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No último confronto antes do segundo turno, candidatos abordaram supostas ligações com Daniel Vorcaro, divergiram sobre segurança pública e encerraram o encontro com apelos aos eleitores
No quarto bloco do debate da TV Globo, realizado na sexta-feira (23), Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) trocaram acusações sobre a disputa envolvendo uma ilha em Angra dos Reis (RJ), ligada ao jogador Richarlison, e a relação do senador com o advogado Willer Tomaz. Flávio negou irregularidades e afirmou que o caso já havia sido analisado pela Justiça, enquanto Lula questionou a rapidez da regularização do imóvel.
A segurança pública e o caso do Banco Master também dominaram a discussão. Flávio criticou a proposta de emenda constitucional da segurança apresentada pelo governo e acusou Lula de ter recebido um uísque avaliado em R$ 500 mil de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro atualmente preso. O presidente, por sua vez, acusou o adversário de manter ligações com Vorcaro e mencionou outros episódios, incluindo a negociação envolvendo a vacina Covaxin. Flávio negou as acusações e afirmou que o empresário investiu em um filme sobre Jair Bolsonaro sem utilização de recursos públicos.
Nas considerações finais, Lula pediu votos em nome de sua trajetória política e da defesa da democracia, além de voltar a atacar o adversário. Flávio prometeu recuperar o poder de compra da população, defender a liberdade e melhorar a segurança nas ruas, além de questionar se a vida dos brasileiros havia melhorado nos últimos quatro anos. O debate foi o último encontro entre os candidatos antes da votação do segundo turno, marcada para domingo (25).