Presidente afirma que Brasil tem “seriedade fiscal” em meio a cobranças por cortes Lula em reunião no Ministério de Minas e Energia nesta sexta-feira (6) — Foto: Tauan Alencar/MME

Presidente afirma que Brasil tem “seriedade fiscal” em meio a cobranças por cortes

Presidente rebateu cobranças por cortes de gastos e afirmou que também fiscalizará pessoalmente o cumprimento de medidas aprovadas pelo governo

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  • Em reunião do Conselho Nacional de Política Energética, em Brasília, na sexta‑feira (6), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a “seriedade fiscal” do Brasil frente a críticas por cortes de gastos.
  • Lula comparou a dívida brasileira a de outros países e garantiu que a população de baixa renda não será responsabilizada por ajustes fiscais.
  • O governo reconhece a preocupação do mercado com a sustentabilidade da dívida e alerta que a falta de controle de gastos pode elevar o dólar e os juros.
  • Propõe‑se revisar renúncias fiscais e emendas parlamentares, mantendo investimentos sociais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateu, nesta sexta-feira (6), as cobranças do mercado financeiro e de economistas por cortes de gastos públicos. Durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em Brasília, o petista defendeu a condução econômica do governo e afirmou que o país tem “seriedade fiscal” e responsabilidade social.

Na ocasião, Lula questionou as críticas à situação das contas públicas e comparou a dívida brasileira à de outros países. Além disso, afirmou que a população de baixa renda não será responsabilizada por medidas de ajuste fiscal. “A única coisa que eles têm que saber é que o pobre não pagará a conta”, declarou.

Por outro lado, as cobranças por contenção de despesas estão relacionadas à preocupação com a sustentabilidade da dívida pública. Sem medidas para controlar os gastos obrigatórios, o mercado pode perder a confiança nas contas do país, pressionando o dólar e mantendo os juros elevados. No entanto, o governo defende que o ajuste não comprometa investimentos sociais e inclui no debate a revisão de renúncias fiscais e de emendas parlamentares.

Além de abordar a situação fiscal, Lula afirmou que pretende acompanhar pessoalmente o cumprimento e os prazos das medidas aprovadas pelo governo. “Quem não quiser fazer, cai fora. Porque o Brasil não pode esperar”, disse. Por fim, o presidente reconheceu que 2026 termina de forma menos positiva do que gostaria e reforçou que também fiscalizará as entregas da equipe ministerial, além do monitoramento realizado pela Casa Civil.

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