Arquivos consumo de carne - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/consumo-de-carne/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Thu, 23 Feb 2023 14:22:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Vendas de carne bovina à China são suspensas após caso de vaca louca https://canalmynews.com.br/economia/vendas-de-carne-bovina-a-china-sao-suspensas-apos-caso-de-vaca-louca/ Thu, 23 Feb 2023 14:22:04 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36073 Ministério da Agricultura diz que não existe risco para consumo

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As exportações de carne bovina à China estão suspensas a partir desta quinta-feira (23) por causa da confirmação de um caso de mal da vaca louca no Pará, conforme informado pelo Ministério da Agricultura na noite dessa quarta (22). Em nota, a pasta explicou que a suspensão segue o protocolo sanitário entre os dois países e descartou a existência de risco para o consumidor.

“O diálogo com as autoridades está sendo intensificado para demonstrar todas as informações e o pronto restabelecimento do comércio da carne brasileira”, informou o ministério em nota oficial.

O ministério também forneceu mais detalhes sobre o caso. Segundo a pasta, a doença atingiu um animal macho de nove anos, idade considerada avançada para bovinos, numa pequena propriedade em Marabá (PA). O animal era criado em pasto, sem ração, e teve a carcaça incinerada na fazenda, que foi interditada pelo governo do Pará em caráter preventivo.

Segundo o Ministério da Agricultura, o caso foi comunicado à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). As amostras foram enviadas para o laboratório referência da instituição em Alberta, no Canadá. Após análise o laboratório poderá confirmar se o caso é atípico, ou seja, sem risco de transmissão para outros bovinos e para humanos.

“Todas as providências estão sendo adotadas imediatamente em cada etapa da investigação e o assunto está sendo tratado com total transparência para garantir aos consumidores brasileiros e mundiais a qualidade reconhecida da nossa carne”, ressaltou o ministro Carlos Fávaro, em nota.

Sem casos transmissíveis
Esta será a segunda vez em um ano e meio que o Brasil suspende a exportação de carne bovina à China. De setembro a dezembro de 2021, o país asiático, maior comprador de carne do Brasil, suspendeu as compras após dois casos atípicos, em Minas Gerais e em Mato Grosso.

Até hoje, o Brasil não registrou casos clássicos de vaca louca, provocados pela ingestão de carnes e pedaços de ossos contaminados. Causado por um príon, molécula de proteína sem código genético, o mal da vaca louca é uma doença degenerativa também chamada de encefalite espongiforme bovina. As proteínas modificadas consomem o cérebro do animal, tornando-o comparável a uma esponja.

Além de bois e vacas, a doença acomete búfalos, ovelhas e cabras. A ingestão de carne e de subprodutos dos animais contaminados com os príons provoca nos seres humanos a encefalopatia espongiforme transmissível. No fim dos anos 1990, houve um surto de casos de mal da vaca louca em humanos na Grã-Bretanha, que provocou a suspensão do consumo de carne bovina no país por vários meses. Na ocasião, a doença foi transmitida aos seres humanos por meio de bois alimentados com ração animal contaminada.

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Mudar para o que somos ou a utopia do éden https://canalmynews.com.br/voce-colunista/mudar-para-o-que-somos-ou-a-utopia-do-eden/ Wed, 27 Oct 2021 23:29:34 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/mudar-para-o-que-somos-ou-a-utopia-do-eden/ O consumo da carne implica escravidão, tortura e morte de seres sencientes. E qual é o argumento em defesa da morte dos animais que sobrevive ao cabo das reflexões, quando imergimos no assunto?

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No finalzinho do século passado, troquei uma carreira de bancário, que nunca assumi de fato, pela de professor que levei as últimas consequências, na medida das minhas possibilidades e limitações. É verdade que, agora, aposentado, me questiono sobre o que vim fazer no mundo, mas isto é outro assunto. O fato é que de bancário a professor mudei muito, em vários aspectos.

Recentemente, tive, meio que acidentalmente, contato com um ex-colega do Banco e conversamos longamente, principalmente, sobre o destino que nos levou a caminhos tão diferentes e, a certa altura das confissões memorialísticas, revelei, para completo espanto dele, que optei pelo frugivorismo. Bem, ele, em princípio, não sabia da significação do termo, penso que meu acidental leitor também não saiba. Não sei. Vou explicar e inserir outros termos correlatos à condição frugívora.

Os onívoros são aqueles que comem alimentos tanto de origem animal como vegetal, isto é, a grande maioria das pessoas. Quem se abstém apenas da carne são designados vegetarianos, e, por fim, há os que se abstém de todos os produtos derivados dos demais animais, os veganos ou vegetarianos estritos, se ficarmos reduzidos somente à dieta. É preciso lembrar às pessoas que peixe e frango são animais, portanto, veganos respeitam seus direitos. Mesmo o mel, cuja produção implica escravidão dos produtores, o consumo é condenado.

Dentre os veganos, temos, ainda, os crudívoros. Aqui, para muitos, a coisa começa a ficar assustadora. Crudívoros são aqueles que comem tudo cru, abstendo-se até do arroz com feijão. É o fim do fogão.

Há ainda uma última classificação na qual eu próprio cada vez mais me aproximo para espanto dos que me conheceram no século passado: o frugivorismo em que a alimentação fica restrita às frutas, verduras e legumes (dieta do Éden) que podem ser comido cru ou levemente aquecido a uma temperatura menor que 38 ºC (temperatura ambiente), em que os alimentos não sofrem perdas dos seus nutrientes. Esta é a alimentação dos bonobos, primatas antropoides, parentes dos chipanzés, cuja carga genética é 98,7 % semelhante a do homem.

Passei, portanto, para o universo das normais apreensões, por mudanças extraordinárias e questionáveis. O debate em torno de tais questões envolvem comentários da insuficiência de cálcio e proteínas que só seriam oferecidos pelos produtos de origem animal e, por mais que a ciência demonstre com dados que é perfeitamente saudável e preferível uma alimentação vegana, as pessoas, de uma maneira geral, permanecem impermeáveis, talvez, pela hipnose da massiva propaganda da indústria da morte: do porco feliz em se tornar bacon, da galinha que pula na panela ou da vaquinha sorrindo no pasto, isto é, a naturalização de um estado de coisas que esconde o holocausto animal.

Eu não sei, exatamente, como fui alertado para o veganismo, se foi a saúde ou a solidariedade aos animais. Foi um processo que envolve o conhecimento (consciência) de que não precisamos de carne para viver bem. O conhecimento, por sua vez, precisa da inteligência para promover a mudança (educação) e na inteligência há uma dose de sensibilidade muito particular de cada um.

Ora, conhecimento, inteligência e sensibilidade: pensar sentindo e sentir pensando como é próprio da nossa racionalidade.

Tal perspectiva não é absorvida pelos defensores do churrasco e, por vezes, não adianta nenhum argumento quando a sensibilidade não entra em campo. O consumo da carne implica escravidão, tortura e morte de seres sencientes, seres que sentem, que querem viver. E qual é o argumento em defesa da morte dos animais que sobrevive ao cabo das reflexões, quando imergimos no assunto? O paladar. Um prazer superficial se torna essencial para o especista.

Os defensores da causa animal, no qual eu me alinho, consideram que este especismo (prioridade da nossa espécie em detrimentos aos demais seres sencientes) será superado como já fizemos quando as vítimas foram as mulheres, os negros e os homossexuais. Ora, superamos a misoginia, o racismo e a homofobia, apesar da tensão que ainda permanece e haveremos de superar o especismo e alcançar a utopia do Éden com a harmonia de todas as espécies, além da dieta.


Quem é Dante Gatto?

Dante Gatto é doutor em Letras pela UNESP de Assis/SP e professor da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT)

* As opiniões das colunas são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews


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