Foto: Agência Mestre
Ministro Marco Aurélio Bellizze também exigiu relatórios sobre suposta restrição de conteúdos favoráveis a Lula e elevou multa diária por descumprimento para R$ 1 milhão
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu 24 horas para a Meta comprovar o cumprimento de medidas que garantem igualdade na distribuição de conteúdo eleitoral. A determinação vale para as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro no segundo turno. O ministro Marco Aurélio Bellizze tomou a decisão nesta segunda-feira (19).
Bellizze também exigiu relatórios sobre denúncias de restrição a publicações favoráveis a Lula. A campanha do presidente questiona a atuação da plataforma nas eleições. Além disso, aponta falhas no combate a perfis automatizados e conteúdos gerados por inteligência artificial.
A polêmica ganhou força após usuários relatarem diferenças nas respostas da inteligência artificial da Meta, disponível no WhatsApp. Segundo as denúncias, a ferramenta criava imagens com a inscrição “Flávio 22”, mas recusava pedidos semelhantes com “Lula 13”. A Meta atribuiu alguns episódios a falhas técnicas e negou provas suficientes de favorecimento político deliberado.
Até domingo (25), data do segundo turno, a empresa deverá aplicar os mesmos critérios às duas candidaturas na distribuição de conteúdos, nas recomendações e nas buscas. A decisão também restringe anúncios eleitorais sem contratação oficial e exige dados sobre gastos, alcance e responsáveis pelos pagamentos. Se descumprir as medidas, a Meta pagará multa diária de R$ 1 milhão, valor que substitui a penalidade anterior de R$ 500 mil.