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Em reunião com aliados para o segundo turno, presidente criticou a relação entre política e Supremo e afirmou que é preciso discutir novos critérios para escolha de ministros
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (5) que é o único candidato “antissistema” na disputa pela Presidência e criticou o que chamou de “promiscuidade” estabelecida na Suprema Corte brasileira. Lula disputará o segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), marcado para 25 de outubro.
Durante reunião com aliados para definir estratégias para a próxima etapa da campanha, Lula defendeu uma reforma no sistema judiciário e disse ser necessário discutir novos critérios para a escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, a sociedade deve debater questões como a influência do presidente da República, do Congresso e do poder econômico nas indicações, além da possibilidade de estabelecer mandatos para os ministros.
O presidente também afirmou que sua campanha precisa buscar os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno. Mais de 33,4 milhões de eleitores deixaram de votar, o equivalente a 21,08% do eleitorado apto, segundo os dados apresentados. Lula disse que o desafio nos próximos 20 dias será identificar os erros cometidos e acelerar as ações para ampliar a participação eleitoral.
Lula declarou ainda estar convencido de que será reeleito e citou a segurança pública como um dos temas que deverão ser enfrentados no segundo turno. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou com 47,03% dos votos, enquanto Lula teve 45,16%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A votação de 25 de outubro definirá quem comandará o país pelos próximos quatro anos.