Arquivos governança - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/governanca/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Wed, 13 Jul 2022 20:02:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Governança é primordial para que a startup cresça saudável e atraia investidores https://canalmynews.com.br/economia/governanca-e-primordial-para-que-a-startup-cresca-saudavel-e-atraia-investidores/ Wed, 13 Jul 2022 20:02:11 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=31514 Grande parte dos investidores brasileiros ainda não tem maturidade ao risco e precisa de algumas garantias, como quantidade de clientes, volume de faturamento e taxa de crescimento.

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No livro The Startup J Curve, Howard Love aborda que os pontos entre o início de um negócio e a validação do produto e seu modelo são vitais para o empreendimento. Esse período foi nomeado por ele de “Vale da Morte das Startups”, fazendo parte da curva em formato “J”, e mostra todas as etapas que a startup passa em direção ao sucesso. Dentro do cenário avaliado por ele, 90% das novas empresas precisam mudar seus escopos iniciais, provavelmente duas ou três vezes antes de conseguir passar o “vale da morte”.

Nesse momento crucial, as startups queimam caixa, sem lucro. Elas operam buscando atingir o ponto de equilíbrio, mas encontram problemas como validação de clientes, produtos e modelos de negócios. Também é comum encontrarmos falta de planejamento, de maturidade dos empreendedores e até de engajamento baixo por parte dos sócios.

Uma pesquisa do Sebrae mostrou que os principais motivos que levam essas empresas a fecharem as portas são acesso ao capital (42%), dificuldades para entrar no mercado (21%) e problemas na gestão do negócio (12%). Quando se fala de acesso ao capital e entrada no mercado, qual é o melhor dinheiro para uma empresa? O proveniente de clientes! Muitas vezes o empreendedor está tão viciado na roda do investimento que se esquece de olhar para os clientes. Assim, ele vai cada vez mais trazendo sócios, que muitas vezes não colaboram com o negócio, vai inflando seu capetable, sem pensar no prejuízo futuro com grandes fundos e acaba apenas captando recursos sem valor.

Os clientes garantem a viabilidade do negócio através de faturamento. Assim o valuation da startup cresce positivamente aos olhos de investidores de peso. Os consumidores validam, melhoram o produto. Outro fator determinante é a indicação. É uma somatória de fatores que fortalecem a marca.

Muitas vezes o empreendedor quer tanto aperfeiçoar o produto antes de entrar no mercado que perde o timing, o oceano azul. O produto deve ser ajustado pelo mercado, de acordo com os feedbacks dos clientes. Os ajustes devem fazer parte do dia a dia da startup. A ideia inicial pode sofrer alterações que chegam a mudar o conceito inicial, e isso pode frustrar quem criou a ideia. O que vale nesse mundo é a execução.

Vi um dado que 90% dos empreendedores esbarram fortemente no quesito venda do produto/serviço oferecido, seja por falta de conhecimento e/ou experiência comercial ou porque acreditaram que rapidamente já estariam vendendo. O mercado está fervilhando de novos empreendimentos todos os dias. De acordo com a Associação Brasileira de Startups, de 2015 até 2019 o número de startups no Brasil saltou de 4.151 para 12.727, um aumento de 207%. Estes números demonstram que o foco deve ser apresentar ao mercado a solução, e ir ajustando o mesmo conforme as demandas forem surgindo. Buscar clientes para alcançar o ponto de equilíbrio.

Outro grande erro que leva excelentes empreendedores a não prosperarem é achar que se vive sozinho, que se consegue fazer tudo sem ajuda. Primeiro, é raro ter investidores que apostam em um único founder. Times multidisciplinares são essenciais para a sobrevivência de qualquer negócio. E, se está montando um negócio, pelo menos você tem que entender do que está falando.

Um aspecto muito contraditório que ocorre com frequência é os empreendedores não quererem fazer sacrifícios próprios, pôr a mão no bolso para investir no próprio negócio. Abdicar de seus bens, como vender o carro ou alugar um apartamento menor, para pegar esse dinheiro e usá-lo de caixa para os primeiros meses, e por isso vão atrás de pessoas que podem financiá-los. Parece contraditório porque o primeiro que precisa acreditar no seu negócio é o próprio empreendedor, logo, por que não colocar investir em si? Você pode não ter todo o dinheiro que precisa e por isso precisa de um investidor-anjo, mas quando for falar com um e contar que aportou seu capital, ele vai olhar de modo diferente.

O empreendedor precisa ter em mente que o mercado de startups é crescente e acelerado, e deve aproveitar o oceano azul que possa existir para crescer. Grande parte dos investidores brasileiros ainda não tem maturidade ao risco e precisa de algumas garantias, como quantidade de clientes, volume de faturamento e taxa de crescimento; e que a governança é primordial para que a startup cresça saudável e atraia investidores.

 

*Ana Debiazi é CEO da Leonora Ventures, Corporate Venture Builder com DNA inovador e com proposta de trazer soluções para os setores de educação, logística e varejo e promover a aproximação entre organizações já consolidadas e startups – leonoraventures@nbpress.com 

 

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Governança está cada vez mais ativa como ferramenta de proteção às entidades de previdência https://canalmynews.com.br/economia/governanca-ferramenta-de-protecao/ Thu, 16 Dec 2021 15:28:08 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/governanca-ferramenta-de-protecao/ A Governança se tornou um importante instrumento de gerenciamento das empresas

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Felizmente, a governança corporativa atingiu um alto nível de maturidade se tornando algo real e presente no dia a dia das empresas e entidades brasileiras – e, por extensão, no cotidiano de toda a sociedade. Basta levar em consideração eventos que ocorreram em um passado recente que ampliaram as discussões sobre o tema e trouxeram avanços importantes para o segmento empresarial fazendo com que as práticas de governança sejam requeridas por investidores mais responsáveis.

Hoje a governança está incorporada à realidade das fundações e de seus participantes, que reconhecem a necessidade de transpor para ações práticas conceitos como transparência, compliance, aderência a processos e condutas adequadas em cada uma de suas iniciativas. Outro fator importante que fomentou esse processo de amadurecimento é o ESG, práticas ambientais, sociais e de governança corporativa que vêm sendo discutidas globalmente integrando o mundo empresarial.

Nesse cenário, é mais importante do que nunca tomar atitudes que mostrem com clareza como ela está incorporada na cultura empresarial. As Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) reconhecem essa realidade – com a certeza de que não basta falar, é preciso agir. A Abrapp tem atuado dessa maneira, em um trabalho que envolve todo o sistema da Previdência Complementar Fechado, dirigentes, patrocinadores, participantes, sem exceção.

Um exemplo dessa atitude é observado na área de certificação, com a criação do Selo em Governança de Investimentos concedidos pela Abrapp, Sindicato Nacional das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Sindapp) e o Instituto de Certificação Institucional e dos Profissionais de Seguridade Social (ICSS) – principal instituição de certificação para profissionais de entidades da Previdência Complementar –  e, também um código de autorregulação para orientar as regras de governança corporativa das EFPCs, que objetiva a autorregulação do sistema e reforça a necessidade de se atuar sempre de acordo com as regras de boas práticas e conduta para os investimentos. A gestão de riscos é um ponto de grande relevância na governança das entidades.

O que vemos é um movimento de transformação ao que tange a segurança financeira e solvência do sistema, por meio da implementação de práticas que asseguram uma melhor gestão financeira operacional, traz um maior controle em relação ao impacto dos riscos, além da identificação de oportunidades capazes de mudar a conjuntura da Previdência Complementar. Nesse sentido, enfatiza-se a importância das sistemáticas Supervisão e Gestão Baseada em Riscos, bem como o papel do supervisor do sistema.

O resultado desse trabalho é confirmado pela redução de mais de 70% dos autos de infração.

Essas atitudes práticas mostram o quanto a governança evoluiu no sistema fechado de previdência, e certamente a tendência é que ela amplie sua presença nos próximos anos – o que é uma ótima notícia não só para as entidades e os participantes, mas para todo o Brasil, que tem necessidade urgente de conviver cada vez mais com ampla transparência e com a adoção de posturas dentro das melhores práticas em todos os segmentos da sociedade.


Quem é Luis Ricardo Martins?

Luis Ricardo Martins é Diretor Presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar – Abrapp

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Saiba as diferenças entre ESG e investimento de impacto https://canalmynews.com.br/mynews-investe/diferencas-entre-esg-e-investimento-de-impacto/ Thu, 26 Aug 2021 18:07:12 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/diferencas-entre-esg-e-investimento-de-impacto/ Mariana Oiticica, chefe da área de ESG e Investimento de Impacto do BTG Pactual, explica pontos fundamentais das duas práticas

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Investimentos de impacto, assim como as práticas ESG, estão cada vez mais populares no mercado financeiro. Elas têm pontos parecidos, mas não são a mesma coisa. Para falar dessas diferenças, o MyNews Investe conversou com a chefe da área de ESG e Investimento de Impacto do BTG Pactual, Mariana Oiticica.

Oiticica explica que os investimentos de impacto de uma empresa sempre levarão algum tipo de impacto positivo para a sociedade e o meio ambiente e que essa influência pode ser medido. As empresas que têm as práticas ESG respeitam os três pilares que a sigla carrega, tentam não afetar negativamente o meio ambiente, têm preocupação com o social dos funcionários e dos clientes e têm uma governança forte e transparente.

sustentabilidade
Empresas com influência positiva na sociedade podem ou não seguir as práticas ESG.

É bom lembrar que a sigla ESG se refere a Meio Ambiente (Environment), Social e Governança (Governance), numa tradução livre do inglês para o português.

Mariana Oiticica explica que os investimentos com essa performance também têm o propósito de gerar resultados para os investidores. A diferença é que entre as preocupações principais também estão a influência positiva do negócio para a sociedade e/ou o meio ambiente. “A empresa com propósito não causa esse impacto por acaso, ela tem como cerne essa transformação positiva”, destaca.

Muitas pessoas podem confundir e achar que empresas de investimentos de impacto são ESG e o contrário também acontece, mas não é bem assim. Nem toda empresa ESG tem por objetivo esse resultado positivo, mas muitas empresas de investimento de impacto, trazem consigo as práticas ESG.

Que setores têm mais empresas com influência em transformações positivas na sociedade, incluindo práticas ESG?

Os setores com maior número de empresas neste segmento estão na área de energia – especialmente energia solar e eólica; empresas de tecnologia, que dão acesso a educação com um custo reduzido e de qualidade; e serviços de saúde acessíveis e de qualidade.

“Tudo que se refere a gerar serviços essenciais de qualidade para as pessoas que não têm acesso e tudo que se refere a ter impacto positivo no meio ambiente. É investimento de impacto se tiver no propósito da própria empresa”, esclarece Oiticica

E na hora de investir, como encontrar empresas com esse propósito? A chefe da área de ESG e Investimento de Impacto do BTG Pactual cita alguns deles: títulos verdes e sociais – que são dívidas emitidas por empresas cujos recursos são destinados a projetos verdes, sociais ou sustentáveis. Muitas dessas emissões são ofertas públicas, acessíveis no mercado financeiro; EFTs que levam em conta notas de integração ESG para seleção de ações que compõem o índice.

Veja a ínntegra do MyNews Investe, no Canal MyNews, e saiba mais sobre ESG e Investimentos de Impacto. A apresentação é de Juliana Causin e Mara Luquet. De segunda a sexta, a partir do meio-dia.

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