CPI da Pandemia: a programação da semana Randolfe Rodrigues, vice-presidente, Omar Aziz, presidente, e Renan Calheiros, relator da CPI da Pandemia. Foto: Edilson Rodrigues (Agência Senado). Colegiado

CPI da Pandemia: a programação da semana

Presidente da ANVISA, ex-ministro da SECOM e presidente da Pfizer no Brasil participarão do colegiado; situação faz pressão por presença de governadores

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  • Na terça‑feira, a CPI da Pandemia ouvirá Antonio Barra Torres, presidente da ANVISA, sobre a recusa da vacina Sputnik V e o processo de liberação de imunizantes no Brasil.
  • Na quarta‑feira, Fabio Wajngarten, ex‑chefe da Secretaria de Comunicação, declarará que o governo Bolsonaro recusou 70 milhões de doses da Pfizer em agosto 2020 por “incompetência”.
  • Na quinta‑feira, Marta Díez, presidente da Pfizer no Brasil, deverá detalhar as tratativas com o Governo Federal para a compra de vacinas.
  • A CPI tem 79 convites e 150 pedidos de testemunhas; os 229 requerimentos serão votados ao longo da semana.

A CPI da Pandemia tem em sua agenda desta semana os depoimentos do presidente da ANVISA, Antonio Barra Torres (terça-feira), o ex-chefe da Secretaria de Comunicação, Fabio Wajngarten (quarta-feira), e a presidente da Pfizer no Brasil Marta Díez (quinta-feira).

A presença do presidente da ANVISA é resultado de quatro requerimentos apresentados à CPI. Torres deve falar sobre a recusa da agência reguladora da vacina Sputnik V e o processo de liberação de imunizantes no Brasil.

A compra de imunizantes também deve ser uma das pautas para Díez. A presidente da Pfizer deve contar detalhes as tratativas com o Governo Federal para a compra de vacinas. De acordo com Wajngarten, o governo de Bolsonaro recusou uma oferta de 70 milhões de vacinas da Pfizer em agosto de 2020 por “incompetência”.

Ao todo, a CPI da Pandemia tem 79 convites para audiências públicas e 150 pedidos para a convocação de testemunhas. Os 229 requerimentos devem ser votados ao longo da semana. Dez ministros de Bolsonaro tem requerimentos para depoimentos, inclusive o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que pode ser reconvocado.

Os ministros que terão sua presença analisada são: Paulo Guedes (Economia), Walter Braga Netto (Defesa e ex-Casa Civil), Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil e ex-Secretaria de Governo), Carlos Alberto Franco França (Relações Exteriores), Anderson Torres (Justiça), Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovações), Flávia Arruda (Secretaria de Governo) e Damares Regina Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) e, como convidado, e o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) Wagner Rosário.

Também há requerimentos para investigar o repasse de recursos da União para estados e municípios. Nesse sentido, podem ser convocados para depor os governadores Rui Costa (Bahia), Hélder Barbalho (Pará) e João Dória (São Paulo), além de Wilson Lima, do Amazonas. Wellington Dias (Piauí) é convidado como representante do Fórum dos Governadores. Também há requerimentos para o depoimento de secretários estaduais de Saúde

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na CPI da Pandemia. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na CPI da Pandemia. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

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