Arquivos ESG - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/esg/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 08 Mar 2022 15:13:36 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Grandes bancos têm investido em ESG com os títulos verdes https://canalmynews.com.br/mynews-investe/grandes-bancos-investido-esg-titulos-verdes/ Thu, 09 Sep 2021 00:39:02 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/grandes-bancos-investido-esg-titulos-verdes/ Normalmente títulos verdes são de empresas que já se enquadram nas práticas ESG e têm metas sustentáveis

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Os padrões ESG têm sido cada vez mais frequentes no mercado financeiro. E não é por menos, cada vez mais consumidores têm levado em conta esse padrões na hora de consumir os mais diferentes tipos de produtos. Não querendo ficar para trás, os grandes bancos têm investido na emissão de títulos verdes.

Para entender melhor como os títulos verdes funcionam e quais os setores promissores, o MyNews Investe conversou com a chefe de Negócios ESG do Itaú BBA, Luiza de Vasconcellos. Ela explica que existem dois tipos de títulos considerados verdes: o título sustentável, que é uma combinação do verde e do social; e vinculado a metas de sustentabilidade.

Diversificar a carteira de investimentos é fundamental para aumentar os lucros.
Títulos ESG têm sido mais frequentes e grandes bancos apostam em títulos verdes / Foto: Pixabay (Reprodução)

“No título sustentável, cada real que você levantar, basicamente você tem que dedicar àquele projeto específico, é carimbado. No título ESG vinculado a meta de sustentabilidade, ele não tem o uso de recursos marcados, basicamente a companhia faz o que quer, mas você tem que cumprir algumas metas que normalmente são transversais na organização que não depende simplesmente da área de finanças e de sustentabilidade, passa por questões operacionais e de diversos departamentos dentro da companhia”, argumenta Vasconcellos.

Ela continua, dizendo que o segundo tipo de título é destinado para companhias que estejam no nível chamado de integração ESG, uma estratégia de negócio integrada à sustentabilidade, para que as metas façam sentido.

Sobre os setores, Luiza de Vasconcellos avalia que qualquer companhia poderia fazer uma operação desse tipo, desde que devidamente embasada, mas que normalmente o setor elétrico, a partir da energia renovável, e o setor de papel e celulose estão se mostrando bastante enquadrados nos padrões ESG.

“A gente sempre olha caso a caso. Eu tenho setores que a gente avalia estratégias mais amplas, porque sabemos que são setores que normalmente estão mais na mira, tanto na mídia quanto dos próprios stakeholders, de uma forma geral. Um ponto que a gente olha muito, por exemplo, eu vou dar um financiamento verde, para isso eu quero certeza que a empresa não está descumprindo nenhuma regra trabalhista, ambiental, que tenha uma boa governança, assim a gente sempre tem essa visão mais holística”, analisa Vasconcellos.

Mercado de ESG ainda está crescendo no Brasil

É impossível não fazer um comparativo da situação do ESG no Brasil com outros países do mundo. Um exemplo são os países da Europa e nos EUA, que têm uma preocupação com as práticas muito mais forte que por aqui, onde os investidores exigem que os fundos façam investimentos dedicados ao ESG.

“Quando a gente olha a realidade brasileira, ainda não está na cultura da mesma forma que lá fora. Crescendo a gente está, mas enquanto as pessoas exigirem de seus gestores de capital que aloquem seu dinheiro em fundos que sejam ESG, que passem por uma análise mais completa sobre esses aspectos na seleção dos investimentos, isso vai demorar um pouco. O mercado está ainda bastante atrás, mas o que a gente tem visto é um mercado que está crescendo muito, então a gente acha pelo menos no futuro, pode ajudar e incentivar esse tipo de captação”, interpreta a chefe de negócios ESG do Itaú BBA.

Assista à íntegra do MyNews Investe, no Canal MyNews. De segunda a sexta, a partir do meio-dia.

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Cardano ganha destaque no mercado de criptomoedas https://canalmynews.com.br/mynews-investe/cardano-destaque-criptomoedas/ Fri, 03 Sep 2021 22:33:38 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/cardano-destaque-criptomoedas/ Criptoativo cardano terá contratos inteligentes, o que fez seu valor subir 10% em apenas 24 horas

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Quando falamos em criptomoedas, sempre lembramos de bitcoin e ethereum, que são as mais populares e conhecidas. Mas essa semana, o destaque foi para a cardano. Na última quarta-feira (01), ela chegou a subir 10% em 24 horas e nesta quinta-feira (2), chegou ao seu maior valor de US$ 3. 

Mas, qual será o motivo para essa ascensão? Em entrevista ao MyNews Investe, o CTO da Parfin Alex Buelau, analisa a recente alta do criptoativo que foi lançado em 2015 e quais os motivos para isso. 

“Comparando ethereum com o cardano, no caso do ethereum até hoje ele usa o PoW, proof-of-work – que você tem os mineradores que consomem energia elétrica, etc. E hoje em dia, com toda essa questão do ESG, enquanto o cardano já foi direto para o outro sistema chamado PoS, o proof-of-stake; é o sistema que em vez de você ter mineradores, você tem aqueles atores são que chamam stakers, ou seja quem tem Cardano pode comprometer para aumentar a segurança da rede e eles agem como mineradores, no caso do sistema do ethereum”, argumenta Buelau.

Outro motivo para a Cardano estar tão em alta foi o anúncio, partir de 12 de setembro, de que terão contratos inteligentes (smart contracts). Esses contratos são protocolos de computador autoexecutáveis, criados para facilitar e reforçar a negociação ou desempenho de um contrato, proporcionando confiabilidade em transações online.

“Isso tem gerado uma expectativa enorme, porque todo mundo que conhece o potencial de ethereum, agora está enxergando o cardano como uma nova opção, talvez mais escalável, e não só isso. Como ele também tem a promessa de já sair oferecendo taxas menores para transações, porque hoje no ethereum um dos problemas são as transações cada vez mais caras. O cardano não vai ter esse problema por dois motivos: primeiro, tem menos usuários hoje do que o ethereum; e também tem essa tecnologia diferente, que é teoricamente mais escalável do que a tecnologia do ethereum”, avalia o CTO da Parfin.

Levando em conta que o preço médio da cardano era de US$ 0,06 e que com essa expectativa dos smart contracts ele já chegou a US$ 3, isso encheu os olhos de muitos investidores.


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Marcello Brito: agronegócio está preocupado com postura do Brasil em relação ao meio ambiente https://canalmynews.com.br/economia/marcello-brito-agronegocio-preocupado-brasil-meio-ambiente/ Fri, 03 Sep 2021 20:35:04 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/marcello-brito-agronegocio-preocupado-brasil-meio-ambiente/ Descontentes com a política ambiental adotada no governo Jair Bolsonaro, parte dos empresários do agronegócio – especialmente aqueles que atuam com exportações – está preocupada com a imagem do Brasil no exterior em relação à sustentabilidade e ao meio ambiente

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Descontentes com a política ambiental adotada no governo Jair Bolsonaro, parte dos empresários do agronegócio – especialmente aqueles que atuam com exportações – está preocupada com a imagem do Brasil no exterior em relação à sustentabilidade e ao meio ambiente. Com negócios influenciados cada vez mais por novas exigências dos consumidores e também do mercado financeiro – que tem adotado as práticas de ESG como parâmetro de confiabilidade para os investimentos – estar com a imagem relacionada a medidas de destruição ambiental e práticas consideradas ultrapassadas de desenvolvimento econômico e social não é um bom negócio na atualidade.

A necessidade de adotar práticas de conservação ambiental e de voltar a liderar os debates sobre sustentabilidade no mundo – área na qual o Brasil se destacou desde a Rio 92 – é uma das bandeiras de Marcello Brito – presidente da Associação Brasileira de Agronegócio. Brito tem chamado a atenção do agronegócio e do governo brasileiros para os prejuízos à imagem do Brasil e à economia se a política ambiental continuar a ser ignorada.

“Lembro que fui um dos fundadores da mesa redonda do óleo de palma sustentável – a maior mesa redonda de commodities do mundo, em 2003 – e a pressão em cima dos países asiáticos era muito forte. Recordo de dezenas de viagens que fiz para a Indonésia e havia essa repulsa pela questão ambiental. O que o país colheu 10 anos depois desse processo foi ter virado um pária internacional, ao ponto de produtos da Indonésia com certificação internacional valerem menos do que qualquer outro semelhante”, recorda Marcello Brito, complementando que a postura de degradação das florestas e da biodiversidade prejudicou a “marca da Indonésia” no exterior, ao ponto de prejudicar a economia do país.

Marcelo Brito - presidente da Associação Brasileira de Agronegócios
Marcelo Brito – presidente da Associação Brasileira de Agronegócios/Imagem: Reprodução Canal MyNews

Segundo Marcello Brito, esse efeito negativo na economia fez com que há cerca de cinco anos a Indonésia adotasse uma postura diferente sobre as exigências ambientais – visando a uma adequação às exigências mundiais de conservação. “Reduziram o desmatamento em 90%, criaram uma plataforma de monitoramento e integraram diversos setores. Quando olho para esta experiência, que aconteceu na primeira década deste século, vejo que o Brasil está fazendo da mesma forma. O processo de desmatamento da Amazônia só faz aumentar. Na visão das novas gerações não é mais aceitável ter a produção aliada à degradação ambiental. Prejudica a imagem do país e pode ser que venha a nos prejudicar no futuro”, pontua o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio, em entrevista a Mara Luquet, no MyNews Entrevista, no Canal MyNews.

Marcello Brito lembrou que o Brasil tem dois meses para se preparar para a COP 26 (26ª Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas da ONU), que acontecerá na Escócia no mês de novembro, e que o país chegará como “vilão” e precisa participar com disposição de se comprometer com medidas de conservação ambiental e de enfrentamento ao aquecimento global.

Ele acredita que falta vontade política de resolver algumas questões relacionadas ao meio ambiente e defende que 99% dos agronegócios do país atuam em conformidade com a legislação e seguindo planos de conservação ambiental.

“Quando o GLO das Forças Armadas saiu da Amazônia no ano passado foi uma surpresa. Não entendo por que saíram, pois o vice-presidente Mourão disse que ficariam até 31 de dezembro. Nós sabemos que 11 municípios da Amazônia concentram o desmatamento; as imagens de satélite mostram isso. Se a gente sabe que são 11 municípios por que a gente não consegue fazer uma força de controle em 11 municípios? Falta uma vontade política de resolver essa questão. Quem comanda esse processo tem interesse dentro da Amazônia. (…) É preciso entender as ramificações que existem a partir da Amazônia, entender as ramificações para chegar até Brasília”, considerou.

Para Brito, o trabalho precisa envolver diversos entes, incluindo o Banco Central, os ministérios da Economia, da Agricultura e de Relações Exteriores, o BNDES, entre outras entidades. “O que o Banco Central está fazendo é nada mais do que acompanhar o que os bancos centrais estão fazendo. O mais importante é lembrar que o setor de investimento está se voltando para a conservação ambiental não é porque são ambientalistas. A mudança climática implica em riscos; modelagem climática implica em investimento”, destacou Marcello Brito, destacando que numa palestra para o mercado financeiro perguntou sobre o interesse do setor nas questões relacionadas às mudanças climáticas e recebeu como resposta que apenas em hipotecas imobiliárias em regiões costeiras existem pelo menos 200 bilhões de dólares.

“O IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) mostra a mão inequívoca do homem e já havia mostrado que o que já ocorre em algumas áreas do mundo e do Brasil como possíveis de acontecer, aconteceram”, destacou o presidente da Associação Brasileira de Agronegócio, ao falar sobre a crise hídrica e outros efeitos das mudanças climáticas em diversos habitats, com impacto também para a agricultura e o agronegócio brasileiros.

Agronegócio é diverso e apoia várias tendências políticas, diz Brito

Brito diz não saber quanto do setor do agronegócio ainda apoia o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e não acredita na possibilidade de um golpe militar, mas diz que podem haver confrontos no próximo dia 7 de setembro – quando diversas manifestações estão agendadas em todo o país.

“É difícil responder isso aqui. O agronegócio gera 30 milhões de empregos diretos, são 6 milhões de proprietários rurais, e não estou falando da parte ligada aos insumos, às indústrias, à pesquisa. Existe uma parcela bolsonarista, uma parcela de centro e de esquerda. [o agronegócio] Comporta todas essas frentes. (…) O ambiente não está bom, mas eu não temo não. Já passamos dessa fase de retornar ao ambiente não democrático. A gente monitora e o que tem de vídeos muito pesados, fazendo convocações muito esquisitas. Pode ter confronto, ter gente machucada. Não é bom para o país; é mais uma coisa que vai mostrar uma sociedade fraturada. Se for tudo ordeiro, pacífico, estamos dentro do jogo democrático”, considera.

Marcello Brito diz que nunca se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro, nem com o ex-ministro do meio Ambiente Ricardo Salles e acredita que a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, faz um bom trabalho e “roda o Brasil apagando incêndios”.

Sobre a possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro mudar a postura em relação às questões ambientais, Marcello Brito é enfático: “Eu não acredito. Quanto mais sofisticada for a abrangência de conhecimento de uma pessoa, melhor ele será como político, como pessoa, como profissional. E quando você tem esse conhecimento, você tem o entendimento que se dá pela vitória coletiva. Todo mundo que trabalha do lado dele diz que não dá pra conversar, que ele diz que está certo”.

Para finalizar, Brito cita alguns números relacionando o agronegócio brasileiro e a conservação ambiental: “São 6 milhões de propriedades rurais do Brasil; 70% têm de 1 a 100 hectares e a grande maioria preserva 25% da cobertura vegetal. Tem um 1,8 milhão de nascentes de água dentro das propriedades privadas brasileiras. O Brasil é quarto maior produtor de alimentos do mundo, o sexto exportador e tem entre 6¢ e 7% do comércio mundial. O mundo está fazendo uma negociação climática. Quem tem o melhor ativo ambiental participa dessa negociação melhor. O Brasil tem uma história de liderar esse debate desde 1992. Em vez de liderar, estamos sendo liderados”.


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Futuras crises dos negócios: as organizações estão preparadas para quais cenários? https://canalmynews.com.br/economia/futuras-crises-dos-negocios-as-organizacoes-estao-preparadas/ Mon, 30 Aug 2021 19:14:07 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/futuras-crises-dos-negocios-as-organizacoes-estao-preparadas/ Mudanças climáticas, questões socioambientais, segurança cibernética, reputação e desastres industriais são temas que devem ocupar agendas de executivos de alto escalão

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Reunião do comitê corporativo de riscos e crises, agosto de 2021. Pauta: crise hídrica e energética. Esse tem sido o foco de diversas organizações no cenário atual.

Um tema que se não tratado em sua globalidade e profundidade, certamente tende a ocupar cada vez mais a agenda do C-level. A matriz energética brasileira é predominantemente baseada em hidrelétricas, o que coloca o país com uma boa reputação com relação a outras fontes de energia consideradas de maior impacto negativo para o equilíbrio do planeta. No entanto, a sustentabilidade dos recursos hídricos e energéticos ao longo do tempo depende da manutenção de ecossistemas nativos que equilibram o ciclo hidrológico. Esse quadro propõe um desafio para o mercado, principal consumidor de água e energia, em tempos cada vez mais marcados pela temática das mudanças climáticas e pela implementação rumo aos princípios ESG (sigla em inglês governança ambiental, social e corporativa).

Crises servem para refletir sobre os resultados de escolhas passadas e sobre novas decisões possíveis acerca dos caminhos a serem percorridos. Neste contexto, talvez a chave recaia sobre humanizar as mudanças climáticas, entendendo o que pode ser feito a respeito de ações de responsabilidade humana – que vão muito além das emissões de carbono – como forma de prevenir uma grande crise energética, hídrica e, por que não, também social – uma vez que as comunidades tradicionais possuem papel fundamental na manutenção das matas nativas. Desta forma, a valorização de culturas que possuem modos de vida que prosperam junto com as florestas, zelando pela diversidade e diferentes formas de organização social, são parte integrante e fundamental da solução para uma sociedade resiliente.

Por falar em resiliência, como tudo isso se traduz para a realidade corporativa? É preciso conectar indicadores dispersos em programas como compliance, relação com stakeholders e resposta a incidentes. Mais do que isso, trata-se de criar alinhamento entre os diferentes pilares que existem dentro de cada empresa. Fazer as perguntas certas para entender como os pontos cruzam nesse novo contexto em que estamos, cada vez mais conectados e tendo visibilidade sobre esse processo de troca acelerada de informações e maior dependência das tecnologias que nos sustentam diariamente.

O ano de 2020 pegou de surpresa muitas organizações. Poucas podem afirmar que mapearam previamente um cenário de crise corporativa devido à pandemia e, para além disso, construíram planos de contingência robustos com este foco. A nova realidade vem sendo construída pelas empresas a cada desafio vencido em um instável contexto mundial. Particularmente, durante a pandemia, as organizações enfrentaram de maneira conjunta o cenário de crise, mas, ainda assim, devido à imprevisibilidade destes eventos, muitas crises incidem sobre uma empresa ou setor em particular, deixando quem os experimenta mais vulnerável.

A pergunta que se faz é: que grandes eventos de ruptura podem estar por vir que as empresas não estão preparadas? Elenquei os top 4 cenários de crise que considero possíveis de desafiar as organizações no mercado brasileiro:

  1. Eventos ligados às mudanças climáticas e questões socioambientais – um exercício importante é refletir até que ponto podemos ir além da ponta do iceberg deste ‘sujeito indeterminado’ para motivar ações de responsabilidade frente ao ambiente no qual estamos inseridos. Cada coisa em seu lugar, é preciso entender o ambiente de forma integrada – e não como algo externo separado do humano. Assim sendo, tem seu lugar programas cada vez mais abrangentes relacionados tanto a mudanças climáticas, quanto a responsabilidade socioambiental e o valor compartilhado que valorize recursos florestais e saberes tradicionais, não se atendo somente a estes, como estratégias para uma empresa mais resiliente e preparada para eventuais crises.
  2. Eventos cibernéticos de caráter estratégico – Empresas ainda enxergam crises cibernéticas como uma “caixa preta”, se concentrando apenas na sua resposta operacional a incidentes e não estão atentas ao caráter mais abrangente, interdisciplinar e estratégico de uma dificuldade de tal natureza. A tendência de evolução desse ambiente de crises tem mostrado maior frequência destes eventos, sobretudo com a maior dependência tecnológica por conta da pandemia e, para além disso, também um caráter mais estratégico e até político em alguns casos. Uma tendência importante e notória são os vazamentos de dados pessoais e confidenciais que têm ocupado páginas da mídia com pedidos de resgate (ransomware) cada vez mais altos.
  3. Eventos ligados à reputação – Vivemos em uma sociedade cada vez mais conectada e com alto grau de conhecimento e mobilização em situações que envolvam discriminação, assédio, abusos de qualquer natureza, violência contra humanos ou animais e destruição de ecossistemas. Nesse cenário volátil no qual navegam as organizações, problemas de confiança na marca têm apresentado um caráter cada vez mais concreto e incisivo, com impacto em efeito dominó desde clientes finais até toda a cadeia de fornecedores. Políticas e ações estruturantes perseguindo não apenas a diversidade, como também a inclusão, são grandes aliadas sempre e podem ser compartilhadas com o público em momentos nos quais comunicar é mais do que essencial.
  4. Grandes desastres industriais e ambientais – Eventos importantes que marcaram a história recente do país demonstraram que cenários de crise industrial e ambiental de alto impacto e baixa probabilidade não podem ser negligenciados, pois podem de fato se materializar. Em culturas corporativas marcadas pela tendência ao improviso, este tipo de evento traz riscos adicionais, pois uma crise, se gerenciada de maneira pouco eficiente, pode ter seu impacto negativo ampliado. Ter papéis e responsabilidades previamente acordados e relações de confiança bem construídas ao longo do tempo, com os diversos atores públicos, privados e terceiro setor envolvidos, pode ser de grande ajuda em momentos críticos.

Em linhas gerais, as empresas possuem maior dificuldade em lidar com cenários que se associam. Como exemplo, um evento cibernético que gere um vazamento de dados que exponha informações sobre o impacto de sua operação que não esteja aderente com as regulações aplicáveis. Isso se deve à ausência de preparo para responder a crises de maneira integrada e a tendência é que tentem resolver um evento fora do comum aplicando o seu modo usual de operação, ou seja, separando em silos e planos de ação distintos, não tendo previamente organizado sua governança para crises.

Um preparo robusto estrutura as empresas para pensarem de maneira integrada, com alinhamento entre a resposta operacional, em suas diversas áreas, e a estratégia da empresa, potencializando a experiência da liderança.
Agir com responsabilidade nestes momentos é fundamental em muitos aspectos, mas particularmente em relação ao ativo mais essencial e intangível de uma organização: sua reputação. A gestão de crise envolve um exercício diário de construção e zelo pelo trabalho que está sendo feito a cada momento rumo aos princípios ESG, permitindo assim uma habilidade de resiliência e a possibilidade de construir relações culturais diferentes e promissoras para um futuro comum.


Quem é Laura Penna Coelho?

Laura Penna Coelho é gerente de Gestão de Crises e Resiliência da Deloitte

* As opiniões dos artigos são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews


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Saiba as diferenças entre ESG e investimento de impacto https://canalmynews.com.br/mynews-investe/diferencas-entre-esg-e-investimento-de-impacto/ Thu, 26 Aug 2021 18:07:12 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/diferencas-entre-esg-e-investimento-de-impacto/ Mariana Oiticica, chefe da área de ESG e Investimento de Impacto do BTG Pactual, explica pontos fundamentais das duas práticas

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Investimentos de impacto, assim como as práticas ESG, estão cada vez mais populares no mercado financeiro. Elas têm pontos parecidos, mas não são a mesma coisa. Para falar dessas diferenças, o MyNews Investe conversou com a chefe da área de ESG e Investimento de Impacto do BTG Pactual, Mariana Oiticica.

Oiticica explica que os investimentos de impacto de uma empresa sempre levarão algum tipo de impacto positivo para a sociedade e o meio ambiente e que essa influência pode ser medido. As empresas que têm as práticas ESG respeitam os três pilares que a sigla carrega, tentam não afetar negativamente o meio ambiente, têm preocupação com o social dos funcionários e dos clientes e têm uma governança forte e transparente.

sustentabilidade
Empresas com influência positiva na sociedade podem ou não seguir as práticas ESG.

É bom lembrar que a sigla ESG se refere a Meio Ambiente (Environment), Social e Governança (Governance), numa tradução livre do inglês para o português.

Mariana Oiticica explica que os investimentos com essa performance também têm o propósito de gerar resultados para os investidores. A diferença é que entre as preocupações principais também estão a influência positiva do negócio para a sociedade e/ou o meio ambiente. “A empresa com propósito não causa esse impacto por acaso, ela tem como cerne essa transformação positiva”, destaca.

Muitas pessoas podem confundir e achar que empresas de investimentos de impacto são ESG e o contrário também acontece, mas não é bem assim. Nem toda empresa ESG tem por objetivo esse resultado positivo, mas muitas empresas de investimento de impacto, trazem consigo as práticas ESG.

Que setores têm mais empresas com influência em transformações positivas na sociedade, incluindo práticas ESG?

Os setores com maior número de empresas neste segmento estão na área de energia – especialmente energia solar e eólica; empresas de tecnologia, que dão acesso a educação com um custo reduzido e de qualidade; e serviços de saúde acessíveis e de qualidade.

“Tudo que se refere a gerar serviços essenciais de qualidade para as pessoas que não têm acesso e tudo que se refere a ter impacto positivo no meio ambiente. É investimento de impacto se tiver no propósito da própria empresa”, esclarece Oiticica

E na hora de investir, como encontrar empresas com esse propósito? A chefe da área de ESG e Investimento de Impacto do BTG Pactual cita alguns deles: títulos verdes e sociais – que são dívidas emitidas por empresas cujos recursos são destinados a projetos verdes, sociais ou sustentáveis. Muitas dessas emissões são ofertas públicas, acessíveis no mercado financeiro; EFTs que levam em conta notas de integração ESG para seleção de ações que compõem o índice.

Veja a ínntegra do MyNews Investe, no Canal MyNews, e saiba mais sobre ESG e Investimentos de Impacto. A apresentação é de Juliana Causin e Mara Luquet. De segunda a sexta, a partir do meio-dia.

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ESG e ODS: o ideal é que práticas e objetivos de sustentabilidade andem juntos https://canalmynews.com.br/mynews-investe/esg-e-ods-ideal-praticas-objetivos-sustentabilidade-andem-juntos/ Wed, 18 Aug 2021 22:43:22 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/esg-e-ods-ideal-praticas-objetivos-sustentabilidade-andem-juntos/ Haroldo Rodrigues explica como práticas socioambientais e de governança e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) se complementam

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As práticas ESG têm se mostrado cada vez mais presentes no dia a dia das empresas que querem se mostrar mais responsáveis. Muitas vezes, essas práticas são confundidas com os ODS, sigla para Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). Eles não são sinônimos, mas são complementares. Em entrevista ao MyNews Investe, Haroldo Rodrigues, sócio-fundador da in3 New B Capital S.A, fala sobre como ESG e ODS podem e devem andar juntos.

Os ODS fazem parte da agenda 2030 da ONU, são 17 objetivos que refletem de forma equilibrada, as três dimensões do desenvolvimento sustentável: social, econômica e ambiental. Dentre os objetivos estão a erradicação da fome e da pobreza, a redução das desigualdades sociais e o aumento do uso de energia limpa. “É óbvio que há uma conexão e uma integração entre essas boas práticas socioambientais e de governança dos negócios e de investimentos com o atingimento das metas ODS”, avalia Rodrigues.

Para o sócio-fundador da in3 New B Capital, as empresas que já incorporaram as práticas ESG – Meio Ambiente (Environment), Social e Governança (Governance), na tradução livre para do inglês para o português – em suas diretrizes, terão mais facilidade em incorporar as práticas ODS e vice-versa.

“O ideal é que haja uma complementaridade. É muito mais fácil uma empresa que já tem o seu DNA o ESG, buscar metas de ODS, do que as empresas que não têm as metas de ESG como objetivos incorporados. A empresa vai ter que passar por uma repaginação, uma repactuação da cultura ética, para alcançar esses objetivos”, analisa Rodrigues.

O executivo cita ainda duas empresas que podem ser vistas como modelo quando o assunto são as práticas ambientais, sustentáveis e de governança e objetivos de desenvolvimento social: a Natura e a multinacional Danone.

“Vou falar de uma nacional de capital aberto. A Natura tem um impacto social e de investimentos ambientais de relevo para o Brasil; Tem um compromisso, um DNA ESG e ODS na veia e é um grande orgulho. A Danone é uma empresa de saudabilidade que se reposicionou completamente e hoje é a maior empresa do mundo de capital aberto que tem uma certificação sistema B – que são empresas líderes com o compromisso de gerar benefícios socioambientais e econômicos positivos a partir do ESG. A Danone coloca, se não me parece, 14 ou 15 dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável que ela tem investido em tecnologia e usa know how para atingimento”.

No caso dessas duas empresas, rentabilidade e responsabilidade andam juntas. Em cinco anos, enquanto o Ibovespa subiu 98%, as ações da Natura subiram 220%. No caso da Danone, que tem seu capital aberto na bolsa do Continente Europeu, a Euro Stoxx 50, o acumulado do índice para 2021 é de 17% e das ações da empresa é de 18%.

Veja lista com os 17 ODS da ONU, da Agenda 2030:

1 – Erradicação da pobreza
2 – Fome zero e agricultura sustentável
3 – Saúde e bem-estar
4 – Educação de qualidade
5 – Igualdade de gênero
6 – Água potável e saneamento
7 – Energia limpa e acessível
8 – Trabalho decente e crescimento econômico
9 – Indústria, inovação e infraestrutura
10 – Redução das desigualdades
11 – Cidades e comunidades sustentáveis
12 – Consumo e produção responsáveis
13 – Ação contra a mudança global do clima
14 – Vida na água
15 – Vida terrestre
16 – Paz, justiça, e instituições eficazes
17 – Parcerias e meios de implementação


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Como saber se uma empresa segue padrões de sustentabilidade? https://canalmynews.com.br/mynews-investe/como-saber-empresa-padroes-sustentabilidade/ Wed, 04 Aug 2021 22:16:47 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/como-saber-empresa-padroes-sustentabilidade/ Celso Lemme, especialista em Finanças e Sustentabilidade do Coppead/UFRJ, comenta pontos que devem ser levados em consideração para avaliar se empresas seguem padrões ESG

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Os padrões ESG estão em alta no mercado e vieram para ficar. A sigla se refere a Meio Ambiente (Environment), Social e Governança (Governance), na tradução livre para do inglês para o português. A tendência de valorização da sustentabilidade faz com que as empresas queiram se adaptar para seguirem os três pilares da sigla. Mas será que toda empresa que diz seguir os padrões ESG está realmente de acordo com os preceitos da sustentabilidade? Como é possível verificar isso?

Celso Lemme, especialista em Finanças e Sustentabilidade do Coppead/UFRJ, explica que há algumas características importantes na hora de confirmar se empresa está nos padrões ambientais, de sustentabilidade e governança que a sigla propõe.

O primeiro ponto é a trajetória da empresa; verificar desde quando ela segue os padrões de ESG. Isso não quer dizer que as empresas que estejam dando seus passos iniciais estejam descartadas, mas empresas que tenham uma trajetória consistente nessa direção estão um passo à frente.

“Olhar o histórico é a primeira coisa. É como se fosse um currículo de uma pessoa. Você pode ter um profissional muito bom, mas muito jovem, que está iniciando e pode ter um grande futuro, mas é diferente de um profissional sênior”,comenta o especialista.

O MyNews Iveste é um programa diário, de segunda a sexta, sempre a partir do meio-dia. Acompanhe os assuntos mais relevantes sobre economia e finanças no Canal MyNews

Checar existe clareza sobre relevância da sustentabilidade na cadeia produtiva

Outro quesito importante é o conceito de materialidade, que significa checar se a empresa identifica com clareza, nos diversos itens da agenda socioambiental, quais são os mais relevantes para a atividade da empresa.

“É claro que a água é uma coisa importante para qualquer tipo de atividade, mesmo para um banco, uma seguradora, mas é mais claro ainda que a água é uma questão fundamental e, portanto, a agenda de recursos hídricos é fundamental no setor de bebidas. Então, quando a gente vai olhar os relatórios, as entrevistas, a atuação das empresas, [é importante] identificar se ela claramente reconhece aqueles itens da agenda socioambiental que são mais relevantes no negócio dela”, avalia Celso Lemme.

Um terceiro ponto, mas não menos importante, é ter atenção à cadeia de valor e não apenas às atividades que a empresa realiza. “É preciso olhar onde ela se abastece, toda sua rede de suprimentos. Se é sustentável na sua operação, mas a sua cadeia de fornecedores não é, a atividade dela como um todo deixou de ser”, argumenta Lemme.

Um fator recente que também tem sido levado em consideração é a política de bonificação adotada pelas empresas. Lemme cita três empresas que são reconhecidas e referência quando o assunto é ESG: a Natura – reconhecida internacionalmente por seus padrões responsáveis até mesmo antes deles estarem em destaque; a Renner, do setor de varejo, e a Suzano, do setor de papel e celulose.


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Como investir em fundos de investimento sustentáveis a partir de R$ 10? https://canalmynews.com.br/mynews-investe/como-investir-fundos-sustentaveis/ Thu, 29 Jul 2021 19:57:14 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/como-investir-fundos-sustentaveis/ Segundo a Plural Gestão de Recursos, empresas com maior preocupação em sustentabilidade têm maior rentabilidade no longo prazo

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Os padrões de sustentabilidade ESG vieram com tudo e não é à toa. A sigla em inglês, que se refere a Meio Ambiente (Environment), Social e Governança (Governance), na tradução livre para o português, traz temas que são tendência de investimento na maioria dos setores. Mas dá para investir em ESG e ter rentabilidade? Para esclarecer essa e outras dúvidas, o MyNews Investe falou com o Gabriel Fidalgo, responsável pela análise de Crédito e ESG da Plural Gestão de Recursos.

Segundo estudos feitos pela gestora de recursos, empresas mais preocupadas com o ESG trazem uma melhor rentabilidade no longo prazo. “O fundo investe nas empresas que passaram com nota boa e ótima na nossa avaliação, algumas delas são a Natura, AES Brasil e a Copel, falando das excelentes. Além disso, nas nossas cartas trimestrais, fazemos um estudo de caso, explicando com um pouco mais de detalhe como é feita a avaliação da empresa, para que o investidor saiba o que está sendo levado em consideração”, explica o consultor, adiantando que já foram feitos estudos de caso da Movida e a MRV. Atualmente, o fundo conta com cerca de 22 empresas.

Fidalgo deu detalhes sobre o fundo Plural ESG de Crédito Privado, investimento pioneiro no Brasil, desenvolvido junto com a Sitawi – maior consultoria e pesquisa ESG da América Latina.

O fundo trabalha com crédito para empresas ESG e entre os ativos que podem compor a carteira de investimentos estão títulos, como debêntures simples e incentivadas, green bonds, bonds, CDBs, LFs, CRIs, CRAs e títulos públicos. O aporte mínimo para começar a investir é de R$ 10.

Análise de indicadores é feita antes de definir composição do fundo sustentável

“A nossa premissa é que não tem um setor ou uma área aqui dentro do ESG, uma empresa que faça ESG, e sim um conjunto de bons indicadores em diversas áreas do ESG faz uma empresa ter uma boa avaliação. A nossa análise é feita primeiro passando as empresas por um filtro de exclusão. Elas vão ter preencher um questionário completo, com perguntas divididas em 11 áreas e vamos avaliar tanto critérios quantitativos, como qualitativos, além de fazer uma análise de eventuais controvérsias, sabendo que o peso de cada uma dessas perguntas depende do setor”, afirma o gestor.

Outra especificidade do Plural ESG é um “Conselho de Notáveis”, com especialistas que atuam como consultores do fundo em cada uma das áreas. São eles: na questão ambiental, o professor Carlos Nobre (cientista com PhD em Meteorologia pelo MIT, atuou no INPA e no INPE e dedicou sua carreira científica à Amazônia); na área social, Alice Kuerten (foi diretora-geral da Fundação Catarinense de Educação Especial e atualmente está à frente do Instituto Guga Kuerten); e na área de governança, Cristina Pereira (foi diretora da B3 e atualmente é sócia fundadora da ACE Governance, consultoria especializada em governança e mercado de capitais).

O MyNews Investe é transmitido diariamente no Canal Canal MyNews, a partir do meio-dia. Apresentação de Juliana Causin e Mara Luquet

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Investimento ESG é uma onda? Carlos Takahashi, da BlackRock, explica por que não https://canalmynews.com.br/mynews-investe/investimento-esg-e-uma-onda-carlos-takahashi-da-blackrock-explica-por-que-nao/ Wed, 14 Jul 2021 21:54:43 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/investimento-esg-e-uma-onda-carlos-takahashi-da-blackrock-explica-por-que-nao/ Presidente no Brasil da BlackRock, maior gestora de fundos do mundo, fala sobre os elementos que fazem do ESG um tema fundamental para o presente

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Com mais de 9 trilhões de dólares em ativos sob administração, a BlackRock é a maior gestora de fundos do mundo. Desde 2020, a decisão para alocação desses investimentos – dos quais R$102 bilhões estão na América Latina –  considera a sustentabilidade como ponto central. 

A mudança foi sublinhada em 2020 na carta de Larry Fink, CEO da BlackRock, aos presidentes de empresas no mundo. Há oito anos, a carta funciona como uma espécie de termômetro para o grande capital – ela dá o tom sobre os assuntos fundamentais para a economia e o sistema financeiro a curto, médio e longo prazo. Há pelo menos cinco anos, o tema meio ambiente aparece nos comunicados. 

Ao MyNews Investe, Carlos Takahashi, presidente-executivo da BlackRock Brasil, explicou por que os fatores ESG – ambientais, sociais e de governança – são fundamentais para as decisões sobre investimentos e por que essa é uma mudança estruturante para o setor financeiro.

“Cada vez mais é também um risco. Você precisa olhar como um risco na medida que você tem problemas decorrentes das mudanças climáticas, que  você não consegue fazer a redução de emissão de gases [poluente], que você tem impacto nas economias, por exemplo, impacto nos negócios e, portanto, riscos”, afirma Takahashi. 

Em 2020, quando o CEO global da BlackRock anunciou a sustentabilidade como central para decisões da gestora, a questão de risco teve destaque. Fink dizia, no documento, que “as evidências sobre risco climático estão forçando investidores a reavaliar os pressupostos básicos sobre as finanças modernas”.

Takahashi, além do risco, destaca também outro elemento: a mudança geracional. “A nova geração tem outra cabeça. Ela quer ter bons produtos, quer pagar o preço justo pelos bons produtos e quer retorno nos seus investimentos, mas antes de mais nada, ela quer saber como isso está sendo feito”, diz ele. 

“[A nova geração que saber] como a empresa está gerando os bons produtos e como quem faz as gestão dos investimentos está obtendo resultados – ou seja, se está, efetivamente, seguindo boas práticas ambientais, cuidando do social do jeito que tem cuidar e, no caso das empresas, como governança”, completa. 

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Como governança corporativa ajudou programas de compliance durante a pandemia https://canalmynews.com.br/economia/como-governanca-corporativa-ajudou-programas-de-compliance-durante-a-pandemia/ Mon, 11 Jan 2021 15:53:14 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/como-governanca-corporativa-ajudou-programas-de-compliance-durante-a-pandemia/ Compliance é muito mais que um conjunto de documentos com o objetivo de mitigar riscos anticorrupção

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A correlação entre programa de compliance e governança corporativa não é novidade: a maior parte dos índices de ESG [sigla usada para se referir às melhores práticas ambientais, sociais e de governança de um negócio], mesmo não adotando metodologias equivalentes, contabilizam compliance em suas métricas de governança. O primeiro e um dos mais importantes índices de ESG, o MSCI KLD 400, considera eventos de suborno e fraudes como controversies para fins de análise e rating. Como outro exemplo importante, companhias com pontuação baixa no Pacto Global das Nações Unidas, que inclui compromissos anticorrupção, não são elegíveis para o S&P 500 ESG.

Não à toa, 65,7% dos investidores institucionais consideram medidas anticorrupção como fator de análise e preocupação de ESG no momento de alocar recursos e gerir seus portfólios.

O valor agregado está evidente. Compliance está presente, de uma forma ou de outra, nas principais metodologias de análise de ESG e no sucesso de uma companhia.

Como advogados especialistas em compliance, não era frequente escutarmos as palavras “eficiência” e “governança” associadas à nossa prática e nosso dia-a-dia. Especialmente no Brasil, onde as sociedades empresárias tiveram um despertar recente para riscos anticorrupção, adotar e desenvolver um programa de compliance muitas vezes era entendido como sinônimo de custo e aumento na burocracia corporativa.

Compliance é um conjunto de medidas cada vez mais cobrado das empresas
Compliance é um conjunto de medidas cada vez mais cobrado das empresas.
(Foto: Unsplash)

Contudo, o excesso de documentos não equivale a um programa de compliance efetivo. Comecemos pelo nosso Decreto Federal nº 8.420/2015, que regulamentou a Lei Anticorrupção: um programa de compliance será considerado para fins de redução de sanções na medida de sua efetividade. A necessidade de efetiva aplicação das políticas que compõem o programa transcende o exigido no Brasil, pois também está presente nas diretrizes do DOJ, da OFAC, do Ministério de Justiça britânico, AFA, e outros.

Compliance, portanto, é muito mais que um conjunto de documentos com o objetivo de mitigar riscos anticorrupção. Um programa de compliance eficiente deve se incorporar à governança da companhia e buscar agregar valor aos fluxos e processos de análise internos.

Isso se reflete especialmente (i) na adoção de critérios claros de definição de competência e alçada para análises e aprovações, bem como de prestação de contas; (ii) na existência de ferramentas disponíveis para execução das ações necessárias, com agilidade e registro; (iii) em protocolos e treinamentos para gerenciamento de crises; e (iv) e, ainda, de interlocução constante da área de compliance com o conselho de administração e diretoria.

Os pontos acima envolvem o diálogo com a área de compliance para preparação de regimentos internos, políticas de delegação de autoridade, fluxos financeiros, definição de instâncias internas, além de também na utilização de ferramentas para agilidade e registro.

Ocorre que a pandemia de Covid-19 não só trouxe dificuldades operacionais apenas para as atividades-fim das sociedades empresárias, mas também para a boa gestão de programas de compliance. Enquanto alguns grupos, infelizmente, deixaram de implementar parte de suas políticas, ou tiveram que retardar melhoramentos, outros conseguiram navegar pelos desafios externos com sucesso de maneira eficiente. Ou seja, a pandemia acabou sendo um perfeito exemplo aos (anteriormente) céticos de como uma visão integrada do programa de compliance com boas práticas de governança corporativa é positiva.

As áreas de compliance que se preocuparam em ter estruturas claras de aprovação e prestação de contas, e contaram com mecanismos ágeis e confiáveis, conseguiram passar de maneira mais suave pela pandemia e puderam contar com maior apoio das áreas operacionais. As que, ao contrário, tiveram um foco maior apenas na formalização dos componentes do programa, tiveram dificuldade em aplicá-lo devido ao seu isolamento.

Importante lembrar que os reguladores, apesar de não se fazerem surdos às limitações impostas pela pandemia, têm analisado as circunstâncias de cada caso para confirmar se o impacto poderia ter sido evitado.

Os bons exemplos recentes demonstraram que a gestão de crise começa, na verdade, em sua antecipação e na pré-existência de uma estrutura que permite o registro adequado e a tomada de decisões de maneira clara e rápida.

Muito além de mitigação de uma categoria de riscos (em especial anticorrupção), compliance deve aliar-se às boas práticas de governança corporativa implementadas nas companhias. É o momento de demonstrar que programas bem implementados geram valor à gestão, como mostramos acima de maneira breve, e também para avaliação de mercado e recepção de investimentos.


Bernardo Viana é sócio da área de Compliance e Governança Corporativa do Almeida Advogados. É professor na Fundação de Getúlio Vargas – FGV e na Legal, Ethics & Compliance – LEC

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