Lula faz bem em cancelar viagem a SC para evitar mais tensão, defende jornalista Marcos Magalhães participa do Segunda Chamada de quarta-feira | Foto: Reprodução/MyNews SEGUNDA CHAMADA

Lula faz bem em cancelar viagem a SC para evitar mais tensão, defende jornalista

Na visão de Marcos Magalhães, Milei faz uma 'grande descortesia' ao cancelar participação na cúpula do Mercosul para vir ao Brasil e encontrar com Bolsonaro

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  • Lula cancelou a visita ao Porto de Itajaí (SC) neste fim de semana, decisão defendida pelo jornalista Marcos Magalhães.
  • O cancelamento visa evitar nova escalada de tensão com o presidente argentino Javier Milei, que estará em SC nos dias 6 e 7 de julho.
  • Milei, que desistiu da cúpula do Mercosul no Paraguai, comparecerá à CPAC em Balneário Camboriú ao lado de Jair Bolsonaro.
  • Magalhães alerta que comportamentos não diplomáticos de líderes como Milei e Donald Trump não podem ser normalizados.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez bem em cancelar a viagem que faria ao Porto de Itajaí (SC) neste fim de semana, pois o momento agora é de acalmar os ânimos e evitar problemas adicionais, afirmou ao Segunda Chamada de quarta-feira (3) o jornalista Marcos Magalhães. A declaração veio em meio à discussão sobre a tensão crescente entre Lula e o presidente da Argentina, Javier Milei, que estará presente no estado catarinense nos dias 6 e 7 de julho.

Na segunda-feira (1º), Milei cancelou a participação em uma cúpula do Mercosul, que acontece no Paraguai em 8 de julho, para comparecer a uma reunião da Conferência Política de Ação Conservadora (CPAC), em Balneário Camboriú, em que o ex-presidente Jair Bolsonaro estará presente. No dia seguinte, disse que quem critica seus ataques contra Lula é um “perfeito dinossauro idiota”, o que elevou ainda mais as tensões.

Leia mais: ‘Não podemos normalizar isso’, diz jornalista sobre conduta de Milei em relação a Lula

Para Magalhães, líderes como Milei e o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump são pessoas que “não têm muito jogo de cintura, jogo diplomático, educação e cortesia”. Ele acredita que, com o avanço da extrema direita no mundo, comportamentos políticos não diplomáticos acabaram se tornando comuns. Mas, para ele, isso não pode ser normalizado. Pelo contrário, deve ser combatido.

“Não podemos mais aceitar esse padrão de comportamento, seja por parte dos brasileiros ou por parte dos argentinos”, disse. “Não faz sentido que esse tipo de rusga e de descortesia contamine as relações bilaterais.”

Para o ex-embaixador da Argentina no Brasil Juan Pablo Lohlé que também participou do programa, a pressão para uma mudança de postura “tem que vir de baixo para cima”. Isso significa que as sociedades brasileira e argentina devem agir no sentido de mostrar que esta não é uma postura aceitável. Os dois países têm um histórico de aproximações e afastamentos que acabaram fortalecendo a democracia no final dos anos 1980.

Assista abaixo ao Segunda Chamada de quarta-feira (3):

*Sob supervisão de Sofia Pilagallo

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