Arquivos Guedes - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/guedes/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 08 Mar 2022 15:14:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 PIB cai 0,1% no 2º trimestre: por que a economia perdeu o fôlego? https://canalmynews.com.br/economia/pib-cai-2o-trimestre-por-que-economia-perdeu-folego/ Wed, 01 Sep 2021 23:24:11 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/pib-cai-2o-trimestre-por-que-economia-perdeu-folego/ Resultado do PIB ficou abaixo das expectativas. Consumo das famílias estagnado e queda da indústria e do agronegócio pesaram

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O IBGE divulgou nesta terça-feira (1º) o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do país para o 2º trimestre de 2021. A queda foi 0,1% em relação aos três meses anteriores, interrompendo a sequência de três trimestres de recuperação da economia brasileira. O resultado mostra também a perda de fôlego da economia, que no primeiro trimestre do ano cresceu 1,2%.

Segundo o IBGE, a queda de 0,1% é considerada de estabilidade. Entre o mercado financeiro, os analistas projetam um resultado melhor para o período, de alta de 0,2%. A retração entre os meses de abril e junho veio como resultado principalmente da queda da agropecuária, de 2,8%. A indústria apresentou recuo de 0,2% e o setor de serviços teve leve recuperação, com avanço 0,7%.

O ministro da Economia, Paulo Guedes
O ministro da Economia, Paulo Guedes, atribuiu queda do PIB aos efeitos da pandemia do novo coronavírus (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, o resultado foi reflexo do período mais “trágico” da pandemia, o que fez com que o desempenho econômico andasse de lado. “Foi o trimestre mais trágico, quando a pandemia abateu mais brasileiros, foi abril, maio e junho deste ano, com a segunda onda. Foi justamente quando entrou de novo o auxílio emergencial, a expansão dos programas de assistência”, disse o ministro.

“Nós mantivemos a responsabilidade fiscal de um lado e o compromisso da saúde dos brasileiros de outro lado”, acrescentou o ministro, em um almoço nesta terça-feira. Apesar do resultado, Guedes defendeu que a economia brasileira “voltou em V” e que o país “está crescendo novamente”.

Crise hídrica prejudica PIB, pois afeta setor agropecuário

Em entrevista ao MyNews Investe, o economista-chefe da Órama, Alexandre Espírito Santo, explica que a perda no setor agropecuário, que vinha apresentando resultados positivos nos trimestres anteriores, já é demonstrativa dos efeitos da crise hídrica no setor produtivo.

“O agronegócio infelizmente é muito sensível. O grande problema dessa falta de chuva é você ter, além do preço de energia e do efeito sob atividade, o impacto sobre o agronegócio, que precisa da água para irrigação”, acrescenta ele.

Do ponto de vista da demanda, o resultado do PIB mostrou também uma estagnação no consumo das famílias no período, apesar da melhora nas atividades de serviços, com o avanço da vacinação contra a covid-19. Segundo Espírito Santo, o consumo zero das famílias é reflexo principalmente do desemprego.

Essa é a avaliação feita também pela coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, na divulgação dos resultados. “Apesar dos programas de auxílio do governo, do aumento do crédito a pessoas físicas e da melhora no mercado de trabalho, a massa salarial real vem caindo, afetada negativamente pelo aumento da inflação. Os juros também começaram a subir. Isso impacta o consumo das famílias”, diz ela.

Outro ponto negativo para o resultado é o de investimentos, medido pela Formação Bruta de Capital Fixo, que teve queda de 3,6%. Para o economista da Órama, o movimento é resultado de um aperto das empresas em um cenário em que os custos inflacionários estão altos.

“O índice de preços ao atacado e ao produtor estão muito acima da inflação para o consumidor. O que isso mostra: os empresários estão tendo um aumento de custos, mas não estão conseguindo repassar esse aumento para o consumidor, então acabam achatando suas margens. Isso reflete nos investimentos porque se ele diminui sua margem, ele corta investimentos”, diz o economista.

Os custos também explicam a baixa da indústria, que tem sofrido também com a falta de insumos na cadeia produtiva. “A indústria de transformação é influenciada pelos efeitos da falta de insumos nas cadeias produtivas, como é o caso da indústria automotiva, que lida com a falta de componentes eletrônicos. É uma atividade que não está conseguindo atender a demanda. Já na atividade de energia elétrica houve aumento no custo de produção por conta da crise hídrica que fez aumentar o uso das termelétricas”, avaliou Rebeca Palis.

Diante do cenário, agravado pela crise hídrica, os economistas já têm piorado suas expectativas para o PIB em 2021 e 2022. “Nós estávamos trabalhando até ontem com previsão de PIB de 5,2% de para o ano de 2021. Nós revisamos para 5% de projeção de alta. Para 2022, nós já tínhamos revisado para baixo a projeção, para 1,8%, e infelizmente vamos precisar alterar também”, diz Espírito Santo.

Assista ao MyNews Investe, de segunda a sexta, a partir do meio-dia, no Canal MyNews

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O Brasil e a fome https://canalmynews.com.br/herminio-bernardo/o-brasil-e-a-fome/ Sat, 28 Aug 2021 14:25:45 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/o-brasil-e-a-fome/ Milhões de brasileiros passam fome enquanto os preços disparam

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Mais de 10 milhões de brasileiros passam fome. Houve um aumento 3 milhões de pessoas em cinco anos. Dados do IBGE apontam que as famílias sem acesso à alimentação básica regular teriam que usar 85% a mais do que efetivamente gastam para comprar alimentos.

E o número de pessoas com fome certamente é maior. Isso porque a pesquisa do IBGE considera apenas pessoas com residência fixa, ou seja, exclui pessoas em situação de rua.

Moradores em situação de rua fazem fila para conseguir uma marmita em São Paulo. Foto: Jorge Araujo/Fotos Publicas

Do início da pandemia pra cá (só pra constar, a pandemia não acabou), a inflação disparou junto com o desemprego no Brasil.

São quase 15 milhões de brasileiros desempregados. O nível de ocupação caiu para 48,9%. Portanto, menos da metade da população que poderia trabalhar tem emprego. Já o nível de ocupação ficou em 48,9%. O IBGE destacou que este indicador está abaixo de 50% desde o trimestre terminado em maio do ano passado, o que indica que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no mercado de trabalho. Além disso, quase 35 milhões trabalham na informalidade.

O número de desempregados não inclui os 5,7 milhões de desalentados, pessoas que simplesmente desistiram de procurar emprego.

Com este cenário, a inflação acumulada nos últimos 12 meses está perto de 9%. O preço da carne subiu 34%, do arroz 40%, frango 20% e o óleo de soja 84%. Todos itens básicos para a alimentação. A cesta básica já custa mais da metade do valor do salário mínimo, de acordo com o Dieese.

Sem falar do aumento de outros elementos que influenciam no preço dos alimentos, como os combustíveis que subiram mais de 40% e a energia elétrica que disparou e aumentará ainda mais em setembro. A inflação acaba sendo mais impactante na renda das pessoas mais pobres.

Para o presidente Jair Bolsonaro, é “idiota” quem diz que precisa comprar feijão. Para o presidente, “tem que todo mundo comprar fuzil”. Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o preço na energia vai aumentar e “não adianta ficar sentado chorando”. A declaração foi feita após Guedes questionar qual seria o problema de “a energia vai ficar um pouco mais cara”.

O problema é a sobrevivência e a população precisa comer para sobreviver.

Um dos maiores exemplos a literatura está na obra “Vidas Secas”. O romance de Graciliano Ramos conta a história de uma família de retirantes nordestinos que fogem da seca. Quem leu, certamente não se esquece da cachorra baleia e de Fabiano, que se vê como um bicho.

“Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra.”

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Guedes comemora resultado do Caged e diz que recuperação “é abrangente” https://canalmynews.com.br/economia/guedes-comemora-resultado-do-caged-e-diz-que-recuperacao-e-abrangente/ Thu, 01 Jul 2021 22:53:16 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/guedes-comemora-resultado-do-caged-e-diz-que-recuperacao-e-abrangente/ País abriu 280 mil vagas com carteira assinada em maio, enquanto desemprego medido pelo IBGE é recorde

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, comemorou nesta quinta-feira (1) a divulgação de dados de maio sobre criação de vagas formais de emprego no país. O Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) teve um saldo positivo de 280.666 novas vagas com carteira assinada, resultado da diferença entre 1.548.175 admissões e 1.268.049 desligamentos no período.

Segundo o ministro, o dado representa uma “excelente notícia”, que demonstra uma recuperação da atividade econômica. “Está confirmada que a recuperação da economia brasileira é bastante abrangente e o ritmo está bastante rápido”, afirmou o ministro na divulgação das informações.

De acordo com o Caged, o Brasil tem um saldo de 1.233.372 empregos com carteira no ano de 2021. Os melhores resultados para maio se concentram em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Segundo o balanço, as cinco atividades pesquisadas fecharam o mês com saldo positivo. O destaque ficou com o setor de Serviços, em que foram criadas 110.956 novas vagas.

Desemprego pelo IBGE é recorde

Na véspera, o IBGE divulgou o resultado da Pnad Contínua para o trimestre encerrado em abril. A pesquisa indica que o Brasil manteve o nível recorde do desemprego, com taxa de 14,7% – a maior desde o início da pesquisa, em 2012. São 14,8 milhões de pessoas em busca de trabalho no país. Diferente do Caged, a pesquisa do IBGE leva em conta vagas formais e informais.

“A verdade é que a recuperação do mercado de trabalho tem sido bastante lenta. Os dados do Caged mostram uma recuperação muito mais vigorosa, mas eu tenho uma certa desconfiança, é uma pesquisa nova”, avalia o economista Alexandre Schwartsman, em entrevista ao Dinheiro Na Conta.

O ex-diretor do Banco Central destaca que as mudanças na metodologia da pesquisa do Caged realizadas no início de ano geram dúvidas sobre o balanço. Ele lembra que a recuperação do mercado de trabalho depende da retomada do setor de Serviços, que responde pelo maior parte dos empregos no país.

“Serviço é o setor mais intensivo em trabalho, mas é o mais afetado pela necessidade de distanciamento social. Mesmo com a vacinação, é um segmento que ficou para trás, o que acaba prejudicando a questão da criação do emprego, embora o PIB tenha ido bem”, diz o ex-diretor do Banco Central. 

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