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Na semana passada, a Argentina anunciou que dará cidadania a quem aportar US$ 350 mil no Tesouro ou comprar US$ 800 mil em títulos públicos. Entrou em um mercado de cerca de US$ 20 bilhões por ano: a residência e cidadania por investimento (RCBI, do inglês). Os Estados Unidos são o país que mais recebe […]
Na semana passada, a Argentina anunciou que dará cidadania a quem aportar US$ 350 mil no Tesouro ou comprar US$ 800 mil em títulos públicos. Entrou em um mercado de cerca de US$ 20 bilhões por ano: a residência e cidadania por investimento (RCBI, do inglês). Os Estados Unidos são o país que mais recebe estrangeiros por esta via: o visto de investidor EB-5 atraiu US$4,07 bilhões em 2025.
Os brasileiros conhecem bem esse mercado. Somos o 6º país que mais obteve green cards pelo visto de investidor EB-5 na última década, com aporte mínimo atual de US$ 800 mil por família (desde 2022; antes, eram US$ 500 mil). Um novo reajuste está previsto para janeiro de 2027. Em Portugal, foram 154 golden visas para brasileiros só em 2025, o 7º maior número entre todas as nacionalidades. Os motivos que ouço são sempre os mesmos: patrimônio em moeda forte e opções para os filhos.
Pouca gente sabe que o Brasil também tem visto de investidor, desde 2017. Quem investe R$ 500 mil em uma empresa brasileira ou compra imóveis a partir de R$ 1 milhão pode pedir residência. Em 2025, estrangeiros aplicaram R$ 626 milhões por essa via, segundo o OBMigra, do Ministério da Justiça. É pouco para um país do nosso tamanho.
Exportamos investidores e quase não disputamos os de fora. Capital vai para onde é bem recebido.