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Programas dos candidatos à Presidência divergem sobre endurecimento penal, encarceramento, controle de armas e prevenção da violência, mas convergem na defesa da inteligência policial e do combate financeiro às facções
Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentam propostas distintas para a segurança pública no segundo turno da eleição presidencial. De um lado, Flávio defende penas mais severas, redução da maioridade penal e ampliação do sistema prisional. De outro, Lula combina repressão ao crime com prevenção social e controle de armas.
No combate às facções criminosas, porém, os dois candidatos têm pontos em comum. Ambos propõem ampliar o uso da inteligência policial, integrar as forças de segurança e atingir as fontes de financiamento do crime organizado. Além disso, Flávio defende classificar grupos como o PCC e o Comando Vermelho como organizações narcoterroristas. Lula prioriza a cooperação entre União, estados e municípios.
Já na política penitenciária, as diferenças são mais evidentes. Flávio promete criar 500 mil vagas em presídios ao longo de quatro anos. Também propõe construir cinco unidades de segurança máxima inspiradas no modelo de El Salvador. Lula, por sua vez, pretende melhorar a gestão prisional, isolar lideranças criminosas e reduzir a reincidência.
Na prevenção da violência, ambos apresentam medidas para combater o feminicídio e proteger as vítimas. Flávio enfatiza o endurecimento das punições e o monitoramento de agressores. Lula, por outro lado, propõe ampliar a rede de acolhimento às mulheres e investir em ações educativas e sociais. Para especialistas ouvidas pelo SBT News, os resultados dependerão da capacidade de investigação, do controle da atividade policial e da aplicação efetiva das políticas preventivas.