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Integrantes da Corte mudam de postura na disputa eleitoral. Segundo análise da CNN Brasil, a atuação no primeiro turno teria favorecido Flávio Bolsonaro
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotaram uma postura mais discreta no segundo turno das eleições. A mudança ocorre após avaliações de que a atuação de integrantes da Corte na primeira fase da disputa teria favorecido Flávio Bolsonaro (PL).
Flávio Dino é um dos exemplos dessa mudança. Nos primeiros dez dias da campanha do segundo turno, o ministro manteve discrição. No primeiro turno, porém, liderou movimentos no STF contra decisões favoráveis a Flávio. Além disso, determinou investigações sobre suposta interferência estrangeira e acusações de violência religiosa.
Alexandre de Moraes também tomou decisões interpretadas nos bastidores como sinais de distensão com o bolsonarismo. Entre elas, estão a progressão de pena de Débora do Batom e o arquivamento de investigações contra aliados da direita. Além disso, autorizou Flávio a visitar o pai, Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar. Paralelamente, Moraes e Gilmar Mendes ampliaram a pressão sobre Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O movimento envolve questionamentos sobre relações com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Nos bastidores, aliados de Moraes avaliam os possíveis efeitos de uma vitória de Flávio. Nesse cenário, o Supremo poderia enfrentar maior pressão política e novos riscos de impeachment. Entre as alternativas discutidas estão uma reforma do Judiciário pelo Congresso e mudanças na composição da Corte. Outra possibilidade seria uma negociação com o candidato do PL. Nesse contexto, Moraes poderia desistir de disputar a presidência do STF em 2027 para permanecer no cargo.