Ministério Público pede explicações a postos sobre aumento de preços da gasolina Bombas de combustíveis (Foto: Pixabay)

Ministério Público pede explicações a postos sobre aumento de preços da gasolina

Medida pode resultar em punições, caso seja caracterizado abuso

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  • O Ministério da Justiça e Segurança Pública notificou, nos dias 3 e 4 de outubro, oito entidades de postos de combustíveis no Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná para esclarecer o aumento da gasolina.
  • As entidades — cinco associações no RJ, duas em SP e um sindicato no PR — têm 48 horas para responder à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).
  • A Senacon analisará as respostas e o ministério adotará as providências que considerar necessárias.
  • O ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou que livre‑mercado não autoriza “liberou geral” na definição de preços.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), notificou na terça-feira (3) e nesta quarta (4) oito entidades representantes de postos de combustíveis em três estados do país para explicar o aumento no preço da gasolina. Elas têm 48 horas a partir do recebimento da notificação para dar respostas ao ministério.

São cinco entidades no Rio de Janeiro, duas em São Paulo e uma no Paraná. Trata-se de associações, federações e um sindicato, todos representantes de proprietários de postos ou distribuidores de combustíveis.

A notificação foi feita através da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). Após receber as respostas, a secretaria as analisará e, segundo o ministério, “adotará as providências que se fizerem necessárias”. O ministro da Justiça, Flávio Dino, comentou a medida hoje em conversa com jornalistas. Para ele, livre mercado não significa “liberou geral” na definição de preços dos combustíveis.

“Houve uma notificação realizada ontem para que as entidades representativas do setor prestem informações sobre porque houve tais reajustes, as razões. Não há dúvida de que é um regime de livre mercado, mas liberdade no sentido jurídico da palavra, não é um ‘liberou geral’. Tem regras. E essas regras estão no Código de Defesa do Consumidor. Daí essa notificação preliminar”, defende o ministro.

Segundo Dino, a depender da resposta dessas entidades, processos podem ser abertos e resultar em punições, sanções, caso esteja caracterizado o abuso de poder econômico.