Arquivos energia solar - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/energia-solar/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 31 Aug 2021 23:56:57 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Energia solar pode ser alternativa para fugir de reajustes tarifários https://canalmynews.com.br/mynews-investe/energia-solar-alternativa-para-fugir-reajustes/ Tue, 31 Aug 2021 23:56:57 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/energia-solar-alternativa-para-fugir-reajustes/ Brasil atinge marca histórica na produção de energia solar. Investimento nesse tipo de energia pode ajudar em momentos de crise

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A conta de luz está cada vez mais pesada no bolso dos brasileiros e cada vez mais pessoas têm pensado e investido em energia solar. Além de ser uma energia limpa, nos últimos anos, os equipamentos para produção de energia solar ficaram mais acessíveis para as pessoas. 

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o país ultrapassou a marca histórica de 10 gigawatts (GW) de potência operacional da fonte solar fotovoltaica, em pequenos e médios sistemas instalados em telhados, fachadas e terrenos e em usinas de grande porte, sendo os telhados produtores da maior parte.

Trabalhadores instalando placas de energia solar. Foto: Science in HD/Unsplash
Trabalhadores instalando placas de energia solar. Foto: Science in HD/Unsplash

Com maior facilidade de acesso e conscientização das pessoas e das empresas, o Brasil entrou para a lista de 15 países com maior potência de geração de energia solar do mundo, do ranking elaborado pela Agência Internacional para Energias Renováveis (Irena). O Brasil está em 14° lugar na lista e é único país da América Latina na lista. 

Relatório publicado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) mostra que a geração solar cresceu 14,5% na primeira quinzena de agosto em comparação com o mesmo período de 2020.

Mas será que investir em energia solar é uma boa alternativa? Carolina Reis, diretora comercial do Meu Financiamento Solar, explica que devemos ficar atentos na hora de contratar o financiamento para a instalação do equipamento para captação de energia solar e que após alguns anos o equipamento acaba se pagando.

“Na maior parte dos financiamentos, a parcela pode ser fixa e a inflação da conta de luz é pelo menos 10% ao ano. Então, faz sentido financeiro pensar nessa possibilidade de financiamento. O que é preciso ter atenção: se a parcela, primeiramente, cabe no seu bolso, ela faz sentido para o seu investimento, ou seja, fica muito próximo que você já paga de conta de luz; se as parcelas são fixas, porque isso é um diferencial, porque mantém a sua previsibilidade; e se é uma instituição renomada, que você pode confiar e, principalmente, se você pode antecipar parcela”, avalia Reis.

De acordo com a diretora comercial do Meu Financiamento Solar, os benefícios de investir energia solar não são apenas ambientais, por ser uma energia limpa, mas também financeiros. Ela fala sobre a situação que estamos vivendo atualmente, com uma crise hídrica, vista como a pior em 90 anos – que faz as tarifas ficarem inflacionadas e traz aumentos recorrentes na tarifa de energia, o que acaba saindo do controle do consumidor final.  

“Com energia solar, você sabe exatamente a origem e você tem a previsibilidade que você está gerando, aquela quantidade de kW que o sistema está se propondo a gerar. Então você se protege contra a inflação de energia e contra qualquer bandeira vermelha que esteja sendo aplicada. Fazendo um planejamento de energia solar, você consegue ter um retorno entre 3 e 6 anos, dependendo da região do país; e depois o investimento se paga, porque o equipamento permanece com você, com a garantia de pelo menos 25 anos, e depois do fim do financiamento, tem o benefício da sua geração de energia”, argumenta Reis.

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Saiba as diferenças entre ESG e investimento de impacto https://canalmynews.com.br/mynews-investe/diferencas-entre-esg-e-investimento-de-impacto/ Thu, 26 Aug 2021 18:07:12 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/diferencas-entre-esg-e-investimento-de-impacto/ Mariana Oiticica, chefe da área de ESG e Investimento de Impacto do BTG Pactual, explica pontos fundamentais das duas práticas

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Investimentos de impacto, assim como as práticas ESG, estão cada vez mais populares no mercado financeiro. Elas têm pontos parecidos, mas não são a mesma coisa. Para falar dessas diferenças, o MyNews Investe conversou com a chefe da área de ESG e Investimento de Impacto do BTG Pactual, Mariana Oiticica.

Oiticica explica que os investimentos de impacto de uma empresa sempre levarão algum tipo de impacto positivo para a sociedade e o meio ambiente e que essa influência pode ser medido. As empresas que têm as práticas ESG respeitam os três pilares que a sigla carrega, tentam não afetar negativamente o meio ambiente, têm preocupação com o social dos funcionários e dos clientes e têm uma governança forte e transparente.

sustentabilidade
Empresas com influência positiva na sociedade podem ou não seguir as práticas ESG.

É bom lembrar que a sigla ESG se refere a Meio Ambiente (Environment), Social e Governança (Governance), numa tradução livre do inglês para o português.

Mariana Oiticica explica que os investimentos com essa performance também têm o propósito de gerar resultados para os investidores. A diferença é que entre as preocupações principais também estão a influência positiva do negócio para a sociedade e/ou o meio ambiente. “A empresa com propósito não causa esse impacto por acaso, ela tem como cerne essa transformação positiva”, destaca.

Muitas pessoas podem confundir e achar que empresas de investimentos de impacto são ESG e o contrário também acontece, mas não é bem assim. Nem toda empresa ESG tem por objetivo esse resultado positivo, mas muitas empresas de investimento de impacto, trazem consigo as práticas ESG.

Que setores têm mais empresas com influência em transformações positivas na sociedade, incluindo práticas ESG?

Os setores com maior número de empresas neste segmento estão na área de energia – especialmente energia solar e eólica; empresas de tecnologia, que dão acesso a educação com um custo reduzido e de qualidade; e serviços de saúde acessíveis e de qualidade.

“Tudo que se refere a gerar serviços essenciais de qualidade para as pessoas que não têm acesso e tudo que se refere a ter impacto positivo no meio ambiente. É investimento de impacto se tiver no propósito da própria empresa”, esclarece Oiticica

E na hora de investir, como encontrar empresas com esse propósito? A chefe da área de ESG e Investimento de Impacto do BTG Pactual cita alguns deles: títulos verdes e sociais – que são dívidas emitidas por empresas cujos recursos são destinados a projetos verdes, sociais ou sustentáveis. Muitas dessas emissões são ofertas públicas, acessíveis no mercado financeiro; EFTs que levam em conta notas de integração ESG para seleção de ações que compõem o índice.

Veja a ínntegra do MyNews Investe, no Canal MyNews, e saiba mais sobre ESG e Investimentos de Impacto. A apresentação é de Juliana Causin e Mara Luquet. De segunda a sexta, a partir do meio-dia.

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O crowdfunding e suas contribuições para a economia brasileira https://canalmynews.com.br/voce-colunista/crowdfunding-contribuicoes-economia-brasileira/ Thu, 26 Aug 2021 14:43:18 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/crowdfunding-contribuicoes-economia-brasileira/ Também chamado de financiamento coletivo, o crowdfunding é uma modalidade de investimento que captou R$ 84,4 milhões em 2020 e beneficiou diversos setores da economia durante a pandemia

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É interessante observar quantas transformações vivemos no mercado financeiro no último ano. Enquanto a bolsa de valores brasileira atingia a marca de 3.229.318 mil novos entrantes em 2020, uma nova classe de ativos crescia em 43% no ano passado, o crowdfunding (financiamento coletivo).

Nesse mesmo período, enquanto os novos investidores da bolsa brasileira viviam o sobe e desce do mercado de ações, o crowdfunding captava R$ 84,4 milhões.

Crowdfunding é uma forma de financiamento coletivo para ideias e projetos.
Crowdfunding é uma forma de financiamento coletivo para ideias e projetos. Foto: Reprodução (Pixabay)

Essa modalidade de investimento já é muito comum nos Estados Unidos – sendo restrita a grandes investidores, porém passou a ser regulada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 2017 – através da ICVM 588, e se tornou acessível a qualquer investidor brasileiro.

Estamos diante de um mercado em franca expansão, em especial, por ser lastreado na economia real, o que permite que os investidores possam proteger o seu patrimônio e, ao mesmo tempo, diversificar os seus investimentos.

Outro fator primordial para o crescimento do crowdfunding é a possibilidade de impulsionar setores da economia que precisam de incentivo financeiro.

No financiamento participativo, ao invés do empreendedor bater na porta dos bancos pedindo um empréstimo, ele busca uma plataforma de investimentos alternativos, regulada pela CVM, para captar recursos para sua empresa.

O que ele ganha? Maior agilidade para ter dinheiro em caixa, e o melhor, abre as portas da sua empresa para o mercado de capitais.

O crowdfunding ajuda a resolver problemas de importantes setores da economia. Entre eles:

Escassez de crédito para produtor rural

Quando se fala em agronegócio, logo vem à mente o faturamento de US$ 100,8 bilhões em exportações e sua participação que ultrapassa 30% no PIB brasileiro. Mas o que muita gente não sabe é que por trás do lado tech e pop do agro, existe um setor que precisa, e muito, de ações de incentivo.

O setor que não para de bater recordes, em especial, com a exportação de commodities, precisou se modernizar para continuar se mantendo como o maior produtor de carne bovina do planeta, por exemplo. Ocorre que em muitos casos falta capital para impulsionar a sua produção, a aquisição de equipamentos e a modernização do campo.

Sabemos que existem inúmeras linhas de crédito no mercado, concedidas por bancos, cooperativas, fintechs e afins, no entanto, quem é produtor rural no Brasil sabe a burocracia que é conseguir os recursos necessários para desenvolver o seu projeto.

A criação de programas como Pronamp e Pronaf não foi suficiente para suprir a necessidade do agronegócio brasileiro, que é responsável por mais de um quarto do PIB brasileiro e emprega 20% da população nacional.

Para continuar crescendo pujante, o agronegócio precisava de dinheiro em caixa e a solução veio daqueles que queriam participar do agro, mas fora da bolsa e sem ter um pedaço de terra sequer.

É justamente neste momento que entra o crowdfunding, com investidores ávidos por diversificação que se unem para levantar recursos para financiar um projeto por acreditar no seu potencial de mercado.

Os investidores poderia simplesmente optar por uma LCA, por exemplo, mas aqueles que sabem do potencial do agronegócio brasileiro, queriam mais, queriam ter ativos lastreados na economia real, que os permitissem uma rentabilidade maior que a renda fixa e sem qualquer relação com o mercado financeiro, tendo como únicos riscos o de crédito (operações de dívida) ou a performance (equity).

Crise hídrica e o aumento na conta de luz

Estamos diante de uma crise hídrica sem precedentes. Para entender o tamanho do problema, basta falar que isso não ocorre há 90 anos.

E o motivo de todo esse transtorno é a nossa dependência das hidrelétricas, que encontra-se com reservatórios em níveis baixíssimos. Para suprir a alta demanda de energia elétrica do país foi preciso acionar as termelétricas. Resultado: a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um reajuste de 52,1% na conta de luz.

Em meio a uma das maiores crises sanitárias que o planeta já viveu, o povo brasileiro teve que se deparar com a inflação, que reduziu o nosso poder de compra, e ainda enfrentar, bravamente, constantes aumentos na conta de energia.

A solução para o problema é a renovação da nossa matriz energética, aumentando o incentivo de fontes renováveis, como eólica e a energia solar.

Aí você pode me perguntar: “como a ICVM 588 pode resolver o problema?” Explico. Isso porque existem muitos empreendedores que possuem a expertise necessária para desenvolver energia a partir de energia limpa, no entanto, eles precisam de recursos para tocar os seus projetos e, em muitos casos, não dispõem de incentivo fiscal ou fontes de financiamento.

Um dos setores da economia que se beneficia do crowdfunding é a geração distribuída solar fotovoltaica, que vem recebendo constantes aportes de investidores que se atraem pela possibilidade de rentabilizar seu capital com perspectiva do “boom” das energias renováveis.

Déficit habitacional brasileiro

Outra lacuna que os investidores de financiamento coletivo ajudam a preencher é o déficit habitacional que, segundo último levantamento da Fundação João Pinheiro (FJP), é de 5,877 milhões de moradias.

Ocorre que o segmento imobiliário, mesmo sendo resiliente, precisa de recursos para suprir uma demanda reprimida. Em outras palavras, ele precisa de grana para conseguir construir. A necessidade de crédito é o que justifica o grande número de IPOs das incorporadoras em 2020.

Segundo pesquisa do Sebrae, apenas 14% dos pequenos empresários conseguiram empréstimo durante a pandemia. Ainda de acordo a entidade, 50% dos empreendedores nem chegaram a pedir empréstimo.

Ora, se os empreendedores precisam de dinheiro, por que será que não vão em busca desses recursos? Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, o motivo é a burocracia.

A alternativa foi recorrer ao crowdfunding imobiliário, que ajudou a garantir a tão sonhada casa própria de muitas famílias Brasil afora.

Após essas contribuições, ainda tem como duvidar dos ativos lastreados na economia real? E anote aí, esse é um segmento que deve crescer ainda mais nos próximos anos.

Obrigada por ler até aqui. Fico feliz por compartilhar um pouco do meu conhecimento com os membros e não membros do MyNews. Até a próxima!


Quem é Lohana Ribeiro?

Entusiasta das inovações disruptivas. É graduada em Jornalismo e especialista em estratégia de marketing digital e SEO.

* As opiniões das colunas são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews


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