Arquivos indústria - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/industria/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 19 Sep 2023 17:48:27 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Consumo de bens industriais no país cai 2,5% em julho https://canalmynews.com.br/economia/consumo-de-bens-industriais-no-pais-cai-25-em-julho/ Tue, 19 Sep 2023 17:48:27 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39821 Recuo ocorre após alta de 1,4% em junho deste ano

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O consumo aparente de bens industriais recuou 2,5% em julho deste ano no país, na comparação com o mês anterior. Dado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nesta terça-feira (18), mostra parcela da produção industrial brasileira e das importações voltadas ao mercado doméstico. 

ebc.pngA queda veio após alta de 1,4% em junho deste ano. O indicador também teve quedas de 5,2% na comparação com julho de 2022, de 2,6% no ano e de 1,1% em 12 meses.  

A queda na passagem de junho para julho deste ano foi puxada pelo consumo de bens industriais nacionais, que recuou 3,5% em julho. Já o consumo de bens importados cresceu 0,2%. 

A demanda por produtos da indústria extrativa mineral caiu 16,6%, enquanto os produtos da indústria da transformação cederam 1,8%. 

Treze dos 22 segmentos da indústria da transformação tiveram queda na demanda, entre eles produtos de fumo (-13,8%), artigos de vestuário e acessórios (-8,2%) e máquinas e equipamentos (-7,1%). Entre as nove atividades com alta destacam-se outros equipamentos de transporte (22,5%) e produtos alimentícios (2,2%). 

Das quatro grandes categorias econômicas, duas tiveram queda: bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (-5,7%), e bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo (–2,4%). Já os bens de consumo tiveram alta: duráveis (4,6%) e semi e não duráveis (1,4%). 

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Confiança da indústria cai pela primeira vez em cinco meses https://canalmynews.com.br/economia/confianca-da-industria-cai-pela-primeira-vez-em-cinco-meses/ Thu, 14 Sep 2023 22:00:09 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39663 Apesar de recuo, empresários continuam otimistas em relação à economia

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Pela primeira vez em cinco meses, os industriais estão menos confiantes em relação à economia. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), caiu para 51,9 pontos em setembro, queda de 1,3 ponto em relação aos 53,2 pontos registrados em agosto.

Apesar da queda, o indicador continua acima da linha divisória de 50 pontos, que separa o otimismo do pessimismo. O índice, no entanto, mantém-se abaixo da média histórica de 54,1 pontos.

De acordo com a CNI, o principal motivo para a queda foi a avaliação negativa sobre o momento atual da economia brasileira. Um dos componentes do Icei, o Índice de Condições Atuais, que mede a percepção atual sobre a economia e a própria empresa, ficou estável em 47,3 pontos. Abaixo da linha de 50 pontos desde janeiro, o indicador vinha se recuperando nos próximos meses, mas a alta foi interrompida.

O Índice de Expectativas, que mede as perspectivas para os próximos seis meses, caiu dois pontos, para 54,2 pontos. Esse indicador é dividido em duas partes. A previsão positiva para a própria empresa caiu de 58,6 pontos, em agosto, para 57,2 pontos em setembro, indicando manutenção da confiança. A previsão para a economia, no entanto, deteriorou-se, passando de 51,5 pontos para 48,2 pontos, ficando abaixo da linha que separa o otimismo do pessimismo.

Segundo a CNI, os movimentos indicam reversão parcial em relação ao avanço das expectativas em agosto. Para a entidade, o Icei mostra um movimento de acomodação após o corte da Taxa Selic (juros básicos da economia) promovido pelo Banco Central no início do mês passado. A pesquisa foi realizada com 1.494 empresários entre 1º e 11 de setembro.

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Novo arcabouço fiscal vai considerar superávit e dívida, diz Alckmin https://canalmynews.com.br/economia/novo-arcabouco-fiscal-considerara-superavit-e-divida-diz-alckmin/ Tue, 14 Mar 2023 14:30:59 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36383 Segundo o ministro, proposta deve ser enviada em 60 dias ao Congresso

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda (13) que o novo arcabouço fiscal, elaborado pelo governo federal para substituir o teto de gastos, deverá estipular um limite de gastos associado ao superávit fiscal e à evolução da dívida pública.

De acordo com o ministro, a nova regra deverá ser encaminhada em até dois meses ao Congresso Nacional. Segundo Alckmin, uma reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está agendada nos próximos dias para debater a questão.

“[O novo arcabouço] deve ser votado em lei complementar, que deve estar sendo encaminhada nos próximos 30, 60 dias para o Congresso Nacional. Ela deverá levar em conta o limite de gastos, deverá levar em conta a curva da dívida, evolução da dívida, e a questão do superávit. É uma combinação de vários fatores. Vamos aguardar que o ministro da Fazenda, depois da aprovação do presidente Lula, deve anunciar”, disse.

Mal da vaca louca
O ministro afirmou que aguarda o sinal verde da China para o Brasil voltar a exportar carne bovina ao país asiático. De acordo com Alckmin, “é questão de dias” a retomada do envio do produto aos chineses. As exportações brasileiras de carne bovina à China foram suspensas após a descoberta de um caso de mal vaca louca em um animal no Pará, no final de fevereiro. Exames mostraram, no entanto, que o caso é atípico, quando o bovino desenvolve a doença de forma natural, em razão da idade, e não por contaminação.

“A bola está com a China. Foi comprovado que esse caso não é clássico, é um caso atípico por animal idoso. Então nós estamos aguardando, acho que é questão de dias para que seja liberado. E é importante, porque mais de 50% da exportação da carne brasileira é para a China”, disse.

As declarações de Alckmin foram dadas, na capital paulista, em evento da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

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Índices de confiança do comércio e serviços caem em novembro https://canalmynews.com.br/economia/indices-de-confianca-do-comercio-e-servicos-caem-em-novembro/ Tue, 29 Nov 2022 14:32:40 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34745 Pesquisa é da Fundação Getúlio Vargas

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Os índices de Confiança do Comércio (Icom) e de Serviços (ICS) apresentaram queda em novembro, na comparação com outubro. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o Icom recuou 10,8 pontos e chegou a 87,2 pontos, em uma escala de 0 a 200, o menor patamar desde abril deste ano (85,9 pontos).

A queda da confiança atingiu empresários dos seis segmentos do comércio pesquisados pela FGV. O Índice de Situação Atual, que mede a confiança no presente, perdeu 12,6 pontos e caiu para 89,7 pontos. O Índice de Expectativas, que mede a percepção sobre o futuro, recuou 8,6 pontos e atingiu 85,2.

Serviços
O ICS teve uma queda mais moderada que o Icom na passagem de outubro para novembro: -5,4 pontos. Com o resultado, o ICS chegou a 93,7 pontos, o menor nível desde março deste ano (92,2 pontos).

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A queda foi influenciada pela piora das avaliações das empresas sobre a situação corrente e, principalmente, das expectativas nos próximos meses. O Índice de Situação Atual caiu 3,1 pontos e foi para 96,9, enquanto o Índice de Expectativas cedeu 7,5 pontos, ficando em 90,7 pontos, menor nível desde abril de 2021 (88,7 pontos).

Segundo o economista da FGV Rodolgo Tobler, apesar do término do período eleitoral, fatores políticos passaram a ser muito citados como limitadores de melhoria dos negócios nos próximos meses, o que eleva a incerteza do cenário no curto prazo e um ambiente macroeconômico delicado em 2023.

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Indústria recua em setembro em 12 locais pesquisados pelo IBGE https://canalmynews.com.br/economia/industria-recua-em-setembro-em-12-locais-pesquisados-pelo-ibge/ Tue, 08 Nov 2022 14:38:35 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34586 Maiores quedas foram em Santa Catarina e no Paraná

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A produção industrial recuou em 12 dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na passagem de agosto para setembro de 2022. As maiores quedas foram observadas em Santa Catarina (-5,1%) e no Paraná (-4,3%), de acordo com dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional divulgados hoje (8).

Também tiveram quedas maiores do que a média nacional (-0,7%), os estados do Pará (-3,7%), São Paulo (-3,3%), Goiás (-2,9%), Amazonas (-2,9%), Espírito Santo (-2,2%), Minas Gerais (-1,7%), Bahia (-1,3%) e Rio de Janeiro (-1,1%). As quedas menos intensas foram observadas em Mato Grosso (-0,4%) e no Rio Grande do Sul (-0,2%).

Apenas três locais tiveram altas: os estados do Ceará (3,7%) e Pernambuco (2%), além do Nordeste (0,6%), única região que tem seus dados consolidados divulgados pelo IBGE.

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Na comparação com setembro do ano passado, houve altas em oito dos 15 locais pesquisados, com destaques para Mato Grosso (37,5%) e Amazonas (13,7%). Quedas foram observadas em sete locais, sendo as maiores delas registradas no Espírito Santo (-14,7%) e Pará (-13,4%).

No acumulado do ano, houve altas em sete locais, sendo a maior delas em Mato Grosso (25,7%). Dos oito locais em queda, a principal perda foi registrada no Pará (-8,8%).

No acumulado de 12 meses, as altas atingiram apenas seis locais, com destaque mais uma vez para Mato Grosso (23,2%). Nove locais tiveram queda, sendo a maior delas no Pará (-8,4%).

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Confiança da indústria cai 2,6 pontos, diz CNI https://canalmynews.com.br/economia/confianca-da-industria-cai-26-pontos-diz-cni/ Thu, 13 Oct 2022 14:32:08 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34235 Pesquisadores da CNI ouviram 1.459 empresas

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A confiança da indústria caiu em outubro, após sucessivos avanços de otimismo do setor industrial ao longo do ano. A avaliação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que divulgou hoje (13) o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei).

O indicador recuou 2,6 pontos na passagem de setembro para outubro e está em 60,2 pontos. Apesar da queda, o dado segue positivo, pois situa-se acima da linha de corte de 50 pontos, que separa a confiança da falta de confiança.

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Para a CNI, a principal causa do recuo da confiança foi uma maior moderação das expectativas dos empresários com relação aos próximos seis meses. O Índice de Expectativas caiu 3,2 pontos, e foi para 61,8 pontos. Por estar acima de 50 pontos, o índice continua demonstrando expectativas otimistas, no entanto, ele se mostra mais moderado em comparação ao registrado em setembro.

Valor positivo
Já o Índice de Condições Atuais caiu 1,5 ponto e foi para 56,9 pontos. “Mesmo assim continua com um valor positivo e apontando melhora da percepção do momento atual da economia brasileira e das empresas em relação aos seis meses anteriores. A melhora, porém, é mais moderada que em setembro, especialmente na avaliação dos empresários com relação às suas próprias empresas”, anunciou a CNI.

Foram ouvidas 1.459 empresas, entre os dias 3 e 7 de outubro, sendo 572 de pequeno porte, 535 médias empresas e 352 de grande porte.

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Produção da indústria brasileira recua 0,6% em agosto, diz IBGE https://canalmynews.com.br/economia/producao-da-industria-brasileira-recua-06-em-agosto-diz-ibge/ Wed, 05 Oct 2022 13:41:31 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34085 Índice eliminou avanço de 0,6% registrado em julho

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A produção industrial brasileira caiu 0,6% em agosto deste ano na comparação com o mês anterior, o que eliminou o avanço de 0,6% registrado em julho. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A indústria também registra quedas de 0,1% na média móvel trimestral de 1,3% no acumulado do ano e de 2,7% em 12 meses. Por outro lado, foi observada uma alta de 2,8% na comparação de agosto deste ano com o mesmo período do ano passado.

A queda de julho para agosto foi puxada por oito das 26 atividades pesquisadas, com destaques para produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,2%), produtos alimentícios (-2,6%), indústrias extrativas (-3,6%) e produtos têxteis (-4,6%).

“Com esse resultado, o setor industrial ainda se encontra 1,5% abaixo do patamar pré-pandemia, ou seja, fevereiro de 2020, e 17,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011”, explica o pesquisador André Macedo.

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Por outro lado, 18 atividades industriais tiveram alta e impediram um resultado mais negativo para a indústria brasileira, entre eles máquinas e equipamentos (12,4%) e veículos automotores (10,8%).

Duas das quatro grandes categorias econômicas da indústria tiveram queda: bens de consumo semi e não duráveis (-1,4%) e bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo (-1,4%).

As altas ficaram por conta dos bens de consumo duráveis (6,1%) e dos bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (5,2%).

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Faturamento da indústria de máquinas e equipamentos cai em agosto https://canalmynews.com.br/economia/maquinas-e-equipamentos/ Wed, 28 Sep 2022 20:59:34 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33975 Balanço foi divulgado pela Abimaq

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O faturamento da indústria de máquinas e equipamentos teve queda de 9% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo balanço divulgado hoje (28) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a receita líquida total ficou em R$ 28,341 bilhões.

De janeiro a agosto deste ano, o setor acumula queda de 5,1% na receita em relação ao mesmo período de 2021 e, na comparação com julho, uma queda de 4,4%. Na comparação mensal com ajuste sazonal, a queda chegou a 2,2%.

O consumo aparente de máquinas e equipamentos, resultado da soma das máquinas importadas com as produzidas localmente e direcionadas ao mercado interno, registrou crescimento na comparação com o mês anterior de 1,7% com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o consumo registrou queda devido à diminuição das aquisições de máquinas produzidas localmente (-12,9%).

O número de pessoas empregadas no setor registrou aumento de 0,6% em relação ao mês de julho deste ano, atingindo o patamar de 399 mil postos de trabalho ocupados. Na comparação com o mês de agosto do ano passado, o aumento do quadro foi de 16.891 trabalhadores.

“O maior número de contratação ocorreu no setor fabricante de máquinas para a construção civil. Também houve incremento nas fábricas de máquinas para a indústria de transformação, componentes para bens de capital e máquinas para a agricultura”, diz a Abimaq.

Em agosto de 2022 houve crescimento de 25,5% nas exportações de máquinas e equipamentos frente ao mês de julho de 2022, anulando a queda de 3% registrada no mês anterior. No mês. o setor exportou US$ 1,26 bilhão em máquinas e equipamentos, o melhor resultado desde outubro de 2012. No acumulado do ano, o setor exportou US$ 7,9 bilhões, 28,2% a mais do que no mesmo período de 2021, o equivalente a 20% da receita total do setor. Em quantidade, o crescimento das exportações do período foi de 13,7%.

“Os números vieram mais fracos no mercado doméstico, mas as exportações continuam surpreendendo com crescimento importante, contribuindo com 20% do faturamento. Ainda há espaço para incrementar mais do que essa taxa. A notícia negativa é mesmo com relação ao mercado doméstico, que acumula uma queda, não é heterogênea porque há segmentos com bom desempenho, mas a queda foi quase generalizada. O ano ainda tem setores com crescimento expressivo”, disse a economista da Abimaq, Cristina Zanella.

Edição: Lílian Beraldo

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Atividade industrial avança em agosto, diz pesquisa da CNI https://canalmynews.com.br/economia/atividade-industrial-avanca-em-agosto-e-expectativas-seguem-otimistas/ Fri, 16 Sep 2022 16:07:04 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33763 Pesquisa da CNI indica alta na intenção de investimento

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O mês de agosto registrou avanço na atividade industrial, com crescimento na produção e no emprego pelo quarto mês consecutivo e a terceira alta mensal na utilização da capacidade instalada. Os resultados da Sondagem Industrial, pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), também indicam aceleração no ritmo de crescimento do setor em relação a julho.

“Nesse cenário, as expectativas seguem otimistas em setembro de 2022, sendo esperada elevação da demanda, da quantidade exportada, do número de empregados e das comprar de matérias-primas para os próximos meses. A intenção de investir avançou pelo segundo mês consecutivo, alcançando o maior valor para um mês de setembro desde o início da série”, disse a entidade, em nota.

O índice de evolução da produção registrou 54,5 pontos em agosto, resultado acima da linha divisória dos 50 pontos, o que significa que a produção aumentou ante o mês de julho. De acordo com a CNI, o índice mostra alta da produção pelo quarto mês consecutivo, com aceleração no ritmo de crescimento em agosto.

“Destaca-se que o valor médio para os meses de agosto é de 52,7 pontos, ou seja, a produção industrial costuma aumentar na passagem de julho para agosto de 2022. Como o índice de agosto de 2022 está um pouco acima da média para o mês, o resultado indica aumento do ritmo de produção acima da média para o mês”, explica a CNI.

O emprego industrial apresentou aumento em agosto na comparação com julho. O índice de evolução do número de empregados foi 52,2 pontos, acima da linha divisória de 50 pontos que separa queda de alta do emprego. De acordo com a entidade, o valor médio para os meses de agosto é de 49 pontos, inferior ao valor de 50 pontos, ou seja, habitualmente ocorre queda no emprego na passagem de julho para agosto.

Capacidade instalada e estoques
A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) aumentou 2 pontos percentuais entre julho e agosto de 2022, para 73%. Segundo a CNI, além de ser o maior valor observado em 2022, é o valor mais alto para um mês de agosto desde 2013, quando o UCI atingiu 74%.

Já o índice de utilização da capacidade instalada efetiva em relação ao usual registrou 47,7 pontos em agosto, resultado que representa um aumento de 1,7 ponto em relação ao mês anterior.

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O nível de estoques de produtos finais na indústria também aumentou na passagem de julho para agosto. O índice de evolução do nível de estoques foi de 51,6 pontos, ou seja, acima da linha divisória de 50 pontos, que indica estabilidade do nível de estoques.

Considerando por porte, o nível de estoques aumentou entre pequenas, médias e grandes empresas, com índices de 50,8, 50,8 e 52,4 pontos, respectivamente. Para empresas de pequeno porte, esse é primeiro mês de agosto a indicar expansão dos estoques desde o início da série.

Já o índice de estoque efetivo em relação ao planejado atingiu 51,4 pontos. “Com isso, o mês de agosto registrou o maior excesso de estoques em relação ao planejado do ano”, destacou a entidade.

Expectativas e investimentos
De acordo com a Sondagem Industrial, todos os índices de expectativas para o mês de setembro seguem acima de 50 pontos, ou seja, revelam otimismo do empresário do setor.

O índice de expectativa de demanda ficou em 59,3 pontos, apresentando leve queda, de 0,4 ponto, na comparação com o mês anterior. O índice de expectativa de número de empregados ficou em 53,9 pontos, aumento de 0,2 ponto na passagem de agosto para setembro, o maior valor desde setembro de 2021.

O índice de expectativa de compras de matérias-primas registrou 56,9 pontos, recuo de 0,4 ponto ante agosto. Já o índice de expectativa de quantidade exportada ficou em 52,8 pontos, mantendo relativa estabilidade com relação ao resultado de agosto, quando o índice registrou 52,9 pontos.

O índice de intenção de investimento alcançou 59 pontos, maior valor entre meses de setembro desde o início da série da CNI. O resultado representa um aumento de 2,1 pontos na comparação com o mês anterior.

Foram ouvidas 1.781 empresas, entre os dias 1º e 12 setembro, sendo 696 de pequeno porte, 637 médias empresas e 448 de grande porte.

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FGV: confiança da indústria sobe 0,8 ponto em agosto https://canalmynews.com.br/economia/fgv-confianca-da-industria-sobe-08-ponto-em-agosto/ Mon, 29 Aug 2022 15:13:08 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33375 Com resultado, o índice chega a 100,3 pontos no mês

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O Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 0,8 ponto em agosto para 100,3 pontos. Em médias móveis trimestrais, a elevação foi de 0,2 ponto. Os dados foram divulgados hoje (29) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

De acordo com o economista Stéfano Pacini, do instituto, a alta indica o bom nível de atividade mantido pelo setor no terceiro trimestre, com a melhora do ambiente de negócios influenciada pela descompressão de custos com a queda de preços de combustíveis e energia.

“Os níveis de demanda ainda estão positivos e os estoques se mantêm equilibrados, apesar do cenário ainda problemático quanto ao suprimento de alguns tipos de insumos. Esse quadro favorável se reflete nas previsões ainda favoráveis para a evolução do emprego no setor nos três meses. Nos demais quesitos que medem expectativas em relação ao futuro próximo, nota-se alguma cautela dos empresários frente a um segundo semestre de eleições e manutenção de juros mais elevados.”

Componentes
Os dados mostram que houve alta da confiança em nove dos 19 segmentos industriais monitorados pela sondagem em agosto. O Índice Situação Atual (ISA) avançou 1,4 ponto e chegou a 102,8 pontos. O Índice de Expectativas (IE) subiu 0,3 pontos e atingiu 97,9 pontos.

Segundo o FGV Ibre, o melhor desempenho no ISA foi verificado no indicador que mede o nível dos estoques, com o recuo de 2,9 pontos, para 96,7 pontos. Isso coloca o indicador na região neutra, apontando que os estoques estariam equilibrados.

O indicador que mede a percepção dos empresários em relação à situação atual dos negócios subiu 0,6 ponto, para 101,7 pontos. E o grau de satisfação das empresas com o nível de demanda avançou 0,4 ponto, para e 103,2 pontos.

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Nos indicadores de expectativa, a principal influência veio da tendência dos negócios para os próximos seis meses, com alta de 3,0 pontos em agosto, para 96,9 pontos. Apesar disso, o Ibre FVG aponta que o indicador continua em patamar baixo em níveis históricos.

Já o indicador que mede o otimismo com a evolução da produção física nos três meses seguintes caiu 3,0 pontos, para 92,1 pontos. O resultado é o mais baixo desde março deste ano, quando o indicador chegou a 90,3 pontos.

Por outro lado, a expectativa de emprego nos três meses seguintes teve alta pelo quinto mês consecutivo, de 0,7 ponto, para 104,6 pontos, alcançando o melhor resultado desde outubro de 2021, quando o indicador ficou em 108,1 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria se manteve estável em agosto, com variação de -0,1 ponto percentual, para 82,2%.

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Desempenho da pequena indústria melhora; matéria-prima preocupa https://canalmynews.com.br/economia/desempenho-da-pequena-industria-melhora-materia-prima-preocupa/ Mon, 01 Aug 2022 18:33:29 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=32392 Panorama da Pequena Indústria foi divulgado hoje pela CNI

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As micro e pequenas empresas brasileiras apresentaram bom desempenho no segundo trimestre de 2022, mas estão preocupadas com a falta ou com o alto custo dos insumos usados como matéria-prima, segundo levantamento divulgado hoje (1º) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Segundo o Panorama da Pequena Indústria, há nas empresas de menor porte uma percepção de melhora da situação financeira, na comparação com o mesmo trimestre de anos anteriores.

“Os empresários seguem otimistas e as perspectivas para a pequena indústria seguem em patamar positivo”, indica o documento da CNI ao informar que o “desempenho médio do trimestre” em 2022, para a pequena indústria, ficou em 47,4 pontos.

O resultado do segundo trimestre está acima do anotado no primeiro trimestre de 2022 (45,5 pontos), bem como da média do segundo trimestre de 2021 (46,5 pontos).

Em junho, o índice de desempenho registrou 47,5 pontos, uma alta de 4,8 pontos na comparação com a média dos meses de junho para anos anteriores. O Panorama da Pequena Indústria é um levantamento trimestral que elenca quatro indicadores: desempenho, situação financeira, perspectivas e índice de confiança. Todos os índices variam de zero a 100 pontos. Quanto maior for, melhor é a performance do setor.

Matérias-primas

A indicação de otimismo, no entanto, vem acompanhada de “preocupação com a falta ou o alto custo das matérias-primas que continua em alta para a pequena indústria”, que aponta esse problema como “desafio para as micro e pequenas indústrias brasileiras”.

No segundo trimestre deste ano, a falta ou o alto custo da matéria-prima foi o “problema mais assinalado” com 51,8% das citações no ranking que abrange pequenas empresas dos setores extrativo, de transformação e de construção, seguido de elevada carga tributária (35,8%). Em terceiro lugar, entre os principais problemas enfrentados pela pequena indústria, está a preocupação com “demanda interna insuficiente”.

“O problema [de falta ou alto custo da matéria-prima] continua em primeiro lugar para todos os segmentos industriais e, apesar de ter sofrido redução nas assinalações para a transformação (-6,9 pontos percentuais) e para a extrativa e (-6,8 pontos percentuais), o percentual aumentou para a indústria da construção (+5,4 pontos percentuais) no segundo trimestre de 2022”, informa a pesquisa.

Finanças e perspectivas

Para a CNI, o Índice de Situação Financeira das pequenas indústrias teve “ligeira melhora”, marcando 41,2 pontos no segundo trimestre de 2022, índice que apresenta acréscimo de 0,2 ponto na comparação com o primeiro trimestre.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) para a pequena indústria mostrou “confiança relativamente elevada e disseminada”, uma vez que, desde o início do ano, a confiança “segue oscilando acima da média histórica de 52,8 pontos em torno dos 57,0 pontos”, informou a CNI.

Já o Índice de Perspectivas da pequena indústria apontou queda de 0,9 ponto em julho de 2022, passando para 51,3 pontos. Este índice avalia as percepções dos empresários para os próximos meses.

O levantamento da CNI é trimestral e tem como base a análise dos dados da pequena indústria levantados na Sondagem Industrial, na Sondagem Indústria da Construção e no Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei). As pesquisas ouvem, todos os meses, cerca de 900 empresários de empresas de pequeno porte.

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Indústria tem 3º mês de queda em abril e fica abaixo do nível pré-pandemia https://canalmynews.com.br/economia/industria-tem-3o-mes-de-queda-em-abril-e-fica-abaixo-do-nivel-pre-pandemia/ Wed, 02 Jun 2021 23:53:44 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/industria-tem-3o-mes-de-queda-em-abril-e-fica-abaixo-do-nivel-pre-pandemia/ Setor teve queda de 1,3% em abril, segundo IBGE. Para economista, retomada do emprego e consumo podem ditar ritmo da indústria em 2021.

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A indústria brasileira encerrou o mês de abril com queda de 1,3% em relação a março, segundo divulgou nesta quarta-feira (2) o IBGE. Esse é o terceiro resultado negativo consecutivo para o índice, que começa o segundo trimestre do ano 1% abaixo do patamar pré-pandemia.

A produção industrial encolheu em 18 dos 26 ramos pesquisados. Segundo André Macedo, gerente da pesquisa, o resultado sinaliza uma queda no ritmo de recuperação da indústria. “A gente observa um predomínio de taxas negativas disseminadas, o que reforça o recrudescimento da pandemia e todos os efeitos que isso traz para o processo produtivo”, analisa Macedo.

Em entrevista ao Dinheiro Na Conta, o economista Saulo Abouchedid, coordenador do Núcleo de Estudos de Conjuntura da FACAMP, afirma que dois fatores podem ajudar a impulsionar a produção industrial nos próximos meses: a demanda externa e o movimento de reposição de estoques. “Isso estimula a produção industrial. Há outros fatores, no entanto, que trazem uma perspectiva ruim para 2021”, pondera.

Entre os fatores de risco para o crescimento da indústria, o pesquisador destaca a piora do mercado de trabalho e a queda de renda das famílias. “O resultado da indústria em abril mostra que a produção de bens de consumo veio em patamar negativo. O consumo mais baixo das famílias pode afetar a indústria daqui para frente”, explica.

“Se o mercado de trabalho não se recuperar em 2021, essa euforia que houve em relação à indústria no resultado do PIB no primeiro trimestre vai ter um fôlego curto”, diz. O economista avalia que, além do controle da crise sanitária, políticas de estímulo à recuperação do emprego e da renda vão determinar o desempenho do setor no ano. 

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Paulo Guedes: “Somos liberais, mas não somos trouxas” https://canalmynews.com.br/economia/paulo-guedes-somos-liberais-mas-nao-somos-trouxas/ Thu, 27 May 2021 22:51:56 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/paulo-guedes-somos-liberais-mas-nao-somos-trouxas/ Em evento com representantes da indústria, ministro defendeu abertura gradual da economia brasileira

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (27), em evento com empresários da indústria, que o processo de abertura comercial do Brasil deve acontecer de forma gradual, com preservação do “patrimônio” do parque industrial nacional. 

Em encontro virtual organizado pela Coalizão Indústria, o ministro afirmou que não vai “derrubar a indústria nacional” em nome da abertura comercial. “Somos liberais, mas não somos trouxas”, justificou.

Guedes defendeu ainda a revisão de impostos para o setor produtivo e disse que assistiu com “muita tristeza” à redução da participação industrial no PIB brasileiro nas últimas décadas. 

O ministro defendeu, ainda, a criação de um “Vale do Silício” na Amazônia brasileira, com atração de empresas digitais para a região, com isenção tributária “a companhias externas e brasileiras com sede na Amazônia”. 

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Produtos alimentícios puxam recuperação da produção industrial em janeiro https://canalmynews.com.br/economia/produtos-alimenticios-puxam-recuperacao-da-producao-industrial-em-janeiro/ Fri, 05 Mar 2021 22:34:31 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/produtos-alimenticios-puxam-recuperacao-da-producao-industrial-em-janeiro/ Mesmo com nove meses seguidos de crescimento, produção ainda está abaixo de recorde 2011

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A produção industrial brasileira cresceu 0,4% em janeiro de 2021 na comparação com dezembro de 2020, afirma o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já na comparação com janeiro de 2020, o crescimento foi de 2%. É o 9º mês consecutivo de crescimento no setor – que conseguiu reverter a queda de 27,1% registrada em março e abril de 2020.

Mesmo com o crescimento sucessivo, a produção industrial brasileira ainda está 12,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

No resultado de janeiro de 2021, em comparação com dezembro de 2020, o setor de produtos alimentícios foi o que apresentou melhor resultado positivo: crescimento de 3,1%. Também registraram crescimento os setores industriais de produtos diversos (14,9%), de celulose, papel e produtos de papel (4,4%), móveis (3,6%), indústrias extrativas (1,5%) e reboques e carrocerias (1,0%).

Já o maior impacto negativo do período foi causado pela retração metalurgia (-13,9%). Outros setores em queda foram: outros equipamentos de transporte (-16,0%), produtos do fumo (-11,3%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-10,6%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-4,9%) e produtos têxteis (-2,5%).

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Só reformas podem salvar Brasil de desindustrialização, apontam especialistas https://canalmynews.com.br/economia/so-reformas-podem-salvar-brasil-de-desindustrializacao-apontam-especialistas/ Wed, 20 Jan 2021 14:11:26 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/so-reformas-podem-salvar-brasil-de-desindustrializacao-apontam-especialistas/ Caso da saída da Ford alerta para necessidade de melhorar o ambiente de negócios e de investimentos em inovação no país

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Na última semana, a Ford anunciou o fechamento de todas as suas fábricas no Brasil, decisão que coloca fim a uma história centenária, desde que foi a primeira montadora a se instalar no país, em 1919, no centro de São Paulo. Embora as opiniões de especialistas se dividam sobre qual nome dar ao fenômeno, do qual a Ford é apenas um exemplo, há um consenso universal: a necessidade de promover reformas urgentes e de criar um ambiente de negócios de confiança, investindo em inovação. De outra forma, afirmam, o caminho será o da desindustrialização e de perda de relevância do Brasil no cenário internacional.

A Ford está bem longe de ser a única empresa a decidir pelo desembarque de terras brasileiras. De fato, um levantamento da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) realizado pelo Estadão/Broadcast e publicado no jornal O Estado de S. Paulo no último fim de semana mostra que, entre 2015 e 2020, 36,6 mil unidades fabris foram fechadas no país, o equivalente a cerca de 17 por dia.

Só no ano passado, foram 5,5 mil fábricas a menos. Além da montadora estadunidense, a alemã Mercedes-Benz (que tinha uma unidade em Iracemápolis/SP) e as japonesas Sony (Manaus/AM) e Mitutoyo (Suzano/SP) também fizeram anúncios parecidos nos últimos anos. A suíça Roche divulgou planos de deixar de fabricar medicamentos em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, até 2024, para “concentrar esforços em produtos inovadores de alta complexidade e baixo volume de produção”.

Fábrica da Ford, em Camaçari (BA), uma das unidades fechadas com a saída da montadora do Brasil
Fábrica da Ford, em Camaçari (BA), uma das unidades fechadas com a saída da montadora do Brasil.
(Foto: Divulgação/Ford)

Desindustrialização à vista?

Para o economista Emerson Marçal, coordenador do Centro de Macroeconomia Aplicada da FGV/EESP (Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas), não há dúvidas em afirmar: o Brasil está num mau momento. “Não tem como negar isso”. Ele atribui o fato a uma “sequência de choques muito negativos”, que começa com a recessão dos anos Dilma (2011-2016), segue pelo governo de Michel Temer (2016-2018) e se acentua com a pandemia na gestão de Bolsonaro. “Tudo isso levou a um desequilíbrio que já existia, mas tornou as contas do governo insustentáveis, atrapalhando a economia”, afirma o especialista.

Marçal reconhece que o fechamento das fábricas da montadora estadunidense é um sinal de pessimismo com o Brasil, mas não se atreve a chamar isso de “desindustrialização”. “No caso da Ford e do setor automotivo, é mais sério porque além da macroeconomia brasileira desorganizada, o setor é um exemplo de quase tudo que não deveria ser feito”, diz. E lista a proteção “exagerada” dessa indústria, que ao longo de pelo menos 50 anos não foi exposta à concorrência internacional, forrada por uma série de incentivos e vantagens. “Tudo foi tentado, como política de Estado, um governo atrás do outro”, critica.

Quem compartilha da visão de Marçal é a diretora-executiva do MBC (Movimento Brasil Competitivo), Tatiana Ribeiro. Para ela, estamos ainda em um momento anterior à desindustrialização, com um déficit em relação à competitividade. Tatiana diz que é necessário avançar em uma série de medidas para tornar o ambiente de negócios mais atrativo. “Temos diversos desafios estruturais que oneram a produção local no país. Sabemos que o ambiente de negócios prejudica a capacidade de atrair e reter investimento externo”, diz.

Criado em 2001, no fim do governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), o MBC reúne lideranças empresariais e públicas para trabalhar ao lado de governos na direção de promover a realização de reformas estruturais.

Setor automobilístico: sem competitividade

O resultado de tantos benefícios, na leitura de Marçal, é um setor automotivo extremamente não competitivo. “E quando isso acontece e as contas não fecham, é natural a empresa decidir ir embora”.

Para ele, o que choca é que a Ford estava no país há muito tempo. “Mas a produção de automóveis hoje no Brasil tem ociosidade de quase 50%. Alguém vai ter de fechar fábricas, afinal a venda de carros não vai duplicar do dia pra noite”, conclui. Isso é ainda mais certo em um quadro de pandemia, em que boa parte das pessoas sequer sai de casa, e num cenário maior, em que os jovens estão abrindo mão de ter um carro na garagem se podem optar por usar um aplicativo de transporte, por exemplo, mais prático e econômico.

“A questão estrutural em relação ao contexto internacional pesa”, diz a economista Leila Pellegrino, que coordena o curso de Administração do Mackenzie Campinas. “Vemos cada vez mais elementos definidores de competitividade, como a robotização, que já não passam mais por aqueles elementos que atraíam as empresas para o Brasil, como era o caso de mão de obra barata ou de subsídios”, diz. Ela vê preocupação nesse cenário. “Não é só um setor que perde dinamismo, mas toda uma economia que fica fora desse circuito de revolução do capitalismo internacional”. Para a especialista, o Brasil não está ficando para trás sozinho. O fenômeno é observado de forma geral na América Latina.

“Hoje há uma série de preocupações socioambientais, de sustentabilidade na estrutura produtiva”, diz. Leila destaca ainda a mudança no perfil do comprador. “O novo consumidor, que nasce com essa transformação, revisa seus padrões, diferentes daqueles de 20 anos atrás, não tem mais o deslumbramento com alguns bens de consumo e quer saber do processo por trás deles”. Ela aponta o fato de que o Brasil está de fora da “relação com a inovação”, que inclui um “mundo muito mais digital”, automação, Inteligência Artificial, robotização, entre outros aspectos.

Leila também aposta em reformas, mas vê com pessimismo a possibilidade de que saiam num curto prazo, como até o fim do atual governo. “É preciso ter mais vontade de fazer uma reforma consistente, que leve em conta como estamos nos reconstruindo”, diz. E completa: “O ano de 2020 foi desafiador para todas as economias do mundo, a grande questão para 2021 e os próximos anos é como a gente sai dessa. Este ano poderia ser uma oportunidade para construir um ambiente em outras bases, mas ainda estamos muito tímidos, incipientes, limitados na visão de uma reconstrução”.

O gerente-executivo de Economia da CNI, Renato da Fonseca, aposta no otimismo: “Obviamente, quanto mais próximo chegarmos de 2022, mais difícil vai ficar. Mas o governo Bolsonaro tem essa vontade. Há alguma dificuldade em entender o que o governo, o Congresso etc, cada um quer, mas há vontade”, diz. “Temos no Congresso 10 projetos de infraestrutura que estão caminhando, estão sendo aprovados”.

Com relação à principal das reformas, a tributária, Luis Carlos dos Santos, diretor de tax da Mazars, é direto: “Ouvimos falar, mas ela nunca sai do plano”. Para ele, os projetos que estão no Congresso já se tornaram obsoletos. “Reformas parciais, que não mudam a estrutura do sistema tributário, não servem”.

Queda da indústria no PIB

Assim como os fechamentos de fábricas não são casos isolados, não é específica do Brasil a queda da participação da fatia da indústria de transformação no PIB – hoje estimada em 11,2%, o mais baixo índice desde o início da série histórica da CNC, em 1946.

De fato, o fenômeno é considerado normal nas economias, com o setor de serviços ganhando peso na estrutura produtiva enquanto os países se desenvolvem. O problema é que no caso brasileiro isso vem atrelado a um ambiente ruim para a indústria.

É o que a consultora econômica Zeina Latif chama de desindustrialização pela “má razão”. “Já ocorre no mundo uma tendência natural de redução da indústria no PIB”, diz. Ela explica que o que vemos não é mais a manufatura tradicional, mas produtos de alta tecnologia, de inovação. “Até pela sofisticação do tipo de produtos que consumimos, a participação da indústria no PIB vai se reduzindo”, afirma.

“A despeito de todos os incentivos, o que percebemos no Brasil é um encolhimento da indústria no PIB pela má razão”, critica Zeina, apontando a perda de competitividade e a baixa produtividade no país como fatores que levam a isso.

‘Custo Brasil’ e a mordida no PIB

E se existe consenso sobre a necessidade de reformas, ele aparece também na forma de um termo já antigo, mas que sempre se sobressai quando se fala em indústria no país: o “Custo Brasil”.

A expressão foi cunhada em 1995, um ano depois do lançamento do Plano Real, porque já naquela época atrapalhava o ambiente de negócios no país. Tem já 26 anos, mas nunca deixou de ser relevante. Se refere a uma série de entraves que aparecem na forma de crateras lunares na longa rodovia que leva até o crescimento do país.

Uma estimativa feita em novembro de 2019 pelo Movimento Brasil Competitivo em parceria com o Ministério da Economia mensura o tamanho do rombo: R$ 1,5 trilhão, drenados das empresas instaladas no território nacional em função de problemas estruturais, burocráticos, trabalhistas e econômicos.

“Passados tantos anos, pouco ou quase nada mudou no cenário do Custo Brasil”, dizia a entidade em 2020 depois de um seminário sobre o tema. Na ocasião, o empresário Jorge Gerdau, integrante do MBC, declarou: “Do cidadão comum ao setor produtivo, todos sofrem as consequências de um sistema tributário complexo, de excesso de burocracia, de elevado custo do crédito, de enormes gargalos logísticos e de uma insegurança jurídica que não estimula os investidores”. E lembrava que, em quase 20 anos, o cenário fazia com que “o Brasil ocupasse posições incômodas nos principais rankings internacionais de competitividade”.

Em 2017, o Banco Mundial posicionou o país na 123ª posição entre 190 nações do Doing Business Ranking, lista em que as classifica pela “facilidade em se fazer negócios”.

A mordida do Custo Brasil equivale a 20,5% do PIB. E se faz presente de forma especial sobre a indústria. “É o setor que mais sente seus efeitos: carga tributária mais elevada, dificuldade de recuperar crédito, insegurança jurídica etc.”, diz Zeina. E ela aponta a direção para desviar da buraqueira: em vez de as empresas terem exércitos de advogados trabalhistas, contadores etc., deveria investir recursos e pessoal em tecnologia.

Fonseca, da CNI, é taxativo: “por mais que tenhamos rusgas aqui e ali, o diagnóstico é sempre o mesmo: precisamos reduzir o Custo Brasil”. Para ele, o ambiente de negócios no Brasil não é vantajoso. E decreta: “O governo federal e o Congresso têm a chave para acabar com o Custo Brasil”, com a sociedade precisando adotar o papel de “bater na tecla”. “Sempre há interesses particulares afetados, mas quem faz isso andar é o governo”, diz.

Quando a Ford anunciou o fechamento, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) divulgou uma nota oficial em que dizia que não comentaria sobre o tema por se tratar de “decisão estratégica global de uma associada”, mas em que já destacava: “Isso corrobora o que a entidade vem alertando há mais de um ano sobre a ociosidade da indústria local e global e a falta de medidas que reduzam o Custo Brasil”.

Tatiana, do MBC, conta que anos atrás a entidade mapeou o tamanho do problema e elencou cinco desafios nos quais, segundo ela, já se tem clareza do que devemos fazer para melhorar o ambiente de negócios: financiamento, capital humano, tributos (por meio da reforma), infraestrutura e segurança jurídica. “Se atacarmos essas áreas, podemos reduzir de forma significativa o Custo Brasil”.

E de quem é a responsabilidade? Tatiana faz coro com Fonseca: “O governo, sozinho, não dá conta de toda a agenda, que é estrutural”, diz. “Vai passar pelo Legislativo, uma parte está focada no Judiciário. Não é uma agenda de governo, mas de Estado, envolve todos os entes federativos”, defende. “É um desafio imenso, não de dois, mas de 20, 30 anos”.

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