Arquivos gabinete do ódio - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/gabinete-do-odio/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Fri, 12 Jul 2024 15:17:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Abin Paralela tinha objetivo de consumar um golpe de Estado, diz comentarista https://canalmynews.com.br/noticias/abin-paralela-tinha-objetivo-de-consumar-um-golpe-de-estado-diz-comentarista/ Fri, 12 Jul 2024 15:16:24 +0000 https://localhost:8000/?p=44675 Segundo investigação, policiais, servidores e funcionários da Abin formaram organização criminosa para espionar autoridades e desafetos políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro

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A chamada “Abin Paralela” visava desestabilizar as instituições democráticas para consumar um golpe de Estado, afirmou ao Segunda Chamada de quinta-feira (11) a comentarista política Andrea Gonçalves. As investigações sobre o esquema, que teve o sigilo retirado na quinta-feira, apontam para uma série de irregularidades no uso de sistemas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionar autoridades e desafetos políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo os investigadores, policiais, servidores e funcionários da Abin invadiram os celulares e computadores de 22 pessoas, formando uma verdadeira organização criminosa.

“A ‘Abin Paralela’ tinha um objetivo certo e determinado, que era causar a desestabilização das instituições democráticas para um fim específico: uma tentativa de golpe”, disse Andrea. “O delegado que fez todo esse trabalho escreveu no relatório que, direta ou indiretamente, todas as informações, verdadeiras ou não, foram utilizadas pelo gabinete do ódio e acabaram reverberando no ataque à democracia em 8 de janeiro.”

Leia mais: ‘Sensação de impunidade por parte de agentes do Estado é legado da ditadura’, diz ex-preso político

Os investigadores encontraram provas de que, a partir da espionagem, delegados e agentes da Polícia Federal eram responsáveis pela criação de relatórios forjados, com informações falsas, que ligavam as pessoas monitoradas a organizações criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC). Esses relatórios eram enviados para o chamado “gabinete do ódio”, milícia digital liderada por Carlos Bolsonaro. Enquanto as mentiras tinham o objetivo de destruir reputações de autoridades públicas, as informações coletadas eram usadas para chantagear, intimidar e calar adversários.

Em vídeo enviado ao MyNews, o deputado federal Kim Kataguiri (União), um dos alvos da Abin Paralela, afirmou que a confirmação de que estava sendo espionado o deixa “feliz”, uma vez que os criminosos investigaram toda a vida dele e, ainda assim, não encontraram nada que pudesse ser usado para prejudicá-lo. Disse, ainda, que o esquema mostra o “caráter autoritário e persecutório do governo Bolsonaro”, que estava mais preocupado em perseguir adversários políticos do que em governar. Por fim, alertou que tomará todas as medidas judiciais cabíveis para responsabilizar as pessoas envolvidas na organização criminosa.

Assista abaixo ao Segunda Chamada de quinta-feira (11):

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Comparar ‘gabinete do ódio’ de Bolsonaro com suposto ‘gabinete da ousadia’ sob Lula é descabido, diz advogada https://canalmynews.com.br/opiniao/comparar-gabinete-do-odio-de-bolsonaro-com-suposto-gabinete-da-ousadia-sob-lula-e-descabido-diz-advogada/ Tue, 18 Jun 2024 19:08:47 +0000 https://localhost:8000/?p=43961 Reportagem d'O Estado de S. Paulo apontou que membros da Secom se reúnem diariamente para definir estratégias de comunicação nas redes

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Afonso Marangoni recebe a jornalista Mara Luquet e a advogada Estela Aranha no Segunda Chamada de segunda-feira (17)

Comparar o “gabinete do ódio” instaurado no governo Bolsonaro com o “gabinete da ousadia” sob Lula é descabido. Foi o que afirmou a advogada Estela Aranha, ex-assessora especial da Secretaria Nacional para Direitos Digitais do Ministério da Justiça. A declaração foi dada no programa Segunda Chamada de segunda-feira (17), em que Afonso Marangoni levantou discussão sobre essa suposta estrutura articulada pelo governo federal, descrita pela primeira vez em reportagem d’O Estado de S. Paulo.

Segundo a apuração do jornal, “membros da Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência da República se reúnem diariamente com equipes do que ficou conhecido como ‘gabinete da ousadia’ do PT, versão do ‘gabinete do ódio’ da gestão Bolsonaro’. “Eles definem estratégias para ‘pautar as redes’ e, eventualmente, influenciadores pró-governo também são chamados para tratar de assuntos que interessam ao Planalto”, diz ainda o texto. Para Estela, essa dinâmica nada tem a ver com a estrutura montada no governo anterior, que tinha o intuito de disseminar notícias falsas e atacar autoridades a fim de obter ganhos políticos.

Leia também: Como funciona o “Gabinete do Ódio”, segundo documentos do STF

“Não é porque se faz reunião e se discutem pautas políticas que é gabinete do ódio”, afirmou Estela. “Eventualmente, podem ter circulado nas redes publicações esquisitas [que contivessem fake news ou ataques pessoais a figuras da oposição], mas isso não significa que exista uma estrutura estatal por trás disso. Não tem nenhuma equivalência, nenhuma simetria.”

A jornalista Mara Luquet, que também participou do debate, faz a mesma avaliação. Ela acredita que não haja um novo “gabinete do ódio” sob Lula, e que qualquer comparação dessa dinâmica com o “gabinete de ódio” de Bolsonaro é indevida. Para ela, não há nada antiético ou imoral em promover reuniões diárias para discutir e alinhar políticas de comunicação — principalmente se a finalidade dessas políticas for disseminar informações confiáveis e promover uma educação midiática.

“É importante que o governo não esconda o que vem fazendo, porque não há nada de errado nisso”, disse Mara. “Mas é preciso mostrar como é feito, e chamar à responsabilidade se erros forem cometidos no caminho.”

Assista ao trecho do Segunda Chamada de segunda-feira abaixo:

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Veja o que se sabe sobre operação da PF que tem Carlos Bolsonaro como alvo https://canalmynews.com.br/politica/veja-o-que-se-sabe-sobre-operacao-da-pf-que-tem-carlos-bolsonaro-como-alvo/ Tue, 30 Jan 2024 04:39:32 +0000 https://localhost:8000/?p=42228 Nova etapa da operação da Polícia Federal contra a 'Abin Paralela' foi deflagrada nesta segunda (29) e teve como alvos de busca e apreensão o vereador Carlos Bolsonaro e seus assessores

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A operação deflagrada nesta segunda-feira (29) é fruto do desdobramento de investigações da Polícia Federal sobre esquema ilegal de espionagem durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, contra autoridades, jornalistas e advogados entre 2019 e 2022. As buscas foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e um dos alvos da operação é o vereador Carlos Bolsonaro. Os mandatos foram autorizados para a residência e gabinete de Carlos, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Segundo informações da Polícia Federal, o filho do ex-presidente Bolsonaro é “a principal pessoa da família que recebia informações da Abin paralela”. Os investigados podem responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático alheio, organização criminosa e interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei.

Durante o cumprimento dos mandados contra Carlos Bolsonaro, foram encontrados equipamentos que seriam de propriedade da Abin. Diante disso, a coordenação de comunicação social da agência informou à Agência Brasil que “iniciou imediatamente apuração sobre o caso”.

Segundo informou a coluna do Paulo Cappelli, no Metrópoles, e também em sua participação no Canal MyNews, o presidente Lula decidiu exonerar Alessandro Moretti, diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência. A exoneração deve ser publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (30). Luiz Fernando Corrêa segue na chefia da Abin.

Na última quinta-feira (25), foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, tendo como primeiro alvo o deputado federal Alexandre Ramagem (PL), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Bolsonaro. A PF investiga a suspeita de que uma organização criminosa teria funcionado dentro da Abin para, além de monitorar ilegalmente os que eram considerados adversários, beneficiar os filhos do então presidente.

No programa Segunda Chamada dos dias 25 e 26 de janeiro, aqui no Canal MyNews, o jornalista político João Bosco Rabello em sua análise lembrou à audiência entrevista do ex-ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, à TV Cultura em março de 2020. Bebianno revelou durante o programa Roda Viva que um belo dia, o Carlos me aparece com o nome de um delegado federal, de três agentes, que seriam uma Abin paralela porque ele não confiava na Abin. O general Heleno foi chamado, ficou preocupado com aquilo, mas ele não é de confrontos e o assunto acabou ali com o general Santos Cruz e comigo. Nós aconselhamos ao presidente que não fizesse aquilo de maneira alguma. (…) eu não sei, depois eu saí, se isso foi instalado ou não”

Em entrevista ao MyNews, a ex-deputada Joice Hasselmann afirmou que a denúncia em CPMI foi feita por ela, porém que as informações tinham vindo de uma conversa que “flagrou”, quando foi líder do governo, entre o general Heleno e o ex-presidente Bolsonaro: “eu peguei uma conversa truncada sobre essa coisa de construção de dossiês e como o pessoal da Abin faria” e completa que houve um constrangimento na ocasião. Por fim, a ex-deputada diz que na época já “trocava figurinhas” sobre o assunto com Bebianno, que ele não podia ainda afirmar que a Abin paralela já estava montada na ocasião da entrevista mencionada acima, mas que “já estava montada, o Bebianno foi monitorado pela Abin paralela, pela paranóia do Carlos que chegou a insinuar que o Bebianno teria alguma coisa a ver com o ataque que aconteceu ao pai dele, o Jair Bolsonaro”

O programa Segunda Chamada de hoje, 29 de janeiro de 2024, sob a condução de Afonso Marangoni e comentários de João Bosco Rabello, recebeu o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) e o jornalista Paulo Cappelli para falar sobre as atualizações da Operação Vigilância Aproximada e seus desdobramentos. O deputado está em busca de assinaturas para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar atuação da agência. Assista:

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‘Gabinete do ódio’ negociou ferramenta de espionagem em viagem a Dubai https://canalmynews.com.br/politica/gabinete-do-odio-negociou-ferramenta-de-espionagem-em-viagem-a-dubai/ Mon, 17 Jan 2022 19:17:46 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=23014 Ferramenta seria capaz de invadir dispositivos e acessar informações somente pela rede Wi-fi

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Um membro do chamado “gabinete do ódio” usou a viagem oficial do presidente Jair Bolsonaro a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para negociar uma ferramenta de espionagem. De acordo com uma reportagem publicada no Uol pelos jornalistas Jamil Chade e Lucas Valença, uma pessoa ligada ao vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos) procurou a ferramenta, chamada DarkHorse, em uma feira aeroespacial.

 

A tecnologia pode ser utilizada para “infectar” dispositivos como celulares e notebooks através da conexão por redes wi-fi, apanhando informações consideradas confidenciais. A reportagem aponta, ainda, que o “gabinete do ódio” mantém negociações com outras empresas do gênero, como a Polus Tech, sediada na Suíça.

Carlos Bolsonaro não comentou sobre o assunto, mas a reportagem provocou fortes xingamentos aos jornalistas nas redes sociais. Foto: Caio César/CMRJ

 

No Almoço do MyNews desta segunda (17), Jamil Chade detalhou a informação e alertou que a aquisição de dispositivos de espionagem pode causar impactos diretos no processo eleitoral brasileiro. “A questão principal é a provável monitoração de opositores, jornalistas, ativistas de direitos humanos e outras pessoas que possam investigar membros do governo ou fazer o seu trabalho de jornalista.”, complementou Jamil.

 

Procurado pelo jornalista, o vereador Carlos Bolsonaro não respondeu. Entretanto, desde que a reportagem foi ao ar, as redes sociais de Chade foram bombardeadas de ataques e ameaças de contas falsas, o que mostra que o assunto causa irritação em algum meio.

 

Veja a íntegra do Almoço do MyNews sobre o gabinete do ódio desta segunda-feira (17):

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