participação de General de Brigada da reserva, e com a finalidade, inicialmente, de monitoramento de Ministro deste SUPREMA CORTE, para a execução de sua prisão ilegal e possível assassinato e, posteriormente, com o planejamento dos homicídios do Presidente e Vice-Presidente eleitos — LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA e GERALDO ALCKMIN —, com a finalidade de impedir a posse do governo legitimamente eleito e restringir o livre exercício da Democracia e do Poder judiciário brasileiro […]”.

O avanço das investigações indica que não havia, apenas, acampamentos defronte aos quartéis do Exército de militantes indignados com o resultado eleitoral. Não havia, apenas, indivíduos revoltados que, em janeiro de 2023, atacaram as sedes dos três Poderes em Brasília. Havia, segundo os fatos coligidos na investigação, uma organização efetiva buscando um golpe de Estado e, obviamente, o não reconhecimento da vitória de Lula e, mais ainda, com os assassinatos acima explicitados e a continuidade ilegal do Presidente Bolsonaro, derrotado eleitoralmente.

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As prisões, especialmente de um general, apresentam poderoso elemento simbólico, deixando assaz preocupados figuras como o general Braga Netto (na investigação tido como ciente do plano golpista e ainda cedendo sua residência para as reuniões), o ex-ajudante de ordens e delator Mauro Cid (que pode ter seu acordo de delação cancelado e voltar à prisão) e Bolsonaro que, supostamente, teria ciência das ações planejadas e, ainda, seria o principal beneficiado caso a intenção golpista chegasse ao seu termo.

Neste cenário, depreende-se que não apenas os executores dos ataques do 8 de janeiro e os financiadores foram – e são – alvos da PF, mas, também, os autores intelectuais. Houve até mesmo a preparação de um novo gabinete: o “gabinete institucional da crise” já renomeado para “gabinete do golpe”, cuja função seria a de ser uma resposta à morte de Lula e de Alexandre Moraes. Lula, por exemplo, poderia ser morto envenenado. Moraes, com artilharia pesada. E, não menos importante, os militares admitiam que poderia ocorrer danos colaterais, como a  morte de seguranças e militares responsáveis pela proteção das referidas autoridades.

Não bastasse o ataque, na semana passada ao STF, e a morte do agressor que se explodiu; agora, prisões de imponentes figuras do meio militar. O extremismo bolsonarista vai, aos poucos, encontrando a resposta das instituições. E os democratas devem se lembrar: justiça não é vingança, e todos, na república, são iguais perante a lei.

‘Grave’: veja repercussão de descoberta da PF sobre tentativa de matar Lula, Moraes e Alckmin:

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Afonso Marangoni rebate internauta que chamou Moraes de ‘tirano’: ‘Cumpriu a legislação’ https://canalmynews.com.br/opiniao/afonso-marangoni-rebate-internauta-que-chamou-moraes-de-tirano-cumpriu-a-legislacao/ Thu, 05 Sep 2024 17:21:32 +0000 https://localhost:8000/?p=46412 Apresentador ressaltou que o próprio Marco Civil da Internet estabelece que empresas de grande porte precisam ter uma representação legal nos países onde operam

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O jornalista Afonso Marangoni, apresentador do Segunda Chamada, rebateu, na noite de quarta-feira (4), um internauta que chamou o ministro Alexandre de Moraes de “tirano” e afirmou que ele deveria “sofrer impeachment e ser preso” por ter suspendido o X (antigo Twitter) no Brasil. Marangoni sugeriu ao internauta que assistisse ao programa até o final para entender as circunstâncias da atuação de Moraes, uma vez que há muita desinformação circulando sobre o assunto. Ele ressaltou que, apesar do que muitos podem pensar, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) não agiu com abuso de poder e simplesmente fez cumprir a legislação.

“Alexandre de Moraes nada mais fez do que cumprir a legislação. Como diz o ditado popular, ‘aqui não é a casa da Mãe Joana’. Uma pessoa [no caso Elon Musk, dono do X] não pode, sob o título de uma liberdade de expressão sem regras, atentar contra a soberania nacional. Ele pode ser um empresário muito bem-sucedido, mas está operando em um país que tem regras”, disse Afonso, ressaltando que o próprio Marco Civil da Internet estabelece que empresas de grande porte precisam ter uma representação legal nos países onde operam. “E para quê? Para que a Justiça se faça valer e tenha efetividade. Senão, é a desmoralização da Justiça.”

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A decisão de Moraes de suspender o X no Brasil foi tomada depois de o STF ter intimado Elon Musk a nomear um novo representante legal da empresa no país. A intimação foi feita por meio de um post no perfil oficial da Suprema Corte na própria plataforma. A ordem teria de ter sido cumprida no prazo de 24 horas, mas foi ignorada.

Moraes deu 24 horas para que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) cortasse o acesso ao X em todo o território nacional, o que começou a ocorrer por volta da meia-noite de sábado (31). Ele também determinou que o aplicativo seja retirado das lojas virtuais de empresas como Apple e Google, impedindo novos downloads por usuários de celular, e estipulou multa de R$ 50 mil para pessoas físicas ou jurídicas que utilizarem VPN para burlar o bloqueio.

O pedido de suspensão do X no Brasil é a última de uma série de decisões judiciais aplicadas pelo STF desde os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Moraes é o relator de inquéritos que investigam os ataques aos Três Poderes. À época presidente do TSE, também foi o responsável por restringir o acesso de um grupo de bolsonaristas à plataforma, por divulgação de notícias falsas no período eleitoral. Outras redes sociais também foram alvo das investigações, mas Musk foi o único a descumprir as exigências. Desde então, os atritos entre o ministro e o empresário vinham em uma crescente.

Zambelli, Malafaia, Mourão, Eduardo Bolsonaro e outros bolsonaristas provocam Moraes:

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Ficou ‘chato’ https://canalmynews.com.br/outras-vozes/ficou-chato/ Wed, 14 Aug 2024 20:02:55 +0000 https://localhost:8000/?p=45864 Reportagem publicada pela Folha de S.Paulo mostra que ministro Alexandre de Moraes teria influenciado a produção de provas que ele mesmo julgaria

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De tempos em tempos, nos deparamos no Brasil com episódios que parecem saídos de uma série de ficção. Embora, a essa altura, já deveríamos estar mais calejados, a realidade brasileira ainda consegue superar os roteiros mais elaborados.

Entre casos como o de um senador que esconde dinheiro na cueca durante uma operação da Polícia Federal, um presidente que só está no poder graças à anulação de julgamentos e prescrição dos crimes pelos quais foi condenado em três instâncias, e outro que, em reuniões gravadas, discutia com seus ministros “alternativas” à derrota nas eleições, deveríamos estar mais preparados para lidar com absurdos.

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No entanto, a matéria de terça-feira (13), publicada pela Folha de S.Paulo, que revela áudios e mensagens dos bastidores da atuação de profissionais do STF e do TSE na produção de relatórios para embasar decisões do ministro Alexandre de Moraes, ainda consegue nos surpreender.

O espanto não é apenas pelo fato de que, ao que tudo indica, o próprio ministro julgador teria influenciado a produção de provas que ele mesmo julgaria. O que também choca é a naturalidade com que os articuladores de ambos os tribunais discutem o que, em um país sério, jamais se ousaria sequer cogitar, muito menos executar.

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Deixando de lado, por ora, o mérito das revelações da reportagem, que merecem sim ser aprofundadas, é impressionante como o conceito de institucionalidade no Brasil está deteriorado.

A principal preocupação nas mensagens reveladas não é se aquela conversa deveria ou não estar acontecendo, mas sim o que poderia ser feito para que a execução de tais ordens fosse realizada sem que ficasse “descarado”, caso “alguém viesse a questionar”. Chegar a esse ponto evidencia o quão corroídos estão no Brasil conceitos básicos em uma democracia funcional, onde há respeito ao devido processo legal e ao império da lei.

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O episódio fica ainda mais preocupante quando lembramos que as mensagens em questão estão dentro de um contexto em que o objetivo dos relatórios era silenciar críticos nas redes sociais, o que, por si só, é uma afronta a um elemento fundamental em qualquer democracia: a liberdade de expressão.

É por essas e outras que há tanto descrédito nas instituições brasileiras hoje. A descredibilidade generalizada dos diferentes poderes e tribunais no país não é fruto de “campanhas de desinformação” ou “ataques de ódio coordenados”.

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As instituições brasileiras, incluindo o STF, sofrem descrédito porque constantemente dão motivos para tal. Juízes como Moraes são acusados de autoritarismo e desrespeito às leis não por meros interesses políticos, mas porque, de fato, seus atos justificam tais acusações.

Somente quando entendermos que nas atuais batalhas político-jurídicas brasileiras não há uma luta entre mocinhos e bandidos, mas sim abusos e ilegalidades cometidos por diferentes partes — que devem ser combatidos igualmente — é que estaremos prontos para iniciar nossa recuperação institucional e moral. Do jeito que está, no eufemismo do próprio juiz instrutor do STF, Airton Vieira, já ficou “chato”. Chato até demais.

Entenda pedido de Alexandre de Moraes para PGR reavaliar arquivamento de inquérito contra Bolsonaro:

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Partido Miliciano, o sujeito oculto da política nacional https://canalmynews.com.br/politica/politica-com-bosco/partido-miliciano-o-sujeito-oculto-da-politica-nacional/ Mon, 29 Jan 2024 23:49:52 +0000 https://localhost:8000/?p=42221 Ao permitir a fusão de interesses distintos com uma pauta de valores comum apenas na aparência, a direita corre o risco de associar sua imagem – e suas biografias individuais – a temas que são caros apenas aos milicianos. E comprometer-se com uma associação criminosa infiltrada no parlamento

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Apenas 12 dos 28 partidos e federações que disputaram as eleições de 2022 conseguiram alcançar a cláusula de desempenho fixada pela Emenda Constitucional 97, de 2017. De lá para cá, somente essas 12 legendas têm acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda gratuita de rádio e televisão.

As novas regras em vigência desde 2018 impuseram às 16 legendas que não alcançaram o critério de desempenho três alternativas de sobrevivência – a fusão, incorporação ou federação com aquelas que obtiveram melhor desempenho nas urnas.

Bom para a política, esse enxugamento deu mais nitidez ideológica ao sistema partidário, com prevalência da corrente conservadora. Porém, nessa contabilidade partidária o sujeito oculto é o Partido Miliciano, infiltrado na direita como um cavalo de Tróia.

Camuflado em legendas majoritárias, serve-se do dinheiro público destinado ao desenvolvimento das atividades partidárias para alavancar sua estratégia de ampliação territorial. Como fez no Rio, a partir da Assembleia Legislativa.

Essa turma abraça as pautas conservadoras, embora pouco ou nada lhe importem os valores religiosos e morais da direita tradicional. O faz pela conveniência de atrair essa direita para temas próprios que aparentam similaridade ideológica.

Importa-lhes não aprimorar a política antidrogas e materializar um braço parlamentar do crime, blindando-se no bolsonarismo para impedir a ação dos poderes constituídos e consolidar-se como um poderoso grupo paramilitar a serviço de um estado paralelo, cujo comando divide com o tráfico.

Ao permitir a fusão de interesses distintos com uma pauta de valores comum apenas na aparência, a direita corre o risco de associar sua imagem – e suas biografias individuais – a temas que são caros apenas aos milicianos. E comprometer-se com uma associação criminosa infiltrada no parlamento.

É quando, por exemplo, a bancada do agronegócio defende a política bolsonarista de armar cada morador de Copacabana, quando o que lhe importa é garantir o direito de defender suas propriedades no campo.

Nesse contexto se inserem as recentes operações de busca e apreensão nos gabinetes parlamentares dos deputados Alexandre Ramagem e Carlos Jordy, cada um, a seu modo, flagrado em crimes contra o Estado.

Ambos são os únicos beneficiados , nesse momento, pela mobilização da direita contra o STF em decorrência do episódio. A soberania do Legislativo, nesse caso, é mero pretexto para acobertamento de ambos.

O presidente da Câmara, Arthur Lira, e o do Senado, Rodrigo Pacheco, parecem já entender esses riscos. Evitaram dar repercussão às operações da PF contra Ramagem e Jordy. Mas se tornaram alvo indiscriminado da direita, novamente contaminada pelos interesses milicianos.

A carga sobre ambos para que comprem a briga contra o STF aumentou e levou Pacheco a abdicar de seu estilo mineiro e polido para desancar o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, que o chamara publicamente de “frouxo” por não agir contra Alexandre de Moraes.

O que mobiliza a direita contra o STF não é a mesma causa que mobiliza a milícia. Esta pretende neutralizar o STF para escapar da prisão; aquela pretende limitá-lo à interpretação da Constituição e impedi-lo de ultrapassar a fronteira entre o intérprete da Constituição e o legislador.

Tem-se que o agronegócio não precisa dos milicianos para enfrentar sua batalha com o STF, como estes precisam da direita para materializar a guerra contra o Judiciário, em nome da liberdade para delinquir. A direita pode resolver suas contendas pela via política; as milícias, não.

O experiente advogado de muitos políticos, de diferentes matizes ideológicas, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, calcula em duas dezenas os parlamentares já alcançados pelas investigações que culminaram com o 8 de janeiro e que estão no mesmo roteiro de Jordy e Ramagem.

A ex-deputada Joice Hasselmann que, bem ou mal, transitou pela intimidade do bolsonarismo, concorda com esse cálculo, desde que ele se refira apenas aos ex-integrantes do PSL. “No macro, é bem mais”, diz ela. A tirar por ambos, vem mais encrenca aí no roteiro de operações judiciais contra parlamentares.

O STF dobrou a aposta e realizou uma operação de busca e apreensão contra o vereador Carlos Bolsonaro na extensão das investigações sobre a Abin paralela – a rede de espionagem política ilegal comandada por agentes de inteligência a serviço do governo Bolsonaro. Não daria esse bote se não estivesse já respaldado por informações seguras e ainda sigilosas.

Até 2019, a milícia era um fenômeno de alcance e ação estaduais. O ciclo Bolsonaro lhe deu escala nacional e se a direita conservadora, mas democrática, continuar a trata-la como igual, estará se associando à ideologia do crime e contribuindo decisivamente para que o Congresso Nacional se torne, em pouco tempo, uma Alerj federal.

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Multiplicar as armas é dar tiro no pé https://canalmynews.com.br/colunistas/cid-benjamin/multiplicar-as-armas-e-dar-tiro-no-pe/ Mon, 29 Jan 2024 00:52:28 +0000 https://localhost:8000/?p=42198 É preciso seguir batendo nessa tecla: armar a população não ajuda a diminuir a violência urbana

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Um sério equívoco precisa ser combatido: ao contrário do que afirmam bolsonaristas, milicianos e afins, mais armas por aí na sociedade não trazem mais segurança. Ao contrário. Multiplicar as armas é dar um tiro no pé. E muitas vezes elas acabam nas mãos de bandidos.

Vale um exemplo: no início da década de 1990, em Vila Isabel, no Rio de Janeiro, um certo capitão do Exército foi rendido por dois adolescentes armados, que o obrigaram a entregar a moto e a pistola. Docilmente, ele preferiu não reagir. Foi sensato.

Mas, por que voltar a esse assunto agora, mais de 20 anos depois do episódio? Porque é preciso seguir batendo nessa tecla: armar a população não ajuda a diminuir a violência urbana. Para começar, se as pessoas tiverem armas ao alcance das mãos, qualquer acidente de trânsito, caso fútil de ciúmes ou problema entre vizinhos pode levar à morte de um envolvido. E o fato de os envolvidos terem preparo militar não é garantia de coisa alguma.

Basta ver o exemplo do prudente capitão lembrado acima, que preferiu não contrariar os dois bandidinhos para não pôr a vida em risco. E não pode ser criticado por isso.

Pois bem, na semana passada, por meio de uma portaria do Comando do Exército, o governo abriu as portas para um significativo aumento da quantidade de armas em circulação. Cada policial militar (e eles são mais de 406 mil em todo o Brasil) poderá comprar até mais seis armas de fogo para uso particular, além das que já tenha em casa, que serão automaticamente legalizadas. As armas poderão ser compradas no atacado, no varejo e até no exterior. Mais grave ainda: cinco dessas armas podem ser fuzis, que são armas de guerra.

Ora, para que alguém vai ter todo esse arsenal em casa? Que controle haverá sobre ele, garantindo que não caia em mãos erradas? E os compradores não correm o risco de ficar sem munição. A portaria estabelece que poderão a cada ano adquirir até 600 balas por arma.

Para que se veja a gravidade da medida, basta lembrar que a letalidade de um fuzil de calibre 7.62 (o mais comum) alcança até 2.500 metros. É uma piada achar que uma arma dessas vai ser usada para defesa pessoal ou para a proteção de alguma residência.

Vale lembrar as consequências de um tiro de fuzil. Um dos diretores de um hospital da Rede D’Or São Luiz, o cirurgião toráxico Rodrigo Gavina, lembrou em reportagem publicada no jornal “O Globo” (26/6/2023) que nove entre dez vítimas de um disparo morrem no local. E 90% dos que sobrevivem é porque foram atingidos apenas num braço ou numa perna, e não no tronco. Mas, “como são lesões ósseas e nervosas importantes, muitas vezes o membro é esfacelado(…). Aí, a única solução para manter a pessoa viva é (…) a amputação”, disse ele.

A portaria do Exército estende a autorização para as compras a funcionários da Agência Brasileira de Informações (Abin) e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). E — pasmem! — a estende também a bombeiros, que no País são 55 mil. Aqui, vale um registro: por incrível que pareça, no Brasil bombeiros têm porte de armas de fogo. Não me perguntem a razão disso, pois não vão combater incêndios com tiros.

A verdadeira explicação é outra: tendo porte de armas, bombeiros conseguem mais facilmente colocação como seguranças privados, um emprego que, no caso deles, é ilegal. E, por trás disso há coisa pior: um número expresso de bombeiros está vinculado às milícias.

Que essa portaria fosse assinada no governo Bolsonaro, se poderia compreender. Afinal o capitão defende armamento generalizado da população, mesmo que isso traga o risco de perder a arma para qualquer ladrãozinho pé-de-chinelo, como aconteceu com ele próprio.

 

Mas como justificar a medida no governo Lula?

 

Ora, sabe-se que alguns militares de alto coturno têm relações estreitas com fábricas de armas, tanto nacionais, como estrangeiras, e alguns são seus lobistas. Será que a portaria se deve a isso? Não é de se afastar a hipótese.

 

É verdade que o ministro da Defesa, Múcio Monteiro, mais do que integrante de um governo civil à frente das Forças Armadas, é preposto dos militares. Mas ouso pensar que, até mesmo, generais sensatos são refratários à medida estabelecida pela portaria, tão absurda ela é.

 

Por isso, o título deste artigo não exagera ao afirmar: multiplicar as armas é dar um tiro no pé.

 

O governo Lula está devendo uma explicação para a portaria. E não vale se esconder atrás dos militares. Afinal, eles são — ou deveriam ser — subordinados ao presidente da República.

 


Atualização 29/01/24: Em seguida à publicação do artigo acima, o Exército decidiu suspender a portaria que autorizava que policiais militares e bombeiros tivessem até cinco fuzis para uso particular, “para permitir tratativas junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública”. Melhor assim…

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Supremo Tribunal Federal é nossa última barreira contra retrocesso bolsonarista https://canalmynews.com.br/balaio-do-kotscho/supremo-tribunal-federal-e-nossa-ultima-barreira-contra-retrocesso-bolsonarista/ Fri, 22 Sep 2023 23:05:32 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39956 Ainda bem que temos o STF e o TSE para proteger a nossa democracia

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A oposição bolsonarista, em minoria até no Centrão, montou trincheira em torno de uma retrógada pauta de costumes no Congresso. Sem projetos para o país, o objetivo é fazer a única coisa que lhe resta: atrapalhar o governo, criar uma crise entre poderes, e estrebuchar. 

Os derrotados em 30 de outubro, nas urnas, e em 8 de janeiro, no golpe fracassado,  acusam O Supremo Tribunal Federal de praticar ativismo judicial e de perseguir o seu líder, que já foi colocado fora de combate pelo Tribunal Superior Eleitoral e declarado inelegível até 2030, por um dos muitos crimes de que é acusado.

Pois, amigos, ainda bem que temos o STF e o TSE para proteger a nossa democracia, como a útima barreira contra o retrocesso bolsonarista até aqui fracassado, depois que a tentativa de golpe militar foi abortada pelos três poderes, incluindo aí parte das Forças Armadas, como ficamos sabendo pela delação do ajudante de ordens, Mauro Cid. Bolsonaro conseguiu rachar até as Forças Armadas, pois é…

Ainda esta semana tivemos vários exemplos do que estou falando. A começar, pela derrubada no STF, por 9 votos a 2 (sempre aqueles…) do Marco Temporal das Áreas Indígenas, uma jabuticaba do atraso plantada pelo ramo mais reacionário do agronegócio e da mineração clandestina. Foi uma bela vitória não só do STF, mas de todos nós, do Brasil civilizado. 

No Senado, os bolsonaristas ainda tentam aprovar um PL na contramão do que o Judiciário já decidiu, apenas para fazer barulho, já que o Executivo pode vetar a medida e, como se trata de matéria constitucional, a última palavra, de qualquer forma, será do STF, que já a proclamou por larga maioria. 

Na Câmara, os arautos do retrocesso tentam proibir o casamento entre pessoas do mesmo sexo, matéria já pacificada há tempos, e a descriminalização do aborto, que também está em discussão no STF. A ministra relatora, Rosa Weber, que este mês deixa a presidência do STF, já deu o primeiro voto a favor da medida. Nessa toada, só está faltando que a oposição queira revogar a Lei Áurea para deixar o campo livre aos escravagistas do século 21. 

Já disse aqui, e repito, que mais dia, menos dia, o ex-presidente Jair Bolsonaro será tirado de circulação pela Justiça, pelo conjunto da obra, mas o bolsonarismo ainda permanecerá por um bom tempo azucrinando o país, tantas são as sequelas e armadilhas deixadas na sociedade civil e até nas Forças Armadas. Duas delas estão no STF, algumas dezenas no parlamento e milhões de devotos na internet continuam alimentando a seita nas redes sociais, com uma enxurrada cada vez mais alucinante de fake news e conspirações. 

A cada nova pesquisa, o bolsonarismo gradativamente diminui de tamanho. Representava quase metade do país, em outubro de 2022; hoje, não passa de um terço, se tanto, o que ainda é muita gente para atravancar os rumos do país. Como permitimos que isso acontecesse? Já imaginaram o que seria do Brasil com mais 4 anos de Bolsonaro & Cia.?

Bendito STF! 

Vida que segue. 

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PGR reforça pedido de condenação de réu pelos atos de 8 de janeiro https://canalmynews.com.br/politica/pgr-reforca-pedido-de-condenacao-de-reu-pelos-atos-de-8-de-janeiro/ Wed, 13 Sep 2023 16:25:51 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39595 Se condenado, pena de Aécio Pereira pode chegar a 30 anos

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) reforçou nesta quarta-feira (13) no Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido de condenação do primeiro réu pelos atos golpistas de 8 de janeiro.

Nesta manhã, o Supremo iniciou o julgamento de Aécio Lúcio Costa Pereira, morador de Diadema (SP). No dia dos atos, ele foi preso pela Polícia Legislativa no plenário do Senado. Aécio chegou a publicar um vídeo nas redes sociais durante a invasão da Casa.

O réu responde pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa armada e dano contra o patrimônio público, com uso de substância inflamável. Em caso de condenação pelo STF, as penas podem chegar a 30 anos de prisão.

Durante a sessão, o subprocurador da República Carlos Frederico Santos disse que os acusados agiram contra a democracia ao participarem dos atos de vandalismo. Santos afirmou que o julgamento dos acusados representa “novo marco” na democracia brasileira.

“Buscou-se derrubar um governo que foi legitimamente eleito através do sufrágio universal, a pretexto de ter ocorrido fraudes nas eleições”, afirmou.

O julgamento prossegue para a manifestação da defesa do acusado. Em seguida, será iniciada a votação dos ministros.

A Corte julga os primeiros quatro denunciados pela participação dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Estão na pauta de julgamento mais três ações penais que têm como réus Thiago de Assis Mathar, Moacir José dos Santos e Matheus Lima de Carvalho Lázaro.

Eles também são acusados pela PGR de participarem efetivamente da depredação do Congresso e do Palácio do Planalto. Todos serão julgados individualmente.

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Balanço apresenta 727 terroristas presos, mas PF justifica liberação de outros 599 “por questões humanitárias” https://canalmynews.com.br/politica/pf-divulga-balanco-com-727-terroristas-presos-mas-justifica-liberacao-de-outros-599-bolsonaristas-por-questoes-humanitarias/ Wed, 11 Jan 2023 00:42:26 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35336 A polícia também disse que todos os detidos estão recebendo alimentação regular e atendimento médico quando necessário

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A Polícia Federal (PF) divulgou, nesta terça-feira (10), o balanço com o número de terroristas presos desde as ações criminosas cometidas contra os Três Poderes no domingo (8). De acordo com a corporação, mais de 1.500 pessoas envolvidas nos atos antidemocráticos foram conduzidas pela Polícia Militar para a Academia Nacional de Polícia, localizada em Brasília, após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Mais de 727 pessoas foram presas no dia de hoje.

“No local, os detidos estão sendo submetidos aos procedimentos de polícia judiciária. Após os trâmites realizados pela Polícia Federal, os presos estão sendo apresentados à Polícia Civil do DF, responsável pelo encaminhamento dos detidos ao Instituto Médico Legal e, posteriormente, ao sistema prisional”, explicou em nota a PF.

A Polícia Federal também informou que, até o início da noite desta terça-feira, 727 terroristas foram presos. No entanto, 599 bolsonaristas foram liberados. A polícia justificou dizendo que as liberações aconteceram “por questões humanitárias” e que, em geral, eram idosos, “pessoas com problemas de saúde, em situação de rua e pais/mães acompanhados de criança”.

Por fim, a PF ressaltou que “os procedimentos estão sendo acompanhados, ininterruptamente, pela Ordem dos Advogados do Brasil, Corpo de Bombeiros, Secretaria de Saúde do DF, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Defensoria Pública da União”, e que todos os detidos estão recebendo alimentação regular e atendimento médico quando necessário.

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Entenda quem é Serere Xavante, indígena bolsonarista conhecido por realizar atos golpistas https://canalmynews.com.br/politica/entenda-quem-e-serere-xavante-indigena-bolsonarista-conhecido-por-realizar-atos-golpistas/ Tue, 13 Dec 2022 19:41:02 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34891 Chamado também de cacique Serere, que motivou atos terroristas em Brasília, foi preso nesta segunda-feira (12/12) a mando de Alexandre de Moraes.

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 Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro incendiaram dezenas de carros, ao menos um ônibus, e tentaram invadir a sede da Polícia Federal em Brasília nesta segunda-feira (12/12)

O estopim do vandalismo na capital do país, foi a prisão de José Acácio Serere Xavante, conhecido como “cacique Serere”, que é também pastor evangélico. Ele ficou conhecido por atuar na porta dos quartéis junto a apoiadores do presidente Bolsonaro (PL), que não aceitam o resultado das eleições.

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, decretou a prisão do pastor baseado em um pedido da Procuradoria Geral da República que diz que Serere utiliza da posição de cacique do povo Xavante para instigar os indígenas a cometer crimes e atos golpistas.

No início de dezembro um grupo comandado por Serere invadiu a área de embarque do aeroporto internacional de Brasília direcionando mensagens de ódio ao atual presidente Lula (PT) e ao Supremo Tribunal Federal. Cererê é filiado ao partido Patriota, alinhado ao bolsonarismo, foi candidato a prefeito de Campinápolis no Mato Grosso e foi derrota com apenas 689 votos. 

Após a sua prisão, os manifestantes e apoiadores do presidente tentaram invadir o prédio da polícia federal em Brasília. Enquanto estava detido, Serere gravou um vídeo para as redes sociais pedindo o fim dos confrontos entre manifestantes e policiais.

O Almoço do MyNews desta terça-feira (13/12), traz a ativista indígena e escritora, Márcia Kambeba para comentar sobre essas questões: “Não concordo com a forma com que o parente Xavante foi preso. Apontaram uma arma para seu filho de 10 anos e ameaçaram sua esposa. Foi um ato violento, característico da própria época que estamos vivendo. Todavia, não concordo com o posicionamento do parente (Serere), instigando a violência e a forma com que ele afrontou Alexandre de Moraes. Somos um povo há muito tempo violentado, invadido não somente em território, mas também na alma. O que representou a cruz na catequização? Essa invasão do nosso sagrado. E instigar o armamento, o vandalismo, isso não faz parte da nossa rotina de vivência como um povo”, completou Kambeba.

 

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PRF registra duas interdições parciais em rodovias federais https://canalmynews.com.br/brasil/prf-registra-duas-interdicoes/ Sun, 06 Nov 2022 22:09:22 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34551 Pontos interditados localizam-se em estradas no Pará e em Mato Grosso

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou hoje (6) que duas interdições permanecem nas rodovias federais ao país. De acordo com a corporação, o fluxo de veículos está parcialmente interrompido em Santarém, no Pará, e em Pontes e Lacerda, em Mato Grosso.

Segundo a PRF, 1.020 manifestações já foram desfeitas pelos agentes que estão realizando o patrulhamento.

No domingo (30), após o anúncio da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições para a Presidência da República, grupos de caminhoneiros iniciaram bloqueios em diversos pontos de rodovias federais em todo o país.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na segunda-feira (31) o total desbloqueio das rodovias que registraram paralisações.

Na sexta-feira (4), todas as rodovias federais já estavam livres de bloqueios totais e 966 manifestações haviam sido desfeitas.

Edição: Nádia Franco

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Interdições em rodovias federais caem para cinco https://canalmynews.com.br/brasil/interdicoes-em-rodovias/ Sat, 05 Nov 2022 18:29:36 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34535 Ainda há um ponto de bloqueio total no Pará

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou, na manhã de hoje (5), que ainda há um ponto de bloqueio total em rodovia federal de Altamira, no Pará, com o fluxo de veículos totalmente interrompido. Ao fim da noite, havia apenas cinco pontos de interdição, sendo dois em Mato Grosso e três no Pará, com o fluxo parcialmente impedido por grupos que não aceitam o resultado das eleições..

A PRF no Pará informou que, por volta das 10h, ainda havia três pontos de interdição na BR-163: no km 110 (Cachoeira da Serra), km 159 (Castelo dos Sonhos) e km 312 (Novo Progresso), sendo o bloqueio total no km 159.

No Mato Grosso, ainda não houve atualização da situação hoje.

A primeira interdição foi registrada em Mato Grosso do Sul, por volta das 21h15 do domingo (30), cerca de uma hora e meia após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciar que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estava matematicamente eleito, tendo derrotado o presidente Jair Bolsonaro (PL), que disputava a reeleição. Os manifestantes não aceitam o resultado da eleição e bloquearam rodovias por todo o país durante a semana.

Em mensagem publicada nas redes sociais da PRF, na noite de ontem, o diretor-geral da corporação, inspetor Silvinei Vasques, destacou que a ação dos policiais foi a maior operação já empreendida pelo órgão em seus 94 anos de história, com 995 manifestações desfeitas.

“Estavámos encerrando uma operação e já iniciando outra para desbloquear as rodovias em todo o Brasil. É a maior operação da história da PRF, o maior efetivo da história. Neste momento, a sede do nosso departamento em Brasília, as nossas superintendências, a sede das nossas delegacias e a nossa universidade estão com as suas atividades administrativas encerradas. Todos os policiais, desde segunda-feira, estão operando na estrada. Estamos trabalhando muito, em uma operação complexa. Nos bloqueios estão famílias, idosos, profissionais de todas as áreas, então é uma situação muito difícil para se operar”.

Também foram registradas ações de desbloqueio por parte de torcidas organizadas, como a Galoucura, do Atlético Mineiro, e a Gaviões da Fiel, do Corinthians.

Ao se dirigir a policiais rodoviários federais, o inspetor parabenizou as equipes e agradeceu o apoio dos órgãos envolvidos nas operações, como Polícia Federal, polícias militares dos estados, Ministério Público, Poder Judiciário, prefeituras e Corpo de Bombeiros, que atuou para apagar os incêndios provocados pelos manifestantes.

Na quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro divulgou um vídeo pedindo aos manifestantes que desobstruam as rodovias, respeitando o direito de ir e vir da população

Edição: Maria Claudia

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Ciro Gomes é hostilizado em feira de agronegócio, tenta agredir uma pessoa e diz que reagiu ‘à altura’ https://canalmynews.com.br/politica/ciro-gomes-e-hostilizado-em-feira-de-agronegocio-tenta-agredir-uma-pessoa-e-diz-que-reagiu-a-altura/ Fri, 29 Apr 2022 14:37:06 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=28032 O presidenciável do PDT visitou a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP) e foi insultado por bolsonaristas. Gomes afirma que sofreu xenofobia em feira de um setor que concentra forte apoio a Bolsonaro.

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O pré-candidato do PDT à presidência da República, Ciro Gomes, foi hostilizado por participantes da Agrishow, a maior feira de agronegócio da América Latina, na quinta-feira (28) em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. O ex-ministro respondeu com palavrões às vaias, gritos de “mito”, xingamentos e agrediu um homem que se aproximou segurando um celular para gravação. 

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O homem, não identificado, encosta em Ciro Gomes e pergunta: “e o Bolsonaro, Cirão?”. A resposta do cearense é: “ladrão nazista”. “Que isso…”, diz o homem que participava da feira. Logo após, a conversa resulta na investida de Ciro Gomes, que desfere um soco no abdômen dele. 

O agronegócio é conhecido pelo forte apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante a feira, o pedetista foi questionado por jornalistas se esperava ser hostilizado daquela forma, e ele respondeu: “um país que é governado por um bandido e ladrão tem que ter esse tipo de quadrilha, você está vendo quem está insultando quem”. 

Um dos vídeos foi compartilhado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que chamou Gomes de “Coroné Ciro”. “Quando você vai para o mundo real e descobre que os robôs existem, mas são seres humanos!”, tuitou o filho do presidente. Já o ex-secretário da cultura Mário Frias usou o termo “Cangaciro” para se referir ao cearense.

No fim do dia, a assessoria do pré-candidato publicou uma nota de esclarecimento sobre o ocorrido através do Twitter. No pronunciamento se afirma que Ciro Gomes, além dos insultos verbais e xenófobos, sofreu tentativas de agressão e foi “forçado a agir com veemência”. 

Confira mais notícias desta sexta-feira (29) no Café do MyNews:

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É como na corrida de São Silvestre https://canalmynews.com.br/paulo-totti/e-como-na-corrida-de-sao-silvestre/ Wed, 19 Jan 2022 17:28:19 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=23063 Como os números da disputa presidencial podem direcionar as posturas e estratégias para tocar primeiro na linha de chegada

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Enquanto a pandemia avança implacável, inabalável, o governo já bate dois dígitos de inflação em 12 meses (10,06%), e a Petrobrás anuncia novos preços da gasolina, do diesel e do gás natural, a campanha presidencial faz uma pausa à espera da volta da atividade parlamentar em fevereiro. Mas a situação eleitoral não mudou e bolsonaristas começam a temer que nada ou muito pouco mudará até 2 de outubro. Só foi generosa com o PT a pré-estréia da campanha em dezembro, quando todos os principais partidos, à exceção da fusão Dem-PSL, tornaram públicos os que pensam ser seus mais expressivos nomes. Lula saiu na frente em todas as regiões do país e em todas as categorias de renda e parcelas etárias.

É como na Corrida de São Silvestre, Um atleta que largou junto dos outros na Avenida Paulista, esquina com Ministro Rocha, já chegou a Higienópolis; seu escudeiro anda pelo Museu do Futebol e o imensurável pelotão de retardatários – todos os demais – apenas atingiu o Instituto do Coração. A velocidade que o líder desenvolve parece a do etíope Belay Bezabh, vencedor de ponta a ponta na última corrida, e não a do conhecido “Coelho”, que costuma sair na liderança em desabalada carreira, mas logo cansa e abandona a disputa, satisfeito por ter recebido um punhado de aplausos.

Até agora, o favorito Lula da Silva tem 48% das apostas no último Datafolha Os demais, aí incluído o próprio Jair Bolsonaro (22%), mais Sergio Moro (9%), Ciro Gomes (7%), João Dória (4%), Simone Tebet (1%) e Rodrigo Pacheco (1%) somam apenas 44%. Não pontuam Alessandro Vieira, Aldo Rebelo e Felipe D’Ávila. Noves fora os brancos e nulos, se o ritmo futuro for o mesmo de agora, Lula chegará sozinho, rápido e folgadamente, à frente do prédio da Fundação Casper Líbero, na volta à Avenida Paulista.

É a maioria absoluta, obtida na primeira volta da corrida, como se não existisse outra. Pesquisa mais recente, da mineira Quaest, confirma o levantamento do Data Folha: Lula, 45%; Bolsonaro, 23%; Moro, 9%; Ciro,5%; Dória, 3% ;Tebet, 1%. Os demais não pontuaram]

É claro que uma corrida de marmanjos pelo centro de São Paulo não tem a mesma importância e nem a mesma seriedade de uma sucessão presidencial, mas para quem conhece São Paulo é fácil entender a magnanimidade das diferenças desenhadas no mapa da cidade. Quem não conhece entenderá os números.

Antes de permitir que estas constatações, apenas retóricas e metafóricas, se transformem em dura realidade nos próximos nove meses, ilustres líderes do Centrão – excluídos os descerebrados do “cercadinho” – passam a pensar em mudar o tom das manifestações presidenciais, a admitir – por enquanto reservadamente – que comportamentos recentes como o da sabotagem à vacinação infantil ou o da caluniosa insinuação de que a Anvisa serve a interesses inconfessáveis, mais prejudicam do que contribuem à conquista de votos para manter Bolsonaro na presidência até 2026.

O recesso parlamentar faz com que sugestões de mudança de rumos sejam apenas murmuradas, mas a partir de fevereiro poderão ficar mais explícitas. E terá chegado o momento de o próprio Centrão oficializar seu desconforto. Este é um agrupamento político que se mantém fiel ao aliado mas se recusa a acompanhá-lo até o inferno.

A partir de resultados nas pesquisas que reprisem o observado hoje, outros setores do bolsonarismo poderão defender a mesma posição, entre eles estamentos militares mais civilizados (a gente não comprova que existam, mas certamente existirão, em nome de Jesus). Se os setores mais serenos do bolsonarismo (que também existirão, benditos sejam) mudarem a campanha, mostrarem que querem resolver as disputas na supremacia do voto, embora sua vitória seja uma ilusão no estágio atual da composição de forças, nossa frágil democracia estará salva.

Se nada mudar, é por que Bolsonaro já desistiu de ganhar a eleição. E é no golpe que pensa e se prepara.

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