Arquivos Cruzando Fronteiras - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/cruzando-fronteiras/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Mon, 06 Jun 2022 12:25:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 COP26: Txai Suruí alerta para necessidade de cobrar promessas do Brasil https://canalmynews.com.br/meio-ambiente/cop26-txai-surui-alerta-necessidade-cobrar-promessas-do-brasil/ Sat, 13 Nov 2021 00:04:51 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/cop26-txai-surui-alerta-necessidade-cobrar-promessas-do-brasil/ Para a ativista indígena Txai Suruí COP26 teve de positiva a visibilidade alcançada pelos povos indígenas e pelo movimento quilombola. Liderança jovem ainda vê o mundo distante de alcançar metas para contornar a crise climática

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A ativista indígena brasileira Txai Suruí considera que apesar da condescendência dos países europeus e dos Estados Unidos de darem um voto de confiança ao governo brasileiro sobre as promessas de zerar o desmatamento e implementar medidas concretas para contribuir com a redução do aquecimento global, é preciso que estas nações cobrem os compromissos assumidos pelo Brasil como uma premissa para realizar negociações econômicas e diplomáticas.

“É claro que o discurso [do Brasil] é mais positivo. Mas tem que ter cuidado. Esses países têm que entender que têm responsabilidade também. É importante que eles exijam que os direitos indígenas sejam respeitados como uma premissa. É o mínimo que podem fazer porque senão vão estar incentivado a destruição da Amazônia. [o que eu diria] é que o Brasil tem responsabilidade e vocês têm responsabilidade de pressionar para que isso seja realmente feito”, disse Txai Suruí, em entrevista ao programa Cruzando Fronteiras, apresentado pelo jornalista Jamil Chade, no Canal MyNews.

Txai Surui - mudanças climáticas - COP26
Ativista indígena brasileira Txai Surui disse que países fecharam os olhos para as mudanças climáticas/Foto: Fotos Públicas

Para Txai Suruí, o mundo está muito distante de alcançar as metas para contornar a crise climática. Mesmo assim, ela enxerga que a COP26 teve de positiva a visibilidade alcançada pelos povos indígenas, pelo movimento quilombola e por outros segmentos da sociedade civil organizada. “Independente dos acordos, a luta vai continuar de qualquer jeito. Pessoalmente, tive a oportunidade de conhecer muita gente, muitos futuros parceiros bons. O Brasil conseguiu mostrar que no Brasil tem gente com compromisso com a pauta climática e a gente consegue reverter isso se tiver compromisso”, complementou.

A ativista indígena foi destaque no primeiro dia da conferência – com um discurso contundente sobre a necessidade de compromisso das nações com a conservação ambiental e por denunciar a situação vivida no Brasil – com o desmonte das políticas ambientais e a perseguição aos povos originários, com consequente destruição de diversos habitats. Após a repercussão de suas palavras – que reverberaram em todo o mundo, Txai Suruí passou a receber ataques nas redes sociais e também foi intimidada dentro do ambiente da COP26 por um pessoa com um crachá de identificação da comitiva brasileira.

“Depois do meu discurso, durante as entrevistas que concedi, notei que havia um homem cercando, rondando, e num certo momento ele veio interromper e não foi uma situação legal. Veio falar para que eu não atacasse o Brasil e não falasse mal do Brasil. Olhei para a credencial dele e ele falou ‘eu sou parte do Brasil’. Ali eu entendi como uma intimidação do governo brasileiro. Eu não estou atacando o Brasil. Eu estou trazendo a realidade do que está acontecendo. Se a gente fechar os olhos, a gente não vai encontrar as soluções”, contou a liderança indígena, que chegou a ser comparada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com o cacique indígena caiapó Raoni Metuktire – que percorreu o mundo no final da década de 1980, denunciando a situação dos povos indígenas brasileiros e da Amazônia.

“Levaram uma índia para substituir Raoni e atacar o Brasil”, disse Bolsonaro, em 3 de novembro. Após essa declaração, a jovem Txai Suruí disse que passou a ser atacada nas redes sociais com mensagens violentas e que pensa em denunciar a intimidação do governo brasileiro e as ameaças às autoridades competentes dentro da Organização das Nações Unidas.

“Saio daqui confiante e preocupada. Não imaginava o tamanho da repercussão que o discurso ia ter. É importante ouvir a voz dos povos indígenas e o sentido de urgência que a gente precisa ter neste momento. A importância dos povos indígenas estarem no centro do debate neste momento que vai decidir o nosso futuro. Levar a voz dos jovens indígenas do Brasil para o mundo. (…) A própria ONU entrou em contato comigo e a Embaixada Brasileira também, por toda a situação”, revelou Suruí, dizendo não apenas ela, mas outras lideranças indígenas também sofreram intimidações.

“Outros episódios que aconteceram com outros indígenas. Nós somos a verdadeira delegação brasileira, que está mostrando que tem gente no Brasil que tem responsabilidade e com a agenda climática. Logo depois do discurso de Bolsonaro, que disse que eu vim atacar o Brasil, recebi muitas mensagens de ódio e também surgiram algumas fakenews sobre a minha pessoa. Essas pessoas agem como se fosse uma quadrilha”, analisou.

Txai Suruí não acredita nas promessas do governo e chama atenção para a necessidade de acompanhar o que será feito a partir de agora. “O governo brasileiro não é confiável e isso é verdade. Parece uma grande falácia. Aqui se diz que vai acabar o desmatamento e proteger a floresta. Mas a política que vem acontecendo no Brasil é totalmente contrária a isso. Dados do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) mostram que o desmatamento aumentou e que outubro foi o segundo pior mês em desmatamento. Existe a tentativa de aprovar o marco temporal e acabar com as terras indígenas e são os indígenas que vêm sustentando a floresta. Existe o desmonte dos órgãos ambientais, o desmanche da legislação ambiental. A política que está sendo executada no Brasil é totalmente contrária do discurso que está sendo feito aqui”, alertou a ativista indígena brasileira.

* A cobertura da COP26 do Canal MyNews está sendo realizada em parceria com a Vale

 

Veja a íntegra do Cruzando Fronteiras, com Txai Suruí e Jamil Chade, no Canal MyNews

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Marina não acredita em promessas de conservação ambiental do governo Bolsonaro https://canalmynews.com.br/meio-ambiente/marina-nao-acredita-promessas-conservacao-ambiental-governo-bolsonaro/ Sat, 06 Nov 2021 22:33:28 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/marina-nao-acredita-promessas-conservacao-ambiental-governo-bolsonaro/ Ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva analisou o desmonte das políticas ambientais no governo Bolsonaro na estreia do novo programa de Jamil Chade no Canal MyNews

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Em entrevista ao jornalista Jamil Chade, na estreia do programa Cruzando Fronteiras, no Canal MyNews, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva disse não acreditar que o governo Bolsonaro vai realmente se comprometer com as metas ambientais propostas em Glasglow, na Escócia, onde acontece, até o próximo dia 12 de novembro, a Conferência do Clima da ONU (COP26). Para Marina Silva, a credibilidade do governo brasileiro atualmente é inexistente quando se trata de pautas ambientais.

“A credibilidade é zero. O governo Bolsonaro fez algo que é completamente irracional. É como se você tivesse uma árvore, tivesse que limpar um galho que está à tua frente. Você cerrasse o galho e deixasse ele bem fraquinho e depois tivesse que pular para ele. Foi isso que o governo Bolsonaro fez. Durante esses quase três anos do seu governo, ele ficou cerrando o galho da credibilidade, da proteção ao meio ambiente, da governança ambiental, da alocação de recursos. Tudo o que ele podia fazer para desconstruir o que ele encontrou e ainda agravar mais a situação, ele fez. Agora ele tenta recuperar isso sem nenhuma credibilidade de que terá como dar sustentação ao peso desses compromissos que assumiu”, analisou a ex-ministra brasileira.

Marina Silva
Marina Silva foi a primeira entrevistada de Jamil Chade no Cruzando Fronteiras/Imagem: Reprodução/Canal MyNews

Marina lembrou que diante do que já havia sido acordado na conferência de Paris, já existia um deficit em relação às metas ambientais e se o Brasil quisesse dar a contribuição que a gravidade do problema exige, no intuito de alcançar o patamar máximo de aumento da temperatura global em até 1,5ºC, em comparação com a temperatura do mundo na era pré-industrial, o compromisso assumido pelo país deveria ser uma redução na emissão de gases de efeito estufa de 80%, e não de 50% – como foi anunciado.

“Mas mesmo assim, ele [Bolsonaro] deu a pedalada e depois ele retoma o que foi acordado em Paris, mas não tem credibilidade. Qualquer meta precisa ser acompanhada de como se vai fazer. O governo Bolsonaro se especializou em fazer anúncios vazios para ganhar tempo de fazer mais queimadas, mais desmatamentos e mais emissão [de gases]”, pontuou Marina Silva.

O jornalista Jamil Chade – que está na Escócia fazendo a cobertura da COP26, com flashes diários para o Canal MyNews – lembrou que na conferência os especialistas em meio ambiente têm chamado o Brasil de “Black Friday” – numa referência as promoções realizadas no final de novembro nos Estados Unidos, por ocasião do Dia de Ação de Graças.

“Muitas pessoas destacaram que o Brasil agiu como a Black Friday, em que muitas lojas elevam os preços alguns dias antes e depois anunciam uma promoção de 50%. Assim, alcançar as metas fica fácil. Outro ponto que gerou desconfiança aqui em Glasglow foi quando o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Pereira Leite, mostrou uma perspectiva de queda do desmatamento em linha reta nos próximos anos e os especialistas dizem que é impossível que a redução do desmatamento aconteça em linha reta”, explicou Jamil Chade.

Marina Silva considera que o governo Bolsonaro se comprometeu com algumas metas apenas para ganhar tempo. “O que ele faz é isso: anuncia o Conselho da Amazônia e ganha tempo para desmatar mais e queimar mais. Agora ele faz o mesmo movimento, por pressão internacional e pressão interna brasileira, que é muito grande. A falta de credibilidade do governo é algo irreversível.

Para Marina Silva é preciso recompor a legislação ambiental e fortalecer as políticas públicas

Para a ativista ambiental, ex-senadora e ex-ministra é difícil estabelecer um prazo para que o desmonte nas políticas ambientais possam ser mitigados e revertidos, pois não se têm a total ideia do que representa esse desmonte.

“O que precisa fazer é recompor os orçamentos do Ministério do Meio Ambiente, do Ibama e do ICMBio, recompor o quadro técnico, parar de sinalizar que vai mudar a legislação para tornar legal o ilegal. Uma corrupção normativa para mudar a lei. Deixar de perseguir as comunidades indígenas e alinhar o trabalho do Ibama e do ICMBio, agindo conjuntamente. O interessante é que já se sabe como fazer e tem como retomar e atualizar as medidas. É preciso retomar a criação de unidades de conservação e deixar de empoderar os criminosos. Hoje eles estão altamente empoderados com as ações do governo”, afirmou Marina Silva, lembrando que recentemente garimpeiros ilegais assassinaram indígenas isolados na comunidade Yanomami.

A entrevista com Marina Silva marcou a estreia do novo programa de Jamil Chade no Canal MyNews. O Cruzando Fronteiras trará sempre temas atuais, debatidos com convidados interessantes, e será transmitido diretamente da sede da ONU na Suíça.

* A cobertura da COP26 do Canal MyNews está sendo realizada em parceria com a Vale

 

Veja a íntegra da entrevista de Jamil Chade com Marina Silva, no Cruzando Fronteiras, no Canal MyNews

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Canal MyNews estreia nova programação com Flávia Freire e Jamil Chade https://canalmynews.com.br/mais/canal-mynews-estreia-programacao-com-flavia-freire-e-jamil-chade/ Tue, 12 Oct 2021 16:39:16 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/canal-mynews-estreia-programacao-com-flavia-freire-e-jamil-chade/ Jornalistas vão apresentar programas produzidos na Europa sobre negócios, investimentos na União Europeia e relações internacionais. Programação é lançamento do novo escritório do MyNews em Portugal

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Escritório do Canal MyNews em Portugal estreia nova programação diretamente dos estúdios da terrinha no mês de novembro.

O Cruzando Fronteiras começa no dia 5/11 e vai ao ar todas às sextas, às 10 horas da manhã (horário de Brasília). Apresentado pelo jornalista Jamil Chade, a atração vai ser transmitida direto da sede da ONU, em Genebra, num cenário privilegiado, epicentro da diplomacia global. A proposta é mergulhar nos bastidores das negociações e das disputas pelo poder, abordar temas globais com contexto e apontar as repercussões para os públicos brasileiro e europeu.

Jornalista Jamil Chade - Canal MyNews Portugal
Jamil Chade comandará o Cruzando Fronteiras, diretamente da sede da ONU em Genebra-Suíça/Foto: Canal MyNews/Divulgação

Jamil Chade traz para o MyNews a bagagem de quem testemunhou acontecimentos que marcaram o noticiário internacional nos últimos 20 anos. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista também é colunista do UOL, El País e do Grupo Bandeirantes. Contribui com veículos internacionais como The Guardian, BBC, CNN, Le Temps, Swissinfo, CCTV, Al Jazeera, France24 e outros.

Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Venceu o prêmio Nicolas Bouvier, na Suíça, e foi eleito duas vezes o melhor correspondente brasileiro no exterior pelo Prêmio Comunique-se. Em 2020, venceu o principal prêmio do ano da Associação Internacional da Imprensa Esportiva por revelações sobre a corrupção no futebol e, em 2021, recebeu o troféu Audálio Dantas por seu trabalho sobre direitos humanos e democracia.

Flávia Freire vai apresentar programa direto da cidade do Porto, numa pareceria do MyNews com o Porto Canal

Jornalista Flávia Freire - Canal MyNews Portugal
A jornalista Flávia Freire vai apresentar o Conexão Europa, diretamente da cidade do Porto/Foto: Canal MyNews/Divulgação

O Conexão Europa, nossa segunda estreia, começa no dia 9 de novembro. Vai ao ar todas as terças, às 20h30. O programa reunirá empresários, investidores, banqueiros e formadores de opinião dos dois lados do Atlântico. Nele, você vai ficar sabendo das movimentações do mercado econômico e oportunidades de negócios entre Brasil e Portugal.

Toda semana os convidados vão trocar experiências e comentar as principais notícias dos mais diversos setores, dentre eles tecnologia, serviços, indústria, turismo, entretenimento, imobiliário e agronegócio. O programa vai mostrar como investir e conquistar espaço nos mercados globais.

O Conexão Europa marca a volta de Flávia Freire para o vídeo. A jornalista foi repórter e apresentadora da TV Globo por 19 anos. Começou no DFTV, em Brasília, e logo foi para São Paulo, onde trabalhou no Jornal Hoje e no Jornal Nacional. Também apresentou os programas Globo Esporte, Bem Estar e Hora Um. Em 2017, Flávia decidiu se mudar para a cidade do Porto, em Portugal.

O programa será produzido em parceria com o Porto Canal, canal de televisão português com sede no Porto e cobertura por todo o território nacional. O Porto Canal está inserido num contexto globalizado de transmissão de mídia, integrado à Rede Lusófona do Sapo, maior portal de notícias de Portugal. Com grade de programação diversificada, o canal é de propriedade do Futebol Clube do Porto.

Escritório do MyNews em Portugal abriu no mês de setembro, com uma parceria com a Editora Almedina

A primeira parceria do MyNews em Portugal foi anunciada no mês de setembro/2021, com a Editora Almedina – editora portuguesa líder da área jurídica e uma das maiores do país nos segmentos de ficção e não-ficção, adulto e infantil.

MyNews e Almedina vão desenvolver dois projetos: a criação do selo MyNews Explica, para a publicação de livros. Uma coleção com cerca de 50 volumes para explicar os mais variados temas de diferentes áreas; e a criação de uma plataforma que vai reunir cursos online, também em diferentes áreas. O primeiro curso desta parceria já está pronto e deve ser lançado nos próximos dias, é o Falar para Liderar, com o jornalista e historiador Heródoto Barbeiro.


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