Arquivos Ciro Nogueira - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/ciro-nogueira/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Fri, 10 Jun 2022 11:34:22 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Aécio Neves articula ministério em possível novo governo Bolsonaro https://canalmynews.com.br/bruno-cavalcanti/aecio-neves-articula-ministerio-em-possivel-novo-governo-bolsonaro/ Sun, 17 Apr 2022 15:08:15 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=27676 Tucano vem dialogando com setores do Centrão dentro do atual governo; Ciro Nogueira é empecilho

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O deputado federal Aécio Neves segue se movimentando para se manter o mais próximo possível ao governo Bolsonaro. Após ter encabeçado a ala bolsonarista dentro do PSDB nas eleições de 2018 e ter articulado pautas do governo dentro do Congresso Nacional, Neves vem dialogando com setores do Centrão dentro da presidência para aproximá-lo mais de Jair Bolsonaro (PL).

Confiante de que Bolsonaro assumirá um novo mandato à frente do Executivo, Aécio tem espalhado em rodas bolsonaristas que gostaria de assumir um ministério numa possível reeleição do presidente. 

De acordo com interlocutores, embora seu nome ainda seja forte dentro do PSDB e tenha aliados poderosos, o tucano teme não ter o apoio do partido para concorrer à prefeitura do Rio de Janeiro em 2024. A possibilidade tem sido aventada, mas o deputado ainda não está convencido de que deva concorrer.

Assumir um ministério dentro de um possível novo governo Bolsonaro poderia lhe dar a Aécio a força eleitoral que precisa para o pleito municipal. Por hora, o maior empecilho para sua articulação tem sido o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, com quem Neves não tem boa relação desde meados de 2019. 

Enquanto o tucano tenta se fazer viável, o progressista vem barrando suas investidas com aliados no Executivo. Procurado para comentar o caso, o ex-senador não se manifestou até a publicação desta nota.

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De olho na pasta, Centrão movimenta retorno do Ministério da Cultura e pavimenta saída de Mário Frias https://canalmynews.com.br/bruno-cavalcanti/de-olho-na-pasta-centrao-movimenta-retorno-do-ministerio-da-cultura-e-pavimenta-saida-de-mario-frias/ Fri, 18 Feb 2022 19:54:29 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24125 Nome de Larissa Dutra como possível substituta de Frias surge como tapa buraco para estancar sangria.

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A última semana tem sido agitada para o atual Secretário Especial da Cultura Mário Frias. Após anunciar Instrução Normativa que promoveu alterações substanciais na Lei Rouanet e enfileirar série de postagens em redes sociais em que ironizava a classe artística, o Secretário se envolveu em problemas mais sérios do que uma simples rixa dentro do mercado cultural.

A viagem que fez a Nova York, também na última semana, com gastos ainda não explicados que somam R$ 39 mil, e as nomeações da noiva do deputado bolsonarista Carlos Jordy (PSL), a advogada Laís Sant’Anna Soares para o cargo de Coordenadora de Inovação no departamento de Empreendedorismo Cultural – revelada na coluna Painel, de Fábio Zanin, na Folha de S. Paulo na quinta-feira (17) – e de seu cunhado, Christiano Camatti, para o cargo de coordenador de Infraestrutura da Embratur – como revelou o colunista do Metrópoles Guilherme Amado – têm feito de Frias um dos alvos preferenciais da ala política do governo Bolsonaro.

Formado essencialmente por componentes do centrão – comandado pelo Ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira – o grupo que tem fritado Frias dentro do Ministério do Turismo tem em vista mais do que estancar a sangria de escândalos envolvendo o nome do ator dentro do governo. De acordo com deputados da base, existe o desejo da volta do Ministério da Cultura num possível segundo mandato de Bolsonaro.

Vista como uma pasta com orçamento robusto – ainda que mais magro que o Turismo ao qual foi acoplada logo no primeiro ano de governo -, a Cultura seria um ambiente ideal para agregar possíveis senadores ou deputados chave que não consigam a eleição neste 2022.

Secretário especial da Cultura Mario Frias. Foto: Marcello Casal Jr (Agência Brasil)

Nogueira seria um dos principais articuladores para o retorno da pasta, ainda que não venha encontrando terreno fértil dentro do Planalto. Para Bolsonaro, apenas aventar uma possível volta do Ministério traria mais desgaste com sua base ideológica, com a qual conta para buscar a reeleição. Por hora, é assunto morto, ainda que a saída de Frias não esteja completamente fora de cogitação. Sua substituição por Larissa Dutra soa favorável.

Quem é Larissa Dutra?

O nome da presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Larissa Rodrigues Peixoto, Dutra surge como um dos mais cotados para substituir Frias à frente da Secretaria Especial da Cultura, como revelou a Folha de S. Paulo. Dentro do governo, Dutra é vista como figura discreta e avessa a polêmicas públicas, além de manter o mesmo grau de fidelidade de Frias à figura de Bolsonaro.

Conduzida ao cargo no Iphan em 2020, Dutra foi jogada nos holofotes pelo próprio presidente quando, em dezembro de 2021, ao discursar no Fórum Moderniza Brasil – Ambiente de Negócios, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Bolsonaro declarou ter demitido funcionários do Iphan que embargaram a construção de uma das lojas da Havan, do empresário Luciano Hang, após serem descobertos, no terreno, artefatos arqueológicos.

Dutra foi afastada do cargo no dia seguinte por determinação da Justiça Federal após pedido do Ministério Público e do ex-ministro da cultura do governo Michel Temer (MDB) Marcelo Calero (Cidadania). Contudo, em uma nova reviravolta, a presidente foi reconduzida ao cargo após determinação do Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro atendendo recurso da Advocacia Geral da União (AGU), que pediu a suspensão imediata da decisão que a afastara do cargo.

Dentro do Iphan, a presidente é conhecida por não “dar problemas” ao governo federal e, mesmo tendo enfrentado seguidos protestos à época de sua nomeação por não ter formação que a qualificasse para assumir a gestão da autarquia federal, se manteve no cargo sem problemas até ser jogada de volta aos holofotes por Bolsonaro.

Dutra é formada em Hotelaria e Turismo e, para assumir a presidência, deveria ter graduação em áreas como história, antropologia, museologia, artes ou arqueologia, áreas ligadas à conservação, enriquecimento e conhecimento do patrimônio histórico.

Secretário especial da Cultura Mario Frias afirmou que tem intenção de concorrer a deputado nas eleições de 2022. Foto: Roberto Castro (MTur)

Mário Frias deve sair deputado

Em matéria publicada na quinta-feira (17) com uma entrevista com o Secretário da Cultura, a CBN Brasília acena para o fato de Mário Frias ter como principal pretensão disputar uma vaga na Câmara dos Deputados e, para isso, deixaria o cargo até o final do mês de março, o que enfraquece a tese de que seria exonerado ainda em fevereiro.

Amigo dos filhos do presidente, o secretário, contudo, vem enfrentando pressão de componentes da área política do governo para deixar o cargo antes do tempo estipulado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Na leitura de deputados do centrão aliados a Bolsonaro e de assessores do Palácio, Frias acena para a área ideológica, mas sua influência no grupo de eleitores é quase nula, surtindo efeito de desgaste na figura do presidente sem nenhum tipo de bônus.

Procurada, a assessoria da Secretaria Especial da Cultura não se manifestou até a última atualização desta coluna.

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Aliados apostam em Ciro Nogueira para reverter rejeição de Bolsonaro no Nordeste https://canalmynews.com.br/politica/aliados-apostam-em-ciro-nogueira-para-reverter-rejeicao-de-bolsonaro-no-nordeste/ Thu, 05 Aug 2021 14:11:54 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/aliados-apostam-em-ciro-nogueira-para-reverter-rejeicao-de-bolsonaro-no-nordeste/ Pesquisa da Genial Quaest mostra que rejeição ao presidente na região chega a 56%, bem acima dos 44% da média nacional

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O senador Ciro Nogueira (PP-PI) assumiu nesta quarta-feira (4) o comando da Casa Civil com uma lista extensa de tarefas a cumprir. Em seu discurso de posse, destacou que a política às vezes provoca “trepidações” e se colocou como um “amortecedor” para o presidente Jair Bolsonaro. Integrantes do Planalto, no entanto, que já viram outros ministros assumirem com missão parecida, sem sucesso, têm expectativas mais eleitoreiras para Nogueira. Esperam que ele consiga reverter a forte rejeição do presidente no Nordeste.

Senador Ciro Nogueira, novo comandante da Casa Civil, ao lado do presidente Jair Bolsonaro
Senador Ciro Nogueira, novo comandante da Casa Civil, ao lado do presidente Jair Bolsonaro. Foto: Isac Nóbrega (PR)

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta, mostra que a rejeição a Bolsonaro na região chegou a 56% em agosto, sete pontos percentuais a mais do que em julho. É um cenário ruim e que continua piorando. A rejeição média nacional é de 44%.

Ciro vem do Piauí e fez questão de destacar sua origem durante a cerimônia de posse no Palácio do Planalto. Disse que a escolha do nome dele para a Casa Civil homenageia todos os nordestinos: “Podemos dizer que vossa excelência trouxe para o coração do seu governo um nordestino, para compartilhar com ele uma parte significativa das importantes decisões que o senhor tem de tomar. O Nordeste está no núcleo do poder, presidente, por sua decisão”, disse dirigindo-se a Bolsonaro.

Auxiliares do presidente apostam em Nogueira para costurar uma agenda capaz de reverter o cenário desfavorável. Como ministro da Casa Civil, será responsável por articular as ações de todos os ministérios.

A principal aposta é a reformulação do Bolsa Família, capitaneada por outro nordestino, o ministro da Cidadania, João Roma. Técnicos da pasta preveem o envio da medida provisória ainda esta semana. O novo programa deve se chamar “Auxílio Brasil”, de modo a associá-lo ao auxílio emergencial, pago na gestão Bolsonaro. A ideia é desvincular o programa de transferência de renda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A aposta em Ciro Nogueira para reverter a rejeição presidencial foi um dos temas abordados no programa ‘Café do MyNews‘ desta quinta-feira (5).

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Quem manda? https://canalmynews.com.br/creomar-de-souza/politica-quem-manda/ Thu, 29 Jul 2021 17:53:57 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/politica-quem-manda/ Refletir acerca do poder e de suas atribuições é um desafio que se coloca para a Ciência Política e para a literatura. Usando João Ubaldo Ribeiro como referência, buscamos responder quem manda no governo Bolsonaro pós-reforma ministerial

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Quem manda, por que manda, como manda é uma obra do romancista João Ubaldo Ribeiro. O título expressa de maneira consciente os desafios de compreensão das relações de mando na mais intensa das atividades humanas, o relacionamento político. E se em largo escopo, a política já é por si desafiante, quando colocamos a lupa sobre um horizonte confuso e polarizado como o brasileiro, tal tarefa se torna ainda mais dramática.

Ao mesmo tempo que se faz a devida deferência ao autor, este texto se esforça em compreender uma característica marcante da Presidência da República em tempos modernos. A necessidade da repetição frequente de expressões que remetam à posse de poder político pelo Chefe do Executivo. Do exercício de marketing simbólico que se remete à posse da caneta, ao uso de termos menos elegantes, tornou-se lugar comum a evocação do mantra de que o poder é exercido de maneira exclusiva pelo presidente. Contudo, uma observação em perspectiva dos últimos movimentos políticos da capital permite a internalização de componentes distintos desta lógica ao longo do tempo.

Bolsonaro colocando em evidência sua caneta, marketing simbólico do poder.
Bolsonaro colocando em evidência sua caneta, marketing simbólico do poder. Foto: Marcos Corrêa (PR)

Se em 2019 víamos um presidente endossado por uma vitória eleitoral, bastante reticente em fazer concessões aos grupos políticos tradicionais, 2021 coloca uma nova dinâmica em jogo. A chegada do senador Ciro Nogueira (PP-PI) à Casa Civil endossa não apenas um renascimento do presidencialismo de coalizão, mas coloca de súbito o poder nas mãos do Centrão. Em uma digressão de um grito de guerra muito popular em outros tempos, é possível dizer: “Todo poder aos políticos profissionais”.

Este giro pragmático de Bolsonaro é a prova cabal que política não é espaço para amadores. Se os teóricos da conspiração, negacionistas e ideólogos do caos foram bastante úteis ao presidente em sua marcha em direção ao Planalto, fica público e notório a cada giro do relógio, que a capacidade de entrega de resultados destes, inversamente proporcional à capacidade de produzir sofismas, é a maior responsável pela colocação do governo em uma situação de degradação de popularidade bastante aguda.

A chegada de Ciro Nogueira, portanto, constrói uma espécie de triunvirato político em que o novo Chefe da Casa Civil se une ao Presidente da Câmara dos Deputados e ao Ministro das Comunicações no esforço de dar governabilidade a um governo que perde tempo precioso em questões bizantinas. O fato é que diante da tragédia humanitária que envolve o país em uma tempestade perfeita – pandemia, desemprego e fome em larga escala – o Palácio do Planalto precisa reagir rapidamente para que Bolsonaro seja minimamente competitivo em 2022.

E a reflexão sobre competitividade leva necessariamente à pergunta inicial deste texto: Quem manda? Uma resposta óbvia a este questionamento está na observação da regra constitucional, onde fica claro que a Chefia do Executivo está a cargo do presidente da República. Contudo, ao observarmos os desdobramentos da história da República Constitucional de 1988 é perceptível a construção de um padrão em que, quando maior a capacidade do mandatário de distribuir poder, maiores são suas chances de sobrevivência.

Bolsonaro, político profissional eleito sob a promessa de refundar o sistema, até aqui não conseguiu de fato construir uma lógica de governo que reinventasse a roda. Ao contrário, aparte os arroubos autoritários, que vocalizam entre os fiéis de uma causa irrealizada, o governo se esforça desde algum tempo em distribuir poder sem colocar aliados indesejados na primeira fila das fotografias oficiais. E se esta tática funcionou até o início de 2020, a pandemia e a degradação da lógica de governança baseada em confronto, faz com que a realidade assuma função de um rolo compressor que obriga Bolsonaro a fazer concessões para sobreviver.

Ciro Nogueira é, portanto, o mais recente capítulo do esforço dos aliados sistêmicos do presidente de convencê-lo da necessidade de mudança. Dará certo? Difícil dizer. O fato é que o movimento não deixa de guardar semelhanças com o esforço do governo Dilma em contar com um articulador hábil com o objetivo de impedir uma tragédia. A diferença está no fato que Ciro Nogueira possui mandato no Senado Federal até 2027 e, caso Bolsonaro assuma uma postura de fogo amigo, o futuro Chefe da Casa Civil pode simplesmente recuar e reencontrar pouso seguro no Senado.

O elemento central é saber se Bolsonaro conseguirá partilhar responsabilidades com outros atores diante de uma necessidade urgente, a de ser competitivo eleitoralmente. Neste caminho, o sonho acalentado pelo presidente de ser candidato pelo Partido Progressista, depende da forma como seus novos camaradas irão interpretar sua predisposição ao diálogo em comparação ao afeto anterior pela truculência. O Presidente pragmático terá que vencer o personagem de internet a fim de conseguir aquilo que mais deseja, manter a posse da caneta.


Leia também – A política, a linguagem e o vício de conduta

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Reforma ministerial deve acomodar de vez o centrão no governo Bolsonaro https://canalmynews.com.br/politica/reforma-ministerial-centrao-governo/ Wed, 28 Jul 2021 15:17:05 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/reforma-ministerial-centrao-governo/ Grupo político ganha espaço e passa a coordenar áreas importantes do governo e ter influência sobre “orçamento secreto” da Câmara

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Depois de afirmar, em entrevista a uma rádio na última semana, que é parte do “centrão”, o presidente Jair Bolsonaro deve anunciar nesta terça (28) a reforma ministerial que vai acomodar o senador Ciro Nogueira, do Piauí, presidente do PP, na Casa Civil e selar este casamento – que segundo Bolsonaro nunca foi desfeito. O anúncio pegou de surpresa os militares que fazem parte do governo, incluindo o ex-ministro da Casa Civil, general Luiz Eduardo Ramos, que disse ter sido “atropelado por um trem” ao saber da demissão por terceiros.

Senador Ciro Nogueira, novo comandante da Casa Civil, ao lado do presidente Jair Bolsonaro
Senador Ciro Nogueira, novo comandante da Casa Civil, ao lado do presidente Jair Bolsonaro. Foto: Isac Nóbrega (PR)

A troca de comando no ministério de Jair Bolsonaro foi um dos temas do programa ‘Segunda Chamada‘ desta segunda-feira (26), que contou com a apresentação de Rafael Infante e as participações dos jornalistas Juliana Braga, Pedro Dória e Glenn Greenwald e do advogado e coordenador da Oxfam Brasil, Jefferson Nascimento.

Juliana Braga destacou que apesar de perder espaço no governo com a entrada definitiva do centrão, a ala militar que apoia Bolsonaro ainda vê no presidente uma figura de confiança. “A gente trata como um grupo único, mas tem várias alas. De um modo geral, há a leitura de que o centrão veio pra ficar. [Os militares] Enxergaram o movimento quando Bolsonaro se aproximou de Arthur Lira na eleição para a presidência da Câmara dos Deputados e o centrão foi chegando e atropelando tudo. A forma como o ex-ministro Luiz Eduardo Ramos foi demitido, pegou muito mal com os militares, mas eles continuam vendo em Jair Bolsonaro a figura mais próxima do que acreditam e continuam com medo da eleição do ex-presidente Lula no ano que vem”, analisou a jornalista, lembrando que esta não é a primeira “gafe” cometida pelo presidente em relação aos militares.

Pedro Dória destacou que não é possível dizer que o centrão de agora é o mesmo grupo político-partidário que deu sustentação aos governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT). O grupo formado na época da Assembleia Nacional Constituinte, em 1987, era chamado de “democratas”, sendo basicamente uma ala do antigo MDB que se uniu para criar o PSDB.

“Acho que chegamos num ponto que pra começar a falar sobre política brasileira a gente tem que começar a deixar um pouco esse termo centrão de lado, porque ele começa a atrapalhar mais do que ajudar. (…) O centrão passou por muitas histórias. No grosso do nosso período democrático, que são os governos do PSDB e do PT, quem mandava no centrão era o PMDB e neste momento quem está mandando no centrão é o PP”, pontuou o jornalista, ressaltando que o PP tem uma ideologia própria ligada à direita e à antiga Arena – do período da ditadura militar.

“A gente está muito acostumado a dizer que são partidos fisiológicos, mas esses partidos têm ideologia. Esses partidos são, claro, fisiológicos também; são corruptos também; mas eles representam conjuntos de ideias, e o PP era o pedaço fundamental da Arena – que era um partido de defesa da ditadura militar; enquanto que o PMDB era o partido de oposição. O que a gente tem aqui é a reconstituição do bloco que comandou a política brasileira durante a ditadura militar – que são os generais de um lado e a Arena do outro. Não é a mesma coisa que a gente passou os últimos anos chamando de centrão”, completou Dória.

Centrão terá controle do “orçamento secreto” da Câmara

A nomeação do senador Ciro Nogueira possibilitará que o centrão, do qual também faz parte o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), tenha o controle do chamado “orçamento secreto” da Câmara, que este ano soma nada menos que R$ 17 bilhões em emendas parlamentares sob a rubrica RP9 – destinadas sem que sejam reveladas a autoria da verba nem a destinação. Essa possibilidade de utilização das emendas parlamentares foi aprovada em 2019 e, apesar dos protestos da oposição, que alega inconstitucionalidade na execução do orçamento público desta forma, foi mantida também na previsão orçamentária de 2021.

Íntegra do programa ‘Segunda Chamada’ desta segunda-feira.

“No jogo de forças políticas é sempre importante mencionar o quanto todo o debate orçamentário tem sido discutido nos últimos anos, principalmente do ano passado para esse. Neste ano, a expectativa era de que pelo menos o rito processual do orçamento fosse feito de uma maneira diferente, mas o que aconteceu foi um grande atropelo. O relatório apresentado, em menos de uma semana foi colocado para votação, e um dos ‘jabutis’ é o fundo eleitoral (de R$ 5,7 bilhões). Tudo isso sem participação social e supervisão da sociedade”, alertou o advogado e coordenador da Oxfam Brasil, Jefferson Nascimento.

O Segunda Chamada tratou ainda sobre a PEC do Voto Impresso e sobre o impacto do desemprego e da inflação na economia brasileira. A íntegra do programa está disponível no Canal MyNews no YouTube. O Segunda Chamada vai ao ar sempre às segundas-feiras, a partir das 20h30.

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Ciro Nogueira confirma ser o novo chefe da Casa Civil e consolida o centrão no governo https://canalmynews.com.br/politica/ciro-nogueira-casa-civil-centrao/ Wed, 28 Jul 2021 01:17:29 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ciro-nogueira-casa-civil-centrao/ Cientista político Carlos Pereira analisa que decisão de Bolsonaro demorou para acontecer e deixa governo sem poder de barganha junto ao bloco político

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O senador Ciro Nogueira (PP/PI) confirmou hoje através de sua conta no Twitter que aceitou o convite do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para assumir o comando da Casa Civil do governo. A partir de agora, o senador passa a fazer a articulação com as casas legislativas e também com o poder Judiciário – levando o bloco de partidos chamado de “centrão” mais solidamente para a base de apoio do governo Bolsonaro. Entre as missões do novo ministro está articular a base no Senado para atuar na CPI da Pandemia – que retoma os trabalhos no próximo dia 3 de agosto. O centrão também terá poder de definir os rumos do “orçamento secreto” da Câmara dos Deputados.

Senador Ciro Nogueira (PP/PI) é o novo ministro da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Em entrevista ao Jornal do MyNews desta terça (27), o cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Carlos Pereira avaliou como acertada a decisão de Bolsonaro de convidar o presidente do PP para a Casa Civil, mas ponderou que a iniciativa demorou para acontecer e deixou o governo sem poder de barganha com os parlamentares do centrão para negociar esse apoio.

“Por um lado, eu achei a decisão do presidente Bolsonaro acertada, porque cristaliza, constrói mais laços com os partidos que fazem parte do centrão. O presidencialismo de coalizão precisa de trocas institucionalizadas e acomodação de interesses dentro do governo. Entretanto, Bolsonaro faz isso numa situação muito tardia e numa situação desvantajosa, porque ele não mais tem o poder de barganha, em função da sua grande vulnerabilidade com a sociedade e com o próprio Congresso”, analisou o cientista político.

Pereira avalia que o poder de negociar em que termos se dará o apoio está com os partidos do centrão – leia-se PP, PSL, PSD, PL, PTB, Republicanos, PSC, Solidariedade, Avante, Patriota e Pros. Carlos Pereira considera ainda que a iniciativa mostra a fragilização dos militares dentro do governo.

“Se ele tivesse convidado o centrão desde o início do seu governo, aí sim teria o poder de barganha e poderia negociar os termos dessa aliança. Agora quem negocia os termos da aliança é o próprio centrão. A presença do centrão significa a fragilização dos militares. Na minha coluna no Estadão esta semana, deixei bem claro que é preferível um governo domesticado e refém de um centrão guloso, do que cercado de militares toscos que não compreendem como o presidencialismo multipartidário funciona”, finalizou.

Rusgas com o vice-presidente Hamilton Mourão

O Jornal do MyNews também abordou as desavenças entre o presidente Jair Bolsonaro e o vice Hamilton Mourão (PRTB). Bolsonaro voltou a criticar Mourão publicamente nesta segunda (26), durante entrevista a uma rádio, comparando o vice-presidente a um “cunhado”. “Você casa e tem que aturar”. Bolsonaro disse ainda que Mourão faz o trabalho dele, tem independência muito grande, mas “às vezes atrapalha a gente um pouco”. Perguntado se comentaria as declarações de Bolsonaro, Hamilton Mourão – que viajou ao Peru para a posse do novo presidente do país, Pedro Castillo, limitou-se a dizer: “Sem comentários”.

O Jornal do MyNews tem apresentação de Myrian Clark e Hermínio Bernardo. É transmitido diariamente, a partir das 18h40, no Canal MyNews. Assista à integra do programa de hoje.

Leia também – Após dizer que vetaria, Bolsonaro fala em Fundo Eleitoral de R$ 4 bilhões

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Comissão de juristas analisa documentos durante recesso CPI da Covid https://canalmynews.com.br/politica/comissao-juristas-cpi-da-covid/ Thu, 22 Jul 2021 20:29:50 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/comissao-juristas-cpi-da-covid/ Quebras de sigilos apontam necessidade de avançar nas investigações de pessoas físicas e jurídicas com envolvimento em corrupção

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Durante o recesso parlamentar no Congresso Nacional, uma comissão de juristas coordenada por Miguel Reale Júnior está analisando diversos documentos para orientar como seguirão as investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 (CPI da Covid) na volta aos trabalhos, no mês de agosto. Segundo o senador Alessandro Vieira (Cidadania/SE), continua funcionando a estrutura de análise de documentos, inclusive diversas quebras de sigilos que apontam para a necessidade de avançar as investigações com identificação de pessoas físicas e jurídicas com envolvimento em corrupção. As declarações foram dadas durante o programa Quarta Chamada, do Canal MyNews, apresentado pela jornalista Mariliz Pereira Jorge.

O Quarta Chamada vai ao ar sempre às quartas-feiras no Canal MyNews no Youtube. Participaram do debate desta quarta o senador Alessandro Vieira (Cidadania/SE), os jornalistas Jamil Chade e Carla Araújo; o articulista Creomar de Souza. A jornalista Mariliz Pereira Jorge mediou o debate.

“O mais importante é o prejuízo nas vidas que nós perdemos. Isso já está provado, está documentado. O governo fez todas as escolhas equivocadas, numa mistura de ignorância profunda e de vontade de ganhar dinheiro. Dinheiro fácil, dinheiro sujo”, argumentou o senador, destacando que existem dois grupos brigando no Ministério da Saúde.

“O grupo do centrão clássico, o centrão de terno, e o grupo do centrão fardado também. Tinha um grupo de militares da Reserva que muito claramente estava mobilizado em torno de negociações; alguns deles inclusive abrindo empresas para intermediar negociações e venda de insumos farmacêuticos. Esse é um prejuízo muito grande que o Brasil sofreu. A gente tem uma investigação que vai continuar e que volta a ter mais visibilidade no início de agosto, mas que não parou”, destacou Vieira.

O senador disse que a CPI não deve ter um relatório preliminar. “A gente quer garantir um relatório que faça sentido. Não quer uma coisa que seja só política. A gente tem que fazer esse ‘match’ entre os fatos que já estão provados e condutas previstas criminalmente. E são várias”, ressaltou. “É melhor aguardar um relatório final. Já tem um afunilamento. Tem comprovação de crimes de responsabilidade e comuns. Tem indícios graves ligados à questão da corrupção, mas eles não podem eclipsar o que é mais importante: o Brasil poderia ter salvo alguma coisa em torno de 200 a 300 mil vidas e não fez isso simplesmente porque não seguiu a média do comportamento global”, ressaltou Alessandro Vieira – lembrando estudo do pesquisador Pedro Hallal, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), que apontou que o Brasil poderia ter salvo até 400 mil vidas se as estratégias adotas pelo governo federal para combater a pandemia tivessem sido mais eficientes.

O jornalista Jamil Chade pontuou que as investigações realizadas pela CPI têm repercutido bastante no mundo, especialmente porque a imagem do Brasil já estava fragilizada no cenário global em decorrência da situação da Amazônia e também por causa da condução do governo federal a respeito da pandemia do novo coronavírus. “(a repercussão) Ganha esse novo capítulo por conta da CPI, quando se descobre que nada disso era ‘apenas’ negacionismo, mas, como o senador diz, existem grupos diferentes, com diferentes propostas e interesses financeiros”, pontuou Chade – lembrando que a corrupção durante a pandemia aconteceu em diversos países.

“Tivemos governos pressionados por uma pandemia e pelo número de mortos e, claro, gananciosos que descobriram que essa era uma ‘excelente’ ideia para ganhar dinheiro”, destacou, ressaltando que “a grande diferença é a resposta que se dá a isso”. “O que a CPI está fazendo é exatamente destrinchar e descobrir que isso existe. O grande problema é quando isso não é feito”.

Reforma ministerial para apagar incêndio

Na avaliação do consultor de risco político e colunista do Canal MyNews Creomar de Souza, a decisão do presidente Jair Bolsonaro de colocar o senador Ciro Nogueira (PP/PI) para chefiar a Casa Civil seria uma forma de rearticular a base do governo para conter possíveis estragos à imagem provocados pelos resultados da CPI.

O esforço do governo nessa reforma ministerial é construir um muro de contenção num cenário de muito desgaste. Mesmo que não ocorra um impeachment, mas você constrói instrumentos para parar a tempestade, e isso dá ao governo tempo para criar algum pacote de bondades que seja suficientemente forte para fazer Bolsonaro competir (nas eleições de 2022)”, analisou Souza.

Falta de regulação geral insegurança jurídica

O articulista destacou que a instabilidade política e a falta de regulação em diversos setores da administração pública brasileira durante o governo Bolsonaro prejudicam a imagem do país em relação aos investimentos externos. “Quando o governo regula mal um setor, essa regulação normalmente não está isolada; vai acontecer uma regulação ruim em vários setores. Então a gente tem um problema de regulação em saúde – no que envolveu o enfrentamento da pandemia; estamos com um problema em termos de regulação de política climática e ambiental; temos problemas de regulação em outros setores; e tudo isso acaba gerando percepções muito negativas de investidores que querem colocar dinheiro no Brasil e esses caras vão pra outro lugar. Essa falta de maturidade de alguns grupamentos políticos de entenderem que o governo deve regular bem as temáticas porque isso significa estabilidade jurídica e regras claras que atraem investimentos é um legado muito ruim que vai ficar da pandemia. A gente vai demorar algumas décadas para diminuir as variáveis de risco que afetam as avaliações sobre o Brasil”, finalizou Creomar de Souza.

Assista à integra do Quarta Chamada no Canal MyNews. O programa vai ao ar todas as quartas, a partir das 20h30, ao vivo.

O Quarta Chamada vai ao ar sempre às quartas-feiras no Canal MyNews no Youtube. Além do senador Alessandro Vieira (Cidadania/SE), contou com a participação dos jornalistas Jamil Chade e Carla Araújo; além dos comentários do articulista Creomar de Souza. A apresentação foi da jornalista Mariliz Pereira Jorge.

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Em tentativa de coordenação política, Bolsonaro faz mudanças ministeriais https://canalmynews.com.br/politica/em-tentativa-de-coordenacao-politica-bolsonaro-faz-mudancas-ministeriais/ Wed, 21 Jul 2021 18:10:51 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/em-tentativa-de-coordenacao-politica-bolsonaro-faz-mudancas-ministeriais/ Principal mudança ocorre na Casa Civil, com objetivo de melhorar articulação com o Senado

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Em uma tentativa de coordenação política e interlocução com o Senado, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) optou, nesta terça-feira (20), pela realização de três mudanças ministeriais: a entrada do senador Ciro Nogueira (PP-PI) no comando da Casa Civil, substituindo o general Luiz Eduardo Ramos; o repasse da Secretaria Geral da Presidência a Ramos, destituindo assim Onyx Lorenzoni do cargo; a criação do Ministério do Emprego e da Previdência Social, pasta desmembrada da Economia, que ficará sob a gestão de Lorenzoni.

Trocas e criação de ministério são tentativas de coordenação política e interlocução com o Senado.
Trocas e criação de ministério são tentativas de coordenação política e interlocução com o Senado. Foto: Reprodução (MyNews).

A decisão efetiva o desejo de Bolsonaro, evidenciado desde o início de seu mandato, de colar um político governista na Casa Civil – Ciro Nogueira é caracterizado como um dos senadores mais fiéis ao Planalto. Dessa maneira, para além do comando geral dos ministérios, Nogueira terá como principal encargo o desenvolvimento de uma relação mais articulada com o Senado.

Essa manobra de Bolsonaro expressa uma tentativa de comunicação efetiva com a Casa presidida por Rodrigo Pacheco (DEM-MG), uma vez que, apesar de haver um entendimento entre o chefe do Executivo e o regente do Congresso, é notável o enorme desgaste que o Senado impõe sobre a imagem presidencial – a CPI da Pandemia, por exemplo, evidencia a questão. A indicação de Nogueira, então, visa solucionar ou ao menos amenizar esse embate.

A deliberação sobre os novos ocupantes dos cargos foi tomada em uma reunião na qual participaram Fábio Faria, Onyx Lorenzoni, Luiz Eduardo Ramos, Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Paulo Guedes (Economia) e José Vicente Santini (secretário-executivo da Secretaria Geral da Presidência da República).

Nova pasta

A fim de manter Onyx Lorenzoni em um cargo relacionado ao poder Executivo, Bolsonaro decidiu pela criação do Ministério do Emprego e da Previdência Social – Paulo Guedes concordou plenamente em ceder parte de sua pasta ao deputado.

Substituto do Ministério do Trabalho, o órgão manterá os programas de criação de emprego, com o governo bancando até metade do salário-mínimo para essas vagas.

A pasta irá desenvolver também um projeto denominado provisoriamente “Alistamento Civil Voluntário”, que promoverá oportunidades de trabalho financiadas pelo poder público, para incluir os cidadãos no mercado e oferecer qualificação profissional.

Ramos derrotado

Nessa troca de cadeiras, o prejuízo maior recaiu sobre o general Luiz Eduardo Ramos. Ainda nesta terça-feira, Ramos se disse satisfeito por ter coordenado a liberação de aproximadamente R$ 7 bilhões em recursos para investimentos governamentais, montante extra que estava bloqueado. Agora, o valor deverá ser consumido pelos ministérios até o final deste ano.

Ramos foi comunicado da decisão após o encerramento das conversas. Chamado ao gabinete presidencial, o general demonstrou insatisfação com o ocorrido, alegando que estava animado com sua atuação frente à Casa Civil.

Como consolo ao militar, Bolsonaro afirmou que Ramos seguiria junto dele, no Planalto, participando ativamente de todas as decisões relevantes. “Tu vai ficar comigo. Tu vai para o céu, vai ter tempo para pensar na Secretaria Geral”, disse o presidente.

No órgão, o general participava ativamente da Junta de Execução Orçamentária (JEO), responsável pelo assessoramento direto ao Presidente da República na condução da política fiscal do governo. Há, agora, um movimento interno para sua permanência no grupo, que visa mitigar a perda de poder de Ramos.

A interlocutores, o militar afirmou que o resultado da troca que implicou em sua saída da Casa era culpa de José Vicente Santini, a quem classifica como “fofoqueiro” e “fazedor de intrigas”.

As trocas ministeriais foram pauta do programa ‘Café do MyNews’ desta quarta-feira (21).

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