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SALÁRIO MÍNIMO
Referência de renda para 61,9 milhões de brasileiros, o piso nacional gera debates no 2º turno devido aos impactos nas contas públicas
Segundo informações publicadas originalmente pelo portal g1, em reportagem de Alexandro Martello, as campanhas presidenciais do segundo turno apresentam definições distintas sobre a política de reajuste do salário mínimo. O tema é central para a economia do país. Afinal, o piso serve de referência para 61,9 milhões de pessoas.
Atualmente fixado em R$ 1.621, o salário mínimo impacta diretamente a renda, o consumo e as contas públicas.
A candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende a manutenção da atual regra de valorização. Consequentemente, a fórmula garante o reajuste anual acima da inflação.
Fórmula de cálculo: combina a inflação do ano anterior (INPC) com o crescimento do PIB de dois anos antes. No entanto, o ganho real é limitado a 2,5%, para respeitar as regras do arcabouço fiscal.
Projeção para 2027: o projeto do Orçamento prevê o piso em R$ 1.741 no próximo ano.
Vincular benefícios: a equipe econômica confirma que aposentadorias e pensões continuarão atreladas ao valor do mínimo.
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) afirma que manterá os aumentos acima da inflação. Contudo, a equipe do candidato não detalhou qual será a fórmula exata de cálculo para o ganho real.
Aposentadorias garantidas: o programa do candidato assegura que não haverá desindexação dos benefícios previdenciários em relação ao piso.
Ajuste fiscal: apesar de prometer corte de gastos públicos, a equipe garante que a tesoura não afetará o poder de compra do trabalhador.
Detalhamento pendente: procurada pela reportagem, a equipe econômica do candidato não explicou como funcionará a regra prática de reajuste anual.
A política de valorização real melhora o poder de compra da população e estimula a atividade econômica. Por outro lado, ela pressiona as finanças do governo federal. Isso ocorre porque benefícios previdenciários e assistenciais são vinculados ao salário mínimo.
Portanto, o próximo presidente precisará equilibrar o ganho de renda da população com o controle do déficit público.