Arquivos Europa - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/europa/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 04 Feb 2025 20:34:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 A crise de identidade europeia https://canalmynews.com.br/noticias/a-crise-de-identidade-europeia/ Tue, 04 Feb 2025 20:34:04 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=50651 União Europeia nunca mais foi a mesma desde o Brexit, evento que marcou e consolidou a crise identitária, econômica e política da Europa Moderna

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Num recente painel do Fórum Econômico Mundial, Christine Lagarde, atual presidente do Banco Central Europeu, reconheceu que a União Europeia se encontra diante de uma crise de identidade. Na sua fala, ela reiterou que sua visão era realista e que não dava para negar o momento que a Europa está vivendo.

De fato, madame Lagarde tem razão, a União Europeia nunca mais foi a mesma desde o Brexit, evento que marcou e consolidou a crise identitária, econômica e política da Europa Moderna. O Brexit foi fruto do populismo europeu que surgiu no início da década de 2010, movimento que cresceu simultaneamente nas principais economias europeias e soube capitanear, com muita eficiência, uma fração importante da população deste continente que estava insatisfeita com o modelo de integração europeu, pois não se identificavam nem com a ideologia do “progressismo liberal” e nem estavam inseridas economicamente no modelo “capitalista global”, ou seja, essas pessoas eram excluídas sumariamente do sistema.

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O Brexit vai completar uma década, e desde então nada mudou, na verdade, só piorou, principalmente para os entusiastas do modelo pró-europeísta. Um novo modelo de governança vem ganhando tração e se concretizando no tabuleiro político europeu, me refiro aqui ao modelo do nacionalismo populista que teve seu ponto de partido com o Movimento 5 Estrelas da Itália e com as sucessivas eleições de Viktor Orbán na Húngria.

O nacionalismo populista europeu do século 21 possui diferentes formatos, pois ele se flexibiliza para caber no contexto específico de cada nação. Ele pode surgir no formato da extrema direita, ou ultra-direita, ou direita ideológica (caracterize como quiser, mas todos dizem o mesmo no seu âmago). As mensagens desses movimentos e partidos são claras: possuem um discurso divisivo de nós-contra-eles (típico do populismo clássico); enfatizam os valores nacionalistas de suas respectivas nações; criticam a ordem multilateral de uniões comerciais e sistemas como a ONU e a OMC; e principalmente, são extremamente eficientes nas suas mensagens de convencimento ao público, pois sabem jogar o jogo emocional como ninguém, e convencem eficientemente os eleitores revoltados e insatisfeitos.

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O emocional foi um grande parceiro no crescimento deste nacionalismo populista, seus líderes souberam encapsular o que eleitores frustrados precisavam ouvir. Seus discursos são inflamados e muitas vezes raivosos, exaltam emoções saudosistas, e, principalmente, fazem uma combinação entre os sentimentos de medo e esperança, que gera um match bastante eficiente. O jogo do medo prevalece no discurso divisório populista, onde o nós-contra-eles exalta a nação europeia imaculada que precisa se libertar da ameaça cultural e econômica provocada pela imigração sem freio que foi abraçada pela elite política de décadas anteriores.

Os “nacionalismos europeus” estão sendo variáveis cruciais para o cenário da crise de identidade que Madame Lagarde disse em sua fala, e aqui, vou além, pois a crise se alastrou, e a Europa vive uma crise econômica ocasionada por uma crise de falta de renovação econômica. Sua principal economia está em crise, me refiro a Alemanha, que era a maior economia europeia e impulsionava o continente.
A Alemanha não registrou crescimento desde o final de 2019, suas projeções para 2025 são de 0,3%, com exportações em queda. Sua indústria automobilística vem perdendo espaço para outros players globais e seu alto custo energético e dependência da Rússia também não ajudam.

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A Alemanha terá eleições parlamentares no final deste mês, e pela primeira vez depois da segunda-guerra, um partido reconhecidamente de extrema-direita, o AfD, se mostra competitivo o bastante para estar em 2º lugar nas pesquisas. Num marco recente no Parlamento deste país, o futuro Primeiro-Ministro (do partido da Angela Merkel, o CDU) votou com o AfD numa moção anti-imigração, quebrando o “cordão sanitário” que impedia partidos políticos de se aliarem a partidos extremistas em votações. Em resposta, mais de 160 mil pessoas foram às ruas em protesto.

Porém, engana-se quem acha que, na Alemanha, é só a direita que entrou na moda dos “extremos”, neste país, um fenômeno novo surge, o primeiro partido competitivo de extrema esquerda vem ganhando adeptos na popular figura de Sahra Wagenknecht, o BSW. Assim como os extremos da direita, esse partido é contra a imigração, mas se diferencia com relação às políticas de bem-estar social.

A Alemanha concretiza a nova era Europeia, uma era com pouco espaço para o discurso de cooperação econômica e mais espaço para o salve-se quem puder. Acompanhamos com excitação o que será das eleições da principal economia europeia e o que os seus líderes irão deliberar para o futuro da principal união econômica e política do mundo.

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Portugal facilita visto para estrangeiros que buscam emprego no país https://canalmynews.com.br/economia/portugal-facilita-visto-para-estrangeiros-que-buscam-emprego-no-pais/ Tue, 15 Nov 2022 12:39:56 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34658 Estudantes também tiveram processo facilitado

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Em vigor desde o dia 30 de outubro, as novas regras na lei de estrangeiros em Portugal facilitam a entrada de pessoas que pretendem morar no país.

Os estudantes estrangeiros que quiserem obter visto de residência terão, a partir de agora, seu processo analisado e aprovado em menos tempo – em média, dois meses, em comparação ao modelo anterior.

A facilitação nos processos de visto também valerá para os cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o que inclui o Brasil.

Mas a alteração mais significativa foi a criação do visto para estrangeiros que buscam emprego em Portugal. Para morar lá, o visto terá validade de 120 dias, podendo ser estendido por mais 60 dias.

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A pessoa terá que comprovar renda para se manter no país no período de busca por emprego, além de outros requisitos.

De acordo com dados de 2021 do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras de Portugal, são quase 700 mil estrangeiros no país. Os brasileiros correspondem a mais de 29% desse total, sendo a maior comunidade estrangeira em solo português.

Outras informações sobre as categorias de visto, documentos e formas de obtenção podem ser conferidas no site do Ministério dos Negócios Estrangeiros do governo português.

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Primeira-ministra britânica deixa o cargo na próxima semana https://canalmynews.com.br/internacional/primeira-ministra-britanica-deixa-o-cargo-na-proxima-semana/ Thu, 20 Oct 2022 19:32:48 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34357 Liz Truss anunciou pedido de demissão nesta quinta-feira (20)

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A primeira-ministra britânica, Liz Truss, disse hoje que perdeu a confiança do seu partido e que deverá deixar o cargo na próxima semana. Ela fez um discurso do lado de fora da residência oficial, em Downing Street, Liz Truss se torna a primeira-ministra com o mandato mais curto da história britânico.

Hoje, ela informou que está renunciando ao cargo, derrubada por seu programa econômico que abalou os mercados e dividiu o Partido Conservador apenas seis semanas depois de sua nomeação.

Nessa quarta-feira (19), a premiê havia dito que era uma “lutadora e não uma desistente”. Ela percebeu, no entanto, que não poderia mais cumprir as promessas que lhe renderam a liderança conservadora.

“Por isso, falei com Sua Majestade, o rei, para notificá-lo de que estou renunciando ao cargo de líder do Partido Conservador”, afirmou Truss, que estava acompanhada apenas por seu marido, sem a presença de assessores e ministros.

Uma nova eleição de liderança será concluída no próximo dia 28. Entre os que devem concorrer estão o ex-ministro das Finanças Rishi Sunak e a ex-ministra da Defesa Penny Mordaunt.

Jeremy Hunt, o homem encarregado de recuperar as finanças públicas, descartou concorrer.

Membros do partido e parlamentares conservadores devem ter voz na escolha. Uma pesquisa no início desta semana mostrou que a maioria dos membros quer a volta do ex-primeiro-ministro Boris Johnson, que renunciou em julho.

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O Reino Unido não deve realizar uma eleição nacional por mais dois anos.

Nomeada em 6 de setembro, Truss foi forçada a demitir seu ministro das Finanças e aliado político mais próximo, Kwasi Kwarteng, e abandonar quase todo o programa econômico, depois que seus planos de grandes cortes de impostos não financiados derrubaram a libra e os títulos britânicos. Os índices de aprovação para ela e o Partido Conservador caíram.

Ontem, ela perdeu o segundo dos quatro ministros mais importantes do governo, enfrentou risos ao tentar defender seu histórico no Parlamento e viu parlamentares discutirem abertamente sobre políticas, aprofundando a sensação de caos em Westminster.

O novo ministro das Finanças, Jeremy Hunt, busca agora cortar bilhões de libras em gastos para tentar tranquilizar os investidores e reconstruir a reputação fiscal do Reino Unido. A economia entra em recessão e a inflação atinge o índice máximo em 40 anos.

Hunt deve entregar novo orçamento em 31 de outubro. O novo primeiro-ministro será escolhido no dia 28 deste mês.

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Especialista dá dicas para quem quer morar fora do Brasil https://canalmynews.com.br/brasil/especialista-da-dicas-para-quem-quer-morar-fora-do-brasil/ Wed, 24 Aug 2022 21:11:52 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33259 Lucas Silva Lima, CEO da Aquila Oxford Group, explica o que é necessário para conseguir dupla cidadania

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Portugal e Itália estão em alta entre os brasileiros – Foto: Envato

O número de brasileiros no exterior chegou a 4,2 milhões, segundo dados recentes do Itamaraty. Em 10 anos, foi o equivalente a 36%. Dados recentes da Polícia Federal confirmam este movimento: mais de 130 mil brasileiros deixaram o país e não voltaram no primeiro semestre deste ano.

Para conversar sobre o assunto, Myrian Clark recebeu no Almoço do MyNews desta quarta-feira (24) Lucas Silva Lima, CEO da Áquila Oxford Group, especialista em processos de cidadania em diferentes países da Europa:  “Detectamos um aumento de 40% na procura de brasileiros em busca de informações sobre suas chances de obter uma cidadania estrangeira. O movimento reflete uma maior preocupação para entrar pela porta da frente em países da Europa e nos Estados Unidos. Muitas pessoas podem conseguir uma cidadania europeia, por exemplo, e desconhecem”, diz o executivo.

Lucas explica que, na hora de procurar um outro país para recomeçar a vida, as pessoas têm optado pela Itália: “Apesar de acharem que é Portugal e de termos uma ligação histórica com o país, existe um limite geracional na cidadania portuguesa, que só pode ser concedida até os netos. E para a cidadania italiana não tem limites. Desde que se comprove, através de documentos, que existe uma ligação familiar, é simples de conseguir a cidadania”.

No entanto, Portugal continua no radar dos brasileiros por diversos motivos: “É um país mais acessível para vistos. Agora, por exemplo, eles concedem um visto e as pessoas podem ficar seis meses para procurar. As demandas estão altas no mercado de TI e tecnologia, e também para enfermeiros na área de saúde. Tem uma série de vantagens que o governo português está dando para os brasileiros”, conclui o empresário.

Para conferir mais dicas, assista o Almoço do MyNews desta quarta-feira (24):

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Conflito impulsiona vulnerabilidade alimentar e escassez energética https://canalmynews.com.br/economia/conflito-impulsiona-vulnerabilidade-alimentar-e-temor-por-escassez-energetica/ Wed, 16 Mar 2022 01:26:33 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26581 Tendo a interdependência econômica como arma de batalha, guerra no Leste Europeu afeta países dependentes de insumos alimentícios e fontes de energia provenientes da Rússia e Ucrânia.

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O encarecimento do petróleo e de insumos, reforçando a inflação ao redor do mundo, já são consequências econômicas do conflito provocado pela invasão russa ao território ucraniano. No entanto, o impacto dessa guerra ameaça de forma mais direta dois grupos de países: os africanos e os europeus, tendo em vista, respectivamente, a vulnerabilidade alimentar e a dependência de fontes de energia provenientes da Rússia.

Há uma outra nuance macro presente na movimentação militar, caracterizada por uma singularidade: pela primeira vez, a interdependência econômica está sendo empregada como arma de combate. A Rússia joga forte com esse cenário, apostando na necessidade existente sobre sua oferta de gás e petróleo para a Europa, nos investimentos que bilionários russos fazem em alguns dos principais centros financeiros mundiais e na relação comercial com os chineses.

Dados financeiros explanam a tática: por exemplo, a Rússia, em oposição a sua extensão territorial, representa apenas 8% do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, 3% do PIB global (Ucrânia responde por apenas 0,14%) e não apresenta diversificação de mercado, sendo muito subordinada ao segmento de gás natural e commodities. Dessa maneira, o impacto direto sobre a economia mundial e a cadeia internacional de produção é restrito, mas potente sobre os setores de energia e alimentos.

Usina de carvão e rede de energia russas em terras convertidas para cultivo de grãos.

Usina de carvão e rede de energia russas em terras convertidas para cultivo de grãos. Foto: Peretz Partensky (Flickr)

Crise alimentícia

Russos e ucranianos possuem parcelas relevantes em dois mercados que servem de base, basicamente, para diversas atividades essenciais. A Rússia é o principal exportador e segundo maior produtor mundial de gás natural, além de ser o segundo maior exportador e terceiro maior produtor de petróleo no mundo, com 12% da oferta global. Já a Ucrânia responde por 12% das exportações internacionais de trigo e 15% das de milho – insumos relevantes para a indústria de alimentos e para o sistema de criação de aves e porcos.

Juntas, Rússia e Ucrânia detêm 30% de todo o comércio mundial de trigo, 17% da oferta de milho, 32% do mercado da cevada e 50% do segmento de óleo, sementes e farelo de girassol.

Assim, a ameaça de escassez e, principalmente, de fome preocupa países que dependem dos envolvidos no conflito para alimentar a própria população, tendo em vista que algumas das nações que mais compram insumos alimentícios da Ucrânia e da Rússia não têm e não terão poder financeiro para acompanhar o encarecimento generalizado dos produtos.

Ao analisar a lista das cinco economias mais impactadas pela guerra no quesito exportação de trigo é possível ter noção da crise humanitária que esse cenário pode ocasionar (fonte: ONU):

  1. Líbano: De US$ 148,49 milhões importados, 80% vêm da Ucrânia e 15% da Rússia.
  2. Palestina: De US$ 11 milhões importados, 51% vêm de Israel (que compra da Ucrânia e da Rússia) e 33% diretamente da Rússia
  3. Egito: De US$ 3 bilhões importados, metade vem da Rússia e 26% da Ucrânia.
  4. Etiópia: De US$ 458,4 milhões importados, 30% vêm da Ucrânia e 14% da Rússia.
  5. Iêmen: De US$ 549,9 milhões importados, 26% vêm da Rússia e 15% da Ucrânia.

Dependência energética

Quando a pauta é dependência de fontes energéticas, os países europeus que importam gás natural são, sem dúvidas, os primeiros a sentirem o choque.

Primeiramente, é preciso compreender que algumas dessas nações que são dependentes da importação de gás russo investiram amplamente em infraestrutura, a fim de receber e comportar a commodity – outra parte relevante dos parques industriais dessas economias depende diretamente dessa fonte de energia. Dessa maneira, a redução ou mesmo o encarecimento do produto já vão atingir o PIB desses países.

Gasodutos ao sul da Rússia

Gasodutos ao sul da Rússia. Foto: Reprodução (Redes)

Estados como Macedônia do Norte, Bósnia Herzegovina e Moldávia possuem um consumo de gás natural 100% dependente da Rússia – Letônia e Finlândia mais de 90%; na Alemanha, por exemplo, o consumo interno do gás russo é de 49%.

Vendo a participação do gás proveniente da Rússia na matriz energética de cada país fica compreensível o temor europeu frente às sanções impostas à economia russa (fonte: Eurostat):

  1. Itália: 38,6%
  2. Holanda: 36,7%
  3. Alemanha: 24,4%
  4. Letônia: 22,3%
  5. Polônia: 15,3%
  6. França: 14,8%
  7. Polônia: 15,3%
  8. Bulgária: 12,9%
  9. Finlândia: 6%

Quanto ao petróleo, incluindo cru e derivados, a Rússia fornece 30% das importações da Alemanha, 35% das compras da Estônia, 40% das transações húngaras e 60% das importações polonesas, chegando a 75% das compras da Eslováquia e 85% das importações da Lituânia.

Momento decisivo

Após 20 dias de conflito no Leste Europeu, Rússia e Ucrânia ainda divergem sobre a possibilidade efetiva de encerrar a guerra. Oleksy Arestovich, assessor do chefe de gabinete do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, estimou que o embate se encerre em maio, enquanto o governo russo prefere não fazer quaisquer previsões.

De acordo a agência de notícias Reuters, em um vídeo veiculado por diversos meios de comunicação ucranianos, Arestovich afirmou que a conjuntura necessária para o fim dependeria de quantos recursos os russos estão dispostos a empreender na movimentação militar.

“Estamos em uma bifurcação na estrada agora: ou haverá um acordo de paz muito rapidamente, dentro de uma ou duas semanas, com retirada de tropas e tudo, ou haverá uma tentativa de juntar alguns, digamos, sírios para uma segunda rodada e, quando os triturarmos também, um acordo em meados de abril ou final de abril”, declarou o assessor.

Entre os ucranianos há também a hipótese de que a Rússia pode enviar novos recrutas do serviço militar apenas após um mês de treinamento, e que, mesmo após um acordo de paz, pequenos confrontos podem acontecer ao longo do ano.

Explosão em prédio ucraniano ocasionado por um tanque de guerra russo.

Explosão em prédio ucraniano ocasionado por um tanque de guerra russo. Foto: Manhhai (Flickr)

Em contrapartida, o governo russo ressalta que as negociações são um trabalho difícil e que ainda é muito cedo para fazer projeções. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, elucidou esse posicionamento em uma coletiva nesta terça-feira (15): “O trabalho é difícil e, na situação atual, o próprio fato de que eles estão continuando [a negociar] é provavelmente positivo. Não queremos fazer previsões. Aguardamos resultados”.

Ainda nesta terça, o presidente da Ucrânia sinalizou que seu país deve realmente ficar de fora da Otan, uma vez que o momento não possibilita dar continuidade ao acordo de admissão – é importante frisar que a renuncia à Organização é uma das condições centrais de Moscou para encerrar os ataques

Em pronunciamento, Zelensky disse que “a Ucrânia não é um membro da Otan. Entendemos isso. Durante anos, escutamos que as portas estavam abertas, mas também escutamos que não podíamos nos unir. Esta é a verdade e temos de reconhecê-la”.

 

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Os programas MyNews Investe de segunda-feira (14) e terça-feira (15) são complementares e explicam os impactos e consequências macroeconômicos do conflito no Leste Europeu. Confira:

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Dependências nefastas https://canalmynews.com.br/voce-colunista/dependencias-nefastas/ Thu, 24 Feb 2022 10:05:56 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24514 Dentro da crise instalada entre a Rússia e a Ucrânia, uma questão que chama atenção é o embate sobre o ainda uso de energias não renováveis.

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Quando pensamos na evolução tecnológica ocorrida no mundo a partir da revolução industrial em meados do século XVIII até os dias de hoje, percebemos o quanto houve de avanço em várias áreas. Não precisamos nem ir tão longe, se voltarmos à década de 80, quando não existiam celulares e a máquina de escrever elétrica com tecla que apagava os erros cometidos na datilografia era algo inovador, notamos que em quarenta anos demos um salto tecnológico imenso.

Mas, quando colocamos a lâmpada inventada por Thomas Edson em 1879, o rádio e a máquina de escrever elétrica ao lado de objetos de última geração dos dias atuais, como celulares, notebooks e carros elétricos, percebemos que todos têm um ponto em comum. Todos precisam em algum momento estar plugados à uma tomada elétrica para o funcionamento ou o abastecimento de suas baterias.

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Pensando nesse ponto em comum entre os atuais produtos e os antigos, noto que nesse quesito não evoluímos muito. Claro que foram descobertas inúmeras fontes de energia para abastecer uma demanda crescente em progressão geométrica, mas a maioria dessas fontes geradoras de eletricidade vieram de combustíveis fósseis e não renováveis. O consumo indiscriminado por décadas à fio dessas fontes, foi o principal responsável pelos altos índices de poluição do ar e desmatamentos ocorridos em nosso planeta.

Diante dessa nossa dependência pelas tomadas, é que venho pensando na crise que está acontecendo entre Rússia e Ucrânia. Crise essa em que o poderoso império americano resolveu meter o bedelho apoiando a pequena Ucrânia e que logo foi confrontado pela nova potência mundial, a China, que disse estar com os russos para o que der e vier.

Não que a briga seja exatamente pelo petróleo e pelo gás, mas a dependência em que a Europa se encontra em relação ao fornecimento de gás dos russos, principalmente a Alemanha e o Reino Unido, faz com que esse tabuleiro de xadrez fique mais complicado justamente pelo poder que essa dependência confere ao país do strogonoff. E convenhamos que depender em qualquer coisa dos russos, especialmente do ex-agente da KGB e presidente da Rússia, Vladimir Putin, é pior do que dever para a sogra.

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Presidente da Rússia Vladimir Putin. Foto: Dimitro Sevastopol (Pixabay)

Como disse acima, há pelo menos 150 anos dependemos das tomadas e para abastecer as tomadas a humanidade depende em grande parte dos combustíveis fósseis, que em algum momento vão acabar. A previsão é que o gás da Rússia abasteça a Europa e a Ásia por mais 50 anos e depois acabou. Pensando nisso, por que iniciativas como a energia eólica ou a energia solar não são fortemente estimuladas no mundo? Não apenas pelos governos, mas pelos gênios que desenvolvem aparelhos de celular cada vez menores mais potentes e carros elétricos, para fugir da dependência do petróleo e vendidos como se fossem usuários de uma “energia limpa”. A não ser que você tenha geração de energia vinda de uma fonte renovável, essa energia será limpa, caso contrário não adianta o carro ser elétrico, concorda? Ele vai apenas emitir menos poluentes na atmosfera.

Enfim, a humanidade precisa criar meios de não depender da energia fóssil e não renovável. Conseguindo essa liberdade, a Europa, por exemplo, conseguirá se livrar da Rússia.

O Brasil tem potencial para ter várias matrizes energéticas sustentáveis. Um dos países com a maior insolação do planeta e, devido à nossa extensão territorial, temos a possibilidade de energia eólica em vários pontos do litoral do nordeste, basta lembrarmos de construir as linhas de transmissão, além de recursos hídricos para construção de usinas hidrelétricas. Nós não precisamos das termoelétricas, nem das nucleares e felizmente podemos viver sem a dependência do pessoal da perestroika e da vodka. Precisamos apenas deixar de acreditar em qualquer um e exigir planejamento e honestidade dos nossos governantes.

*As opiniões das colunas são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews.


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Conflito entre Rússia e Ucrânia pode impactar cadeia produtiva mundial https://canalmynews.com.br/economia/conflito-no-leste-europeu-pode-impactar-cadeia-produtiva-mundial/ Tue, 25 Jan 2022 22:21:59 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=23211 A escalada de tensão no Leste Europeu projeta uma conjuntura de impacto direto na economia europeia, com futuros reflexos até mesmo no setor agro brasileiro

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O Exército russo está se preparando um conflito no Leste Europeu? Essa é a pergunta que está mexendo com o ânimo dos mercados internacionais nos últimos dias. Caso o embate venha à tona, a Europa seria a primeira a ser fortemente impactada, uma vez que é do território russo, e passando pelo ucraniano, que sai uma das principais fontes de abastecimento de gás do continente – vale ressaltar que esse cenário está se desenrolando em pleno inverno europeu, quando a demanda pelo gás é muito maior.

Como a Rússia é um dos maiores produtores de petróleo e gás do mundo, pode-se esperar uma disparada generalizada dos combustíveis. O barril do petróleo, hoje negociado próximo a US$ 90, deve ultrapassar US$ 100 na medida em que as tensões vão subindo. Por consequência, o frete, os alimentos e praticamente todos os produtos – industrializados ou não – serão afetados. Além da inflação, a já desorganizada cadeia de suprimentos também será impactada.

Últimas atualizações das movimentações no Leste Europeu.

Últimas atualizações das movimentações no Leste Europeu. Foto: Reprodução (MyNews)

Quanto ao Brasil, o reflexo de uma provável disparada dos preços não seria motivo de tanta preocupação caso o real não estivesse tão depreciado frente à moeda estadunidense. Como a inflação ultrapassa os dois dígitos e os juros estão em trajetória de alta, há pouca margem de manobra para amortecer o aumento repentino dos preços.

Fomentando essa crítica conjuntura, há também o fato de que a Rússia é uma das principais fabricantes mundiais de fertilizantes fosfatados, produtos amplamente utilizados pelos setores agrícolas brasileiros. Para se ter uma ideia, as importações de produtos e insumos russos totalizaram, em 2021, US$ 5,7 bilhões, dos quais a compra de adubos ou fertilizantes químicos representaram 62% das importações, segundo dados do Ministério da Economia.

Por outro lado, no acumulado do ano passado, as vendas de produtos brasileiros à Rússia totalizaram US$ 1,6 bilhão (dos quais a soja brasileira representa 22% do valor exportado).

Certamente, um conflito armado no Leste Europeu provocará uma enorme perturbação nas cadeias produtivas mundiais, fazendo com que a recuperação econômica no pós-pandemia seja ainda mais complexa.

 

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Migração, a nova arma de Lukashenko https://canalmynews.com.br/voce-colunista/migracao-nova-arma-de-lukashenko/ Mon, 22 Nov 2021 17:48:03 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/migracao-nova-arma-de-lukashenko/ Forte tensão política e humanitária se instala na Europa desde que o presidente bielorrusso Alexander Lukashenko, em resposta às sanções aplicadas pelos vizinhos, decidiu utilizar um tipo diferente de munição: a migração em massa

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Não se fala muito da Bielorrússia por aqui, talvez porque as bizarrices de seu presidente não impressionem o brasileiro de 2021. Homofóbico declarado e negacionista de primeira linha, Lukashenko foi aquele presidente que indicou vodka e sauna para “matar o vírus da covid-19” e que disse ao ministro das Relações Exteriores da Alemanha, homossexual assumido, que ele devia “levar uma vida normal”.

Reeleito em 2021 sob contundentes acusações de fraude eleitoral, o homem que ficou conhecido como o último ditador da Europa respondeu aos protestos em massa da oposição com prisões, tortura e censura da imprensa.

Putin e Lukashenko - fev2020
O presidente da Rússia, Vladmir Putin, e o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, conversam – foto de fevereiro/2020/Foto: Kremlin/Fotos Públicas

Os atos de violação dos direitos humanos e do funcionamento das instituições democráticas, assim como provocações diplomáticas no espaço aéreo bielorrusso, levaram a União Europeia a impor sanções comerciais ao país, tais como o congelamento de uma ajuda de 3 bilhões de euros em projetos de desenvolvimento. Outras sanções já haviam sido imputadas pelos Estados Unidos, pelo Canadá e, recentemente, pelo Comitê Olímpico Internacional.

Nos últimos dias, Lukashenko retaliou com uma estratégia pouco usual. Ele está sendo acusado pela União Europeia e pelas Nações Unidas de ter aberto país para cerca de 2 mil imigrantes, a maioria curdos do meio-oriente, para em seguida enviá-los às florestas na fronteira com a Polônia, orquestrando uma crise humanitária que visa desestabilizar a região.

Com uma população de quase 40 milhões de pessoas, perseguidos na Síria, Turquia e Iraque, os curdos são o maior grupo étnico do mundo sem território próprio.

Em acampamentos de lona improvisados, mulheres grávidas e crianças estão entre os que atravessam noites a zero grau Celsius, na esperança de cruzar a fronteira e de reconstruírem suas vidas. Do outro lado da cerca, em estado de emergência, o governo polonês envia à região centenas de tropas, no intuito de evitar a entrada dos imigrantes.

Frente a tais movimentações, aviões bombardeiros bielorrussos sobrevoam a divisa entre os dois países. Mas o governo bielorrusso garante que tais manobras não visam vizinhos e que não passam de uma patrulha rotineira.

Após a ameaça de novas sanções por parte da União Europeia, Lukashenko cogitou, durante uma reunião ministerial, cortar a transmissão de gás que passa pelo seu território e que abastece vários países da Europa.

Enquanto no nível internacional as retaliações escalam, na Polônia, a iminência de uma entrada em massa de imigrantes jogou lenha na já raivosa fogueira da ultradireita. No Dia da Independência, 11 de novembro, milhares de pessoas se manifestaram em Varsóvia em apoio ao trabalho das tropas na fronteira.


Quem é Cristiano Bucek?

Cristiano Bucek é produtor multimídia e consultor em comunicação. Trabalha atualmente como consultor para Organização Internacional pela Migração nas Nações Unidas, em Genebra.

* As opiniões das colunas são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews


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Espanha: o que é preciso para viver no 5º país com mais brasileiros no mundo? https://canalmynews.com.br/mynews-investe/espanha-o-que-preciso-para-viver-5o-pais-com-mais-brasileiros/ Fri, 24 Sep 2021 22:57:05 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/espanha-o-que-preciso-para-viver-5o-pais-com-mais-brasileiros/ A advogada Vivian Madeira comenta que Espanha traz vantagens para brasileiros que decidem imigrar, como a cidadania espanhola após dois anos de residência

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Segundo o levantamento mais recente do Itamaraty, o número de brasileiros no exterior aumentou 35% entre 2010 e 2020, passando de 3.122.813 milhões para 4.215.800 milhões. Ainda segundo o Itamaraty, quando focamos só na Europa, o número de brasileiros vivendo por lá é de 1.300.525, ou 30,8% de toda a comunidade no exterior, no fim de 2020. A Espanha é o quinto país com maior número de brasileiros no mundo. São cerca de 100 mil, ou 6,2% do total. Já entre os brasileiros com cidadania europeia, a Espanha é o terceiro país, ficando atrás de Portugal e Itália.

Madri - Espanha
A cidade de Madri, na Espanha, o 5º país com maior número de brasileiros no mundo, segundo o Itamaraty/Imagem: Pixabay

O MyNews Investe conversou com a Vivian Madeira, advogada do blog Nacionalidade Espanhola e assessora jurídica. Ela diz que os brasileiros estão descobrindo as vantagens de morar na Espanha, ainda mais para aposentados brasileiros ou pessoas que tenham renda passiva.

“A Espanha tem um convênio com todos os países americanos, de forma que podemos ser naturalizados espanhóis, ou seja, podemos obter a nacionalidade espanhola após dois anos de residência, enquanto outros países têm um tempo muito maior. Portugal por exemplo, são 5 anos de residência no país para que a pessoa possa vir a ter a nacionalidade portuguesa”, explica Madeira.

Renda mínima exigida para viver na Espanha é alta, levando em conta a cotação atual do euro

Entretanto, a renda mínima exigida para residir na Espanha não é baixa; ainda mais com a desvalorização do real. São necessários 2.259,60 euros, ou cerca de R$ 14 mil – na cotação desta sexta (24). Essa renda pode ser de aposentadoria proveniente do INSS, de previdência complementar, de renda de aluguéis de imóveis ou de dividendos de uma empresa, por exemplo.

Segundo a advogada, o valor para familiares de quem faz o pedido como titular é menor, o que pode facilitar a imigração de famílias. “O valor exato é 564,90 euros por mês por familiar, bem menor do que o exigido de um titular. É uma modalidade migratória que permite essa migração familiar, o que também é uma vantagem”.

Se a pessoa já tem alguma cidadania europeia, o procedimento fica mais fácil. “Um cidadão italiano pode residir de forma regular na Espanha. Claro que vai ter um procedimento para ser realizado, mas não precisa de visto. Mas precisa provar subsistência. Só que não existe um mínimo objetivamente estabelecido. É feita uma análise um pouco subjetiva. O cidadão italiano vai pedir um registro como cidadão comunitário. Se ele tiver uma esposa brasileira, também pode solicitar uma autorização de residência como familiar de cidadão comunitário, explica Madeira.

 

MyNews Investe, de segunda a sexta, a partir do meio-dia, no Canal MyNews

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Sobe para 184 o número de mortos pelas chuvas na Europa https://canalmynews.com.br/mais/sobe-para-184-o-numero-de-mortos-pelas-chuvas-na-europa/ Sun, 18 Jul 2021 14:55:28 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/sobe-para-184-o-numero-de-mortos-pelas-chuvas-na-europa/ Maioria das vítimas foi registrada na Alemanha. Mais de mil pessoas estão desaparecidas

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Subiu para 184 o número de mortos nas fortes chuvas que atingiram a Europa nos últimos dias.

O país mais afetado é a Alemanha, onde o governo confirmou 157 mortes em ocorrências relacionas às chuvas como enchentes, transbordamento de rios e deslizamentos de terra. Mais de mil pessoas estão desaparecidas em um distrito no Oeste do país.

A chanceler Angela Merkel visitou áreas devastadas e descreveu a situação como “surreal e fantasmagórica”.

Alemanha é o país mais afetado pelas chuvas na Europa. Foto: Serviço médico do Bundeswehr

As autoridades alemãs afirmam que essa é a maior quantidade de chuva no país em um século e o maior desastre natural desde 1962, quando uma enchente causou a morte de 340 pessoas.

Na Bélgica, o número de mortos subiu para 27. Outras 20 pessoas estão desaparecidas. As chuvas também causaram estragos, em outros países como Holanda, França e Luxemburgo.

A Organização Meteorológica Mundial declarou que algumas partes da Europa Ocidental receberam dois meses de chuva em apenas dois dias. 

O presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, culpou as mudanças climáticas pela devastação causada por um evento extremo.

 “Apenas se nos comprometermos de forma resoluta com a luta contra as mudanças climáticas poderemos controlar condições meteorológicas extremas como as que vivemos atualmente”, disse o presidente alemão.

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Alemanha e França reconhecem participação em genocídios na África https://canalmynews.com.br/mais/alemanha-e-franca-reconhecem-participacao-em-genocidios-na-africa/ Sun, 13 Jun 2021 13:25:05 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/alemanha-e-franca-reconhecem-participacao-em-genocidios-na-africa/ A ordem social nasce escorrendo sangue por todos os poros, da cabeça aos pés. Esse diagnóstico, contudo, pode demorar para chegar. A Alemanha reconheceu em maio de 2021 sua responsabilidade no genocídio de populações locais do que hoje é a Namíbia na primeira década do século XX. Já a França afirmou, também em maio de […]

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A ordem social nasce escorrendo sangue por todos os poros, da cabeça aos pés. Esse diagnóstico, contudo, pode demorar para chegar. A Alemanha reconheceu em maio de 2021 sua responsabilidade no genocídio de populações locais do que hoje é a Namíbia na primeira década do século XX. Já a França afirmou, também em maio de 2021, que ficou ao lado “regime genocida” de Ruanda e tem sua parcela de responsabilidade no genocídio tutsi ocorrido no país entre 1994 e 1995, episódio que deixou cerca de 800 mil mortos.

Historiadores ouvidos pelo MyNews afirmam que os dois eventos demonstram como os europeus resistem em reconhecer sua participação em crimes do período colonial que fundam a atual ordem socioeconômica.

Naiara Krachenski, professora da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), ressalta que os crimes coloniais são uma espécie de “pedra no sapato” dos países europeus, que experimentam uma tensão entre duas correntes em suas sociedades: enquanto alguns grupos alinhados com partidos de extrema-direita ainda acreditam que o colonialismo foi um “episódio glorioso”, existe outra parcela da população, influenciada por “teorias pós-coloniais ou decoloniais”, que reconhece os crimes do período.

“Temos que compreender que tais declarações são resultado de forças sociais que pressionam há décadas os governos europeus a reconhecer seu passado colonial. Por uma série de forças contextuais, essas pressões se tornam cada vez mais midiáticas hoje em dia e colocam quem está no poder em situações de rever os discursos acerca de seus passados como colonizadores”, diz Krachenski.

O professor do Departamento de História da Universidade Federal da Paraíba (UFPE) Fernando Pureza destaca que o genocídio dos grupos hereros e nama na atual Namíbia pode ser classificado como uma espécie de antessala da máquina de matar do nazismo. Ele cita o caso do governador geral do Sudoeste Africano, Heinrich Göring, pai do ministro da aviação do III Reich, Hermann Göring. Foi Heinrich quem determinou ao comandante militar Lothar von Trotha o início da matança, que também fez uso de campos de concentração. Lothar von Trotha, por sua vez, era uma figurada adorada pelo Partido Nazista, que batizou uma rua em Munique com seu nome.

População herero presa em correntes em 1904. Foto: Ullstein Bilderdienst, Berlin/Domínio Público
População herero presa em correntes em 1904. Foto: Ullstein Bilderdienst, Berlin/Domínio Público

“Se considerarmos a ação colonial de ingleses, franceses, belgas, holandeses, italianos, americanos, japoneses, ao longo dos séculos XIX e XX, percebemos que todos esses países cometeram massacres contra populações originárias movidos por perspectivas racialistas. Pode se alegar, contudo, que essas matanças não tiveram o mesmo aparelho burocrático e metódico que o nazismo implementaria depois. Mas ao mesmo tempo, a ideia da superioridade racial e do extermínio como prática de Estado estava ali. Foi Aimé Césaire que relembrou que os crimes do nazismo, por mais horríveis que sejam, estão diretamente vinculados ao colonialismo e que isso jamais poderia ser perdido de vista”, diz Pureza ao MyNews.

O atual ministro alemão das Relações Exteriores, Heiko Maas, afirmou que é preciso reconhecer o que aconteceu na atual Namíbia sem “eufemismos” e que o episódio foi um “genocídio”. Além disso, as autoridades da Alemanha anunciaram uma indenização de US$ 1,3 bilhão que será paga em 30 anos em projetos de infraestrutura, saúde e educação. O anúncio ocorre após cerca de cinco anos de negociação entre as autoridades da Alemanha e da Namíbia.

O professor Fernando Pureza destaca que o reconhecimento de um genocídio passa por disputas políticas e a correlação de forças de cada época: “Estudiosos como Adam Hoschild afirmam que o Congo Belga, entre 1890 a 1920, foi massacrado pelos belgas, algo em torno de 10 milhões de mortos decorrentes do colonialismo na região. Mas o Estado belga ainda hoje não reconhece sua participação no Congo – e sequer o reconhece como genocídio. Essa é uma luta muito longa e muito trágica empreendida pelos sobreviventes que lutam para que a sua memória e a de seus descendentes não seja apagada.”

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“Enquanto Bolsonaro estiver no poder, não haverá acordo com a União Europeia”, diz diplomata https://canalmynews.com.br/politica/enquanto-bolsonaro-estiver-no-poder-nao-havera-acordo-com-a-uniao-europeia-diz-diplomata/ Fri, 16 Apr 2021 22:18:10 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/enquanto-bolsonaro-estiver-no-poder-nao-havera-acordo-com-a-uniao-europeia-diz-diplomata/ Paulo Roberto Almeida questiona as chances de um acordo entre o bloco europeu e o Mercosul na atual conjuntura

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Negociado há mais de duas décadas, o acordo entre Mercosul e União Europeia não deve deslanchar com Jair Bolsonaro (sem partido) no poder. A imagem negativa do Brasil e o protecionismo europeu devem fazer com que a parceria fique apenas no papel, acredita o diplomata e ex-presidente do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (Ipri) Paulo Roberto de Almeida.

“Já temos três ou quatro, ou talvez cinco ou seis [países], decididos a não aprovar a entrada em vigor [do acordo]. Enquanto Bolsonaro estiver no poder, não haverá acordo com a União Europeia”, afirma ao Almoço do MyNews.

O presidente Jair Bolsonaro apresenta caixa de cloroquina na posse do então ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello. Foto: Carolina Antunes/PR
O presidente Jair Bolsonaro apresenta caixa de cloroquina na posse do então ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello. Foto: Carolina Antunes/PR

Para o diplomata, que foi afastado do Ipri em uma medida que classifica como retaliação do governo Bolsonaro, a imagem brasileira está arranhada no exterior. Antes da eleição, o atual presidente era lembrado pela imprensa internacional como um “saudosista da ditadura militar”. Após a vitória no pleito de 2018, contudo, a situação não mudou.

“Desde o início de 2019, quando começou aquele desmatamento sem controle na Amazônia, ataques a jornalistas no cercadinho do Alvorada, atentados contra os direitos humanos e mudanças de posição da diplomacia brasileira em grandes esforços multilaterais, a imagem despencou e o Bolsonaro há muito tempo vem recebendo críticas de parlamentares de esquerda, evidentemente progressistas, mas também dos conservadores.”

Além de divergências políticas, o diplomata destaca que há, também, uma oposição por motivação protecionista ao acordo entre o bloco europeu e o sul-americano. Entre os opositores, afirma Almeida, estão os criadores de porcos da Irlanda, os produtores de carne da França, os agricultores de grãos e de outros produtos agrícolas.

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Segunda Guerra Mundial fora da Europa https://canalmynews.com.br/herminio-bernardo/segunda-guerra-mundial-fora-da-europa-2/ Wed, 07 Apr 2021 17:58:25 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/segunda-guerra-mundial-fora-da-europa-2/ Aprendemos sobre as invasões nazistas à França e ao Leste Europeu, mas a questão é muito maior

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Brasil fica fora de tratado global da pandemia proposto por OMS e Conselho Europeu https://canalmynews.com.br/mais/brasil-fica-fora-de-tratado-global-da-pandemia-proposto-por-oms-e-conselho-europeu/ Tue, 30 Mar 2021 19:08:37 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/brasil-fica-fora-de-tratado-global-da-pandemia-proposto-por-oms-e-conselho-europeu/ De acordo com o diretor-Geral da OMS, “o mundo não pode ficar à espera do fim desta pandemia para começar a planejar como lidar com a próxima”

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“O tempo para agir é agora. O mundo não pode ficar à espera do fim desta pandemia para começar a planejar como lidar com a próxima.” Foi com esta afirmação que o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, iniciou seu discurso durante coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (30).

A entrevista conjunta e virtual foi transmitida de Bruxelas e Genebra, e além do diretor da OMS também reuniu Charles Michel, presidente do Conselho Europeu, além de 25 chefes de governo e agências internacionais que acompanharam a convocação conjunta extraordinária.

Conferência da OMS realizada nesta terça-feira (30), presidida pelo Diretor-Geral da Organização, Tedros Adhanom.
Conferência da OMS realizada nesta terça-feira (30), presidida pelo Diretor-Geral da Organização, Tedros Adhanom. Foto: Reprodução (Redes Sociais).

Michel e Adhanom defenderam um pacto global para prever grandes desastres sanitários e afirmaram ser um “legado” que os líderes têm o dever de deixar às próximas gerações, após a experiência com a covid-19.

De acordo com o presidente do Conselho Europeu, “a próxima pandemia não é uma questão de ‘se’, mas ‘quando’”. Segundo Michel, a ideia fundamental é garantir, por meio do tratado, “uma abordagem global, para melhor prever, prevenir e responder a pandemias”, especialmente com o reforço das capacidades globais e assegurando um acesso justo e universal a vacinas, medicamento e testes.

“O que desejamos é que esse debate que se seguirá sobre o tratado internacional seja um projeto comum. E esperamos que o conjunto dos países se envolva nas discussões”, afirmou  Michel, assegurando que, pelos contatos bilaterais que tem mantido, está seguro de que mais países, além daqueles que já assinaram o texto, deverão associar-se à iniciativa.

“Não podemos fazer as coisas como fazíamos antes e esperar um resultado diferente”, afirmou Adhanom, que vê o tratado internacional como um trabalho baseado na constituição da OMS, incluindo princípios de saúde para todos e não discriminação, ideia partilhada por Charles Michel.

Em novembro de 2020, Charles Michel lançou a ideia de um Tratado Internacional sobre Pandemias, apoiada pelo G7, bem como pelos 27 Estados-membros da UE, em um Conselho Europeu ocorrido no fim de fevereiro.

Países que assinaram o tratado

Entre os países que assinaram o tratado internacional estão: Albânia, Alemanha, Chile, Coreia do Sul, Costa Rica, Espanha, Fiji, França, Grécia, Holanda, Indonésia, Itália, Noruega, Portugal, Quénia, Reino Unido, Romênia, Ruanda, Senegal, Sérvia, Tailândia, Trinidad e Tobago, Tunísia e Ucrânia. O Brasil não consta da lista inicial do tratado, assim como EUA, Canadá, Índia, Austrália e China.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyn, se recusou a assinar o tratado, de acordo com jornal francês L´Éxpress. A presidente se limitou a dizer que existe uma forte cooperação em curso entre a Presidente da Comissão Europeia e o Presidente do Conselho Europeu na preparação de uma futura pandemia.

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Governo de Portugal planeja voo para repatriar cidadãos retidos no Brasil https://canalmynews.com.br/mais/governo-de-portugal-planeja-repatriar-cidadaos/ Thu, 18 Feb 2021 15:34:31 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/governo-de-portugal-planeja-repatriar-cidadaos/ Plano inclui pessoas com problemas de saúde, em dificuldade financeira e com necessidades de caráter familiar

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O Governo de Portugal coordenará um voo de repatriamento para cidadãos portugueses retidos no Brasil. Devido ao agravamento no número de casos da Covid-19, as viagens entre os dois países estão suspensas desde o dia 29 de janeiro – inicialmente, a proibição era válida até 14 de fevereiro, mas foi estendida até 1º de março e há expectativa de uma nova prorrogação.

Augusto Santos Silva, ministro de Negócios Estrangeiros (equivalente a pasta de Relações Exteriores no Brasil), declarou em sessão no Parlamento que solicitou à embaixada portuguesa a identificação dos residentes que necessitam regressar ao país europeu “por razões humanitárias”.

Governo de Portugal pretende repatriar ao menos 70 cidadãos retidos no Brasil.
Governo de Portugal pretende repatriar ao menos 70 cidadãos retidos no Brasil. Foto: Pixabay (Reprodução).

Sem informar maiores detalhes sobre o planejamento, incluindo a data prevista para o embarque, o ministro disse ter constatado 70 pessoas que se enquadram nos critérios estabelecidos pelo governo para a repatriação.

“Há 70 portugueses que se encontram no Brasil, mas que não residem no Brasil, que, por razões de saúde, precisam regressar a Portugal”, afirmou.

Junto ao poder Executivo, Santos Silva estuda indicações acerca da classificação dos casos compreendidos como passíveis à repatriação – além dos problemas de saúde, portugueses com dificuldades financeiras para custear uma permanência estendida, bem como aqueles com necessidades de caráter familiar, também podem ser beneficiados.

Mesmo categorizando a intenção de apoio aos compatriotas, o ministro criticou os indivíduos que viajaram sem dar importância à atual circunstância sanitária mundial.

“Em maio do ano passado, ainda havia cidadãos europeus que aproveitavam para fazer viagens de cruzeiro. Temos de desertificar comportamentos que não podemos ter agora. Temos de ter muito cuidado na circulação internacional do vírus, em particular de mutações que ainda não conhecemos bem”, declarou.

Questão diplomática

Embora a pasta portuguesa de relações internacionais tenha afirmado que identificou 70 perfis como válidos para a repatriação, um grupo bem maior de pessoas solicitou o auxílio oficial das autoridades para conseguir regressar à Europa. Até o momento, cerca de 150 cidadãos, entre portugueses e brasileiros com residência legal em Portugal, assinaram uma carta aberta pedindo ajuda para o retorno.

Mediante a situação, Santos Silva afirmou ter conversando com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, para explicar a proibição de tráfego entre os dois países, fundamentando-se nos dados referentes à pandemia no país luso.

Ministro português de Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.
Ministro português de Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva. Foto: Arno Mikkor (EU2017EE).

“Falei com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, a quem expliquei que era uma medida que tomávamos não por qualquer avaliação negativa da situação epidemiológica do Brasil, mas porque vivíamos uma situação epidemiológica muito difícil em Portugal e tínhamos de tomar medidas desta natureza”, ponderou.

Sob o atual decreto português, com exceção das viagens de caráter excepcional, podem embarcar para o país cidadãos ou residentes legais de todas as nações componentes da União Europeia.

O documento permite ainda o retorno por meio de voos com conexões em outros países. No entanto, muitos dos impactados se queixam que o alto preço dos bilhetes inviabiliza a opção.

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Mulher se recupera de Covid-19 no aniversário de 117 anos https://canalmynews.com.br/mais/mulher-117-anos-curada-covid-19/ Wed, 10 Feb 2021 14:51:01 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/mulher-117-anos-curada-covid-19/ Segunda pessoa mais velha do mundo, Irmã André se preocupou em não contaminar outras pessoas e em manter sua rotina

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No mundo inteiro, já são quase 60 milhões de pessoas que venceram a Covid-19. Mas entre tantas pessoas, uma merece um destaque – e uma comemoração – especial. É uma freira francesa chamada Licile Randon, mais conhecida como Irmã André. Ela é considerada a pessoa mais velha da Europa e confirmou a cura dois dias antes de completar 117 anos! O detalhe é que ela não teve sintomas ou qualquer tipo de complicação.

Freira francesa Licile Randon, conhecida como Irmã André, curada da Covid-19 aos 116 anos.
Freira francesa Licile Randon, conhecida como Irmã André, curada da Covid-19 aos 116 anos. Foto: Reprodução Redes Sociais (St. Mary’s RC Church).

Irmã André nasceu na cidade de Alés, no sul da França, no dia 11 de fevereiro de 1904. Ela passou por duas guerras mundiais, viu o pontificado de 10 papas e viveu uma série de outros acontecimentos que a maioria de nós só conheceu nos livros de história. Aos 19 anos se converteu ao catolicismo e aos 40 decidiu entrar para uma organização religiosa chamada Filhas da Caridade. Por 28 anos cuidou de órfãos e idosos no Hospital de Vichy.

Hoje Lucile mora na casa de repouso Sainte Catherine Labouré, na cidade de Toulon, onde 80 idosos foram contaminados pelo coronavírus (dez morreram). 

Os trabalhadores da casa contaram à imprensa local que enquanto estava doente, a freira ficou confinada no quarto e que ela não estava com medo, mas tinha duas preocupações:

Primeiro com a saúde das outras pessoas da casa, ela não queria contaminar ninguém. A segunda era se ela teria que mudar os horários de comer e dormir por causa da doença. Afinal, aos 117 anos, ela já está acostumada com a rotina…

Além de mais velha da Europa, Lucile é a segunda pessoa mais velha do mundo. A primeira é a japonesa Kane Tanaka, que tem 118 anos e nasceu no dia 2 de janeiro de 1903.

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