Brasília - 14/10/2025 - Secretário de Segurança de São Paulo, Guilherme Derrite, debate PEC da Segurança Pública na Câmara Foto: Lula Marques/Agência Brasil.
Senador com a maior votação da história, falou com exclusividade para o nosso canal
O senador eleito pelo estado de São Paulo, Guilherme Derrite, falou com exclusividade ao canal do MyNews após sua eleição e explicou propostas que pretende levar para Brasília. Candidato pelo PP, foi eleito senador por São Paulo com 13.273.880 votos, o que corresponde a 30,59% dos votos.
Derrite, aliás, é policial militar de carreira e, por isso, levanta a bandeira da segurança pública em São Paulo e para todo o Brasil, agora como senador eleito. O MyNews o questionou sobre quais serão seus primeiros passos em Brasília. Com uma votação expressiva, André do Prado também foi eleito. Os dois derrotaram Simone Tebet e Marina Silva, apoiadas pelo atual governo federal.
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“Segurança pública, eu vou sim contextualizar, né? Eu sou policial militar de carreira, convivi com esse momento, trabalhei quase vinte anos na Polícia Militar, um bom período desse tempo na ROTA, combatendo crime organizado, uma parte no Corpo de Bombeiros também, salvando vidas, que o bombeiro aqui em São Paulo pertence à Polícia Militar, então é uma instituição.
Depois eu fui deputado federal por dois mandatos, consegui aprovar leis importantes, o fim da saída temporária, a lei antifacção, e fui secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas, por três anos, desde o início da gestão, até o período que eu poderia ficar”, disse o senador eleito por São Paulo.
“Eu vou explicar aqui com alguns eventos, tem duas grandes teorias que estudam a segurança pública e criminalidade do mundo todo, adotadas por países: uma chamada teoria crítico-racional, adotada pela esquerda marxista, que trata o bandido como coitadinho, vítima da sociedade, fruto do meio em que ele viveu, ouvimos isso na fala de um mentiroso chamado Luiz Inácio Lula da Silva, dizendo que traficante era vítima do usuário, e reflexo desse pensamento marxista que não deu certo em lugar nenhum do mundo, porque os países que adotam essa teoria crítico-racional são os países com o maior número de crimes do mundo”, analisou, fazendo ataques ao atual presidente, de quem é opositor.
Além disso, Guilherme Derrite também defendeu a redução da maioridade penal, uma pauta associada à direita e à extrema direita, que será novamente discutida em Brasília após uma eleição que deu a esse campo da política inúmeras vitórias na disputa por vagas no Senado e na Câmara dos Deputados. Na visão do ex-secretário, se uma pessoa for presa e julgada a dez anos de prisão, ela deve cumprir todo o tempo da pena e trabalhar de alguma forma dentro da prisão.