Arquivos exportações - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/exportacoes/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Thu, 28 Jul 2022 23:46:33 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Comércio exterior: a potência da região Noroeste de São Paulo https://canalmynews.com.br/dialogos/comercio-exterior-potencia-noroeste-sao-paulo/ Wed, 24 Nov 2021 22:12:56 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/comercio-exterior-potencia-noroeste-sao-paulo/ As duas maiores cidades da região – Catanduva e São José do Rio Preto somam US$ 222 milhões em exportações

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Dados do Ministério da Economia mostram que o Estado de São Paulo ocupa a primeira posição no ranking de exportações brasileiras, com 18,75% de participação em toda a movimentação internacional de janeiro a outubro deste ano. Foram US$ 43,7 bilhões neste período. Atrelado aos bons resultados de todo estado, não podemos deixar de apresentar a potência para os negócios internacionais da região Noroeste paulista, mais precisamente da região de Catanduva, na qual situa nossa Associação Comercial e Empresarial.

Para se ter uma ideia, as duas maiores cidades da região – Catanduva e São José do Rio Preto (sem contar os municípios vizinhos) somam US$ 222 milhões em exportações.

Marcos Escobar - presidente da Associação Comercial e Empresarial de Catanduva
Marcos Escobar – presidente da Associação Comercial e Empresarial de Catanduva (SP)/Foto: Divulgação

Catanduva com seus 122 mil habitantes, ocupa a 206ª posição no ranking de exportações no Brasil e 48º no Estado (Foi responsável por US$ 200 milhões). Dentro de uma das principais regiões sucroalcooleiras do país, 48% dos produtos exportados são açúcar e derivados da cana-de-açúcar; 25% essências e concentrados de café e 22% óleo de amendoim. Dados consolidados e apresentados diretamente pelas movimentações das empresas, não relacionados ainda balanços daquelas que fazem todo o processo de exportação por meio de trading company, geralmente com sede na capital paulista.

Ainda na região, podemos destacar Novo Horizonte, com US$ 61 milhões em exportações, 61% na produção do açúcar, 31% álcool etílico e 7,5% em amendoim.

Ao analisarmos a microrregião de Catanduva, composta por 19 municípios, de janeiro a outubro as exportações somaram US$ 406 milhões – montante significativo mesmo em um ano ainda tão prejudicado pela pandemia da Covid-19.

É com base em todo esse potencial e ciente de que a região tem ainda muito mais a explorar, apresentar e desenvolver, que a Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Catanduva criou o grupo NACE – Núcleo ACE de Comércio Exterior – que tem como o foco auxiliar os empresários de toda região no processo para os negócios internacionais.

Orientá-los, auxiliá-los nos procedimentos, identificar o potencial dos produtos, trâmites burocráticos e muitos outros. O Núcleo nasceu com a proposta de contribuir não só para o município de Catanduva, como para qualquer empresário ou empresa do Estado de São Paulo e que tem o objetivo de adequar o negócio para as transações internacionais – seja exportações ou importações.

Como ponto de partida, o NACE fez o primeiro encontro, o maior já organizado na região, no dia 23 de novembro. Mais de 200 empresários participaram e reuniu os maiores nomes do setor como palestrantes. Renato Pacheco Neto, Cônsul da Suécia; Charles Tang – Presidente da Câmara do Comércio e Indústria Brasil/China; Miguel Lujan Paletta – Presidente da Câmara de Indústria e Comércio do Mercosul e Américas, João Paulo Paixão, chefe do Escritório Internacional da Dubai Chamber of Commerce & Industry no Brasil; Damaris Eugenia – presidente da CECIEX – Conselho Brasileiro Empresas Comerciais Exportadoras; Higor Sarracini Lima, coordenador de produtos e serviços da Câmara Americana de Comércio de Ribeirão Preto, Fabio Malheiros, especialista em comércio exterior e Vinícius Estrela, Chefe do escritório da Apex Brasil para região Sudeste.

Seguimos em frente, na expectativa de resultados ainda melhores em 2022, gerando não só cenários diversificados para as empresas, mas para o desenvolvimento de todo Estado, dos municípios. Trazer essa conectividade, apontar direções e estimular ainda mais a balança comercial brasileira como um todo e que sejamos também exemplos para outras regiões, outros estados brasileiros.


Quem é Marcos Escobar?

Marcos Escobar é economista, mestre em economia pela Unicamp, mestre em agronegócio pela Escola de Agronomia de Rennes – França; pós-graduado em comercialização em commodities agrícolas e energia pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP), presidente da Associação Comercial e Empresarial de Catanduva (ACE).

* As opiniões dos artigos são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews


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Conexão para grandes negócios https://canalmynews.com.br/conexao-idb/conexao-para-grandes-negocios/ Wed, 10 Nov 2021 22:10:42 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/conexao-para-grandes-negocios/ Parceria com o Canal MyNews faz parte do projeto de nacionalização da marca da IDB do Brasil Trading. Empresa acredita na conexão entre empreendedores apaixonados pelo que fazem

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A IDB do Brasil Trading é uma empresa de comércio exterior que tem sede em Criciúma, no Sul de Santa Catarina. Em outubro de 2021, atingimos a marca de R$ 1 bilhão em importações no ano. É a primeira vez que a companhia chega ao número.

Essa conquista coloca a IDB no grupo das maiores tradings do Estado. Uma das cerejas desse bolo será a parceria que firmamos com o Canal MyNews. Seremos o patrocinador oficial do programa Conexão Europa, que estreou nesta terça (9).

Conexão Europa - Flávia Freire
O programa Conexão Europa estreou na terça (9), com apresentação de Flávia Freire. Todas as semanas trará informações sobre negócios e investimentos nos países de língua portuguesa/Foto: Reprodução/Canal MyNews

Essa parceria nos honra muito. Isso porque somos admiradores do excelente trabalho que Mara Luquet e Antonio Tabet têm feito, em conjunto com toda a equipe do canal. Nosso propósito é colocar a expertise da IDB em comércio exterior à disposição do público.

Outro objetivo importante que temos é mostrar como pode ser vantajosa a importação via Santa Catarina. Além dos benefícios fiscais convalidados, o Estado oferece excelente estrutura portuária e retroportuária. Ao simular com a IDB, você vai começar a conhecer tudo isso.

Após a simulação, será possível perceber que – em diversos casos – vale a pena importar por Santa Catarina, mesmo que a sede da sua empresa fique em São Paulo, por exemplo. Um percentual significativo de nossos clientes já vem de outras regiões do País.

Na IDB, conduzimos processos de importação de ponta a ponta, com segurança e agilidade. Temos a inteligência para a montagem e análise do custo final da importação, o que é um apoio fundamental para a formação dos preços de entrada e de venda.

Temos know-how para lidar com os desafios diários do comércio exterior, com time qualificado e software de ponta. Aliás, barreiras não faltaram para empresas que operam com o mercado externo nesse período de pandemia. Por isso, planejamento é fundamental.

Foi a orientação que demos aos nossos clientes nesses tempos de escassez de soluções para frete internacional e o consequente aumento de preços. Em função do problema de saúde pública com o qual o mundo teve que conviver, as pessoas trocaram serviços por mercadorias.

Esse movimento levou a logística global ao colapso. No entanto, sempre que as compras internacionais são feitas de forma antecipada e cuidadosa, a tendência é que se sofra menos. É assim, com bastante diálogo e explicação, que temos conduzido nossos processos.

A parceria com o Canal MyNews faz parte do projeto de nacionalização da marca da IDB. Em 2021, patrocinamos o Campeonato Brasileiro de Sinuca, que foi realizado no Mampituba, clube sediado em Criciúma, nossa cidade. Outras iniciativas já estão no forno, em preparação.

As participações da IDB nos programas do MyNews estão em linha com uma realidade difícil de questionar: o comércio exterior é fonte inesgotável de assuntos para debate. Isso, portanto, é um tesouro para a construção conjunta do conhecimento.

A troca de ideias é fundamental. Em outubro de 2021, fomos o patrocinador oficial de uma edição do Encontro de CEOs da Alfa Comunicação. O evento foi realizado em Nova Veneza, cidade próxima, que é nacionalmente reconhecida pela excelente gastronomia italiana.

Nesses momentos de interação saem grandes negócios, o que temos percebido na prática. Isso só nos motiva a seguir em frente, cada vez mais empolgados com as oportunidades que estão diante de nós. Iniciativas que fomentam o networking estão entre as que mais admiramos.

E é isso que entendemos que o Conexão Europa vai fazer. Uma conexão entre empreendedores apaixonados pelo que fazem e sedentos pelo fechamento de ótimos negócios. Isso gera emprego, renda e é fundamental para o andamento da economia.

Nós, da IDB do Brasil Trading, esperamos contribuir com esse cenário. Para mais informações, fale conosco pelos contatos disponíveis em nosso site.

Desejamos vida longa ao Conexão Europa!

Assista ao Conexão Europa, no Canal MyNews, todas as terças, a partir das 20h30, com apresentação da jornalista Flávia Freire

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Vai ficar mais fácil e barato enviar dinheiro para o exterior https://canalmynews.com.br/mynews-investe/vai-ficar-mais-facil-e-barato-enviar-dinheiro-para-exterior/ Fri, 10 Sep 2021 18:04:45 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/vai-ficar-mais-facil-e-barato-enviar-dinheiro-para-exterior/ Mudanças na regulamentação cambial também valem para quem vive no exterior e quer enviar dinheiro para o Brasil. Alterações foram publicadas pelo Banco Central

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Banco Central (BC) fizeram uma revisão e aperfeiçoaram a regulamentação cambial e de capitais internacionais. As novas regras vêm com uma série de novidades, desde mudanças na forma de transferir dinheiro para o exterior, até a entrada de novos players no mercado de câmbio.

De acordo com o BC, essas mudanças vão “aumentar a competição, a inclusão financeira e a inovação no setor”. As medidas também atendem à prioridade conferida pelo G20 para a melhora dos pagamentos internacionais no que se refere a custos, tempo, transparência e acesso. Também se inserem na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) para que seus países membros proponham iniciativas para diminuir os custos das transferências pessoais.   

Todas as alterações foram publicadas na Resolução CMN nº 4.942 e pela Resolução BCB nº 137.

A primeira mudança diz respeito às remessas de dinheiro para outros países. A partir do dia 1 de outubro, será permitida, por meio da sistemática de eFX fornecida por instituição autorizada pelo Banco Central, a realização de transferências pessoais e de transferências de recursos entre contas de um mesmo titular de até US$ 10 mil. Além disso, transferências de valores menores vão poder ser feitas pelo cartão de crédito.

A lógica é a mesma de qualquer compra internacional feita pelo cartão. Se o banco oferecer o serviço, o cliente pode transferir o dinheiro pelo cartão de crédito, pagando o câmbio do dia. O valor creditado na conta de destino vai ser cobrado na fatura mensal do cartão. Com isso, o banco não precisa fazer uma operação de câmbio para cada remessa concluída.

O caminho contrário também é possível. Um brasileiro que esteja no exterior pode enviar dinheiro ao Brasil, desde que tenha uma conta vinculada ao cartão para que o dinheiro seja creditado.

Maior concorrência no mercado de câmbio

Essa não é a única novidade no mercado de câmbio. Outra nova regra diz que instituições de pagamento podem entrar nesse mercado a partir de setembro de 2022. Para isso, precisam pedir uma autorização no BC. No entanto, as IPs só poderão atuar em meios eletrônicos, para transações digitais; não podem operar com dinheiro em papel.

As instituições de pagamento também se juntam a outras modalidades que já tinham autorização para operar com câmbio e que agora vão poder realizar pagamentos e transferências internacionais usando contas no exterior de titularidade própria. Essa possibilidade era restrita a bancos, agora vale para corretoras de títulos e valores mobiliários, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, corretoras de câmbio e IPs.

Para o sócio da Monte Bravo, Rodrigo Franchini, essas mudanças democratizam o acesso ao mercado financeiro e podem reduzir os custos das transferências internacionais, já que aumentam a competitividade. “Quanto mais opções, melhor. Esse movimento financeiro de globalização de mercados vai ser cada vez mais constante, uma evolução inevitável, e ao mesmo tempo isso traz maior facilidades, mais entrantes no mercado e, consequentemente, menor custo para quem opera e para quem utiliza esse serviço”.

Facilidade para exportadores brasileiros

As novas regras também criam uma facilidade para o produtor brasileiro que exporta sua produção. Vai ser possível receber receitas de exportação, pagamentos, em conta mantida em seu nome em instituição financeira no exterior.  

Outra novidade beneficia estrangeiros e empresas não residentes. Foi criada a possibilidade de ter contas de pagamento pré-pagas em reais para efetuar pagamentos e recebimentos no Brasil, desde que a conta seja mantida em instituições autorizadas a operar em câmbio. O limite é de R$ 10 mil por transação.

Remessas de brasileiros no exterior batem recorde

O Banco Central divulgou números que mostram que no primeiro semestre de 2021, os brasileiros que vivem no exterior bateram o recorde de envio de dinheiro para o Brasil. O total de remessas chegou a US$ 1,89 bilhão.

Esse dinheiro veio principalmente dos Estados Unidos, do Reino Unido e de Portugal. São pessoas que se beneficiaram do real mais fraco para comprar imóveis ou fazer outro tipo de investimento aqui.

Veja a íntegra do MyNews Investe desta sexta-feira (10), com apresentação de Gabriela Lisbôa, no Canal MyNews

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Marcello Brito: agronegócio está preocupado com postura do Brasil em relação ao meio ambiente https://canalmynews.com.br/economia/marcello-brito-agronegocio-preocupado-brasil-meio-ambiente/ Fri, 03 Sep 2021 20:35:04 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/marcello-brito-agronegocio-preocupado-brasil-meio-ambiente/ Descontentes com a política ambiental adotada no governo Jair Bolsonaro, parte dos empresários do agronegócio – especialmente aqueles que atuam com exportações – está preocupada com a imagem do Brasil no exterior em relação à sustentabilidade e ao meio ambiente

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Descontentes com a política ambiental adotada no governo Jair Bolsonaro, parte dos empresários do agronegócio – especialmente aqueles que atuam com exportações – está preocupada com a imagem do Brasil no exterior em relação à sustentabilidade e ao meio ambiente. Com negócios influenciados cada vez mais por novas exigências dos consumidores e também do mercado financeiro – que tem adotado as práticas de ESG como parâmetro de confiabilidade para os investimentos – estar com a imagem relacionada a medidas de destruição ambiental e práticas consideradas ultrapassadas de desenvolvimento econômico e social não é um bom negócio na atualidade.

A necessidade de adotar práticas de conservação ambiental e de voltar a liderar os debates sobre sustentabilidade no mundo – área na qual o Brasil se destacou desde a Rio 92 – é uma das bandeiras de Marcello Brito – presidente da Associação Brasileira de Agronegócio. Brito tem chamado a atenção do agronegócio e do governo brasileiros para os prejuízos à imagem do Brasil e à economia se a política ambiental continuar a ser ignorada.

“Lembro que fui um dos fundadores da mesa redonda do óleo de palma sustentável – a maior mesa redonda de commodities do mundo, em 2003 – e a pressão em cima dos países asiáticos era muito forte. Recordo de dezenas de viagens que fiz para a Indonésia e havia essa repulsa pela questão ambiental. O que o país colheu 10 anos depois desse processo foi ter virado um pária internacional, ao ponto de produtos da Indonésia com certificação internacional valerem menos do que qualquer outro semelhante”, recorda Marcello Brito, complementando que a postura de degradação das florestas e da biodiversidade prejudicou a “marca da Indonésia” no exterior, ao ponto de prejudicar a economia do país.

Marcelo Brito - presidente da Associação Brasileira de Agronegócios
Marcelo Brito – presidente da Associação Brasileira de Agronegócios/Imagem: Reprodução Canal MyNews

Segundo Marcello Brito, esse efeito negativo na economia fez com que há cerca de cinco anos a Indonésia adotasse uma postura diferente sobre as exigências ambientais – visando a uma adequação às exigências mundiais de conservação. “Reduziram o desmatamento em 90%, criaram uma plataforma de monitoramento e integraram diversos setores. Quando olho para esta experiência, que aconteceu na primeira década deste século, vejo que o Brasil está fazendo da mesma forma. O processo de desmatamento da Amazônia só faz aumentar. Na visão das novas gerações não é mais aceitável ter a produção aliada à degradação ambiental. Prejudica a imagem do país e pode ser que venha a nos prejudicar no futuro”, pontua o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio, em entrevista a Mara Luquet, no MyNews Entrevista, no Canal MyNews.

Marcello Brito lembrou que o Brasil tem dois meses para se preparar para a COP 26 (26ª Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas da ONU), que acontecerá na Escócia no mês de novembro, e que o país chegará como “vilão” e precisa participar com disposição de se comprometer com medidas de conservação ambiental e de enfrentamento ao aquecimento global.

Ele acredita que falta vontade política de resolver algumas questões relacionadas ao meio ambiente e defende que 99% dos agronegócios do país atuam em conformidade com a legislação e seguindo planos de conservação ambiental.

“Quando o GLO das Forças Armadas saiu da Amazônia no ano passado foi uma surpresa. Não entendo por que saíram, pois o vice-presidente Mourão disse que ficariam até 31 de dezembro. Nós sabemos que 11 municípios da Amazônia concentram o desmatamento; as imagens de satélite mostram isso. Se a gente sabe que são 11 municípios por que a gente não consegue fazer uma força de controle em 11 municípios? Falta uma vontade política de resolver essa questão. Quem comanda esse processo tem interesse dentro da Amazônia. (…) É preciso entender as ramificações que existem a partir da Amazônia, entender as ramificações para chegar até Brasília”, considerou.

Para Brito, o trabalho precisa envolver diversos entes, incluindo o Banco Central, os ministérios da Economia, da Agricultura e de Relações Exteriores, o BNDES, entre outras entidades. “O que o Banco Central está fazendo é nada mais do que acompanhar o que os bancos centrais estão fazendo. O mais importante é lembrar que o setor de investimento está se voltando para a conservação ambiental não é porque são ambientalistas. A mudança climática implica em riscos; modelagem climática implica em investimento”, destacou Marcello Brito, destacando que numa palestra para o mercado financeiro perguntou sobre o interesse do setor nas questões relacionadas às mudanças climáticas e recebeu como resposta que apenas em hipotecas imobiliárias em regiões costeiras existem pelo menos 200 bilhões de dólares.

“O IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) mostra a mão inequívoca do homem e já havia mostrado que o que já ocorre em algumas áreas do mundo e do Brasil como possíveis de acontecer, aconteceram”, destacou o presidente da Associação Brasileira de Agronegócio, ao falar sobre a crise hídrica e outros efeitos das mudanças climáticas em diversos habitats, com impacto também para a agricultura e o agronegócio brasileiros.

Agronegócio é diverso e apoia várias tendências políticas, diz Brito

Brito diz não saber quanto do setor do agronegócio ainda apoia o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e não acredita na possibilidade de um golpe militar, mas diz que podem haver confrontos no próximo dia 7 de setembro – quando diversas manifestações estão agendadas em todo o país.

“É difícil responder isso aqui. O agronegócio gera 30 milhões de empregos diretos, são 6 milhões de proprietários rurais, e não estou falando da parte ligada aos insumos, às indústrias, à pesquisa. Existe uma parcela bolsonarista, uma parcela de centro e de esquerda. [o agronegócio] Comporta todas essas frentes. (…) O ambiente não está bom, mas eu não temo não. Já passamos dessa fase de retornar ao ambiente não democrático. A gente monitora e o que tem de vídeos muito pesados, fazendo convocações muito esquisitas. Pode ter confronto, ter gente machucada. Não é bom para o país; é mais uma coisa que vai mostrar uma sociedade fraturada. Se for tudo ordeiro, pacífico, estamos dentro do jogo democrático”, considera.

Marcello Brito diz que nunca se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro, nem com o ex-ministro do meio Ambiente Ricardo Salles e acredita que a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, faz um bom trabalho e “roda o Brasil apagando incêndios”.

Sobre a possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro mudar a postura em relação às questões ambientais, Marcello Brito é enfático: “Eu não acredito. Quanto mais sofisticada for a abrangência de conhecimento de uma pessoa, melhor ele será como político, como pessoa, como profissional. E quando você tem esse conhecimento, você tem o entendimento que se dá pela vitória coletiva. Todo mundo que trabalha do lado dele diz que não dá pra conversar, que ele diz que está certo”.

Para finalizar, Brito cita alguns números relacionando o agronegócio brasileiro e a conservação ambiental: “São 6 milhões de propriedades rurais do Brasil; 70% têm de 1 a 100 hectares e a grande maioria preserva 25% da cobertura vegetal. Tem um 1,8 milhão de nascentes de água dentro das propriedades privadas brasileiras. O Brasil é quarto maior produtor de alimentos do mundo, o sexto exportador e tem entre 6¢ e 7% do comércio mundial. O mundo está fazendo uma negociação climática. Quem tem o melhor ativo ambiental participa dessa negociação melhor. O Brasil tem uma história de liderar esse debate desde 1992. Em vez de liderar, estamos sendo liderados”.


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