Arquivos IPCA - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/ipca/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Mon, 04 Dec 2023 14:18:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Mercado prevê que inflação fechará o ano em 4,54% https://canalmynews.com.br/brasil/mercado-preve-que-inflacao-fechara-o-ano-em-454/ Mon, 04 Dec 2023 15:00:35 +0000 https://localhost:8000/?p=41593 Informações são do Boletim Focus, publicação divulgada semanalmente, em Brasília, pelo Banco Central

O post Mercado prevê que inflação fechará o ano em 4,54% apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O mercado financeiro prevê uma inflação de 4,54% ao fim deste ano. O número é ligeiramente superior ao previsto há uma semana pelo Boletim Focus (4,53%); e abaixo dos 4,63% estimados há quatro semanas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país. As informações são do Boletim Focus, publicação divulgada semanalmente, em Brasília, pelo Banco Central.

Para 2024, a previsão é de uma inflação de 3,92%. Há uma semana ela estava em 3,91% A expectativa para os anos subsequentes (2025 e 2026) mantém-se estável há várias semanas em 3,50%.

Leia também
Mercado reduz previsão da inflação de 4,55% para 4,53% este ano

A estimativa está acima do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo Banco Central. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior 4,75%.

Câmbio, Selic e PIB
O mercado reduziu para R$ 4,99 a previsão da cotação do dólar para o fim deste ano. A previsão anterior era de que a moeda norte-americana fecharia o ano a R$ 5. Para 2024, a previsão é de que o dólar esteja cotado a R$ 5,03 em 2024; e a R$ 5,10 em 2025.

Já a previsão para a taxa básica de juros (Selic) se mantem estável – há 17 semanas – em 11,75%. Para 2024, o mercado financeiro aposta em uma Selic de 9,25%.

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira está estável pela segunda semana seguida, com o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma todas os bens produzidos no país – em 2,84% em 2023; 1,50% em 2024; 1,90% em 2025; e 2% em 2026.

O post Mercado prevê que inflação fechará o ano em 4,54% apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Mercado reduz previsão da inflação de 4,63% para 4,59% este ano https://canalmynews.com.br/brasil/mercado-reduz-previsao-da-inflacao-de-463-para-459-este-ano/ Mon, 13 Nov 2023 12:13:04 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=41209 Para 2024, a projeção da inflação ficou em 3,92%. Para 2025 e 2026, as previsões são de 3,5% para os dois anos

O post Mercado reduz previsão da inflação de 4,63% para 4,59% este ano apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – caiu de 4,63% para 4,59% neste ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (13), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2024, a projeção da inflação ficou em 3,92%. Para 2025 e 2026, as previsões são de 3,5% para os dois anos.

A estimativa para 2023 está acima do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior 4,75%.

Segundo o BC, no último Relatório de Inflação, a chance de o índice oficial superar o teto da meta em 2023 é de 67%. A projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda situa-se dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em outubro, o aumento de preços das passagens aéreas pressionou o resultado da inflação. O IPCA ficou em 0,24%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual foi abaixo da taxa de setembro, que teve alta de 0,26%.

A inflação acumulada este ano atingiu 3,75%. Nos últimos 12 meses, o índice está em 4,82%.

Juros básicos
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 12,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Após sucessivas quedas no fim do primeiro semestre, a inflação voltou a subir na segunda metade do ano, mas essa alta era esperada por economistas.

O comportamento dos preços já fez o BC cortar os juros pela terceira vez no semestre, em um ciclo que deve seguir com cortes de 0,5 ponto percentual nas próximas reuniões. Ainda assim, em comunicado divulgado na semana passada, o Copom indicou que poderá mudar o tempo do período de cortes, caso as condições tornem mais difícil reduzir juros.

De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, energia e combustíveis. Por um ano, de agosto do ano passado a agosto deste ano, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2023 em 11,75% ao ano. Para o fim de 2024, a estimativa é de que a taxa básica caia para 9,25% ao ano. Para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é de Selic em 8,75% ao ano e 8,5% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio
A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano ficou em 2,89%. Para 2024, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 1,5%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,93% e 2%, respectivamente. A previsão para a cotação do dólar está em R$ 5 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5,08.

O post Mercado reduz previsão da inflação de 4,63% para 4,59% este ano apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Prévia da inflação oficial de setembro fica em 0,35%, aponta IBGE https://canalmynews.com.br/economia/previa-da-inflacao-oficial-de-setembro-fica-em-035-aponta-ibge/ Tue, 26 Sep 2023 16:51:18 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=40037 IPCA-15 foi influenciado pela alta da gasolina

O post Prévia da inflação oficial de setembro fica em 0,35%, aponta IBGE apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
A prévia da inflação oficial ficou em 0,35% em setembro, 0,07 ponto percentual acima da taxa de agosto, de 0,28%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), soma 3,74% ao longo deste ano e 5% nos últimos 12 meses. Em agosto, o acumulado de 12 meses ficou em 4,24%.

Tiveram alta em setembro seis dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados. O aumento de 5,18% no preço da gasolina fez o item transporte ter o maior impacto no IPCA-15, representando 0,41 ponto percentual do resultado. O grupo habitação apresentou alta de 0,30%, uma desaceleração em relação ao mês anterior, de 1,08%.

Em saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,17%, o destaque foi a alta no item plano de saúde de 0,71%, devido aos reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos contratados antes da Lei nº 9.656/98, que dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde, com vigência retroativa a partir de julho. “Desse modo, no IPCA-15 de setembro foram apropriadas as frações mensais dos planos antigos relativas aos meses de julho, agosto e setembro”, explica o IBGE.

Alimentação em casa
A alimentação em casa ficou mais barata 1,25% pelo terceiro mês seguido, segundo a pesquisa do IBGE. O grupo alimentação e bebida teve uma retração de 0,77%. Entre os produtos que ajudaram a puxar os preços para baixo estão a batata-inglesa (-10,51%), cebola (-9,51%), feijão-carioca (-8,13%), leite longa vida (-3,45%), carnes (-2,73%) e frango em pedaços (-1,99%).

O IBGE divulgou também o IPCA-E, equivalente ao IPCA-15 acumulado no trimestre julho, agosto e setembro, que ficou em 0,56%.

O post Prévia da inflação oficial de setembro fica em 0,35%, aponta IBGE apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Inflação medida pelo INPC fica em 0,2% em agosto https://canalmynews.com.br/economia/inflacao-medida-pelo-inpc-fica-em-02-em-agosto/ Tue, 12 Sep 2023 19:00:25 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39559 Taxa é superior às do mês anterior e de agosto do ano passado

O post Inflação medida pelo INPC fica em 0,2% em agosto apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a variação da cesta de compras para famílias com renda até cinco salários mínimos, teve inflação de 0,2% em agosto deste ano. A taxa é superior às observadas no mês anterior e em agosto do ano passado, que haviam registrado deflações (quedas de preço) de 0,09% e 0,31%, respectivamente.

O INPC acumula taxas de inflação de 2,8% no ano e de 4,06% em 12 meses. Portanto, o indicador apresenta taxas inferiores às apuradas pelo IPCA, que mede a inflação oficial e que apresentou altas de 0,23% em agosto deste ano, 3,23% no acumulado do ano e 4,61% em 12 meses.

A inflação de agosto do INPC foi puxada pelos produtos não alimentícios, que subiram 0,56% no mês, depois de uma inflação de 0,07% em julho. Já os alimentícios tiveram deflação ainda mais acentuada em agosto (-0,91%) do que no mês anterior (-0,59%).

O post Inflação medida pelo INPC fica em 0,2% em agosto apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Inflação oficial sobe para 0,23% em agosto, diz IBGE https://canalmynews.com.br/economia/inflacao-oficial-sobe-para-023-em-agosto-diz-ibge/ Tue, 12 Sep 2023 17:01:47 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39556 Principal impacto na inflação do mês veio do grupo habitação

O post Inflação oficial sobe para 0,23% em agosto, diz IBGE apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,23% em agosto deste ano, taxa superior ao 0,12% do mês anterior. O índice também é superior ao registrado em agosto do ano passado, quando havia sido observada uma deflação (queda de preços) de 0,36%.

Segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula taxa de 3,23% no ano. Em 12 meses, a taxa acumulada é de 4,61%, ainda dentro da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para este ano, que é de 1,75% a 4,75%.

O principal impacto na inflação de agosto veio do grupo habitação, que teve alta de 1,11% no mês, puxada principalmente pelo aumento do custo da energia elétrica de 4,59%.

Segundo o pesquisador do IBGE André Almeida, o aumento da tarifa de energia elétrica foi provocado, principalmente, pelo fim da incorporação do bônus de Itaipu, que havia tido saldo positivo em 2022. “[O saldo positivo de Itaipu] foi incorporado nas contas de luz de todos os consumidores do Sistema Interligado Nacional em julho e não está mais presente em agosto”, afirma.

Também foram aplicados reajustes nas tarifas em Vitória (3,20%, a partir de 7 de agosto), Belém (9,40% a partir de 15 de agosto) e São Luís (10,43% a partir de 28 de agosto).

Além do grupo habitação, também tiveram impactos relevantes na taxa de inflação de agosto os grupos saúde e cuidados pessoais (0,58%) e transportes (0,34%). Na saúde, as altas vieram dos produtos para pele (4,50%) e dos perfumes (1,57%).

Já nos transportes, a alta foi puxada pelos preços do automóvel novo (1,71%), da gasolina (1,24%) e do óleo diesel subiu 8,54%.

Por outro lado, os alimentos continuaram apresentando queda (-0,85%), devido ao recuo de produtos como batata-inglesa (-12,92%), feijão-carioca (-8,27%), tomate (-7,91%), leite longa vida (-3,35%), frango em pedaços (-2,57%) e carnes (-1,90%).

Os demais grupos de despesa apresentaram as seguintes taxas: educação (0,69%), vestuário (0,54%), despesas pessoais (0,38%), artigos de residência (-0,04%) e comunicação (-0,09%).

O post Inflação oficial sobe para 0,23% em agosto, diz IBGE apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Previsão de inflação do mercado financeiro cai para 6,02% em 2023 https://canalmynews.com.br/economia/previsao-de-inflacao-do-mercado-financeiro-cai-para-602-em-2023/ Mon, 08 May 2023 13:59:43 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=37496 Informação foi divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central

O post Previsão de inflação do mercado financeiro cai para 6,02% em 2023 apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Após o Banco Central optar por manter os juros básicos da economia em 13,75%, a previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, caiu de 6,05% para 6,02% este ano. A estimativa consta do Boletim Focus desta segunda-feira (8), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2024, a projeção da inflação ficou em 4,16%. Para 2025 e 2026, as previsões são de inflação de 4% para os dois anos.

A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3,25% para 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior, 4,75%. Segundo o BC, a chance de a inflação oficial superar o teto da meta em 2023 é de 83%.

A projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em março, a inflação desacelerou para todas as faixas de renda. Ainda assim, puxado pelo aumento dos preços dos combustíveis, o IPCA ficou em 0,71%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é inferior à taxa de fevereiro: 0,84%. Em 12 meses, o indicador acumula 4,65%, abaixo de 5% pela primeira vez em dois anos.

Para abril, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) – que mede a prévia da inflação oficial – ficou em 0,57% deste ano. A taxa é inferior na comparação com as de março de 2023 (0,69%) e de abril de 2022 (1,73%). O IPCA de abril será divulgado pelo IBGE na próxima sexta-feira (12).

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa está nesse nível desde agosto do ano passado e é o maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava nesse patamar.

Na semana passada, mesmo com as pressões do governo federal pela redução da Selic, o Copom manteve a taxa em 13,75% pela sexta vez seguida. Os efeitos do aperto monetário são sentidos no encarecimento do crédito e na desaceleração da economia.

A decisão de manutenção da Selic era esperada pelo mercado financeiro, com a previsão que ela se mantenha nesse patamar até, pelo menos, a reunião do Copom de agosto. De acordo com a pesquisa do Boletim Focus de hoje, a expectativa é de que a Selic encerre 2023 em 12,5% ao ano.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Para o fim de 2024, a estimativa do mercado é que a taxa básica caia para 10% ao ano. Já para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é de Selic em 9% ao ano, para os dois anos.

PIB e câmbio

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano se mantém em 1%, mesma da semana passada.

Para 2024, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 1,4%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,8%, para ambos os anos.

A estimativa para a cotação do dólar está em R$ 5,20 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previsão é de que a moeda americana fique em R$ 5,25.

O post Previsão de inflação do mercado financeiro cai para 6,02% em 2023 apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Mercado financeiro reduz projeção da inflação de 7,30% para 7,15% https://canalmynews.com.br/economia/mercado-financeiro-reduz-projecao-da-inflacao-de-730-para-715/ Mon, 01 Aug 2022 13:44:50 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=32369 É a 5ª redução consecutiva da projeção

O post Mercado financeiro reduz projeção da inflação de 7,30% para 7,15% apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, caiu de 7,30% para 7,15% neste ano. É a 5ª redução consecutiva da projeção. A estimativa está no Boletim Focus de hoje (1º), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a expectativa de instituições para os principais indicadores econômicos.

Para 2023, a estimativa de inflação ficou em 5,33%. Para 2024 e 2025, as previsões são de 3,3% e 3%, respectivamente.

A previsão para 2022 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,5% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%.

Em junho, a inflação subiu 0,67%, após a variação de 0,47% registrada em maio. Com o resultado, o IPCA acumula alta de 5,49%, no ano, e 11,89%, em 12 meses.

Os dados de julho devem ser divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no próximo dia 9, mas o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial, registrou inflação de 0,13% no mês passado, menor que a de junho (0,69%).

Taxa de juros
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para a próxima reunião do órgão, que acontece amanhã (2) e quarta-feira (3), o Copom já sinalizou que pode elevar a Selic em mais 0,5 ponto percentual.

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic suba, neste mês, para 13,75% ao ano, em linha com a sinalização do BC, e encerre o ano nesse patamar. Para o fim de 2023, a estimativa é de que a taxa básica caia para 11% ao ano. E para 2024 e 2025, a previsão é de Selic em 8% ao ano e 7,5% ao ano, respectivamente.

Leia mais:
Petrobras aprova pagamento de dividendos recordes e volume chega a 87,8 bilhões de reais
Governo bloqueia mais R$ 2,101 bi do Orçamento

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Além da taxa Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio
As instituições financeiras consultadas pelo BC elevaram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 1,93% para 1,97%. Para 2023, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 0,4%. Em 2024 e 2025, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,7% e 2%, respectivamente.

A expectativa para a cotação do dólar manteve-se em R$ 5,20 para o final deste ano. Para o fim de 2023, a previsão é de que a moeda americana também fique nesse mesmo patamar.

Veja mais sobre a inflação no MyNews:

O post Mercado financeiro reduz projeção da inflação de 7,30% para 7,15% apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Inflação tem alta de 1,62% em março, maior alta para o mês em 28 anos https://canalmynews.com.br/economia/inflacao-tem-alta-de-162-em-marco-maior-alta-para-o-mes-em-28-anos/ Fri, 08 Apr 2022 21:49:12 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=27456 Transporte e Alimentação são os segmentos que mais puxam o aumento – diesel subiu 13,65% e cenoura 31,47%. No acumulado dos últimos 12 meses, índice atinge 11,30%.

O post Inflação tem alta de 1,62% em março, maior alta para o mês em 28 anos apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Considerado o medidor oficial da inflação no Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) anotou um aumento de 1,62% em março, após alta de 1,01% em fevereiro, conforme divulgado nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa é a maior para um mês de março em 28 anos. Ou seja, é a mais alta desde 1994, antes da implementação do Plano Real. Verifica-se também que é a maior inflação mensal desde janeiro de 2003 (2,25%).

De acordo com o IBGE, “no ano, o indicador acumula alta de 3,20% e, nos últimos 12 meses, de 11,30%, acima dos 10,54% observados nos 12 meses imediatamente anteriores”.

Já no acumulado de 12 meses, o índice é apontado como o desde outubro de 2003 (quando a alta generalizada dos preços era de 13,98%). Com o resultado de março, a inflação fica sete meses consecutivos acima dos dois dígitos.

Inflação acumulada nos últimos 12 meses (comparação mensal).

Inflação acumulada nos últimos 12 meses (comparação mensal). Foto: Reprodução (MyNews)

Aumento generalizado

A pesquisa mostra que dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito apresentaram altas em março. Os principais impactos, como esperado, vieram dos Transportes (3,02%) e de Alimentação e bebidas (2,42%) – dois segmentos de maior peso no IPCA. Juntos, a dupla representa 43% da inflação do mês.

Constatou-se ainda que o aumento dos preços foi mais disseminado no terceiro mês de 2022: o índice de difusão passou de 75% em fevereiro para 76% em março, número que demonstra o espalhamento da inflação entre os setores analisados pelo IBGE.

Já a inflação de serviços ficou em 0,45% em março ante 1,36 em fevereiro.

Oito dos nove grupos pesquisados apresentaram alta.

Oito dos nove grupos pesquisados apresentaram alta. Foto: Reprodução (MyNews)

Vilões

O grupo Transportes foi o grande responsável por puxar o aumento deste mês. A razão continua sendo o acréscimo do preço dos combustíveis mediante à alta do petróleo no mercado internacional, inflado pela com a guerra entre Rússia e Ucrânia.

Dentro dos Transportes, verificaram-se as seguintes altas: Óleo diesel (13,65%); Transporte por aplicativo (7,98%); Gasolina (6,95%); Gás veicular (5,29%); Etanol (3,02%); e Passagem do ônibus urbano (1,27%).

Já no segmento de alimentação, que anotou a maior alta desde novembro de 2020, os principais vilões foram: Cenoura (31,47%); Tomate (27,22%); Leite (9,34%); Óleo de soja (8,99%); Frutas (6,39%); e Pão francês (2,97%).

Também houve aumento forte no gás de botijão (6,57%).

 

___

 

No MyNews Investe desta sexta, a alta da inflação, seus impactos no mercado, análise da conjuntura macro e a possibilidade de estagflação foram pauta. Confira:

O post Inflação tem alta de 1,62% em março, maior alta para o mês em 28 anos apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Inflação chega a 10,74% no acumulado dos últimos 12 meses, a maior desde 2003 https://canalmynews.com.br/economia/inflacao-chega-a-1074-no-acumulado-dos-ultimos-12-meses-a-maior-desde-2003/ Fri, 10 Dec 2021 20:38:41 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/inflacao-chega-a-1074-no-acumulado-dos-ultimos-12-meses-a-maior-desde-2003/ Segundo IBGE, mês de novembro registra aumento de 0,95%, mais alta variação para o período desde 2015. Setor de transportes ainda é o grande responsável pelo acréscimo nos preços

O post Inflação chega a 10,74% no acumulado dos últimos 12 meses, a maior desde 2003 apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medidor oficial da inflação no Brasil, ficou em 0,95% em novembro, 0,30 ponto percentual menor do que o verificado em outubro (1,25%). Apesar da queda, essa é a maior variação para o mês desde 2015, quando a alta contínuo dos preços foi de 1,01% – para efeito de comparação, em novembro do ano passado a variação mensal foi de 0,89%.

No acumulado de 12 meses, a inflação atinge o patamar de 10,74%, valor muito acima dos 3,75% estabelecidos como meta para o ano pelo Banco Central (BC) – a atual porcentagem é a maior para o período desde 2003. Já no acumulado de 2021, o IPCA concentra uma alta de 9,26%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e possuem como referência as famílias com rendimento de um a 40 salários-mínimos, abrangendo dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

A vilã da inflação: gasolina

Sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE apresentaram alta nos preços durante o mês de novembro. A maior variação (3,35%) e o maior impacto (0,72 ponto percentual) vieram dos “Transportes”, puxados principalmente pelos preços dos combustíveis, em especial da gasolina (7,38%).

Altas também foram registradas nos preços do etanol (10,53%), do óleo diesel (7,48%) e do gás veicular (4,30%).

Os resultados aferidos em cada um dos setores foram:

  • Transportes: 3,35%
  • Habitação: 1,03%
  • Artigos de residência: 1,03%
  • Vestuário: 0,95%
  • Despesas pessoais: 0,57%
  • Comunicação: 0,09%
  • Educação: 0,02%
  • Alimentação e bebidas: -0,04%
  • Saúde e cuidados pessoais: -0,57%

Somado o resultado de novembro, a gasolina passou a acumular, em 12 meses, um aumento de 50,78%, o etanol de 69,40% e o diesel, 49,56%.

Energia elétrica

Dentro do conjunto “Habitação”, a maior contribuição, com 0,06 ponto percentual, veio da energia elétrica (1,24%). Desde setembro, a bandeira tarifária de escassez hídrica está em vigor, fator que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

No gás de botijão nova alta, dessa vez na ordem de 2,12% — nos últimos 12 meses o item já subiu 38,88%.

Sobe e desce nos alimentos

O instituto de pesquisa destacou que no grupo de alimentação e bebidas houve queda no leite longa vida (-4,83%), no arroz (-3,58%) e nas carnes (-1,38%).

No entanto, foram verificadas altas nos preços da cebola (16,34%) e do café moído (6,87%). O açúcar refinado (3,23%), o frango em pedaços (2,24%) e o queijo (1,39%) continuam a subir.

Controle da inflação

Para tentar conter o aumento contínuo dos preços, o Banco Central já realizou sucessivos aumentos na taxa básica de juros (Selic), e sinalizou que irá manter a tendência.

Na última reunião de 2021, ocorrida na quarta-feira (8), a taxa subiu de 7,75% para 9,25% ao ano, maior patamar desde julho de 2017.

A intenção ao subir os juros é de encarecer o crédito e desestimular a produção e o consumo, fazendo com que, de maneira forçada, os preços caiam. O efeito colateral negativo, contudo, é que essa tática segura o crescimento econômico do país.

O post Inflação chega a 10,74% no acumulado dos últimos 12 meses, a maior desde 2003 apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Alta da energia e preço dos combustíveis pressionam prévia da inflação https://canalmynews.com.br/mynews-investe/energia-combustiveis-pressionam-inflacao/ Mon, 18 Oct 2021 13:44:06 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/energia-combustiveis-pressionam-inflacao/ IPCA-15 tem maior alta para o mês de julho desde 2004, com pressão dos preços da energia elétrica e dos combustíveis

O post Alta da energia e preço dos combustíveis pressionam prévia da inflação apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Considerado a prévia da inflação oficial do país, o IPCA-15 teve alta de 0,72% em julho, segundo divulgou nesta sexta-feira (23) o IBGE. O resultado veio acima da expectativa dos analistas, que apostavam em uma alta de 0,64%, de acordo com sondagem da Reuters.

O indicador foi puxado principalmente pelo aumento de 4,79% da energia. O custo adicional para os brasileiros veio com a mudança da bandeira tarifária vermelha patamar 2, que está em vigor. Em junho, o governo reajustou em 52% o valor adicional da bandeira tarifária, que passou de R$ 6,24 para R$ 9,49 a cada 100 kWh.

Conta de energia pesou na prévia da inflação no mês de julho, com a bandeira vermelha patamar 2 (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Pesou nas contas das famílias neste início do mês também o preço dos combustíveis. Apesar de uma desaceleração no ritmo de alta, o aumento da  da gasolina de 0,50% acabou pesando no resultado do IPCA-15. Em 12 meses, o combustível já subiu 40,32%.

Além da energia e da gasolina, o resultado da prévia da inflação foi pressionado também pela alta nos preços do gás de botijão (3,69%) e do gás encanado (2,79%). O combo fez com que a inflação do grupo Habitação subisse 2,14%. 

Outro destaque na pesquisa foi o grupo de Transportes. A alta foi de 1,07%, com a disparada dos preços das passagens aéreas em 35,64%, diante do início de recuperação do movimento aéreo no país.

Dos nove grupos pesquisados pelo IBGE, apenas dois tiveram queda: saúde e cuidados pessoais (-0,24%) e comunicação (-0,04%). O grupo de alimentação e bebidas teve alta de 0,49%, com destaque para as altas do leite longa vida (4,09%), do frango em pedaços (3,09%), das carnes (1,74%) e do pão francês (1,81%).

Impacto nos mais pobres 

Em entrevista ao MyNews Investe, a professora de finanças da FAAP, Virginia Prestes, destaca que a inflação afeta em especial a população mais pobre. “Principalmente porque a gente está falando da inflação de alimentos, no ano passado, e agora de custos de Habitação, que afeta todo mundo, mas em especial as pessoas de menor renda porque basicamente toda a renda é destinada aos custos de subsistência”, avalia.

MyNews Investe é um programa diário do Canal MyNews. O programa começa ao meio-dia, com apresentação de Juliana Causin e convidados

Com o resultado de julho, o IPCA-15 acumula alta de 8,59% em 12 meses. O nível de inflação eleva a pressão para a subida de juros pelo Banco Central, que trabalha com o teto da meta da inflação a 5,25%. “Se a inflação continuar acelerando a gente deve ver inclusive aumento das taxas de juros, inclusive além do que o mercado está esperando, que é em torno de 7% no fim do ano”, diz.


Leia também – Brasileiros vivem com saúde financeira ‘no limite’, aponta índice do Banco Central

O post Alta da energia e preço dos combustíveis pressionam prévia da inflação apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Petrobras reajusta em 7,2% preço do gás de cozinha e da gasolina https://canalmynews.com.br/economia/petrobras-reajusta-gas-de-cozinha-gasolina/ Sat, 09 Oct 2021 00:19:16 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/petrobras-reajusta-gas-de-cozinha-gasolina/ Segundo o IBGE, a gasolina aumentou 39,6% e o gás de cozinha foi reajustado em 34,6% nos últimos 12 meses

O post Petrobras reajusta em 7,2% preço do gás de cozinha e da gasolina apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
A partir deste sábado (9), o gás de cozinha e a gasolina serão reajustados em 7,2%, nas refinarias da Petrobras. O anúncio foi feito nesta sexta-feira. O quilo do gás de cozinha passará de R$ 3,60 para R$ 3,86; enquanto o litro da gasolina vendida nas refinarias da Petrobras sairá de R$ 2,78 para R$ 2,98. A Petrobras já havia anunciado um reajuste de 8,88% no valor do óleo diesel no final de setembro.

Segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a gasolina foi reajustada 39,6% e o gás de cozinha teve reajuste de 34,67% em 12 meses – até o mês de setembro.

Em fevereiro de 2021, gasolina é vendida pelo preço médio de R$ 4,833.
Gasolina e gás de cozinha serão reajustados em 7,2% a partir deste sábado / Foto: Tomaz Silva (Agência Brasil).

Entre as explicações para os reajustes estão o preço do barril de petróleo no mercado internacional e a cotação do dólar. O barril do petróleo está sendo vendido a US$ 82,48 nesta sexta (9), enquanto o dólar alcançou a cotação de R$ 5,51.

O preço dos combustíveis é um dos fatores que tem contribuído para a alta da inflação, que no mês de setembro teve alta de 1,16% – o maior resultado para o mês desde 1994. Nos últimos 12 meses, o Brasil acumula uma inflação de 10,25%.

Fique por dentro dos principais temas sobre economia e mercado financeiro no MyNews Investe, no Canal MyNews

O post Petrobras reajusta em 7,2% preço do gás de cozinha e da gasolina apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
IPCA fica em 0,87% em agosto – maior taxa de inflação para este mês desde 2000 https://canalmynews.com.br/mynews-investe/ipca-087-agosto-maior-inflacao-desde-2000/ Thu, 09 Sep 2021 21:49:43 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ipca-087-agosto-maior-inflacao-desde-2000/ Índice de inflação foi puxado principalmente pela alta no preço da gasolina, que acumula no ano 31,09% de reajuste

O post IPCA fica em 0,87% em agosto – maior taxa de inflação para este mês desde 2000 apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (09) o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice que mede a inflação no Brasil, referente ao mês de agosto, e ele veio acima da expectativa, ficando em 0,87%. A expectativa era que o índice ficasse em torno de 0,70%.

Puxado pelo aumento no preço da gasolina, a taxa foi a maior para um mês de agosto desde 2000. Com isso, temos visto a inflação acumulada em 12 meses ficando cada vez mais acima do teto previsto pelo governo para este ano, que era de 5,25%.

Mas não foi só a gasolina que influenciou em mais essa alta do IPCA. O preço dos alimentos continua subindo, assim como foram registradas altas nos setores de vestuário, artigos de residência e transporte.

Com elevação de 11,18%, gasolina foi o item que mais pressionou a inflação em março.
Reajuste no preço da gasolina e dos alimentos influenciaram aumento da inflação/Foto: Pedro França/Agência Senado

O MyNews Investe falou com analistas, para que eles falassem um pouco sobre os números divulgados pelo IBGE. Arnaldo Curvello, da Galápagos Wealth, disse que parece claro que a inflação passou para outro patamar e que estamos vendo o índice se aproximar de 2 dígitos.

Já o analista do BTG Pactual Wealth Management disse que para os próximos meses existe uma expectativa que indica que esses preços podem continuar subindo, pressionados pelo aumento da mobilidade social e pelo relaxamento das normas de restrição: as pessoas estão voltando para as ruas, consumindo mais, os preços estão subindo. Além disso, a falta de chuva pode provocar novos aumentos na energia elétrica, o que também pode pressionar a inflação.

Assista ao MyNews Investe de segunda a sexta, a partir do meio-dia, no Canal MyNews. Apresentação de Gabriela Lisbôa e Mara Luquet

O post IPCA fica em 0,87% em agosto – maior taxa de inflação para este mês desde 2000 apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O que muda com a alta da taxa básica de juros para 5,25% pelo Banco Central? https://canalmynews.com.br/economia/alta-taxa-juros-banco-central/ Wed, 04 Aug 2021 23:41:50 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/alta-taxa-juros-banco-central/ Para conter inflação, Copom eleva Selic ao maior nível desde outubro de 2019. Até o fim do ano, taxa básica de juros pode chegar a 7%.

O post O que muda com a alta da taxa básica de juros para 5,25% pelo Banco Central? apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Pela quarta vez consecutiva, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu elevar a taxa básica de juros da economia, a Selic. A alta veio dentro do esperado pelos analistas do mercado financeiro: de 4,25% para 5,25% ao ano – o maior nível desde outubro de 2019. Até o fim do ano, as projeções apontam para uma taxa Selic de ao menos 7%, em meio ao processo de subida de juros que começou em março deste ano.

A decisão do Banco Central (BC) vem na esteira das preocupações com a inflação, pressionada pelo aumento nos preços da energia elétrica e dos combustíveis. Em 12 meses, o IPCA, índice considerado a inflação oficial do país, registra alta de 8,35%. As projeções do mercado financeiro reunidas no relatório Focus, do BC, apontam para o IPCA em 6,79% até o fim do ano – acima do teto da meta do Banco Central, de 5,25%.

O objetivo principal do BC ao subir os juros é justamente conter a alta da inflação. No comunicado sobre a decisão, o Copom alerta que a inflação ao consumidor “continua se revelando persistente”. Essa é a primeira vez em 18 anos que o Comitê decide em uma reunião aumentar o patamar dos juros em 1 ponto percentual.

“Esse ajuste também reflete a percepção do Comitê de que a piora recente em componentes inerciais dos índices de preços, em meio à reabertura do setor de serviços, poderia provocar uma deterioração adicional das expectativas de inflação”, diz o Comitê. O documento destaca ainda a preocupação com novas pressões nos preços, como uma nova elevação da bandeira de energia e novos aumentos nos preços dos alimentos, “ambos decorrentes de condições climáticas adversas”, informa o texto.

Para Fábio Passos, CIO da CA Indosuez, o momento atual é de normalização da taxa de juros, depois da pandemia fazer com a Selic atingisse a mínima histórica de 2%. “A redução que a gente teve que fazer [dos juros] para contrapor os efeitos negativos da pandemia foi muito forte. O que a gente está vendo agora é de certa forma uma normalização da taxa de juros”, avalia ele, em entrevista ao MyNews Investe.

O MyNews Investe é transmitido de segunda a sexta, a partir do meio-dia, no Canal MyNews

Como ficam os investimentos com a alta da Selic?

Para Passos, diferente dos anos em que a taxa básica de juros girava em torno de 12% e 13%, o cenário ainda não é de uma migração dos investidores e gestores da renda variável (como ações) para o mercado de renda fixa (como CDBs e Títulos do Tesouro). “Porque mesmo com a taxa de juros a 5% ou 7%, você ainda tem uma expectativa de inflação muito alta. O investidor não deveria olhar apenas para a expectativa de alta da Selic mas também para a alta da inflação”, explica ele.

“Pensando para frente, mesmo os investidores que estão vendo essa alta como uma oportunidade de voltar para renda fixa, evitar a volatilidade do mercado, precisam ver isso com cuidado”, diz ele.

Ele destaca, no entanto, que títulos de renda fixa atrelados à inflação – como o Tesouro IPCA – são boas opções no momento é interessante para quem busca diversificação. Esse papéis, ao terem a rentabilidade atrelada ao IPCA, têm a vantagem de serem uma proteção da pressão inflacionária. “Eu acho que faz parte ou deveriam fazer parte do investidor comum, como todos nós”, afirma.


O post O que muda com a alta da taxa básica de juros para 5,25% pelo Banco Central? apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Mercado prevê Selic em 5% em agosto https://canalmynews.com.br/economia/mercado-preve-selic-em-5-em-agosto/ Mon, 14 Jun 2021 14:15:42 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/mercado-preve-selic-em-5-em-agosto/ O Copom se reúne nesta terça-feira e analistas aguardam ata para entender como deve ser o ciclo da taxa de juros daqui para frente

O post Mercado prevê Selic em 5% em agosto apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne na próxima terça-feira (15) e o mercado já espera um aumento de 0,75% na taxa básica de juros, a Selic. Com isso, a expectativa é de que ela saia dos atuais 3,5% para 4,25%. A grande expectativa, no entanto, é com a ata, que deve ser divulgada na quarta-feira (16), sinalizando como deve ser a política daqui para frente.

No âmbito do Banco Central, Copom deve anunciar aumento na taxa básica de juros.
No âmbito do Banco Central, Copom deve anunciar aumento na taxa básica de juros. Foto: Leonardo Sá (Agência Senado).

De acordo com o sócio da One Investimentos, Cássio Bambirra, a atenção está voltada para qual deve ser a Selic nos próximos meses, porque já há uma previsão de aumento de 0,75% em agosto também, elevando a taxa a próximo de 5%. “Então é muito importante ver qual vai ser o teor da ata. Se o Copom indicar que vai ter uma política mais estável, o mercado pode estressar porque está esperando mais aumento de juros”, explica.

A inflação vem pressionando a economia brasileira. O IPCA de maio, o último divulgado, veio em 0,83%, o maior para o período desde o início da série histórica.

Bambirra destaca também que algumas casas já projetam a Selic encerrando o ano de 2021 em 6,25%.

O post Mercado prevê Selic em 5% em agosto apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Prévia da inflação registra aumento de 0,93% em março, maior resultado desde 2015 https://canalmynews.com.br/economia/previa-da-inflacao-registra-aumento-de-093-em-marco-maior-resultado-desde-2015/ Thu, 25 Mar 2021 15:57:41 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/previa-da-inflacao-registra-aumento-de-093-em-marco-maior-resultado-desde-2015/ Em um ano, alta acumulada atinge 5,57%. Com elevação de 11,18%, gasolina foi o item que mais pressionou o índice

O post Prévia da inflação registra aumento de 0,93% em março, maior resultado desde 2015 apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (25) o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), compreendido como uma prévia oficial da inflação nacional. Em março, o indicador atingiu 0,93%, o maior resultado para o mês desde 2015 (1,24%) e a mais elevada taxa mensal desde dezembro (1,06%).

Com elevação de 11,18%, gasolina foi o item que mais pressionou a inflação em março.
Com elevação de 11,18%, gasolina foi o item que mais pressionou a inflação em março. Foto: Pedro França (Agência Senado).

Em um ano, o IPCA-15 acumulou alta de 5,57%, ficando acima dos 4,57% registrados nos 12 meses anteriores e da meta inflacionária fixada para 2021 (3,75%). Mesmo com a elevada alta, o resultado se manteve dentro das projeções de analistas e instituições financeiras, que estimavam um crescimento entre 0,83% e 1,06%.

Com um acréscimo de 11,18% – após nove meses consecutivos de altas –, a gasolina foi o item que mais impactou a inflação em março. Sozinho, o combustível representa um amento percentual de 0,56 ponto no índice – etanol, óleo diesel e gás veicular aumentaram, respectivamente, 16,38%, 10,66% e 0,39%.

Dos nove grupos de produtos e serviços verificados pelo IBGE, oito tiveram alta no terceiro mês de 2021: Transportes (3,79%); Habitação (0,71%); Artigos de residência (0,55%); Saúde e cuidados pessoais (0,24%); Alimentação e bebidas (0,12%); Despesas pessoais (0,10%); Vestuário (0,03%); Comunicação (0,02%). A exceção foi o conjunto Educação, que retraiu 0,51%.

Dentre os produtos com maiores elevações, destacam-se o botijão de gás, que aumentou 4,60% e registrou o 10º mês consecutivo de alta, e as carnes, com aumento percentual de 1,72 ponto.

Contudo, apesar da alta de 0,12% em março, o grupo de alimentação e bebidas, dentro e fora do domicílio, vem sofrendo um efeito de desaceleração devido, principalmente, às quedas nos preços do tomate (-17,50%), da batata-inglesa (-16,20%), do leite longa vida (-4,50%) e do arroz (-1,65%).

Para realizar o cálculo, o Instituto coletou preços no período de 12 de fevereiro a 15 de março, comparando-os com o mesmo período entre janeiro e fevereiro deste ano. O indicador refere-se às famílias com rendimento mensal de um a 40 salários-mínimos e compreende as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.

Todas as regiões aferidas apresentaram altas, sendo a maior em Belém (1,94%) e a menor no Rio (0,52%).

Prévia da inflação oficial - variação mensal.
Prévia da inflação oficial – variação mensal. Foto: Reprodução (MyNews).

O post Prévia da inflação registra aumento de 0,93% em março, maior resultado desde 2015 apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Economista diz que desemprego pode passar de 15% https://canalmynews.com.br/economia/economista-diz-que-desemprego-pode-passar-de-15/ Wed, 17 Mar 2021 17:56:29 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/economista-diz-que-desemprego-pode-passar-de-15/ Índice da Miséria, calculado pela MB Associados, sobe no início do ano; economista-chefe da instituição prevê aumento do desemprego

O post Economista diz que desemprego pode passar de 15% apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O Brasil atingiu o nível mais alto do índice de miséria desde setembro de 2016, próximo dos 20 pontos. o resultado foi calculado pela MB Associados e é composto pela soma da taxa de desemprego e do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) em 12 meses. O cenário do desemprego aliado a alta da inflação, colaboraram para esse recorde. E a tendência é que esse resultado pressione ainda mais a popularidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Em fevereiro, o indicador ficou em 19,8%, considerando um IPCA acumulado em 12 meses de 5,2% e por uma taxa de desemprego com ajuste sazonal de 14,6%, estimada pela MB — o número mais recente divulgado pelo IBGE é o de dezembro.

“A gente considera a soma da taxa desemprego com a taxa de inflação. Ele dá um pouco de percepção do ponto de vista da sociedade em relação a economia. De como tá o bolso desse indivíduo no final. A taxa desemprego significando, eventualmente, perda de renda disponível”, explica Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados. “Esse indicador está sinalizando, desde o ano passado, uma piora de percepção. E muito, provavelmente, a gente vai continuar vendo isso acontecer ao longo desse primeiro semestre. A taxa desemprego subiu muito, por conta da pandemia no ano passado e a taxa de inflação por conta desse choque de commodities, que vemos desde o final do ano passado. E, também, por conta da desorganização na produção industrial vemos uma pressão muito grande nos índices de preços em geral e um aceleração neste primeiro semestre”.

E a perspectiva para os meses restantes de 2021 não é nada positiva. “A taxa desemprego deve subir um pouco mais, podendo passar de 15% até junho e a taxa de inflação também. Especialmente depois dos últimos indicadores mensais, estamos vendo essa taxa caminhar para algo entre 7 e 8% no acumulado em 12 meses. São números bastante elevados. Então, a percepção da população é de que a situação na economia está frágil e de que ela está sendo afetada por isso tudo”, explica Sergio Vale.

Pesquisa XP/Ipespe, que foi divulgada na sexta-feira (12), também trouxe dados sobre a avaliação o governo de Jair Bolsonaro. Para a maioria dos entrevistados, 45%, o governo é ruim ou péssimo, uma alta em relação aos 35% do fim do ano passado. Para quem considera ótimo ou bom, o percentual caiu de 38% para 30%. Para 63% dos consultados a economia está no caminho errado e 61% veem como ruim ou péssima a gestão de Bolsonaro da pandemia.

O post Economista diz que desemprego pode passar de 15% apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Alimentos mais caros e roupas mais baratas: entenda a inflação no Brasil em 2020 https://canalmynews.com.br/economia/alimentos-mais-caros-e-roupas-mais-baratas-entenda-a-inflacao-no-brasil-em-2020/ Tue, 12 Jan 2021 23:33:43 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/alimentos-mais-caros-e-roupas-mais-baratas-entenda-a-inflacao-no-brasil-em-2020/ Índice fechou o ano em 4,52%, acima do esperado por economistas

O post Alimentos mais caros e roupas mais baratas: entenda a inflação no Brasil em 2020 apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Inflação para o consumidor subiu em novembro, mas deve ser menor nos próximos meses.
Alimentos pesaram no resultado da inflação no Brasil em 2020, que ficou acima do esperado pelo mercado.
(Foto: Tânia Rego/Agência Brasil)

O IBGE divulgou nesta terça-feira (12), o resultado da inflação em 2020. O IPCA, o índice nacional de preços, considerado a inflação oficial do país, fechou em 4,52%. 

O resultado veio acima do esperado pelos economistas e analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central no boletim Focus, que estimavam a inflação em 4,37%. O índice acabou o ano acima do centro da meta definida pelo BC, de 4% — mas ainda dentro da meta que ia até 5,5%.

Esse foi o maior resultado para inflação no país desde 2016, quando o IPCA foi de 6,29%.

Alimentos sobem

O principal vilão para inflação no país foi a alimentação. Os alimentos tiveram alta acumulada de 14,09% ao longo do ano — a maior em quase 20 anos. 

Segundo o IBGE, os alimentos responderam sozinhos por quase metade da inflação do ano. Entre os motivos estão a alta do dólar, a alta dos preços das commodities no mercado internacional, o aumento das exportações e, em alguns itens, a diminuição da oferta. 

Nesse grupo, dos alimentos, a maior alta ficou com o óleo de soja, que dobrou de preço ao longo do ano (103%). Em seguida estão outros itens da cesta básica como arroz, feijão e batata.

Depois dos alimentos, o segundo maior impacto sobre o índice foi o grupo de habitação, que teve alta de 5,25% no ano. Segundo o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, o que pesou neste segmento foi a alta do custo de energia: 9,14% no ano. 

O terceiro maior impacto ficou com o grupo de artigos para residência – alta de 6%, em meio a pressão de alta do dólar. Eletrodomésticos subiram 5% e itens de equipamentos para TV, som e informática ficaram 18% mais caros. 

O único grupo medido pelo IBGE que teve deflação no ano passado foi o de vestuário. A queda nos preços desse setor foi de 1,13%. Entre os motivos, o impacto da pandemia e a queda na demanda por roupas. 

Projeção para 2021

Para 2021, a expectativa é de uma desaceleração nesse avanço dos preços – o mercado projeta 3,34% de inflação. 

O IBGE também divulgou nesta terça-feira, o INPC, que é referência para ajuste da aposentadoria. O índice ficou em 5,45% no ano de 2020. Com isso, o teto da previdência, sobe de R$ 6.101,00 para R$ 6.433,00. 

O ajuste pelo INPC vale para aposentados e pensionistas que recebem valor acima do mínimo. Para quem recebe o mínimo, vale o reajuste definido pelo Governo Federal, de 5,26%, neste caso, portanto, a aposentadoria passa de R$ 1.045,00 para R$ 1.100,00. 

O post Alimentos mais caros e roupas mais baratas: entenda a inflação no Brasil em 2020 apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Apesar de alta em novembro, IPCA deve perder força nos próximos meses, diz analista https://canalmynews.com.br/economia/apesar-de-alta-em-novembro-ipca-deve-perder-forca-nos-proximos-meses-diz-analista/ Wed, 09 Dec 2020 12:48:54 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/apesar-de-alta-em-novembro-ipca-deve-perder-forca-nos-proximos-meses-diz-analista/ Analista também apostou em manutenção da taxa Selic em 2% por parte do Copom

O post Apesar de alta em novembro, IPCA deve perder força nos próximos meses, diz analista apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
A inflação medida pelo IPCA, que teve nova alta e fechou o mês de novembro em 0,89%, já é sentida pelo consumidor. Mas essa trajetória deve se manter ao longo dos próximos meses, incluindo o ano de 2021?

Para Gabriel Machado, analista CNPI da Necton, a trajetória de alta do IPCA se deve a uma série de fatores – entre eles a alta do câmbio, o preço de commodities em elevação, a presença do auxilio emergencial e o aumento do consumo de itens como alimentação.

Ao Morning Call desta quarta-feira (9), o analista aposta que essa tendência de alta deve ainda ser notada em dezembro, mas que o índice deve perder força nos meses seguintes.

“Para o ano que vem, a expectativa especialmente a partir do segundo semestre é que o IPCA comece a ceder um pouco de novo. Há fatores da economia brasileira que nos levam a perceber isso”.

Entre tais fatores, Machado cita o desemprego ainda alto, o que deve diminuir a inflação sobre serviços, além de uma valorização do real em relação ao dólar e uma expectativa de recuperação da própria economia nacional ao longo do próximo ano.

O mercado está esperando para 2020 uma inflação de 4,20%, um pouco acima do centro da meta que é de 4%.

Inflação para o consumidor subiu em novembro, mas deve ser menor nos próximos meses.
Inflação para o consumidor subiu em novembro, mas deve ser menor nos próximos meses.
(Foto: Tânia Rego/Agência Brasil)

Expectativa para o Copom

Machado aposta em uma manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 2% pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central). No entanto, ele chama a atenção para o que será indicado de orientação futura (o chamado forward guidance) no comunicado.

Isso porque ao atual patamar da Selic depende, entre outros fatores, de uma política fiscal que garanta o cumprimento do teto de gastos no Brasil

“A parte fiscal é o principal risco do Brasil hoje. E com o governo sinalizando medidas mais efetivas em relação a isso, um plano mais concreto de redução de gastos, creio que o BC mantenha o forward guidance em uma taxa mais estável”.

Uma proposta que estava em debate no Congresso Nacional e previa a flexibilização do teto de gastos gerou desconforto no governo quando veio a público.

O temor do mercado é que tais flexibilizações levem a dívida do Brasil a um patamar perigoso, o que poderia afastar ainda mais os investidores externos e prejudicar a economia. Isso em um cenário no qual ainda há incertezas sobre o andamento de questões como o Orçamento para 2021 e as reformas administrativa e tributária.

O post Apesar de alta em novembro, IPCA deve perder força nos próximos meses, diz analista apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Inflação aumentou de novo em novembro: precisamos nos preocupar? https://canalmynews.com.br/economia/inflacao-aumentou-de-novo-em-novembro-precisamos-nos-preocupar/ Wed, 09 Dec 2020 02:14:11 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/inflacao-aumentou-de-novo-em-novembro-precisamos-nos-preocupar/ A inflação voltou a subir pelo terceiro mês seguido. E embora ainda esteja dentro da meta, já pesa no bolso dos brasileiros

O post Inflação aumentou de novo em novembro: precisamos nos preocupar? apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta terça-feira (8) os números da inflação para o mês de novembro. É o IPCA, o Índice de Preços no Consumidor, que diz o quanto as coisas estão mais caras ou mais baratas para os consumidores. E desta vez estão mais caras.

A taxa da inflação segue a tendência de alta que começou em setembro e chegou a 0,89% em novembro. Era 0,86% em outubro. Segundo o IBGE, é o maior resultado para um mês de novembro desde 2015.

Essa alta foi impulsionada, principalmente, por dois grupos. A primeiro é o de alimentos e bebidas, que subiu 2,54% em novembro puxado por itens como a batata inglesa que registrou uma alta de 29,65% no mês. O segundo, o de transportes, que subiu 1,33% por causa da alta dos combustíveis.

No acumulado do ano são 3,13%, abaixo do centro da meta, que é 4%. Mas é fato que a inflação está subindo. No boletim Focus desta segunda-feira (7), por exemplo, o índice foi revisto, a nova previsão é que chegue a 4,21% no fim de 2020 – acima do centro da meta, mas dentro do limite. Neste caso, o que forçou o reajuste foi a aumento da tarifa de energia elétrica, que passou para a bandeira vermelha.

A batata foi o item que mais subiu em novembro, quase 30%
A batata foi o item que mais subiu no IPCA em novembro, quase 30%.
(Foto: Pixabay)

Motivo para preocupação?

Mas o que isso tudo significa para quem precisa ajustas as contas para terminar o mês no azul? É motivo de preocupação? Para o economista Daniel Herrera, analista da Toro Investimentos, os brasileiros podem ficar tranquilos, este é um problema pontual que deve se resolver em 2021. O economista explica que o centro da meta é um ponto de onde a inflação pode partir, para cima ou para baixo e estar mais perto do teto, mas dentro do limite, ainda é aceitável.

“Se você pegar pelos diferentes grupos, como alimentos, você vê que esse é um grupo que está destoando muito, mas porque são influenciados pelo dólar e por commodities, que estão em alta. Então dá para ver que é uma questão muito pontual, são produtos básicos que estão puxando a inflação como um todo. Não parece um problema generalizado que a gente possa ter – como alguns estão falando – hiperinflação, isso não faz o menor sentido”.

A professora Juliana Inhasz, do Insper, discorda. Ela acredita que esse é, sim, um motivo para preocupação principalmente porque a taxa está subindo muito rápido. Era 0,24% em agosto.

Para a economista, 2021 não vai ser um ano fácil e muitos fatores podem pressionar os preços e, como consequência, a inflação. Inhasz considera que o ano ainda vai começar com uma taxa câmbio elevada, o que deve continuar favorecendo a saída dos produtos brasileiros e promovendo o aumento de preços no mercado interno. Além disso, vai ser um ano com muito desemprego, a retomada vai ser lenta, muitas empresas fecharam ou ainda vão fechar as portas, o investimento ainda está abaixo do que deveria. Tudo isso também colabora para deixar os preços mais altos.

“É um motivo de preocupação porque essa inflação começa a ser cada vez mais alta e está muito focada no grupo de alimentos e em seguida o grupo de transportes, coisas que os brasileiros não podem abrir mão. As pessoas precisam se alimentar e precisam se locomover. Isso pressiona o poder de compra dos brasileiros em um ano em que o desemprego está alto. No ano que vem o problema continua porque o país não deve ter um crescimento grande a ponto de garantir ganhos salariais para que o trabalhador não sinta esse aumento”.

Essa alta nos preços atingiu as 16 regiões do Brasil que são pesquisadas pelo IBGE. No topo da lista está a cidade de Goiânia, que registrou uma inflação de 1,41% em novembro. Quem teve o menor índice foi Brasília, 0,35%.

O post Inflação aumentou de novo em novembro: precisamos nos preocupar? apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>