Arquivos extrema-direita - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/extrema-direita/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Thu, 22 Aug 2024 01:55:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 ‘Brasil é único país do mundo com líder que louva torturador’, diz Matheus Leitão https://canalmynews.com.br/opiniao/brasil-e-unico-pais-do-mundo-com-lider-que-louva-torturador-diz-matheus-leitao/ Wed, 21 Aug 2024 18:44:45 +0000 https://localhost:8000/?p=46019 Jornalista é filho da também jornalista Miriam Leitão, que foi torturada por agentes da ditadura em 1972, quando estava grávida do irmão mais velho dele, Vladimir

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O Brasil é o único país do mundo com um líder da extrema direita que louva aqueles que torturaram, mataram e ocultaram o cadáver de centenas de brasileiros perseguidos no período da ditadura militar. Foi o que afirmou o jornalista Matheus Leitão durante participação no Segunda Chamada de terça-feira (20). Ele é filho da também jornalista Miriam Leitão, que foi torturada por agentes da repressão em 1972, quando estava grávida de um mês do irmão mais velho dele, Vladimir. Apesar dos espancamentos, o filho nasceu forte e saudável, sem qualquer sequela.

“A extrema direita cresceu no mundo todo, mas aqui há uma questão específica. O Brasil é o único país do mundo com um líder da extrema direita que faz louvações àqueles que torturaram, mataram e ocultaram cadáveres de brasileiros na ditadura. Quartéis foram construídos para proteger brasileiros, não para cometer crimes”, disse.

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A declaração de Leitão veio em meio à discussão sobre as expectativas para os atos de 7 de setembro, quando é celebrado o Dia da Independência do Brasil. Desde 2021, bolsonaristas reservam a data para ir às ruas se manifestar a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro e propagar ideias ultraconservadoras, muitas vezes antidemocráticas, com ameaças ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Congresso Nacional.

Novas manifestações desta natureza devem ocorrer este ano em várias capitais, inclusive com a presença de Bolsonaro. Em mais de uma ocasião, o ex-presidente, que é simpatizante da ditadura, elogiou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, um dos maiores torturadores da repressão, a quem já se referiu como “herói nacional”. Desta vez, os atos devem contar também com a participação do pastor Silas Malafaia, que prepara sua mais dura ofensiva voltada ao ministro Alexandre de Moraes.

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Durante o Segunda Chamada, Leitão lamentou o papel que algumas igrejas evangélicas têm desempenhado para fortalecer a disseminação da extrema direita, com púlpitos virando palanques políticos e pastores pregando discurso de ódio em detrimento do evangelho. Ele conta que o avô, Uriel de Almeida Leitão, falecido pastor protestante, sentiria uma “tristeza enorme” se pudesse presenciar essa nova realidade, pois acreditava que, ao fazer isso, perde-se o sentido do verdadeiro cristianismo.

“Fico vendo essa banalização que é feita hoje dentro das igrejas e penso que meu avô sentiria uma tristeza enorme em ver os púlpitos virando palanques. Ele tinha a visão de que, ao fazer isso, perde-se totalmente o sentido daquilo que é o cristianismo e a palavra ensinada por Jesus. As igrejas fazem um papel social importante para o país, mas, ao mesmo tempo, se deixaram levar por esse movimento”, declarou.

Bolsonaro confirma participação em evento de Silas Malafaia contra Moraes no 7 de setembro:

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Saiba quem é J.D. Vance, vice de Trump que foi crítico do ex-presidente no passado https://canalmynews.com.br/internacional/saiba-quem-e-j-d-vance-vice-de-trump-que-foi-critico-do-ex-presidente-no-passado/ Tue, 16 Jul 2024 17:46:46 +0000 https://localhost:8000/?p=44797 Companheiro de chapa do ex-presidente dos Estados Unidos entrou para a Marinha e serviu ao país no Iraque antes de se formar em direito, ciências políticas e filosofia

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O candidato republicano e ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump escolheu na segunda-feira (15) J.D. Vance, de 39 anos, para ser o vice-presidente de sua chapa à Casa Branca. Vance, um senador republicano pelo estado de Ohio, é graduado em direito pela Universidade de Yale e em ciências políticas e filosofia pela Universidade Estadual de Ohio. Ele é autor de um livro best-seller, a autobiografia Era uma vez um sonho, que virou filme indicado ao Oscar.

Vance nasceu e foi criado em Middletown, Ohio. Ele entrou para a Marinha dos Estados Unidos serviu ao país no Iraque antes de ir para a faculdade e obter seus três diplomas universitários. Trabalhou também como capitalista de risco no Vale do Silício. Muitos acreditam que a motivação por trás da nomeação de um candidato tão jovem é a relação dele com esse setor da economia dos EUA.

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Apesar de hoje ser um trumpista radical, Vance era um republicano anti-Trump em 2016, quando o ex-presidente ganhou a eleição. Ele chamou o ex-presidente de “perigoso” e “inapto” para o cargo e criticou o discurso racista do republicano, dizendo que ele poderia ser o “Hitler americano”. Mas tudo mudou em 2021, quando Vence e Trump se conheceram, e depois se aproximaram.

O empresário Kevin Roberts, presidente do grupo de reflexão política de viés conservador Heritage Foundation, se referiu a Vance como uma voz líder para o movimento conservador em questões importantes, incluindo uma mudança em relação à política externa intervencionista, economia de mercado livre e “cultura americana em geral”. Os democratas o chamam de extremista, citando posições provocativas que tomou, mas depois recuou, como o apoio a uma proibição nacional do aborto após 15 semanas durante sua campanha para o Senado.

Em sua autobiografia, Era uma vez um sonho, Vence retrata sua juventude conturbada e contexto familiar cheio de conflitos. Ele e a irmã mais velha foram criados pela mãe, que sofria com o vício em drogas, e pelos avós maternos. No texto, ele apresenta a avó, apelidada de Mamaw, como sua grande salvadora, pois “seu amor e disciplina o mantiveram no caminho certo”.

Assista abaixo ao trecho do Segunda Chamada de segunda-feira (15) e saiba mais sobre J.D. Vance:

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Direita aprendeu a usar as redes, enquanto esquerda continuou com discurso acadêmico, diz cientista política https://canalmynews.com.br/noticias/extrema-direita-soube-se-atualizar-e-engajar-nas-redes-enquanto-esquerda-ainda-fica-presa-em-discursos-academicos-diz-cientista-politica/ Tue, 02 Jul 2024 20:33:53 +0000 https://localhost:8000/?p=44349 Para Deysi Cioccari, a organização dos conservadores no universo digital explica em parte o avanço desse núcleo no Brasil e no mundo, principalmente entre os jovens

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A extrema direita soube se atualizar e engajar nas redes sociais, enquanto a esquerda ainda fica presa em discursos acadêmicos e teorias complexas. Foi o que afirmou ao MyNews a cientista política Deysi Cioccari, que participou do Segunda Chamada de segunda-feira (1º). Para ela, a organização da extrema direita no universo digital explica em parte o avanço desse núcleo político no Brasil e no mundo, principalmente entre os jovens.

“A extrema direita soube se atualizar e engajar nas redes sociais. A esquerda, por outro lado, parece que ficou para trás. Ainda continua presa naqueles debates acadêmicos, congressos e reuniões intermináveis, discutindo a teoria do socialismo”, diz.

Segundo Deysi, a extrema direita começou a se fortalecer na última década, quando pessoas alinhadas a esse espectro político perderam a vergonha de expressar suas opiniões publicamente. Ela relembra que, em 2014, o ex-presidente Jair Bolsonaro à época deputado federal proferiu xingamentos misóginos a deputada federal Maria do Rosário (PT), dizendo, entre outras ofensas, que não a estuprava porque ela não “merecia”. Depois do episódio, Bolsonaro passou a ser chamado de “mito” por apoiadores. Como cada indivíduo vive hoje dentro da própria bolha na internet, não demorou muito para esse pensamento ganhar força.

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“Quando surge Bolsonaro, ele traz à tona um pensamento que boa parte da população só pensava nas sombras. Ele tira isso das sombras e traz à superfície”, declara. “Com as redes sociais, em que cada um vive dentro de uma bolha, esses pensamentos começaram a se retroalimentar. E então tem-se a situação social que se apresenta hoje.”

A cientista política ressalta que a força da extrema direita é tamanha que conseguiu pôr em xeque organismos que, antes, a sociedade tinha como sólidos, a exemplo dos veículos de imprensa e institutos de pesquisa. Para ela, uma sociedade em que as instituições são descredibilizadas é terreno fértil para o avanço desse posicionamento extremo. Os ideais reacionários ganham ainda mais força na medida em que a esquerda apresenta soluções subjetivas para problemas urgentes, como a segurança pública.

“Frases de efeito como ‘bandido bom é bandido morto’ são facilmente entendidas pelas pessoas. Já soluções mais subjetivas não são compreendidas de imediato. Então existe toda uma narrativa que justifica a ascensão da extrema direita”, explica.

Assista abaixo ao Segunda Chamada de segunda-feira (1º):

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Eleição de Trump seria péssima para o Brasil e para o mundo, analisa jornalista https://canalmynews.com.br/opiniao/eleicao-de-trump-seria-pessima-para-o-brasil-e-para-o-mundo-analisa-jornalista/ Mon, 01 Jul 2024 15:52:10 +0000 https://localhost:8000/?p=44302 Tânia Fusco enxerga a expansão da extrema direita no mundo como um 'sinal grave' para a política internacional e para as democracias contemporâneas

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A eleição de Donald Trump para presidente dos Estados Unidos seria péssima para o Brasil e para o mundo, afirmou ao Segunda Chamada de sexta-feira (28) a jornalista Tânia Fusco, que enxerga a expansão da extrema direita no mundo como um “sinal grave” para a política internacional e para as democracias contemporâneas. Para ela, em um cenário de vitória de Trump, o diálogo entre o candidato republicano e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria “praticamente impossível”. Tânia acredita que a relação entre os dois líderes seria nula, assim como a que se tem hoje entre o petista e o presidente da Argentina Javier Milei.

“Acho [a eleição de Trump] péssima para o mundo, péssima para nós, péssima para tudo. A sensação que eu tenho ao imaginar essa possibilidade é a de que a gente nadou, nadou, nadou para morrer na praia. Fico muito desanimada com essa questão da expansão da direita”, afirma.

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A possibilidade de vitória de Trump na eleição americana, que ocorre em 5 de novembro deste ano, passou a ser considerada com mais atenção por analistas políticos depois da repercussão do debate presidencial, na quinta-feira (27). Na ocasião, o democrata Joe Biden foi duramente criticado pela voz rouca e performance letárgica, enquanto Trump atacou com agressividade.

Na visão do estrategista de comunicação internacional Ewandro Magalhães, que também participou do programa, Trump claramente se consagrou como o vencedor do debate, mas essa conquista não foi obtida por mérito dele. Para ele, o debate foi fraco do ponto de vista propositivo e marcado por pontos negativos de ambas as partes.

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“Houve um candidato vencedor, mas não por mérito próprio. Ele venceu por W.O, por assim dizer, porque o outro praticamente não compareceu”, diz.

“Nem Biden nem Trump parecem ter a capacidade de desempenhar sob pressão e fazer um discurso coerente. Enquanto um por vezes se atropela e esquece o que vai dizer, o outro se baseia em mentiras. A diferença é que, do ponto de vista da comunicação, um ainda é muito mais eficiente do que o outro”, acrescenta.

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A primeira pesquisa realizada depois de quinta-feira, feita pela empresa YouGov, refletiu o mau desempenho de Biden no debate. Segundo o levantamento, para 72% dos americanos, incluindo 46% dos democratas, o presidente deveria abandonar a candidatura. O cientista político Rafael Cortez, que também participou da conversa, avalia que a demanda pela substituição do democrata é maior do a viabilidade política disso. Para ele, o custo político dessa troca seria muito alto para o Partido Democrata.

“Fazer uma substituição nos 45 minutos do segundo tempo iria depor contra a própria administração de Biden. Essa insatisfação iria consequentemente respingar em Kamala Harris [vice-presidente dos EUA], que vem sendo cotada para assumir a candidatura caso Biden desista”, declara. “Nomes mais fortes, como Michelle Obama, também me parecem difíceis de surgir como uma alternativa. Então não é um desafio trivial.”

Assista abaixo ao Segunda Chamada de sexta-feira (28):

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O ataque à democracia e o desprezo pela civilidade https://canalmynews.com.br/politica/o-ataque-a-democracia-e-o-desprezo-pela-civilidade/ Tue, 10 Jan 2023 11:46:31 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35322 O dia oito de janeiro de 2023, no ataque orquestrado aos Três Poderes da República, marcará, de forma indelével, nossa história e nossa sociedade, numa profunda cicatriz

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“E se pensas que burlas as normas penais. Insuflas, agitas e gritas demais. A lei logo vai te abraçar, infrator. Com seus braços de estivador” (Chico Buarque).

O dia oito de janeiro de 2023 marcará, de forma indelével, nossa história, nossa sociedade, numa profunda cicatriz. Foi orquestrado um ataque, simultâneo, aos três Poderes da República, um ataque, no limite, à democracia e ao nosso Estado Democrático de Direito.

As imagens mostram uma turba enfurecida depredando as instalações do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto. Não foi nosso Capitólio, foi pior, muito pior, já que foi organizado e financiado objetivando ocupar e trazer o caos não só ao Distrito Federal, mas, também, a multiplicação destas ações nos vários estados brasileiros, com fechamento de estradas, refinarias, paralisação dos caminhões, entre outras estratégias amplamente divulgadas nas redes sociais ocupadas por bolsonaristas da extrema-direita.

Os eventos do domingo, em Brasília, não se resumiu a uma depredação, apenas. Não foram os prédios, os móveis, documentos e obras de arte de valor incalculável destruídos; foram torpedos de ódio direcionados aos valores da democracia, da vida republicana e das leis.

O ataque foi material e imaterial, simbólico. Nada, absolutamente nada, do que ocorreu foi por acaso ou uma surpresa para os que acompanharam de perto a política brasileira e mundial nos últimos anos. A divulgação da ocupação da Praça dos Três Poderes e a invasão dos prédios, bem como a continuidade em pontos e cidades estratégicas do país foi prenunciada pelos próprios bolsonaristas e foram captadas por estudiosos e por jornalistas que se debruçam na temática da extrema direita.

A destruição assistida, ao vivo, nas televisões ou nas redes sociais, não teria como promover uma ruptura, um golpe, já que, para isso, as condições objetivas demandam mais do que ônibus, refeições, banheiros químicos e barracas. Se, objetivamente, as condições de um golpe não se apresentam; ao menos, agora, está claro que, subjetivamente, nós temos muitos indivíduos e grupos dispostos, com vontade e com influenciadores, jornalistas, empresários e pessoas comuns que se afirmam do lado oposto da democracia.

Domingo, 08/01/23, demarcou, definitivamente, uma fronteira e que foi ultrapassada. Não eram apenas manifestações de descontentamento com as urnas, com o sistema eleitoral, com o resultado das eleições. Não. O desejo é de não aceitar a democracia e suas regras; de não aceitar a convivência dos três Poderes, sendo basilar que cada poder sirva de freio e contrapeso aos demais; o desejo é de instaurar o caos e, com isso, aguardar um líder messiânico e autocrata capaz de impor ordem e submeter todos os que pensam de forma diferente à tirania.

A aposta no caos está no pensamento, na ideologia, difundida por Steve Bannon, Alexander Dugin e no falecido Olavo de Carvalho, para ficar nos mais conhecidos. São os que não apenas querem bloquear e destruir a democracia, mas que são contrários às conquistas da Modernidade, do Iluminismo e das democracias liberais.

Há autores e livros que nos indicam as facetas e as dimensões deste fenômeno, alguns, à guisa de exemplo: “Tempestade ideológica – bolsonarismo: a alt-right e o populismo iliberal no Brasil”, de Michele Prado; “Guerra cultural e retórica do ódio: crônicas de um Brasil pós-político”, de João Cezar de Castro Rocha e “Brasil em transe: bolsonarismo, nova direita e desdemocratização”, de Rosana Pinheiro-Machado e Adriano de Freixo e “Menos Marx, mais Mises: o liberalismo e a nova direita no Brasil”, de Camila Rocha.

Que fique claro, límpido, evidente: o terrorismo doméstico, nos moldes da definição do FBI está entre nós e não são aloprados, uma minoria, um punhado de fanáticos. Muitos riram do comportamento dos bolsonaristas que foram acampar nas portas dos quartéis, de suas orações, de seu choro, do pedido de intervenção militar e até do pedido de ajuda aos extraterrestres. Tudo isso formou um caldo de cultura que, há muito, se faz presente na vida politica e no cotidiano dos brasileiros.

Ao final e ao cabo da eleição, o candidato derrotado não reconhece a vitória de seu adversário e coloca-se num silêncio eloquente, num silêncio que fala muito. Rodovias foram bloqueadas, tiros desferidos contra postos operacionais de concessionárias nas estradas, um órgão que não chegou aquele que aguardava transplante, um menino que quase ficou cego e que teve um pai desesperado pedindo para seguir viagem, ônibus queimados e um quase jogado de cima de um viaduto e até uma bomba sendo colocada num caminhão tanque que seria levado ao aeroporto de Brasília e que, segundo a fala do autor, deveria desencadear a decretação de um “estado de sítio” e de intervenção militar.

Isso tudo que aqui foi descrito e que está amplamente divulgado pelos meios de comunicação é resultado – direto e indireto – de um ataque à política, aos políticos e às instituições. A violência existe, sempre existiu, mas é monopólio do Estado nas sociedades alicerçadas sobre as leis e sobre a democracia. O Estado e a política, bem como as instituições e a própria democracia não são perfeitos. A violência, em Brasília e noutras áreas de nosso país, nega a política, é o contrário da política, que visa resolver os conflitos por intermédio do diálogo, no ambiente institucional, com regras e leis.

Negar e atacar a democracia e o Estado e seus Poderes, independente de quem é o político que ocupa o poder, é apostar no caos, na anomia e no distanciamento da civilidade, do convívio e de qualquer projeto de vida coletiva.

Que os lamentáveis episódios que assistimos sejam objeto de investigação, dentro da lei. Sem vingança e sem perseguições, apenas a força da lei e das instituições. Que agentes públicos entendam que sua função é proteger o cidadão, o patrimônio público, independente de quaisquer colorações políticas. O Estado, suas instituições, como as polícias e Forças Armadas, são permanentes, não podem, jamais, ser instrumentalizadas por qualquer político, partido ou ideologia.

Fiquemos, por fim, com uma reflexão: o que queremos para nossa sociedade? Paz, tranquilidade, leis e instituições funcionando no bojo da democracia ou o vandalismo, a destruição e a violência, simbólica e concreta em nossas ruas? Em que pese que a letra de Chico Buarque, do “Hino de Duran”, foi escrita em outro contexto, mas uma das suas estrofes parece bem atual e necessária: “A lei logo vai te abraçar, infrator”.

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Bolsonaro é o retrocesso de 30 anos em 3 https://canalmynews.com.br/politica/bolsonaro-e-o-retrocesso-de-30-anos-em-3/ Sat, 16 Jul 2022 23:13:21 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=31605 O vereador do Psol Chico Alencar lançará o livro Democracia e Vida sobre o Brasil no bicentenário da independência do país. Ele diz que o presidente Bolsonaro é uma síntese inesperada do que há de pior na política brasileira

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Como parte dos lançamentos esperados para a comemoração do bicentenário da Independência do Brasil, o vereador Chico Alencar,  do PSol do Rio, lançará o livro Democracia e Vida e nesta entrevista ao MyNews Eleições falou um pouco do que abordou no livro. Alencar que é professor de história fez uma análise de como chegamos a estes 200 anos de independência e conclui: a eleição de Jair Bolsonaro nos fez retroceder 30 anos em três.

“A gente ainda está procurando os valores republicanos, a afirmação como sociedade, a democracia e Bolsonaro é uma síntese inesperada do que há de pior na política brasileira”. Segundo ele, o presidente representa uma derrota das forças progressistas e democráticas um retrocesso tremendo.

Retrocedemos em tudo e basta dar uma olhada em números dos mais diversos setores para constatar os enormes desafios que estão postos, do meio ambiente à educação, saúde, pesquisas etc.  Daí que fica a dúvida, como então o presidente consegue manter uma fatia do eleitorado com tantos indicadores de piora na qualidade de vida?

Bolsonaro atrai um tipo de eleitor se que sua imagem e semelhança como avaliam alguns estudiosos. Alencar conta que Renato Lessa, cientista político, criou uma expressão “Homus Bolsonaro”, para definir o tipo de eleitor que mantém seu apoio ao presidente mesmo depois de constatar que “é uma figura tosca que não convive bem com a racionalidade política, portanto não convive bem com a divergência, que não tem interesse pela formação das ideias na sociedade, que não conhece nada dos iluministas”, resume.

Bolsonaro, diz Alencar, mostra que a extrema direita cresceu. “A extrema direita perdeu o pudor, saiu do armário e hoje temos no Brasil uma extrema direita com base de massa. Com voto inclusive no meio do povo”, diz ele.

No tempo do Plínio Salgado, do Integralismo dos anos 30 do século passado, houve de fato um crescimento da extrema direita que era reflexo da ascensão do Nazismo e do Fascismo. “A extrema direita avultou aqui no Brasil, tanto que a Ação Integralista Brasileira filiou um milhão de pessoas em poucos meses. Mas depois com a queda do fascismo e nazismo na Europa ela reduziu, mas sempre existiu. Agora ela ganhou a presidência da República”, diz.

Mas ele chama atenção para o fato de que hoje Bolsonaro está se tornando disfuncional até para a elite econômica que o apoiou porque o Brasil piorou em todos os aspectos.

A íntegra da entrevista você pode ver no vídeo abaixo da série MyNews Eleições

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“Briga com a realidade” de Bolsonaro causa atraso no envio de insumos chineses, diz analista https://canalmynews.com.br/mais/briga-com-a-realidade-de-bolsonaro-causa-atraso-no-envio-de-insumos-chineses-diz-analista/ Fri, 21 May 2021 19:47:05 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/briga-com-a-realidade-de-bolsonaro-causa-atraso-no-envio-de-insumos-chineses-diz-analista/ Postura anti-China do presidente cria entraves na diplomacia e ignora “dependência fundamental”, diz professor da Unesp

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A China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009 e fornecedor estratégico do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) para a produção de vacinas contra covid-19. Ainda assim, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus aliados costumam atacar publicamente Pequim. Para Alexandre Fuccille, professor de relações internacionais da Unesp, este “descompasso” é causado por um desejo de Bolsonaro de ignorar a China. O problema, todavia, é a realidade.

“Há um descompasso entre o que Bolsonaro, o presidente gostaria que fosse, entre um desejo e o que é a realidade. O desejo seria, na verdade, dar de ombros à China e justamente denunciar como uma ditadura comunista, ateia e assim por adiante. A realidade é que nós estamos falando da segundo economia do planeta, do maior parceiro comercial da maior parte da América do Sul”, diz o analista ao MyNews.

Jair Bolsonaro recebe o Presidente da República Popular da China, Xi Pinping, durante a Cúpula dos Brics no Brasil, em 2019.Foto: Alan Santos/PR
Jair Bolsonaro recebe o Presidente da República Popular da China, Xi Pinping, durante a Cúpula dos Brics no Brasil, em 2019.Foto: Alan Santos/PR.

Nesta semana, o embaixador da China no Brasil, Yan Wanming, anunciou a liberação do envio de IFA da China ao Brasil para a produção de vacinas contra covid-19 pelo Instituto Butantan e pela Fiocruz. De acordo com Yan, o IFA permitirá a produção de 16,6 milhões de doses de imunizantes.

O anúncio da remessa foi realizado após reunião do embaixador chinês com o governadores do Consórcio Nordeste e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). O diretor do Butantan, Dimas Covas, já afirmou em entrevistas anteriores que a entrega do IFA chinês atrasou por entraves burocráticos.

Fuccille acredita que este cenário de “morde e assopra” no envio do ingrediente tem influência da postura anti-China de Bolsonaro. O fornecimento de IFA não é suspenso, mas posto em marcha lenta, o que cria uma reação do mundo político que consegue normalizar as exportações, até que uma “nova grosseria do Palácio do Planalto” faz repetir todo o ciclo.

“A China tem esta importância e quem quiser brigar com isso, na verdade, está brigando com a realidade”, diz o professor da Unesp.

O pesquisador também destaca que após a derrota eleitoral de Donald Trump nos Estados Unidos, o Brasil passou a ser o principal país governado pela extrema-direita no cenário global. O Brasil de Bolsonaro também é o principal país do discurso anti-China do mundo, avalia Fuccille.

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Bolsonaro é “extremista de direita” e “perigo para o mundo”, diz jornal britânico https://canalmynews.com.br/politica/bolsonaro-e-extremista-de-direita-e-perigo-para-o-mundo-diz-jornal-britanico/ Tue, 06 Apr 2021 15:32:56 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/bolsonaro-e-extremista-de-direita-e-perigo-para-o-mundo-diz-jornal-britanico/ O periódico The Guardian publicou texto de opinião com duras críticas ao presidente brasileiro

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Em editorial, o jornal The Guardian classificou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como um perigo para o Brasil e o mundo. A publicação destaca o surgimento de uma variante brasileira de covid-19, o uso da Lei de Segurança Nacional contra críticos, o avanço do desmatamento na Amazônia e outros episódios.

O editorial é uma sessão em que a publicação destaca sua própria opinião sobre fatos ou personagens. Nas versões impressas, o editorial costuma acompanhar as primeiras páginas dos jornais e revistas.

“Este é um homem com histórico de denegrir mulheres, gays e minorias, que elogiava o autoritarismo e a tortura. O pesadelo se revelou ainda pior na realidade”, afirma o The Guardian.

O jornal britânico destaca a demissão do ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva por uma possível oposição ao desejo do presidente de usar as Forças Armadas como uma “ferramenta política pessoal” e diz que, se Bolsonaro perder as próximas eleições, pode tentar continuar no poder ilegalmente, como fez Donald Trump nos Estados Unidos.

O editorial destaca que ainda há “alguns motivos para a esperança”, diz que a “elite econômica” pode estar pensando em abandonar Bolsonaro, setores militares demonstram descontentamento e o retorno de Lula à política eleitoral pode fomentar o surgimento de um candidato “menos extremista”. “Sua saída seria bem-vinda para o Brasil e o resto do mundo”, diz o jornal.

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O custo da politização do Itamaraty https://canalmynews.com.br/creomar-de-souza/o-custo-da-politizacao-do-itamaraty/ Mon, 29 Mar 2021 16:02:26 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/o-custo-da-politizacao-do-itamaraty/ Prevaleceu a ideia segundo a qual o Itamaraty poderia ser um parque de diversões da extrema-direita sem maiores consequências

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O Itamaraty nunca foi um ministério particularmente cobiçado. Controla uma fatia ínfima do orçamento federal, não possui cargos de livre provimento que permitam oferecer cabide de empregos, tem impacto reduzido nos chamados currais eleitorais. Ulysses Guimarães teria dito, a certa altura, que o Itamaraty só dá votos em Moçambique, provavelmente uma referência aos programas de cooperação técnica pilotados pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do ministério.

Isso mudou paulatinamente e não em benefício dos interesses do país. A política externa passou a ser parte central da guerra de narrativas. Não é casual que no atual governo o Itamaraty tenha se tornado uma ponta de lança da chamada guerra cultural, ao passo que sua outrora respeitada Fundação Alexandre de Gusmão tenha se transformado na trincheira dessa guerra, dando guarida a teorias conspiratórias, produtores de fake news, militantes monarquistas e toda uma fauna de personagens sem credenciais acadêmicas, porém ativos nas redes sociais.

O Itamaraty virou peça-chave nesse esquema por conta da importância estratégica da chamada guerra cultural na visão dos militantes olavistas, para quem a luta contra o comunismo é uma luta internacional, daí a necessidade de aliar-se não com países específicos, mas com as forças políticas conservadoras que se opõem ao globalismo: Trump, Orbán, Salvini e companhia. De certa forma, isso contradiz a visão de Ulysses, já que o Itamaraty passou a dar votos, ainda que entre os militantes mais exaltados, porém considerados fundamentais no esquema de mobilização política do presidente Bolsonaro.

Os políticos tradicionais, empresários, banqueiros, alguns articulistas de jornal e até militares sempre torceram o nariz para a condução ideológica da nossa diplomacia, mas não encararam o problema de frente. Prevaleceu a ideia segundo a qual o Itamaraty poderia ser um parque de diversões da extrema-direita sem maiores consequências; ao contrário, por exemplo, do Ministério da Economia e outras pastas mais técnicas, como Minas e Energia e Infraestrutura. Por isso, a pressão para mudanças de rumo na diplomacia demorou a aparecer. E isso tem a ver também com os tempos da diplomacia.

Ao contrário do tempo da política, da economia e do ciclo de notícias, a diplomacia trabalha em outro diapasão e seus erros e acertos são menos evidentes do curto prazo. Colhe-se o que foi semeado, mas não imediatamente. Foi preciso uma crise aguda múltiplas dimensões para que nossa elite se desse conta, quase que no susto, que a política externa equivocada de queimar pontes gratuitamente e subordinar suas escolhas a preferências ideológicas tem custos exorbitantes diante da emergência nacional que vivemos.

É como se num belo dia acordássemos com uma chuvarada na cabeça e nos déssemos conta, então, que um teto faz falta, ainda que a previsão fosse de tempo bom e sol inclemente. Hoje, finalmente, estamos acordando para o fato de que uma diplomacia profissional e uma política externa que defenda nossos interesses nacionais, pautada pelos princípios constitucionais, não é um luxo, mas uma necessidade básica.

Será difícil e trabalhoso reconstruir o teto que nos abriga das intempéries internacionais e resgatar a diplomacia profissional que foi escanteada nos últimos tempos e deu lugar às sandices de uma facção extremista. Mas realizar esse ajuste é mais urgente no que nunca se quisermos ter capacidade de atender nossas necessidades de acesso a insumos, vacinas, capitais e tecnologia, de modo a garantir a saúde e a prosperidade de nosso povo.

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Discussão na CCJ mostra “radicalização” do bolsonarismo, diz historiador https://canalmynews.com.br/politica/discussao-na-ccj-mostra-radicalizacao-do-bolsonarismo-diz-analista/ Thu, 18 Mar 2021 20:23:31 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/discussao-na-ccj-mostra-radicalizacao-do-bolsonarismo-diz-analista/ Os deputados federais Paulo Teixeira (PT-SP) e Carlos Jordy (PSL-RJ) tiveram uma troca ríspida durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça

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O professor de história da Universidade Federal de Juiz de Fora e estudioso do integralismo Odilon Caldeira acredita que o bate-boca na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) é um sinal da radicalização do bolsonarismo e da extrema-direita.

“Nos últimos anos, o que se tem notado na realidade política brasileira, particularmente de alguns nichos da extrema-direita e ainda mais particularmente nos nichos do bolsonarismo, é uma intensa radicalização com esse aspecto da agitação e propaganda”, afirma Caldeira em entrevista ao Almoço do MyNews.

A briga na CCJ começou após o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) chamar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de “genocida” por conta do número de mortos pela pandemia da covid-19. O petista foi interrompido pelo deputado Carlos Jordy (PSL-RJ), que chamou o colega de “vagabundo” e disse que não iria “tolerar esse tipo de comportamento”.

A discussão seguiu por alguns minutos, e continuou mesmo com os pedidos de calma da presidente da comissão, a deputada Bia Kicis (PSL-DF), que resolveu encerrar a sessão.

Odilon ressalta que antes de Jordy ser eleito em 2018, ele já era ativo nos circuitos da extrema-direita do Rio de Janeiro e participou, em 2017, de uma homenagem a Gumercindo Rocha Dorea, responsável por publicar obras integralistas.

“Essas novas ondas, novas expressões da extrema-direita, ele opta sobretudo não apenas por um não intelectualismo, mas sim pelo anti-intelectualismo. Faz um jogo político da propaganda política dessas figuras de linguagem, desses processos de agitação política, de provocação política. O caso do Jordy é uma estratégia bastante comum a uma extrema-direita global e particularmente do bolsonarismo”, explica o historiador.

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