Arquivos Kamala Harris - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/kamala-harris/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 21 Jan 2025 17:41:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Voto feminino nos Estados Unidos https://canalmynews.com.br/opiniao/voto-feminino-nos-estados-unidos/ Tue, 21 Jan 2025 17:39:50 +0000 https://localhost:8000/?p=50282 Para Maria De'Carli, embora tenha vivido uma lua de mel com o eleitorado, Kamala Harris perdeu as eleições por não se atentar aos verdadeiros interesses das mulheres

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Na segunda-feira (20), Donald Trump assumiu seu 2º mandato como 47º presidente dos Estados Unidos (EUA). Sua vitória foi avassaladora, desde 2004 nenhum candidato republicano havia vencido os colégios eleitorais (Trump levou 312 colégios eleitorais) e o voto popular (obteve 49,8% dos votos válidos). As eleições presidenciais de 2024 bateram recorde como o segundo maior pleito em termos de participação eleitoral, foram mais de 155 milhões de pessoas votando, o equivalente a 64% dos eleitores, isso é um marco considerável visto que o voto nos EUA é facultativo.

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Apesar da vitória incontestável, Trump assume o mandato numa nação extremamente dividida e polarizada, onde não há consenso com relação ao seu índice de aprovação. Um subgrupo que traz uma relação conturbada com o presidente, é o feminino.

A relação de Trump com as mulheres é bastante complexa. O presidente já deu algumas declarações bastante polêmicas e pejorativas com relação a este público; em 2024, porém, o republicano atingiu uma marca considerável no voto feminino, superando suas candidaturas anteriores. Afinal, o que explica isso?

Voto feminino EUA

Desde os anos 1980, as mulheres são maioria no eleitorado norte-americano, e, a partir de 1996, essas mulheres preferem votar em candidatos democratas. Em 2020, as mulheres foram cruciais para a vitória do Democrata Joe Biden, que conquistou 57% do voto feminino, porém, em 2024, apesar da candidata Democrata e então vice-presidente, Kamala Harris, ter ganhado a maioria do voto feminino — cerca de 54% — esses votos não foram suficientes para garantir a sua vitória.

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Fato é que o voto feminino não pode ser entendido de forma homogênea. As mulheres almejam coisas diferentes e partem de pontos de partidas diferentes. O voto feminino, sobretudo nos Estados Unidos, possui diferentes variáveis — como raça, extrato social e questões culturais —, e essas variáveis se sobrepõem ao fato de ser mulher. Analisar o voto feminino nas eleições norte-americanas do ano passado requer um olhar atento para entender as muitas camadas envolvendo as preferências eleitorais:

Harris triunfou entre as mulheres, será que com todas?

Apesar da Harris ter tido pelo menos 10% de vantagem com as mulheres, ela caiu frente aos seus antecessores: Biden teve uma vantagem de 15% com as mulheres versus Trump em 2020, e Clinton teve 13% de vantagem versus Trump em 2016.

Ao se analisar mais detalhadamente os fatores demográficos, Harris estourou com o eleitorado feminino negro, ela teve mais de 90% de preferência dessas mulheres, por quê? Porque essas mulheres são as principais vítimas quando o assunto é violência sexual e violência reprodutiva. Porém, Harris perdeu com as mulheres brancas, que, historicamente são mais conservadoras, defendem o status quo e tendem a preferir candidatos Republicanos.

Quais variáveis importam mais?

Seu gênero te define? A característica de ser mulher é extremamente importante para sua relação social e cultural com a sociedade, porém, as mulheres nos EUA não compartilham nenhum tipo de identidade de gênero coletiva. Na história eleitoral norte-americana, as mulheres não se juntam em torno de um candidato em comum. Portanto, prevalecem outras características e variáveis, e, nessas eleições de 2024, prevaleceu a economia — com o aumento de preços — e o medo da imigração sem controle.

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E Trump soube explorar as principais preocupações do público de maneira extremamente eficiente. Em diversas pesquisas, o então candidato Republicano era o melhor visto quando o assunto era economia. Na atual conjuntura econômica dos EUA, a inflação subiu por diversos fatores, e isso impactou o preço de insumos e itens básicos, assim como o preço de moradia. Em 2 anos, o preço do leito dobrou. Segundo sondagens, 3 a cada 10 eleitores acreditavam que a situação financeira de suas famílias estava piorando, e 9 a cada 10 eleitores disseram estar preocupados com os custos de vida.

Essa preocupação também foi grande entre as mulheres. Em uma sondagem feita pela Fundação Kaiser, o fator mais preocupante para o eleitorado feminino era a inflação, seguido de ameaças à democracia e a alta imigração, aborto ficou por último. Uma pesquisa feita pela Edison, mostrou que 31% do eleitorado feminino acreditava que a economia era o principal fator nas escolhas eleitorais, aborto ficou com 14%.

Harris não se atentou a entender o que o eleitorado queria e não soube explorar esses fatores, perdendo nas urnas por conta disso.

A candidata Democrata insistiu demais na tecla do aborto e nos direitos reprodutivos, pautas extremamente importantes, de fato, mas que não eram a principal preocupação do eleitorado e conversavam apenas com uma parte da população. Ela não soube furar bolhas.

Figura de Harris vs Figura de Trump

Ao ser nomeada candidata oficial à presidência pelos Democratas, Harris viveu uma lua de mel com o eleitorado, estourando nas pesquisas e obtendo apoio massivo de celebridades como Taylor Swift. Ela também ganhou o apelido de “Brat” gíria da Geração Z que significa “mulher descolada”. Apesar do sucesso com o público feminino e jovem, Harris foi pejorativamente chamada de “Cat Lady” por JD Vance — vice de Trump — que condenou massivamente as mulheres sem filhos, fazendo ataques indiretos a Harris.

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Essa é a figura que Harris representa, afinal, ela é uma mulher independente, que chegou ao topo pelo seu próprio esforço, ela é estudada, e não tem filhos. Sua figura é difícil de furar bolhas e romper preconceitos, não é todo mundo que conhece uma mulher como Harris, que dá para relacionar. A sociedade norte-americana é predominantemente conservadora, tendo o homem como figura central. Portanto, Harris já saiu perdendo nesse aspecto, ela não conseguiu furar a bolha do patriarcado e nem conseguiu se desvencilhar do preconceito invisível contra mulheres bem-sucedidas.

Apesar de Trump ter a figura machista associada ao seu personagem, todos nós temos um tio ou parente distante, ou até mesmo um marido, que dá para relacionar com o Trump. Existe um aspecto de afeto inconsciente de muitas mulheres para com a figura de Trump, e ele já saiu ganhando por isso.

Harris não foi a candidata perfeita, e muito menos Trump. Porém, houve erros de cálculos tremendos que foram cruciais para sua derrota. Fato é que o voto feminino na principal democracia do mundo não é um voto feminista, ele é um voto pragmático preocupado em resolver seu problema do momento, e o problema do momento é garantir o prato na mesa por um preço acessível.

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Assista abaixo à transmissão especial do MyNews da cerimônia de posse de Donald Trump:

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Trump conquistou votos da meia-idade, mas Kamala era preferida entre mulheres https://canalmynews.com.br/noticias/trump-votos-meia-idade-kamala-preferida-mulheres/ Fri, 08 Nov 2024 01:55:08 +0000 https://localhost:8000/?p=48343 Segundo levantamento realizado pela rede americana NBC, republicano levou 60% dos votos de homens brancos nos swing states ('estados-pêndulos')

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Se apenas mulheres votassem, o republicano Donald Trump com certeza teria perdido a eleição presidencial. É o que diz uma matéria publicada na quarta-feira (6) pela agência de notícias Associated Press (AP).

Segundo levantamento realizado pela rede americana NBC, enquanto Trump levou 60% dos votos de homens brancos nos Swing States (“estados-pêndulos”), a democrata Kamala Harris foi mais votada entre mulheres negras (91%) e latinas (60%).

Durante toda a disputa eleitoral, Trump focou no público masculino. Inclusive, validou comentários e piadas sexistas direcionadas a Kamala.

Enquanto fazia comício na cidade de Greensboro, na Carolina do Norte, por exemplo, Trump foi interrompido por um de seus apoiadores que afirmou que “ela [Kamala] trabalhava na esquina”. Trump riu da piada e afirmou que aquele lugar era “incrível”. Depois, acrescentou: “Apenas se lembrem que outra pessoa está dizendo isso, não eu”.

A AP chegou a dizer que a campanha era “centrada na hipermasculidade” e que Trump foi alertado por seus apoiadores de que esta postura poderia colocá-lo em desvantagem em relação ao eleitorado feminino. Mesmo assim, o republicano teve mais votos entre as mulheres brancas do que Kamala.

Em relação à comunidade LGBTQIA+, 86% dos eleitores que se identificaram como homossexuais, bissexuais ou transexuais votaram em Kamala, contra 13% de Trump. Entre os que afirmaram não fazer parte da comunidade, 53% escolheram apoiar o republicano.

De acordo com a NBC, Kamala foi a mais votada também entre os eleitores com idades entre 18 e 44 anos, os que se definiram como “liberais” e os que disseram ter concluído o ensino superior. Presidente eleito liderou entre protestantes e católicos, eleitores com mais de 45 anos e os que se definiram como “conservadores”.

Assista abaixo ao Segunda Chamada de quarta-feira (6):

*Sob supervisão de Sofia Pilagallo

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Quais os possíveis impactos da eleição de Donald Trump para o Brasil? https://canalmynews.com.br/opiniao/impactos-eleicao-trump-brasil/ Fri, 08 Nov 2024 01:35:26 +0000 https://localhost:8000/?p=48338 Novo governo republicano deverá ser baseado em medidas econômicas protecionistas, fortalecimento da direita e descaso com as mudanças climáticas

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O republicano Donald Trump venceu a democrata Kamala Harris nas urnas e foi eleito presidente dos Estados Unidos na manhã de quarta-feira (6). A vitória dele foi cravada logo pela manhã, quando conquistou o apoio de 276 delegados — o mínimo necessário são 270. Diante do resultado, especialistas já começaram a traçar os possíveis efeitos da volta do republicano ao poder sobre o Brasil, em especial os impactos econômico, geopolítico e diplomático entre os países.

Entre as propostas de campanha de Trump, estão a deportação em massa de imigrantes ilegais, o aumento das tarifas sobre produtos importados. As medidas devem elevar a dívida pública, alimentar a inflação e reduzir a corrente de comércio global.

Políticas protecionistas

Segundo análise realizada e divulgada pela Ágora Assuntos Públicos, a perspectiva de um segundo mandato com políticas mais protecionistas pode impactar as relações comerciais entre o Brasil e os EUA.

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A iminente adoção de tarifas de importação mais elevadas sugere riscos para alguns setores brasileiros exportadores, em especial os que dependem da competitividade do mercado americano. Isso se deve ao fato de que as barreiras tarifárias devem limitar as vendas para os EUA. As taxações também pressionam a alta do dólar, favorecendo os produtores de commodities que recebem na moeda americana.

A expectativa de uma política econômica mais rígida por parte dos EUA, combinada a uma inflação global possivelmente ascendente, pode levar o Federal Reserve a adotar uma postura de elevação nas taxas de juros, causando uma provável desvalorização do real. Por isso, a recente vitória de Trump exige do governo brasileiro mais compromisso com a responsabilidade orçamentária.

Geopolítica e dinâmica da América Latina

Desde o início do governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta restabelecer a posição de liderança do Brasil na América Latina. Agora, com a reeleição de Trump, Lula enfrentará novos desafios para se reafirmar como uma referência progressista e consolidar uma coalização regional.

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Com o impulsionamento de pautas conservadoras nos Estados Unidos, a extrema direita do Brasil espera aumento na pressão para anistiar envolvidos no 8 de janeiro e reverter a decisão que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível.

Conflito de interesses institucionais

Enquanto as instituições brasileiras têm se colocado de forma assertiva no enfrentamento de questões ligadas à desinformação e à regulação de plataformas digitais, a vitória de Trump encoraja figuras conservadoras e setores empresariais que contestam os sistemas jurídicos e regulatórios. Apoiado pelo bilionário sul-africano Elon Musk, o presidente eleito chegou a afirmar que vai “proteger a liberdade de expressão online”.

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Esse ponto de divergência entre os países pode se tornar mais um ponto de fricção entre a autoridade e soberania brasileira e figuras influentes do empresariado americano, que terão um papel fundamental no suporte à nova gestão trumpista.

Mudanças climáticas

A agenda de Trump destinada a estimular o uso de fontes de energia não renováveis representa um novo obstáculo aos interesses ambientais e energéticos do governo brasileiro.

De acordo com a análise da Ágora, o Brasil vem trabalhando para alavancar sua vantagem competitiva em relação às energias renováveis e reforçar seu papel nas discussões globais sobre meio ambiente e sustentabilidade. Entretanto, “com a volta de Trump à Casa Branca, é provável que o espaço para cooperação internacional em torno dessas pautas diminua”.

Assista abaixo ao Segunda Chamada de quarta-feira (6):

*Sob supervisão de Sofia Pilagallo

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‘Quando nós lutamos, nós vencemos’, diz Kamala em primeiro discurso após derrota https://canalmynews.com.br/noticias/quando-nos-lutamos-nos-vencemos-diz-kamala-em-primeiro-discurso-apos-derrota/ Wed, 06 Nov 2024 23:22:05 +0000 https://localhost:8000/?p=48307 Vice-presidente afirmou que a vitória de Trump não significa uma derrota permanente para os democratas e defendeu que o resultado não deve ser questionado

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A atual vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris (Democrata), discursou pela primeira vez, após a vitória de Donald Trump (Republicano), na tarde desta quarta-feira (6), horário local. Kamala, que recebeu mais de 67 milhões de votos e 226 deputados do colégio eleitoral, afirmou estar orgulhosa da forma como sua campanha disputou o pleito.

“Eu estou tão orgulhosa da corrida que disputamos e da forma como disputamos durante os mais de 107 dias de campanha”, afirmou aos apoiadores que acompanharam o discurso no campus da Universidade de Howard, em Washington, DC. “Durante a campanha, eu disse alguma vezes que ‘quando nós lutamos, nós vencemos’, mas a questão é que, às vezes, a luta é longa e isso não significa que não vamos ganhar. O importante é nunca desistir.”

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Adotando uma postura apaziguadora, Kamala defendeu que o resultado do pleito não deve ser questionado por seus apoiadores. Também afirmou que entrou em contato com o adversário e o parabenizou pela vitória.

“Eu sei que vocês estão experimentando uma mistura de sentimentos neste momento, mas nós devemos aceitar o resultado desta eleição. Hoje mais cedo, eu falei com o presidente eleito Trump e o parabenizei pela vitória. Também disse a ele que vamos ajudar sua equipe durante a troca de governos e trabalhar para uma transferência pacífica de poder.”

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Durante a fala, Kamala também prometeu que, embora a campanha tenha chegado ao fim, ela continuará lutando pelo direito das mulheres de terem autonomia sobre o próprio corpo, pela redução da violência armada nas ruas e nas escola, pela justiça e pela democracia.

Assista abaixo ao Segunda Chamada desta quarta-feira (6):

*Sob supervisão de Sofia Pilagallo

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Como funciona a apuração nos EUA, onde os resultados podem levar semanas para sair? https://canalmynews.com.br/noticias/como-funciona-a-apuracao-nos-eua-onde-os-resultados-podem-levar-semanas-para-sair/ Tue, 05 Nov 2024 19:53:11 +0000 https://localhost:8000/?p=48243 Diferente do Brasil, onde os resultados são divulgados em poucas horas, lá, o processo pode levar muito mais tempo; pleito de 2000 demorou 36 dias para ser definido

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Os eleitores americanos vão às urnas nesta terça-feira (5) para escolher o próximo presidente dos Estados Unidos. Nas eleições deste ano, a democrata Kamala Harris e o republicano Donald Trump disputam uma das eleições mais acirradas de todos os tempos.

Segundo pesquisas de intenção de voto, os candidatos estão tecnicamente empatados. No último levantamento da ABC News, por exemplo, Kamala apareceu com 1% de vantagem em relação à Trump.

No total, são mais de 240 milhões de americanos aptos a votar. De acordo com a agência de notícias Associated Press (AP), mais de 57 milhões já votaram antecipadamente.

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Não existe um órgão central responsável por fiscalizar e padronizar as formas de votação. Cada estado pode definir suas próprias regras. Isso permite aos eleitores votar pelo correio ou presencialmente, por meio de cédulas de papel ou urnas eletrônicas.

Essa vasta gama de possibilidades, claro, interfere na agilidade da apuração. No Brasil, os resultados das eleições são apurados em poucas horas. Lá, esse tempo é muito maior, podendo levar dias e até mesmo semanas. A eleição de 2000, por exemplo, chegou a demorar 36 dias para ser apurada.

Há também outra questão a ser considerada. Em alguns lugares, os mesários, além de supervisionar o voto presencial, precisam checar as assinaturas e escanear as cédulas, o que também leva tempo e atrasa a apuração.

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A contagem dos votos é realizada por trabalhadores eleitorais locais. Esses podem ser voluntários, funcionários do governo ou temporários contratados. Todos os locais de apuração são supervisionados por equipes subordinadas dos departamentos eleitorais.

Os partidos políticos e os candidatos podem enviar observadores para monitorar os procedimentos e assegurar a transparência da votação, caso queiram. Em alguns casos, o público em geral também pode acompanhar a apuração.

A depender do tamanho do condado e da quantidade eleitores, os votos podem ser contados com a ajuda de máquinas eletrônicas de leitura ótica ou manualmente, o que também impacta na velocidade da apuração. Depois que os votos são certificados e a contagem é concluída, os resultados oficiais são confirmados por uma autoridade eleitoral do condado e, então, enviados ao estado.

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Em caso de empate, fica a cargo da Câmara dos Deputados escolher o presidente por meio de uma votação interna na qual cada estado tem direito a um voto. Entretanto, isso aconteceu apenas duas vezes em toda a história dos EUA, em 1800 e 1824.

Vale ressaltar que, nem sempre o candidato que ganha no voto popular é o que vence a eleição, pois os EUA adotam o sistema de votação indireto. Sai vitorioso do pleito quem tiver a maioria do colégio eleitoral.

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O “colégio eleitoral” consiste em um grupo de pessoas, os chamados “delegados”, indicadas para nomear o presidente e o vice-presidente. Cada estado tem um número de delegados proporcional ao tamanho de sua população.

Ao todo, o colégio eleitoral é formado por 538 delegados. Um candidato precisa do apoio de ao menos 270 delegados para ser eleito, o que se traduz em metade dos 538 (ou 269) mais um.

Assista abaixo ao Pergunte ao Kotscho de segunda-feira (4):

*Sob supervisão de Sofia Pilagallo

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Análise: quem ganhou o debate presidencial para a eleição dos EUA? https://canalmynews.com.br/opiniao/analise-quem-ganhou-o-debate-presidencial-para-a-eleicao-dos-eua/ Wed, 11 Sep 2024 05:16:40 +0000 https://localhost:8000/?p=46574 Especialistas que participaram da cobertura especial do MyNews, exibida logo após o término do evento, divergem da resposta

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Kamala Harris ou Donald Trump: quem ganhou o debate presidencial de terça-feira (10), o primeiro entre os dois candidatos e possivelmente o único até a eleição, em 5 de novembro? A resposta é uma questão de ponto de vista. Os especialistas que participaram da cobertura especial do MyNews, exibida logo após o término do debate, divergem do veredito.

Para o jornalista Lucas Mendes, apresentador do programa Manhattan Connection, não é possível cravar um vencedor. Ele acredita que Kamala se saiu melhor aos olhos de seus eleitores, assim como Trump se destacou entre aqueles que o apoiam. Apesar de não ter dado vitória a nenhum dos dois candidatos, ressaltou, em uma primeira análise, as mentiras contadas por Trump ao longo do debate, entre elas a de que imigrantes estariam comendo cachorros e gatos dos americanos na cidade de Springfield, em Ohio. Em evento inédito, o republicano foi desmentido ao vivo por essa declaração.

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O estrategista de comunicação internacional Ewandro Magalhães afirmou concordar com Mendes, acrescentando que o debate foi pouco efetivo no sentido de convencimento dos eleitores a votar em um ou outro candidato. Apesar disso, ressaltou que os democratas “tiveram a felicidade de ver uma candidata desempenhando com mais desenvoltura”, “de maneira eloquente e com assertividade”. No último debate presidencial, Trump enfrentou o presidente Joe Biden, que chegou a ter a saúde questionada pelo mau desempenho.

O jornalista e pesquisador Paulo Sotero, por sua vez, foi enfático ao cravar que Kamala foi a vencedora do debate. Para ele, a democrata apresentou-se bem e deixou clara sua agenda política, além de ter tido uma postura mais agressiva. Trump, por outro lado, teria deixado claro que não tem nada de novo a dizer e insistiria em repetir os mesmos “chavões” de sua campanha. Ele chamou a atenção também para o fato de que Kamala estendeu a mão para cumprimentar Trump no início do debate, o que teria deixado o adversário “desconsertado”.

Veja a análise de debate entre Kamala Harris e Donald Trump para a presidência dos EUA:

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Trump é desmentido em debate após dizer que imigrantes estão comendo cachorros https://canalmynews.com.br/noticias/trump-e-desmentido-em-debate-apos-dizer-que-imigrantes-estao-comendo-cachorros/ Wed, 11 Sep 2024 03:54:38 +0000 https://localhost:8000/?p=46562 Produção da ABC News entrou em contato com autoridades para checar a alegação e verificou que nenhum caso do tipo havia sido reportado

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O ex-presidente e candidato republicano Donald Trump foi desmentido ao vivo no debate presidencial da ABC News, na terça-feira (10), depois de afirmar que imigrantes de Springfield, em Ohio, estavam comendo cachorros e gatos das pessoas que moram na cidade. Durante a cobertura do debate realizada pelo MyNews logo após o término do debate, o jornalista Lucas Mendes, apresentador do programa Manhattan Connection, ressaltou que esta foi a primeira vez em que Trump foi desmentido ao vivo em um debate presidencial.

“Trump mentiu tanto e de maneira tão descarada que, se tivesse um medidor de mentiras, ele furava o teto. Era uma mentira em cima da outra”, disse Mendes, reforçando que as mentiras contadas na noite desta terça-feira não surgem como novidade, embora um fato inédito tenha ocorrido. “Pela primeira vez, um jornalista corrigiu Trump durante um debate.”

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O mediador da ABC News informou que a produção do debate entrou em contato com a prefeitura de Springfield para checar a alegação e verificou que nenhum caso do tipo havia sido reportado. Trump rebateu dizendo que havia assistido na televisão a pessoas contando que tiveram os cachorros roubados.

O debate, que foi o primeiro entre os dois candidatos, e possivelmente o único, abordou os principais temas da eleição americana, como economia, relações internacionais do país e políticas de aborto e imigração. Enquanto Kamala é filha de imigrantes (mãe indiana, pai jamaicana), Trump é defensor ferrenho de uma política anti-imigração. Ao longo de seu mandato como presidente, e mesmo depois que deixou o poder, fez diversas ofensas públicas aos imigrantes que residem nos EUA. No passado, chegou a chamá-los de “animais” e afirmou que a imigração “contamina o sangue norte-americano”.

No debate, Trump foi questionado pelo moderador como faria para cumprir a promessa de deportar milhões de imigrantes caso fosse eleito, mas não respondeu à pergunta. Em vez disso, seguiu direcionando ataques a estrangeiros e disse, sem apresentar provas, que a alta incidência de crimes nos EUA teria relação com o grande número de imigrantes vivendo no país. Em discursos, Trump falou sobre usar a Guarda Nacional ou as policias locais para encontrar imigrantes sem documentos.

Veja a análise de debate entre Kamala Harris e Donald Trump para a presidência dos EUA:

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Economia será tema central de debate decisivo entre Kamala Harris e Donald Trump https://canalmynews.com.br/outras-vozes/economia-sera-tema-central-de-debate-decisivo-entre-kamala-harris-e-donald-trump/ Tue, 10 Sep 2024 19:03:32 +0000 https://localhost:8000/?p=46554 Mais que políticas de aborto e imigração, eleitor americano quer saber como as propostas dos dois candidatos podem afetar o bolso nos próximos quatro anos

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O debate entre Kamala Harris e Donald Trump, que acontece nesta terça-feira (10), será um marco importante nas eleições dos Estados Unidos. Será possivelmente o único entre os dois candidatos, o que o torna ainda mais significativo. Embora temas como imigração e aborto sejam de grande relevância e devam aparecer no debate, é a economia que deve dominar as discussões.

It’s the economy, stupid” (“É a economia, idiota”), famoso slogan da campanha de Bill Clinton em 1992, ainda reverbera na sociedade americana e mostra uma nação que se preocupa com o que realmente deve se preocupar. Apesar das agressões por parte de um ou outro candidato, elas não são a regra. O eleitor tem outras preocupações. Kamala terá que defender o legado econômico da administração Biden, destacando conquistas como a criação de empregos e a redução da inflação, apesar das críticas ao aumento do custo de vida. Este será um ponto chave para seu discurso.

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A economia dos EUA enfrenta desafios complexos, desde a alta dos preços até as incertezas no mercado de trabalho. Kamala poderá argumentar que, sob o governo Biden, houve um esforço para estabilizar a economia após a pandemia, destacando a redução do desemprego e a recuperação gradual. O economista Paul Krugman sugere que as políticas fiscais e monetárias adotadas pelo governo Biden ajudaram a controlar a inflação, embora a percepção pública seja de que essas melhorias não foram amplamente distribuídas entre as diferentes classes sociais. Um desafio para Kamala, que precisa demonstrar ser uma liderança forte, principalmente dentro de seu partido.

Donald Trump, por outro lado, deve adotar um discurso focado em desregulamentação e cortes de impostos, uma abordagem que caracterizou seu primeiro mandato. Segundo o economista Joseph Stiglitz, embora essas políticas possam gerar crescimento econômico em curto prazo, elas também tendem a ampliar as desigualdades, favorecendo principalmente as grandes corporações. Trump provavelmente tentará atrair eleitores descontentes com o aumento dos custos de vida e os desafios econômicos imediatos, contrastando com o otimismo que Kamala buscará transmitir em relação ao futuro da economia americana.

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Além das divergências sobre o papel do governo na economia, imigração e aborto também devem ser tópicos de destaque no debate. Kamala criticará as políticas rígidas de imigração de Trump, enquanto ele deve argumentar que as fronteiras precisam de controle mais rigoroso. No que diz respeito ao aborto, ela se posicionará contra as tentativas de limitar o direito ao aborto, especialmente após a revogação da decisão Roe vs. Wade, enquanto o adversário buscará agradar o eleitorado conservador.

Entretanto, reitero, é o impacto econômico que deve definir o tom da campanha de ambos os candidatos. O público americano está profundamente preocupado com a inflação, o custo de vida e o futuro do mercado de trabalho.  Trump tentará capitalizar essas preocupações, apresentando-se como o candidato que pode revitalizar a economia com sua experiência empresarial. Kamala, por sua vez, terá que convencer os eleitores de que as políticas econômicas de Biden foram eficazes e que a continuidade do trabalho trará estabilidade e crescimento sustentável.

Portanto, o debate entre Kamala Harris e Donald Trump será uma oportunidade crucial para ambos definirem suas plataformas econômicas em um cenário de incerteza. Com a economia no centro das atenções, os candidatos precisarão abordar de maneira clara como pretendem enfrentar os desafios que afetam diretamente a vida dos eleitores. A performance de cada um no debate poderá moldar a narrativa das eleições e influenciar decisivamente a escolha dos eleitores indecisos. O bom sinal no meio disso tudo é que os eleitores, que estão ditando os caminhos do embate, querem ouvir sobre propostas.

Entenda a mudança de apoiadores de Trump para Kamala em campanha intensa:

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Análise: Postura de Kamala Harris sobre a guerra em Gaza pode ser determinante na eleição https://canalmynews.com.br/opiniao/analise-postura-de-kamala-harris-sobre-a-guerra-em-gaza-pode-ser-determinante-na-eleicao/ Thu, 22 Aug 2024 19:08:49 +0000 https://localhost:8000/?p=46052 Michigan, estado que ajudou a eleger Trump em 2016, é o estado com a maior população de origem árabe nos Estados Unidos

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A postura da democrata Kamala Harris, candidata à presidência dos Estados Unidos, sobre a guerra na Faixa de Gaza, pode ser determinante para decidir a eleição, avaliou o jornalista Andrew Fishman, fundador do Intercept Brasil, durante participação no Segunda Chamada de quarta-feira (21). Na eleição de 2016, três estados americanos — Pensilvânia, Michigan e Wisconsin — inesperadamente votaram a favor de Donald Trump e deram vitória ao ex-presidente, com cerca de 80 mil votos. Michigan é o estado com a maior população de origem árabe nos EUA e, por isso, pode ser decisivo para definir o próximo presidente.

“Os membros da campanha de Kamala vêm dizendo que ela está lutando muito para que se alcance um cessar-fogo em Gaza, mas este não é o caso. É uma mentira. Ela não está diretamente envolvida nessas negociações”, disse Fishman, ressaltando que o desafio dos jornalistas, hoje, é “extrair o que a democrata representa”, uma vez que ela tem evitado dar entrevistas e estabelecer posicionamentos claros.

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“Os democratas estão dizendo há dez meses que estão empenhados nas negociações, mas nada acontece. Israel exige que o Hamas entregue tudo e assuma que perdeu a guerra. Isso não é cessar-fogo, é uma vitória absoluta”, acrescentou.

Na quarta-feira, o presidente dos EUA, Joe Biden, conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sobre negociações para um cessar-fogo e a libertação dos reféns em Gaza. Kamala também se juntou à conversa, que aconteceu em um momento crítico. No início desta semana, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, declarou, em Israel, que esta pode ser a última oportunidade para um acordo.

Desde o início da guerra, em 7 de outubro de 2023, o Exército de Israel matou mais de 40 mil pessoas em Gaza, incluindo mais de 16 mil crianças, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (22) pelo Ministério de Saúde do Hamas. A cada hora, 15 pessoas, entre elas seis crianças, são mortas no enclave. No mesmo período, 35 pessoas são feridas, 42 bombas são lançadas e 12 edifícios são destruídos.

Veja o que disse Obama sobre Kamala Harris e por que ela está atraindo até republicanos:

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Por que enfrentar Kamala é o pior cenário para Trump? https://canalmynews.com.br/noticias/por-que-enfrentar-kamala-e-o-pior-cenario-para-trump/ Thu, 25 Jul 2024 22:28:50 +0000 https://localhost:8000/?p=45291 Segundo o jornalista Marcelo Madureira, Trump terá que adotar um novo discurso para se sobressair na disputa eleitoral

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Ter a vice-presidente Kamala Harris como adversária é o pior dos mundos para o candidato republicano e ex-presidente Donald Trump, afirmou o jornalista Marcelo Madureira durante participação no Segunda Chamada de quarta-feira (24). Para ele, Trump terá que elaborar uma nova estratégia para se aproximar do eleitorado dos Swing States, os chamados “estados pêndulos”, onde nenhum candidato tem maioria absoluta.

Nos dias que se seguiram ao atentado contra Trump na Pensilvânia (EUA), a imagem do republicano com punho em riste e a bandeira americana ao fundo cravou a vitória do ex-presidente. Mas a desistência do presidente Joe Biden e a indicação de Kamala para substituí-lo na disputa influenciou o rumo das eleições.

Para Madureira, Trump precisará adotar um discurso menos radical para cativar o voto dos eleitores mais moderados. Ao mesmo tempo, não poderá se afastar do trumpismo para continuar agradando os seguidores mais fiéis.

O jornalista acredita que Kamala tenha algumas vantagens. Como vice-presidente dos Estados Unidos, ela também é presidente do Senado, o que lhe permite ter uma grande articulação política dentro do Poder Legislativo. Além disso, tem um histórico praticamente impecável, seja como vice-presidente, seja como Procuradora-Geral da Califórnia. Segundo a nova pesquisa Reuters/Ipsos, a vice-presidente já aparece numericamente à frente com 44% das intenções de voto, contra 42% de Trump.

Assista abaixo ao Segunda Chamada de quarta-feira (24):

*Sob supervisão de Sofia Pilagallo

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Análise: Kamala coloca Trump de volta no banco dos réus https://canalmynews.com.br/noticias/analise-kamala-coloca-trump-de-volta-no-banco-dos-reus/ Thu, 25 Jul 2024 20:06:01 +0000 https://localhost:8000/?p=45281 Para Matheus Leitão, a estratégia da democrata influencia o imaginário do eleitorado norte-americano

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A vice-presidente Kamala Harris coloca o ex-presidente e candidato republicano Donald Trump no banco dos réus ao dizer que conhecia o “tipo” de seu adversário desde antes de se tornar Procuradora-Geral da Califórnia. Foi o que afirmou o jornalista Matheus Leitão durante participação no Segunda Chamada de quarta-feira (24).

Nesta segunda-feira (22), a vice-presidente participou do primeiro comício eleitoral após a desistência de Joe Biden em Delaware (EUA). Durante o discurso, afirmou que precisou lidar com todo tipo de criminoso enquanto foi promotora de Justiça no Estado da Califórnia. Em referência a Trump, citou “predadores que abusavam de mulheres”, “fraudadores que roubavam consumidores” e “aqueles que quebravam as regras para ganhar no jogo”.

Segundo Leitão, Kamala usa as acusações criminais contra o republicano para desconstruir a narrativa, impulsionada por ele próprio, de que seja “predestinado a voltar à Presidência” após sobreviver ao atentado na Pensilvânia. O jornalista acredita que o fato de o ex-presidente ter escapado ferido, mas vivo, envolveu o imaginário dos eleitores. Por outro lado, Kamala também estaria jogando com a percepção dos americanos ao “encarnar a justiça” em um momento em que a criminalidade no país se tornou um dos assuntos mais importantes.

Para Leitão, Kamala, que já aparece numericamente à frente nas pesquisas, trouxe vigor para a campanha dos democratas. Segundo nova pesquisa Reuters/Ipsos, ela tem com 44% das intenções de voto, contra 42% de Trump. Esta é a primeira sondagem de intenção de voto nos EUA após a desistência de Biden à corrida presidencial.

Assista abaixo ao Segunda Chamada de quarta-feira (24):

*Sob supervisão de Sofia Pilagallo

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Democratas arrecadam o equivalente a R$ 452,5 milhões após desistência de Joe Biden https://canalmynews.com.br/noticias/democratas-arrecadam-mais-apos-desistencia-de-joe-biden/ Tue, 23 Jul 2024 21:18:03 +0000 https://localhost:8000/?p=45153 Doadores que haviam parado de contribuir para o financiamento da campanha, em razão do estado de saúde do presidente, demonstraram que pretendem retomar apoio

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O Partido Democrata arrecadou mais de US$ 81 milhões (R$ 452,5 milhões) nas 24 horas seguintes à retirada da candidatura do presidente Joe Biden, que pretendia disputar a reeleição. De acordo com o jornal americano The New York Times, a quantia representa a maior contribuição online feita aos democratas desde 2020.

Até o fim da tarde desta terça-feira (23), os democratas acumulavam mais de US$ 100 milhões (R$ 558,8) em doações, segundo a BBC. A plataforma responsável por reunir as doações, a ActBlue, afirmou que mais de 888 mil pessoas doaram quantias de até US$ 200 (aproximadamente R$ 1.117) cada.

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Para o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin, da Universidade Federal Fluminense (UFF), que participou do Segunda Chamada de segunda-feira (22), esta arrecadação é de extrema importância, pois o Partido Democrata gasta cerca de US$ 30 milhões (R$ 167,6 milhões) por semana apenas para veicular campanhas na televisão. “É assim que funcionam as eleições nos Estados Unidos, com muito dinheiro de doações”, disse.

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A quantia arrecadada demonstra a retomada do entusiasmo dos eleitores democratas frente à possibilidade de Kamala liderar a chapa do partido. Desde o mau desempenho de Joe Biden no debate contra Trump, no final de junho, as doações estavam estagnadas. Apoiadores manifestavam preocupação com a capacidade do presidente de seguir na campanha.

Assista abaixo ao Segunda Chamada de segunda-feira (22):

*Sob supervisão de Sofia Pilagallo

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Análise: O fato de Kamala ser mulher e negra talvez não seja o suficiente para derrotar Trump https://canalmynews.com.br/internacional/analise-o-fato-de-kamala-ser-mulher-e-negra-talvez-nao-seja-o-suficiente-para-derrotar-trump/ Mon, 22 Jul 2024 19:15:11 +0000 https://localhost:8000/?p=45110 Para professor, embora a questão simbólica inerente à campanha da vice-presidente seja um elemento importante, é preciso pensar em outras estratégias para conquistar o eleitorado

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O fato de Kamala Harris ser mulher e negra talvez não seja o suficiente para fazê-la derrotar o ex-presidente e candidato republicano Donald Trump na eleição deste ano, afirmou ao MyNews o professor de relações internacionais Carlos Gustavo Poggio. Ele ressalta que, embora a questão simbólica inerente à campanha de Kamala seja um elemento importante para o Partido Democrata, é preciso pensar em outras estratégias para conquistar o eleitorado. A vice-presidente recebeu o apoio de Joe Biden para substituí-lo na corrida presidencial, após o presidente anunciar, no domingo (21), que desistiu de concorrer à Casa Branca.

“Os EUA elegaram Barack Obama. Hilary Clinton não foi eleita por muito pouco. Isso prova que o país está pronto para colocar na presidência alguém que não seja, necessariamente, um homem branco”, disse Poggio. “Mas há o risco de os democratas baterem muito nessa tecla da questão simbólica e errarem a mão. O eleitor não vota só pela questão simbólica, mas também, e principalmente, pela questão substantiva, em particular a questão econômica.”

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Segundo o professor de relações internacionais, enquanto Biden é visto como alguém mais experiente dentro do campo democrata, Kamala representa, em alguma medida, “o futuro do partido”, pelo fato de ser uma mulher mais jovem e filha de imigrantes. Ao mesmo tempo, enfrenta problemas de popularidade que precisam ser superados.

Kamala não teve um bom desempenho nas primárias democratas, perdendo em todos os estados. Ela chegou a ser bem avaliada em pesquisas de satisfação, mas por um breve período de tempo. Hoje, 51% dos americanos a desaprovam, enquanto 37% a aprovam, de acordo com um compilado de pesquisas do FiveThirtyEight.

A vice-presidente se define como progressista e é a principal voz do atual governo em defesa do aborto, mas já adotou posturas criticadas pela esquerda. Para alguns, ela, advogada com longa carreira no judiciário, não agiu de forma suficientemente assertiva como procuradora em casos que contribuíram para prisões injustas de réus negros e pobres. Também é mal avaliada pelo campo progressista em relação a seus posicionamentos sobre maconha, pena de morte e a imigração.

Veja desdobramentos da decisão de Joe Biden de abandonar a disputa pela Casa Branca:

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Saiba quem é Kamala Harris: filha de imigrantes e criticada por parte da esquerda https://canalmynews.com.br/internacional/filha-de-imigrantes-e-criticada-por-parte-da-esquerda-saiba-quem-e-kamala-harris/ Sun, 21 Jul 2024 23:25:48 +0000 https://localhost:8000/?p=45078 Vice-presidente dos Estados Unidos, que recebeu o apoio de Joe Biden para substituí-lo na disputa contra Donald Trump, foi a primeira mulher a ocupar o cargo no país

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A vice-presidente Kamala Harris, de 59 anos, que recebeu o apoio de Joe Biden para substituí-lo na disputa contra Donald Trump, foi a primeira mulher a a ocupar o cargo no país. Agora, pode ser a escolha do Partido Democrata para evitar que o candidato republicano, que lidera as pesquisas de intenção de voto, conquiste a presidência novamente. Ela é negra e filha de imigrantes (mãe indiana, pai jamaicano).

Kamala tem uma longa carreira no judiciário do país. Foi procuradora de São Francisco e do estado da Califórnia, onde também se elegeu senadora, em 2016. Nas eleições de 2020, era um dos nomes cotados para ser candidata à Presidência e liderou pesquisas internas dos democratas, mas desistiu após perder apoios importantes dentro do partido.

Leia mais: Biden desiste de candidatura à reeleição para presidente dos EUA

Segundo o professor de relações internacionais Carlos Gustavo Poggio, que conversou com o MyNews, enquanto Biden é visto como alguém mais experiente dentro do campo democrata, Kamala representa, em alguma medida, “o futuro do partido”, pelo fato de ser uma mulher mais jovem e filha de imigrantes. Ao mesmo tempo, enfrenta problemas de popularidade que precisam ser superados. Ela não teve um bom desempenho nas primárias democratas, perdendo em todos os estados. Chegou a ser bem avaliada em pesquisas de satisfação, mas por um breve período de tempo.

“Kamala não demonstrou ter uma habilidade política muito grande nesse processo das primárias democratas e, ao longo do mandato, também foi muito criticada”, afirmou Poggio, acrescentando que, hoje, o índice de rejeição dela é ainda maior que o de Biden. De acordo com um compilado de pesquisas do FiveThirtyEight, 51% dos americanos a desaprovam, enquanto 37% a aprovam.

Leia mais: Após desistência da reeleição de Biden, republicanos pedem que presidente renuncie

A vice-presidente se define como progressista e é a principal voz do atual governo em defesa do aborto, mas já adotou posturas criticadas pela esquerda. Para alguns, ela, advogada com longa carreira no judiciário, não agiu de forma suficientemente assertiva como procuradora em casos que contribuíram para prisões injustas de réus negros e pobres. Também é mal avaliada pelo campo progressista em relação a seus posicionamentos sobre maconha, pena de morte e a imigração.

Em 2014, já senadora, a provável candidata democrata se casou com o advogado Doug Emhoff e se tornou madrasta de Ella Emhoff, de 25 anos, e Cole Emhoff, de 30 anos. Ela não teve filhos.

Assista abaixo a análise completa:

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O Matriarcado Harris: biógrafo de Kamala explica papel e influência da mãe da vice-presidente dos EUA https://canalmynews.com.br/politica/o-matriarcado-harris-biografo-de-kamala-explica-papel-e-influencia-da-mae-da-vice-presidente-dos-eua/ Mon, 10 May 2021 14:58:18 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/o-matriarcado-harris-biografo-de-kamala-explica-papel-e-influencia-da-mae-da-vice-presidente-dos-eua/ Shyamala Harris nasceu na Índia sob domínio colonial britânico, foi acadêmica, mãe solo e figura central para Kamala

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Vice-presidente Kamala Harris faz comentários ao pessoal do Departamento de Defesa, com o presidente Joe Biden e o secretário de Defesa Lloyd J. Austin III, o Pentágono, Washington, D.C., 10 de fevereiro de 2021. (Foto do DoD por Lisa Ferdinando/ Fotos Públicas)
(Foto: Departamento de Defesa dos Estados Unidos / Fotos Públicas)

Na mitologia hindu, Devi é a deusa-mãe, uma matadora de demônios e, ao mesmo tempo, representação da energia feminina e da beleza. Quando a imigrante indiana Shyamala Gopalan Harris teve sua primeira filha, em 1964, ela a batizou Kamala Devi Harris e afirmou anos depois: “uma cultura que adora deusas produz mulheres fortes”.

Shyamala deixou a Índia para fazer pós-graduação na Universidade da Califórnia em Berkeley, aos 19 anos, em 1959. Estudiosa do câncer de mama, ela conheceu nos Estados Unidos o economista heterodoxo e imigrante jamaicano Donald Harris. Os dois foram casados 8 anos e tiveram duas filhas: Kamala e Maya Harris.

“Essa mulher estava fazendo isso sozinha e eu acredito que ela foi um exemplo para suas filhas. Kamala, em toda minha experiência, raramente deixa de mencionar sua mãe em todos os discursos importantes que ela dá. Ela raramente faz referências ao seu pai”, diz Dan Morain, jornalista com mais de 40 anos de experiência e autor da biografia “Kamala Harris – Uma Vida Americana”.

Apesar da união formal com Donald, Morain destaca que Shyamala foi a responsável pela criação e formação das filhas. A imigrante indiana levava Kamala para reuniões do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos e em eventos de centros culturais negros que contavam com a presença de nomes como a cantora Nina Simone, a poeta Maya Angelou e Shirley Chisholm, congressista de Nova York que foi a primeira candidata presidencial negra do país.

Primeiras eleições

Kamala entrou no Judiciário como procuradora-geral adjunta do Condado de Alameda, na década de 1990, época em que também teve um relacionamento com Willie Brown, então presidente da Assembleia do Estado da Califórnia e veterano da política local. No livro, Morain afirma que no período Kamala aparecia mais nas colunas sociais dos jornais do que em reportagens sobre seu papel como procuradora.

O relacionamento com Brown terminou logo após o veterano do Partido Democrata ser eleito prefeito de San Fransisco, em 1995, e Kamala disputou sua primeira eleição em 2002, quando concorreu, e venceu, a corrida pelo cargo de procuradora da cidade e do condado de São Francisco.

Logo nos primeiros meses no cargo, ela enfrentou um batismo de fogo. O policial Isaac Espinoza foi morto em serviço e a recém-empossada procuradora foi pressionada pelas forças policiais da região a pedir a pena de morte para o assassino. Opositora da pena capital, Kamala manteve sua posição e não cedeu à pressão que veio até mesmo da senadora democrata Dianne Feinstein.

Ainda assim, Kamala foi criticada por grupos de direitos humanos por promover uma lei estadual que prendeu pais de filhos que não frequentavam a escola e ignorar uma pergunta sobre a legalização da maconha, em 2010.

Morain destaca que Kamala conseguiu “navegar” o cenário político da Califórnia com pragmatismo e ascendeu nos cargos do Judiciário. Em 2010, foi eleita como Procuradora-geral da Califórnia, sendo a primeira mulher e a primeira negra no cargo. Logo após ser reeleita como Procuradora-geral da Califórnia, concorreu e conseguiu uma vaga no Senado dos Estados Unidos.

O jornalista veterano avalia que Kamala conseguiu mais liberdade para expressar suas opiniões após deixar o Judiciário e que escolhe com cuidado as disputas que compra.

“Ela nem sempre evita uma briga. Há certas brigas que ela assume, mas sobre a pena de morte, ela é uma oponente moral da pena de morte, ela pensa que é fundamentalmente injusto, ela acredita que é racista, que as pessoas recebem condenações injustas e são enviadas para o corredor da morte. Ela não acredita que o Estado deva matar em nome do povo. Quando ela estava disputando a eleição para procuradora do distrito de São Francisco, ela deixou claro que nunca apresentaria um caso de pena de morte e se manteve fiel a isso”, diz o jornalista ao MyNews.

Vice-presidente dos Estados Unidos

Kamala esteve longe de ter um desempenho eleitoral de destaque durante as prévias do Partido Democrata que escolheram o nome que tentaria tirar da Casa Branca o então presidente Donald Trump. As prévias democratas escolheram Joe Biden, mas então algo mudou na política do país.

Em 25 de maio de 2020, o policial branco Derek Chauvin sufucou o homem negro George Floyd, disparando uma onda de protestos que varreu o país. Morain afirma que a política dos Estados Unidos e o Partido Democrata mudaram após o episódio.

“Tornou-se quase imperativo que ele escolhesse uma mulher negra para o trabalho, existem apenas algumas que seriam qualificáveis. E, dentre elas, Kamala Harris era a única que tinha participado de uma disputa estadual, ela ganhou disputas estaduais no maior estado dos EUA, Califórnia, ela venceu três vezes, ela foi examinada por jornalistas, ela concorreu ao cargo de presidente, ela não concorreu bem, mas concorreu, então ela foi examinada por adversários políticos, por pesquisadores da oposição, ela tornou-se a opção mais lógica”, diz o jornalista.

Joe Biden e Kamala Harris. Foto: Twitter Kamala Harris / Fotos Públicas
Joe Biden e Kamala Harris. Foto: Twitter Kamala Harris / Fotos Públicas

Kamala será presidente em 2024?

Biden é o presidente mais velho da história da Casa Branca, com 78 anos. Kamala, por sua vez, tem 56 anos. Morain destaca que isso não significa, contudo, que a filha mais velha de Shyamala será o nome principal da chapa do Partido Democrata nas próximas eleições presidenciais.

“Eu sei que Biden gostaria de ser presidente há muito tempo e se ele puder concorrer em 2024, se sua saúde permitir, ele irá concorrer em 2024, é meu palpite. Dito disso, ela será candidata a presidente, não tenho dúvidas de que ela será candidata quando Joe Biden tiver terminado. Ela não fará nada para tirá-lo do caminho de qualquer maneira, seu trabalho, e ela entende completamente, é ser a melhor vice-presidente que ela pode ser. E o sucesso dela depende do sucesso dele, se ele for um presidente de sucesso, então ela terá uma melhor chance de se tornar presidente”, diz Morain.

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A luta pela justiça racial nos EUA https://canalmynews.com.br/herminio-bernardo/literatura-em-fatos-a-luta-pela-justica-racial-nos-eua/ Mon, 29 Mar 2021 19:02:37 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/literatura-em-fatos-a-luta-pela-justica-racial-nos-eua/ ´Só para membros: Geórgia elege o primeiro senador negro da história. Raphael Warnock é pastor da mesma igreja de Martin Luther King

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Mudança na Casa Branca https://canalmynews.com.br/herminio-bernardo/literatura-em-fatos-mudanca-na-casa-branca/ Mon, 29 Mar 2021 19:01:58 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/literatura-em-fatos-mudanca-na-casa-branca/ Só para membros:Biden assume a Presidência dos Estados Unidos com discurso pedindo união e em defesa da democracia

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Como a eleição para senador na Geórgia vai influenciar no governo de Joe Biden https://canalmynews.com.br/mais/como-a-eleicao-para-senador-na-georgia-vai-influenciar-no-governo-de-joe-biden/ Sat, 26 Dec 2020 19:19:59 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/como-a-eleicao-para-senador-na-georgia-vai-influenciar-no-governo-de-joe-biden/ O segundo turno da eleição está marcado para 5 de janeiro

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Joe Biden e Kamala Harris. Foto: redes sociais

Duas vagas para o Senado dos Estados Unidos ainda estão em disputa na Geórgia e serão fundamentais para o governo de Joe Biden. Atualmente, os republicanos estão com 50 cadeiras e os democratas com 48. Se o partido do presidente eleito conseguir que seus dois candidatos vençam, também ficará com 50 assentos na Casa. Com empate, o voto de minerva será da vice-presidente eleita, Kamala Harris. “Veja que, com 50 a 50, ele (Joe Biden) não pode ter nenhum tipo de dissidência. Ele vai ter que ter seu partido bastante unido em torno das pautas dele”, explicou o professor de relações internacionais da Faap Carlos Gustavo Poggio no programa Vou Te Contar, do canal MyNews.  

Joe Biden vai tomar posse no dia 20 de janeiro. O professor Carlos Poggio avalia que ele poderá ter dificuldades para avançar com suas propostas internamente. “Os democratas saem dessas eleições de 2020 com uma maioria mais apertada do que aquela que eles entraram. Ele vai ter de negociar com republicanos e no Congresso também terá de negociar com a ala mais à esquerda do partido Democrata que não é muito afeita a muitas pautas do Joe Biden”, diz.

Na relação com o Brasil, o meio ambiente pode ser uma questão de maior pressão por parte do governo Biden. “Se com a China Biden vai trazer à tona a questão dos direitos humanos, na questão com o Brasil vai aparecer a questão do meio ambiente”, afirma Poggio. “A nossa única incógnita é qual vai ser a reação do governo brasileiro”.

Poggio também avalia que a administração de Donald Trump ficou caracterizada pelo comportamento do atual presidente. A derrota o faz perder força, mas o professor ressalta que ele se tornou líder de um movimento, o trumpismo. “A gente não sabe exatamente qual vai ser a força desse movimento com o Trump fora da Casa Branca. Então essa é uma questão importante que a gente vai examinar também ao longo do ano de 2021”.

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