Arquivos cvm - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/cvm/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Thu, 28 Jul 2022 18:09:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Investidores recorrem à polícia para resgatar suas aplicações https://canalmynews.com.br/economia/investidores-denunciam-petragold/ Wed, 27 Jul 2022 22:49:09 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=32204 A PetraGold entrou em contato com a redação do MyNews e enviou uma nota com os esclarecimentos, veja a íntegra da nota na atualização desta matéria. A operação foi suspensa pela Comissão de Valores Mobiliários que no comunicado disse que havia indícios de fraudes, a PetraGold Serviços Financeiros captou recursos para investir nas máquinas de pagamento Goldpay

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Investidores denunciam a PetraGold Serviços Financeiros. A empresa foi denunciada por um grupo de mais de 40 investidores. Eles estão tentando resgatar suas aplicações em debêntures da empresa. Procurada pelo MyNews, a empresa retornou nesta quinta-feira, 28, com a nota oficial abaixo. Mesmo a operação tendo sido suspensa pela CVM, a PetraGold continuou a distribuir os títulos.

A maior parte dos investidores recebeu ofertas de agentes de investimentos. Eles contam que estavam satisfeitos porque a rentabilidade era de 1% ao mês. No entanto, quando tentaram resgatar não tiveram sucesso. Começaram a ficar preocupados e alguns chegaram a receber promessas de reembolso dos sócios da empresa. No começo foram pagas algumas poucas parcelas apenas.

A Mirae Asset que aparece no site da PetraGold como parceira da empresa disse que “a relação da Mirae junto a Petragold (Gestora) é apenas de cliente para corretora, a Petragold como é de conhecimento fazia a gestão das carteiras dos clientes e nós como corretora, apenas intermdiávamos as operações como corretora”.

A CVM e o Banco Central não comentam o caso.

Nesta quinta-feira, 28 de julho, a PetraGold enviou uma nota oficial:

Em resposta às acusações feitas por um pequeno grupo de clientes acerca do resgate das debêntures emitidas pelo Grupo PetraGold, a empresa vem a público informar que boa parte dos investidores afetados já teve seus valores resgatados ou está com o processo de resgate dos valores aplicados em andamento.

A PetraGold destaca que o que ocorreu foi um problema de liquidez e não uma questão de golpe ou pirâmide como mencionado pelo texto de forma leviana. Temos uma operação robusta e ativa que vem buscando as soluções necessárias para resolver todos os problemas que nossos clientes possam vir a enfrentar.

Destacamos também que o problema apresentado afeta uma pequena parcela dos investidores. Entendemos a gravidade do problema e o tempo todo estamos posicionando esses clientes sobre o que está ocorrendo. Temos uma ouvidoria e uma equipe específica para esse atendimento e boa parte dos investidores afetados já teve seus valores resgatados ou está com o processo de resgate dos valores aplicados em andamento.

Somos um grupo sólido formado por mais de 100 colaboradores. Em seis anos de existência, consolidamos nossa atuação nas mais diferentes áreas de negócio, incluindo consórcios, seguros, meios de pagamento, e investimentos. Todas essas operações seguem ativas e gerando a receita necessária para honrar nossos compromissos.

Vale lembrar que as debêntures são uma operação de crédito feita para empresas captarem recursos para investimentos junto ao mercado financeiro. Por ser um capital destinado a investimentos, depois da captação ele não fica parado, mas é alocado em iniciativas para fazer a empresa crescer e gerar recursos para dar os devidos retornos acordados junto aos investidores.

Quando um grande volume desses investidores pede o resgate antecipado de forma simultânea, a empresa emissora passa por um problema de liquidez, pois não dispõe desses recursos em mãos, afinal o capital está aplicado em outras áreas.

Contudo, estamos buscando as soluções necessárias para nossos clientes terem os devidos valores resgatados o mais rapidamente possível.

Grupo PetraGold.

 

 

 

 

 

BUSCA ALGUM TIPO DE RESSARCIMENTO DE PREJUÍZO?

  • A CVM não pode exigir que sejam reparados ou reembolsados eventuais prejuízos
  • Essa é uma atribuição do Poder Judiciário. Para causas de até 40 salários mínimos, é possível recorrer ao Juizado Especial Cível (https://idec.org.br/consultas/dicas-e-direitos/juizados-especiais-civeis-jecs)
  • Caso o prejuízo esteja relacionado a operações realizadas em bolsa de valores, há também o MRP, administrado pela BSM, para o qual é possível solicitar ressarcimento
  • Importante destacar que o MRP não trata de pedidos de ressarcimento de operações realizadas em mercado de balcão

A CVM também possui em seu site uma série de recomendações ao investidor para que tome cuidado com as fraudes e esquemas de pirâmides no mercado financeiro. Ela também publica em sua página alertas sobre operações não registradas e com características de  fraude. Esses dados você poderá encontrar aqui 

As histórias em detalhes estão no vídeo abaixo

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Mercado Pink tira banco da operação e deixa crédito mais barato https://canalmynews.com.br/economia/mercado-pink-tira-banco-da-operacao-e-deixa-credito-mais-barato/ Sun, 17 Jul 2022 01:32:46 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=31615 Nova regulamentação da CVM que entra em vigor em janeiro facilitará a vida de pequenas e médias empresas para acessar o mercado de capitais

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Você já ouviu falar em mercado pink? Atenção porque este é um mercado que deve crescer no Brasil. Isso porque, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o xerife do mercado de capitais brasileiro, anunciou uma nova regulamentação para as ofertas públicas. São operações que permitem empresas emitirem títulos para captar recursos no mercado. “A CVM está fazendo uma revolução. É um outro mundo para o crédito para pequenas e médias empresas”, diz Mara Limonge,  há 30 anos atuando no mercado de capitais.

O papel da CVM muda e dessa forma as operações ganham agilidade. Mas isso não significa que estará menos atenta. “Antes ela primeiro dava um carimbo e dizia, ok vai lá e acessa o mercado”, diz Limonge. “Agora ela diz: vai lá acessa o mercado e não faça nada errado porque eu estou olhando”.

Segundo Limonge, este movimento da CVM é uma guinada para um mercado liberal de verdade. Nos Estados Unidos o foco do regulador, no caso a Security Exchange Commission (SEC), é na veracidade das informações.  A empresa se compromete a dizer a verdade para o investidor, caso contrário, os responsáveis pela operação serão presos. “Ele sabe que é um mercado de maior risco, mas tem a garantia de que as informações são verdadeiras”.

O mercado Pink é mais especulativo.  São empresas menores, menos conhecidas que estão emitindo títulos para investimentos. O grande atrativo que é a operação embute uma taxa de retorno maior para o investidor justamente porque se tratam de empresas menores e de maior risco.  E ao mesmo tempo deixa o crédito mais barato para a empresa do que ele teria que pagar nos empréstimos oferecidos pelos bancos. Essas empresas estavam fora do mercado porque os bancos não se interessam em operações de mercado de capitais para empresas menores, com a nova regra da CVM não há mais exigência da participação de um banco para intermediar a operação, apenas que seja feita por uma empresa especializada em mercado de capitais.

O vídeo com a entrevista completa de Mara Limonge para o MyNews Investe você logo abaixo.

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O crowdfunding e suas contribuições para a economia brasileira https://canalmynews.com.br/voce-colunista/crowdfunding-contribuicoes-economia-brasileira/ Thu, 26 Aug 2021 14:43:18 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/crowdfunding-contribuicoes-economia-brasileira/ Também chamado de financiamento coletivo, o crowdfunding é uma modalidade de investimento que captou R$ 84,4 milhões em 2020 e beneficiou diversos setores da economia durante a pandemia

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É interessante observar quantas transformações vivemos no mercado financeiro no último ano. Enquanto a bolsa de valores brasileira atingia a marca de 3.229.318 mil novos entrantes em 2020, uma nova classe de ativos crescia em 43% no ano passado, o crowdfunding (financiamento coletivo).

Nesse mesmo período, enquanto os novos investidores da bolsa brasileira viviam o sobe e desce do mercado de ações, o crowdfunding captava R$ 84,4 milhões.

Crowdfunding é uma forma de financiamento coletivo para ideias e projetos.
Crowdfunding é uma forma de financiamento coletivo para ideias e projetos. Foto: Reprodução (Pixabay)

Essa modalidade de investimento já é muito comum nos Estados Unidos – sendo restrita a grandes investidores, porém passou a ser regulada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 2017 – através da ICVM 588, e se tornou acessível a qualquer investidor brasileiro.

Estamos diante de um mercado em franca expansão, em especial, por ser lastreado na economia real, o que permite que os investidores possam proteger o seu patrimônio e, ao mesmo tempo, diversificar os seus investimentos.

Outro fator primordial para o crescimento do crowdfunding é a possibilidade de impulsionar setores da economia que precisam de incentivo financeiro.

No financiamento participativo, ao invés do empreendedor bater na porta dos bancos pedindo um empréstimo, ele busca uma plataforma de investimentos alternativos, regulada pela CVM, para captar recursos para sua empresa.

O que ele ganha? Maior agilidade para ter dinheiro em caixa, e o melhor, abre as portas da sua empresa para o mercado de capitais.

O crowdfunding ajuda a resolver problemas de importantes setores da economia. Entre eles:

Escassez de crédito para produtor rural

Quando se fala em agronegócio, logo vem à mente o faturamento de US$ 100,8 bilhões em exportações e sua participação que ultrapassa 30% no PIB brasileiro. Mas o que muita gente não sabe é que por trás do lado tech e pop do agro, existe um setor que precisa, e muito, de ações de incentivo.

O setor que não para de bater recordes, em especial, com a exportação de commodities, precisou se modernizar para continuar se mantendo como o maior produtor de carne bovina do planeta, por exemplo. Ocorre que em muitos casos falta capital para impulsionar a sua produção, a aquisição de equipamentos e a modernização do campo.

Sabemos que existem inúmeras linhas de crédito no mercado, concedidas por bancos, cooperativas, fintechs e afins, no entanto, quem é produtor rural no Brasil sabe a burocracia que é conseguir os recursos necessários para desenvolver o seu projeto.

A criação de programas como Pronamp e Pronaf não foi suficiente para suprir a necessidade do agronegócio brasileiro, que é responsável por mais de um quarto do PIB brasileiro e emprega 20% da população nacional.

Para continuar crescendo pujante, o agronegócio precisava de dinheiro em caixa e a solução veio daqueles que queriam participar do agro, mas fora da bolsa e sem ter um pedaço de terra sequer.

É justamente neste momento que entra o crowdfunding, com investidores ávidos por diversificação que se unem para levantar recursos para financiar um projeto por acreditar no seu potencial de mercado.

Os investidores poderia simplesmente optar por uma LCA, por exemplo, mas aqueles que sabem do potencial do agronegócio brasileiro, queriam mais, queriam ter ativos lastreados na economia real, que os permitissem uma rentabilidade maior que a renda fixa e sem qualquer relação com o mercado financeiro, tendo como únicos riscos o de crédito (operações de dívida) ou a performance (equity).

Crise hídrica e o aumento na conta de luz

Estamos diante de uma crise hídrica sem precedentes. Para entender o tamanho do problema, basta falar que isso não ocorre há 90 anos.

E o motivo de todo esse transtorno é a nossa dependência das hidrelétricas, que encontra-se com reservatórios em níveis baixíssimos. Para suprir a alta demanda de energia elétrica do país foi preciso acionar as termelétricas. Resultado: a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um reajuste de 52,1% na conta de luz.

Em meio a uma das maiores crises sanitárias que o planeta já viveu, o povo brasileiro teve que se deparar com a inflação, que reduziu o nosso poder de compra, e ainda enfrentar, bravamente, constantes aumentos na conta de energia.

A solução para o problema é a renovação da nossa matriz energética, aumentando o incentivo de fontes renováveis, como eólica e a energia solar.

Aí você pode me perguntar: “como a ICVM 588 pode resolver o problema?” Explico. Isso porque existem muitos empreendedores que possuem a expertise necessária para desenvolver energia a partir de energia limpa, no entanto, eles precisam de recursos para tocar os seus projetos e, em muitos casos, não dispõem de incentivo fiscal ou fontes de financiamento.

Um dos setores da economia que se beneficia do crowdfunding é a geração distribuída solar fotovoltaica, que vem recebendo constantes aportes de investidores que se atraem pela possibilidade de rentabilizar seu capital com perspectiva do “boom” das energias renováveis.

Déficit habitacional brasileiro

Outra lacuna que os investidores de financiamento coletivo ajudam a preencher é o déficit habitacional que, segundo último levantamento da Fundação João Pinheiro (FJP), é de 5,877 milhões de moradias.

Ocorre que o segmento imobiliário, mesmo sendo resiliente, precisa de recursos para suprir uma demanda reprimida. Em outras palavras, ele precisa de grana para conseguir construir. A necessidade de crédito é o que justifica o grande número de IPOs das incorporadoras em 2020.

Segundo pesquisa do Sebrae, apenas 14% dos pequenos empresários conseguiram empréstimo durante a pandemia. Ainda de acordo a entidade, 50% dos empreendedores nem chegaram a pedir empréstimo.

Ora, se os empreendedores precisam de dinheiro, por que será que não vão em busca desses recursos? Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, o motivo é a burocracia.

A alternativa foi recorrer ao crowdfunding imobiliário, que ajudou a garantir a tão sonhada casa própria de muitas famílias Brasil afora.

Após essas contribuições, ainda tem como duvidar dos ativos lastreados na economia real? E anote aí, esse é um segmento que deve crescer ainda mais nos próximos anos.

Obrigada por ler até aqui. Fico feliz por compartilhar um pouco do meu conhecimento com os membros e não membros do MyNews. Até a próxima!


Quem é Lohana Ribeiro?

Entusiasta das inovações disruptivas. É graduada em Jornalismo e especialista em estratégia de marketing digital e SEO.

* As opiniões das colunas são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews


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CVM libera oferta de títulos que financiam cooperativas ligadas ao MST https://canalmynews.com.br/mynews-investe/cvm-libera-oferta-de-titulos-que-financiam-cooperativas-ligadas-ao-mst/ Tue, 24 Aug 2021 21:17:32 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/cvm-libera-oferta-de-titulos-que-financiam-cooperativas-ligadas-ao-mst/ Em entrevista ao MyNews, o ex-banqueiro Eduardo Moreira defende que o investimento é alternativa para quem quer apoiar o financiamento da produção agrícola familiar

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Depois de quase um mês de suspensão, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) voltou a autorizar a oferta pública de sete cooperativas ligadas ao MST, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra. O grupo busca financiamento de R$ 17,5 milhões para suas produções via CRAs, os Certificados de Recebíveis Agrícolas, título de renda fixa que financia a produção no campo.

A revogação da suspensão pela CVM aconteceu depois que a Gaia, responsável pela emissão dos títulos, atualizou o prospecto da oferta, que é o documento que contém as informações sobre a operação. A companhia esclareceu que apesar dos cooperados serem simpatizantes do MST, o movimento não tem personalidade jurídica e não participa diretamente da captação. 

Ao suspender temporariamente a emissão dos títulos, em 30 de julho, a CVM questionava a falta de informações sobre a ligação das cooperativas com o Movimento. Em nota divulgada pela autarquia nesta segunda-feira (23), a Comissão de Valores Mobiliários informou que “a irregularidade identificada foi sanada”, o que permitiu a revogação da decisão anterior.

O prospecto atualizado informa que que o MST “não é um grupo econômico e não se enquadra tecnicamente em categorias jurídicas, sendo apenas definido como um movimento social”. O documento esclarece que a captação de recursos não tem como objetivo financiamento do Movimento, mas, sim, de grupos de agricultura familiar.

Em entrevista ao MyNews Investe, o ex-banqueiro Eduardo Moreira, que tem apoiado a operação, explica que o título do CRA é um investimento em renda fixa que terá o aporte destinado à produção de alimentos orgânicos. “Pessoas que queiram com o seu dinheiro financiar a agricultura familiar, financiar a produção de alimentos orgânicos, financiar pessoas do campo, têm essa alternativa”. acrescenta ele, que é criador do Finapop, plataforma de captação para agricultura familiar.

Sobre a taxa de retorno do investimento, de 5,5% ao ano, mais baixa que a de títulos públicos com mesmo prazo, Eduardo defende que a proposta o CRA é também que apoiadores da iniciativa possam financiá-las. “A ideia é que essa taxa de retorno seja similar ao retorno da caderneta de poupança. O atrativo desse investimento não é você ganhar muito dinheiro. Aliás, ele é um convite para as pessoas deixarem de investir simplesmente escolhendo aquilo que rende mais”. defende Moreira. 

Confira a íntegra da nota ao mercado da CVM

A Superintendência de Registro de Valores Mobiliários (SRE) da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) revogou a suspensão oferta pública de distribuição de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) de classe sênior da 1ª série da 31ª emissão de Gaia Impacto Securitizadora S.A., pois a irregularidade identificada foi sanada.

Entenda a oferta pública das cooperativas ligadas ao MST

A área técnica havia determinado, em 30/7/2021, a suspensão dessa oferta por ter entendido que a oferta não apresentava informações consideradas essenciais para que investidores tomassem as suas decisões.

De acordo com a SRE, os ofertantes deveriam incluir, nos documentos da oferta, informações completas sobre as características homogêneas em relação aos devedores do lastro dos valores mobiliários a serem emitidos, como previsto pela Instrução CVM 400.

Irregularidade sanada

A Gaia Impacto Securitizadora S.A. corrigiu a irregularidade. Em virtude da modificação, a SRE determinou que a Gaia Impacto Securitizadora S.A. comunique aos investidores que já tiverem aderido à oferta, para que confirmem, no prazo de cinco dias úteis do recebimento da comunicação, o interesse em manter o investimento, sendo presumida a manutenção em caso de silêncio.


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Golpes financeiros: “Se é bom demais para ser verdade, provavelmente não é verdade” https://canalmynews.com.br/mynews-investe/golpes-financeiros-se-e-bom-demais-para-ser-verdade-provavelmente-nao-e-verdade/ Fri, 13 Aug 2021 15:07:54 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/golpes-financeiros-se-e-bom-demais-para-ser-verdade-provavelmente-nao-e-verdade/ Superintendente da CVM explica que maioria das vítimas de golpes financeiros buscam mais rentabilidade e apostam em produtos aparentemente inovadores

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Busca por maior rentabilidade, procura por produtos financeiros inovadores e apetite por oportunidades melhores que o padrão. Esses são os ingredientes que levam a maior parte das vítimas de golpes financeiros a caírem em fraudes que, cada vez mais, usam criptomoedas para atrair investidores. A avaliação é de José Alexandre Vasco, superintendente de Proteção e Orientação aos Investidores da CVM, em entrevista do MyNews Investe.

“Essas pessoas que estão atraídas por novidades e inovações naturalmente são mais influenciadas por temas novos e muitas vezes difíceis de compreender, porque enxergam ali uma oportunidade de sair na frente, de conseguir ter uma rentabilidade maior do que um produto tradicional”, explica ele.

Segundo pesquisa feita pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), órgão responsável pela regulação do mercado de capitais, 91% das vítimas de golpes financeiros são homens. Entre os participantes do estudo, a maior parte cita as criptomoedas (43%) como o investimento que levou à fraude. Na sequência, estão produtos mais complexos como Forex (29,8%) e opções binárias (16,9%).

De maneira geral, as fraudes chegam até a vítima por meios conhecidos. Segundo a pesquisa, metade das vítimas conhecia o golpista de alguma forma – 28,1% a conheciam pessoalmente e 21,9%, indiretamente. Os meios de divulgação dos golpes também costumam ser mais direcionados:  27,5% das vítimas receberam a proposta por meio do WhatsApp e 19,7% a partir da divulgação do boca-boca.

Vasco destaca que a propagação mais direcionada dos golpes acabam contribuindo para uma aparência de confiabilidade. “Há a aparência de regularidade quando vem de uma fonte confiável, conhecida. Muita gente não consegue entender direito no que está investindo e também fica um pouco atraído por essa novidade”, afirma ele.

Sobre o crescimento das fraudes envolvendo a oferta de moedas digitais, ele lembra que esse é um movimento que tem acontecido no mundo, mas tomado maiores proporções no Brasil. “É um fenômeno mundial e que no Brasil adquiriu uma intensidade maior. Nós sabemos disso porque integramos uma força-tarefa junto da IOSCO (Organização Internacional de Valores Mobiliários ) para proteção de investidores”, explica Vasco.

Assista à integra do MyNews Investe, com apresentação de Juliana Causin. De segunda à sexta, no Canal MyNews

Segundo o superintendente da CVM, o momento de pandemia acabou favorecendo a oferta de fraudes envolvendo produtos digitais. “No mundo inteiro durante a pandemia houve um crescimento das ofertas irregulares, seja esquemas ponzi, sejam pirâmide. No Brasil a gente já vinha percebendo essa essa tendência desde 2014”, acrescenta.

Para Vasco, alguns sinais importantes podem ajudar os investidores a identificarem ofertas que sejam fraudulentas. A promessa de ganhos exorbitantes e pressão dos golpistas para uma decisão são elementos comuns nos golpes. “É melhor buscar investir naquilo que você consiga entender minimamente. Não precisa ser um especialista, mas você precisa ter uma compreensão de como aqueles recursos que você está entregando ao ofertante vão gerar o retorno que promete”, diz.“Se é bom demais para ser verdade, provavelmente não é verdade”, lembra ele.


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