Arquivos chanceler - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/chanceler/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Mon, 30 Jan 2023 12:59:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Chanceler alemão chega nesta segunda ao Brasil para encontro com Lula https://canalmynews.com.br/politica/chanceler-alemao-chega-nesta-segunda-ao-brasil-para-encontro-com-lula/ Mon, 30 Jan 2023 12:59:45 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35662 Presidente Lula disse que a relação de amizade e cooperação entre os dois países seria retomada

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O chanceler alemão Olaf Scholz chega nesta segunda-feira (30) ao Brasil e terá encontros com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com delegações de empresários.

Segundo a Embaixada da Alemanha, a viagem de Scholz inclui, também, Argentina e Chile, visando enfatizar a importância da América do Sul para o governo alemão.

No tuíte, o presidente Lula disse que a relação de amizade e cooperação entre os dois países seria retomada.

Na agenda de Lula para esta segunda, divulgada pelo Palácio do Planalto, está prevista para as 15h30 a cerimônia de chegada do chanceler, seguida de reunião bilateral às 15h45.

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Às 18h, Lula e Scholz se reúnem com as delegações empresariais do Brasil e da Alemanha. Em seguida, será feita uma declaração à imprensa, às 18h30.

Às 19h30 haverá um jantar em homenagem a Scholz no Palácio Itamaraty.

A ministra alemã da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento, Svenja Schulze, deve acompanhar as reuniões. No fim de semana, ela se encontrou com representantes de sindicatos, sociedade civil e empresas em São Paulo, para tratar de temas relacionados à energia sustentável.

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O presidente não entende de diplomacia e o ministro não o impede de dizer bobagens https://canalmynews.com.br/paulo-totti/o-presidente-nao-entende-de-diplomacia-e-o-ministro-nao-o-impede-de-dizer-bobagens/ Sat, 26 Feb 2022 15:05:44 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24767 O prepotente e autoritário Bolsonaro decidiu mandar sozinho no Itamaraty

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Escrevo ao anoitecer de quinta-feira, 24, e até agora não sei como o Brasil se posiciona ante a guerra no Leste Europeu. O presidente Jair Bolsonaro, em Moscou na semana passada, disse que se solidarizava com o “irmão” Vladimir Putin. E, agora, diante do mundo que se levanta em protesto contra a escandalosa invasão – flagrante desacato ao estabelecido na Carta das Nações Unidas – o mambembe tzar brasileiro não sabe o que dizer. Esteve duas vezes em público, no cercadinho do Alvorada e na inauguração de um arremedo de obra pública no interior de São Paulo. Falou até de futebol (a camiseta vermelha que ostentava era do América, time da cidade) mas nada sobre a guerra.

“Putin escolheu a guerra”, disse o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, 16 horas depois de a Rússia invadir a Ucrânia por terra, mar e ar. “Bolsonaro escolheu seu irmão”, diria o mesmo Biden se, em meio às atribulações causadas por Putin, tivesse tempo de preocupar-se com o Brasil e com o ex-capitão. Este, aliás, ocupado com a difícil reeleição, também não se preocupou em providenciar previamente a proteção dos cidadãos brasileiros esquecidos em Kiev e outras cidades, especialmente jovens jogadores de futebol. Na semana anterior à invasão, o embaixador brasileiro, Nestor Rapesta, declarou diversas vezes à Globonews que a situação era tranquila e seus compatriotas não corriam perigo.

O mutismo de Bolsonaro, até agora, não é surpresa. Ele nada entende de política internacional (política nacional também não, como tem demonstrado nos três anos e dois meses de governo. Afinal, de que entende sua excelência?). Em Moscou falou por falar, por estar sem assunto ou inebriado por sentar-se meio metro ao lado de Putin, sem ter de respeitar a distância destinada a Emmanuel Macron e Olaf Scholz, políticos europeus que certamente considera de menor expressão.

Jair Bolsonaro em visita à Rússia.

Jair Bolsonaro em visita à Rússia. Foto: Alan Santos/PR (Flickr)

Outros brasileiros exerceram a presidência ou o ministério de Relações Exteriores sem dominar a prática da diplomacia, entre eles, Itamar Franco e Olavo Setúbal. Mas se socorriam da competência de profissionais da casa de Rio Branco.

O prepotente e autoritário Bolsonaro decidiu mandar sozinho no Itamaraty e estreou na chefia de governo querendo fazer de seu filho o embaixador do Brasil em Washington. “Eduardo morou nos Estados Unidos e aprendeu a fritar hambúrguer”. Com tais atributos reunia méritos para a função. Felizmente, a ideia foi abortada pela oposição no Senado. Mas sobreviveram um dinossauro na chancelaria e Filipe Martins na assessoria especial. Este último continua assessor com o único mérito explícito de ter intimidade com o cumprimento secreto dos supremacistas brancos americanos.

Ainda não está muito claro o que Bolsonaro foi fazer em Moscou. E também, no dia seguinte, o que foi fazer em Budapeste, a não ser para um abraço afetuoso em seu companheiro de extremismo Viktor Orbán, ou acompanhar o filho Carluxo em visita ao grupo neonazista, o ucraniano Right Sector (denominação em inglês), que desfilou nas avenidas de Brasília durante as manifestações de bolsonaristas com uma faixa que revelava suas pretensões: “Ucranizar o Brasil”.

Quase às 20 horas desta quinta, o presidente apareceu ao lado do ministro do Exterior, Carlos Alberto França, não para condenar a invasão ou mais uma vez confirmar a solidariedade a Putin (ou, ainda, lamentar que a Ucrânia tenha sido largada sozinha nesta guerra, apesar de muito discurso e ameaças com sanções cujas consequências só se conhecerão daqui a um ano). Bolsonaro veio a público para desautorizar o vice, general Hamilton Mourão, que, pela manhã, declarara que “o Brasil não concorda com a invasão do território ucraniano”. Bolsonaro foi categórico: “Quero deixar bem claro que quem fala sobre esse assunto é o presidente. E o presidente chama-se Jair Messias Bolsonaro. E ponto final”. Em outro momento, o presidente disse que, autorizados por ele, só o ministro França ou o ministro Braga Neto, da Defesa, poderiam falar ”sobre esse assunto”.

Como se percebe, o Brasil está à deriva, perdido num mar de incompetências. Sem governo para enfrentar as crises internas e sem chanceler para impedir o presidente de dizer bobagens comprometedoras. O chanceler, por sinal, é outro paspalhão. Melhor do que o antecessor, é verdade. Mas qual é a vantagem de ser um pouco melhor do que Ernesto Araújo?

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Política externa de Bolsonaro é “desastre nunca visto”, diz ex-chanceler https://canalmynews.com.br/politica/politica-externa-de-bolsonaro-e-desastre-nunca-visto-diz-ex-chanceler/ Thu, 04 Nov 2021 13:26:29 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/politica-externa-de-bolsonaro-e-desastre-nunca-visto-diz-ex-chanceler/ Para Celso Amorim, Bolsonaro desrespeita a concepção de que algumas instituições, como as Forças Armadas e o Itamaraty, precisam estar a serviço do Estado

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“Desastre nunca visto.” É com essas palavras que o ex-ministro da Defesa e de Relações Exteriores dos governos petistas Celso Amorim define a política externa do governo do presidente Jair Bolsonaro. Na sua avaliação, o presidente se vale de instituições que deveriam estar à serviço do Estado como instrumentos de política pessoal. 

Ex-ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, em entrevista ao Café do MyNews.
Ex-ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, em entrevista ao Café do MyNews. Foto: Reprodução (MyNews).

“Isso é o fotograma de um filme, e o filme é desastroso. Nunca houve uma percepção tão ruim a respeito do Brasil. Do governo americano de Joe Biden, passando pela China (por tudo que se ouve, inclusive das reclamações em relação ao fornecimento de vacina e os ataques ao país), passando por qualquer outra relação que o Brasil tenha internacional. É um desastre”, afirma.

Para ele, a comparação é ruim até se forem levados em conta os governos militares, quando ele já estava no Itamaraty. “Discordava de muita coisa que se passava no brasil, me envergonhava das torturas e de outros fatos, mas da política externa, nunca vi tamanho desapreço pela noção de Estado”, pontuou.

Segundo Amorim, o problema é que Bolsonaro trata determinadas instituições que deveriam ser de Estado, como o Itamaraty e as Forças Armadas, como se estivessem a serviço de seus próprios interesses e convicções ideológicas. O episódio envolvendo o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello é um exemplo.

“A questão é saber o seguinte: diante de uma infração ao regulamento, isso pode ser ignorado? Não, e nunca foi a visão militar, pelo o que eu saiba. Pode haver um abrandamento da pena, um agravamento, dependendo da situação, mas ignorar, considerar normal e colocar um sigilo de 100 anos é uma coisa totalmente absurda e revela um certo desapreço a uma instituição fundamental do estado brasileiro, que são as Forças Armadas.”

Programa ‘Café do MyNews‘ desta quinta-feira (10), que teve a participação do ex-ministro Celso Amorim.

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